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2007
JANEIRO
FEVEREIRO

MARÇO

 

JANEIRO

Cientistas encontram a alma
Carlos de Brito Imbassahy

 

Foi nos idos anos de 44/45, meses antes de terminar a II Grande  Guerra que se teve notícia de que cientistas italianos, financiados pelos nazistas, estavam fazendo um estudo, à época, conhecido como bebê de proveta.
    Do estrondoso noticiário veiculado naquela ocasião, o que se pôde deduzir é que eles haviam chegado à conclusão de que, referindo-se a mulheres sadias, essas só se apresentavam férteis se estivessem dotadas de um campo de energia atuante em seu ventre. Campo esse que acompanhava o feto ao nascer.
    Isso justificava o motivo pelo qual algumas senhoras tivessem apenas um ou dois filhos e não mais engravidassem, embora acompanhados do mesmo parceiro, sem resguardos nem preocupações específicas para evitar a gravidez.
    Na época, a Física dava início a um profundo estudo sobre campos de energia e estava em voga suas pesquisa, por interesses bélicos, até. Desenvolvendo suas pesquisas, os italianos conseguiram descobrir que, se mudassem a freqüência do campo térmico, conseguiriam chocar ovos de galinhas recém-postos em pouco mais de 48 horas, sem necessidade dos 21 dias tradicionais.
    Assim, tudo indica que eles idealizaram a possibilidade de criar, em torno de uma proveta, um campo semelhante ao detectado no ventre materno e, desse modo, inserindo um óvulo e os genes masculinos, obteriam um bebê fabricado na proveta, como se aquele campo artificial pudesse dispor das condições de vida espiritual para animar um ser humano.
    É claro que, sendo eles materialistas, achavam que qualquer campo artificial, igual ao que a futura mãe possuía, fosse capaz de gerar o feto.
    Logo em seguida, a guerra terminou. Livre do jugo nazista e independente dele, a Itália voltou a ser um país como dantes. Aproveitou-se disso o Papa Eugênio Pacelli (Pio XII) para proibir tais pesquisas, sob a premissa de que feriam as leis da Criação, ou coisa que o valha.
    E ninguém mais soube a que conclusões chegaram os experimentadores. Passam-se os tempos. Trinta anos após, os suecos conseguem armar um espectrógrafo, aparelho comum em nossas CTI e UTI, capaz de detectar a presença de um campo energético no paciente moribundo, campo esse que abandonava o corpo do mesmo no ato do trespasse. Deram-lhe o nome de alma. Ou melhor, atribuíram ao referido campo a concepção que se tinha de alma.Acoplaram um dinamômetro à aparelhagem e conseguiram medir, por diferença de peso, que a pessoa viva, no ato da morte, ao perder esse
campo, também perdia o equivalente a 22g de ação de energia. Esta experiência é conhecida como a pesagem da alma. Concluíram, assim, que a dita alma é que dava condição de vida ao organismo, dotando seu corpo somático de personalidade e que, sem ela, tal corpo vira cadáver, apesar de suas células continuarem vivas. Logo, não seriam essas células orgânicas as responsáveis pelo princípio vital daquele organismo. Muito ao contrário, elas perdiam sua vitalidade, gradativamente, com o afastamento do aludido campo dito alma.
    Dando prosseguimento aos estudos suecos, Harold Saxton Burr conseguiu aperfeiçoar o espectrógrafo de suas pesquisas a ponto de obter resultados específicos a esse campo, dito alma, e que ele intitulou de life's field (campo de vida). Aliás, nome este dado ao seu livro sobre o tema. O que poderíamos nós deduzir disso tudo?
    Primeiramente, à luz dos estudos de Kardec, concluiríamos que o campo detectado pelos italianos, atuando no ventre materno, provavelmente correspondesse ao perispírito do ser encarnante ou esperando oportunidade para se encarnar.
    Justifica-se tal hipótese porque ele acompanha o feto e não mais continua ativo no ventre materno.
    Posteriormente, os suecos detectam esse campo, provavelmente o mesmo, já que da pesquisa italiana nada restou.. Ele dota o organismo humano de vida e de personalidade, portanto, representa, sem dúvida, a alma ou parte do espírito encarnado do indivíduo, pois, ao se afastar do corpo, abandonando-o, dita-lhe a morte (ou desencarnação).
    As mesmas células orgânicas de que dispunha o organismo humano continuam vivas, porém, perdem sua principal característica, definhando e transformando o corpo em cadáver, esvaindo-se assim, o princípio vital.
    Pode-se, portanto, concluir que o primeiro passo científico para a comprovação da existência da alma foi dado e que nada, até então, contraria a tese espírita reencarnatória
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.O LIVRO DA VIDA


    Benjamin Franklin, inteligência privilegiada do século 18, mais conhecido entre nós pela sugestão do uso de pára-raios em grandes edifícios, escreveu certa vez:
    “Quando vejo que nada é aniquilado nos trabalhos de Deus, e nem uma gota d’água é desperdiçada, não posso acreditar que exista o aniquilamento das almas.
Também não posso acreditar que Deus queira suportar o esbanjamento de milhões de mentes já feitas, que agora existem, e dar-se ao contínuo trabalho de fazer outras, novas.
Assim, vendo que existo no mundo, acredito que, sob uma forma ou outra, sempre existirei.
E, com todos os inconvenientes que a vida humana tende a oferecer, não farei objeções a uma nova edição da minha. Espero, contudo, que a errata da última seja corrigida.”
    Possivelmente em um momento de bom humor, mas firme nesse seu ponto de vista, Franklin escreveu seu próprio epitáfio:
 “O corpo de Benjamin Franklin, impressor, como a capa de um livro velho, seu conteúdo despedaçado e despido de seu título e de seus dourados aqui jaz,.alimento para os vermes. Mas o trabalho não será  perdido.
Pois, como ele acredita, aparecerá mais uma vez, em nova e mais elegante edição, revista e corrigida pelo autor.” 
    Vemos que o grande cientista acreditava, não somente na imortalidade da alma, mas também na reencarnação.
    E, como ele, podemos dizer que a nossa vida é um livro que estamos escrevendo e estudando todos os dias.
    Os nossos atos vão compondo novas páginas, os nossos pensamentos vão nele sendo impressos. Cada capítulo que concluímos, pela maturidade que vamos alcançando, é mais rico.
    Nenhum capítulo é somente dor. Como nenhum é de total êxtase.. Lágrimas e dores se confundem, tornando a obra um best-seller.
    Cada vida é um livro inédito, sem igual. É bom lembrar, no entanto, que, quando um autor lança um livro pede a alguém competente no assunto que faça a apreciação do seu trabalho.
Essa apreciação passa a constar como prefácio da obra.
    De outras vezes, é o autor mesmo que apresenta a sua obra. No prefácio ele oferece ao leitor dados sobre o conteúdo, razão e finalidade dos seus escritos.
    As pessoas quase sempre deixam de ler essa parte e começam a ler o assunto principal.
    Justamente por essa forma errada de ler, menosprezando as explicações do autor ou do prefaciador, muito do conteúdo poderá ficar sem um bom entendimento.
    O livro da nossa vida também possui um prefácio. É nele que anotamos os projetos e falamos dos nossos objetivos na presente existência. É no prefácio que assinalamos as diretrizes que deveremos seguir. Por essa razão, pelo menos uma vez por ano devemos reler o prefácio do livro da nossa vida. Isto para termos refrescada a memória sobre o que desejamos fazer da nossa existência.
   Porque viver não é somente respirar, saciar as necessidades básicas de alimentação, repouso e lazer. Viver é oportunidade de crescimento, de progresso. Ninguém nasce para ser um fracassado, derrotado. Cada qual nasce para um grande objetivo: se tornar melhor, subir um degrau na evolução.
    Relendo o prefácio do livro da nossa vida, recordando porque nos encontramos aqui, poderemos realizar as correções devidas para aproveitar esta oportunidade, de forma ampla. Poderemos lembrar de retornar àquele curso que começamos e desistimos. Ou talvez que devamos retornar ao seio da família que um dia largamos, em algum lugar.
    Possivelmente nessa lida do prefácio, recordaremos da intensa necessidade de Deus, da religião. Talvez, em algum momento, reguemos com lágrimas as páginas do prefácio, enquanto a memória reavivada nos remete ao doce aconchego da prece.


Pensemos nisso!

Será hoje o momento de proceder à leitura do prefácio do livro da nossa vida? 
( Momento Espírita)

 


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CAUSAS ATUAIS DAS AFLIÇÕES


 (...) Saídos das mãos do Criador, puros e ignorantes acerca do bem e do mal, assumimos corpos materiais que nos servem de instrumento para progredir nos mundos onde somos chamados a viver. Cada encarnação nos oferece uma oportunidade de aprendizado: moral e intelectual. Pela justiça e bondade divinas, cada um de nós terá oportunidades semelhantes de submeter-se  a provas, cuja finalidade é desafiar nosso Espírito, para que ele desenvolva o potencial de inteligência e amor que foi depositado nele,  pelas mãos de Deus, no momento de sua criação.
    Nada nos é imposto, podendo alterar-se o calendário das ocorrências que nos foram propostas, antes de reencarnarmos, a qualquer momento que queiramos.  Isso significa que a maior parte das ocorrências  de nossa vida não está escrita , como muitos pensam, mas são programas que podem ser modificados por nós, segundo nosso livre-arbítrio, a qualquer momento. Nossa vida seria, então, uma página em branco. Podemos “rascunhar” mil projetos antes de vir para esse mundo, visando nosso aprimoramento, mas não colocá-los em prática, assim como podemos assumir muitas responsabilidades que não estavam em nosso projeto inicial, suavizando ou agravando nossas provações, conforme as escolhas que fizermos.
    Normalmente os Espíritos que estão passando pelas provas entendidas como desafios e lutas necessárias ao progresso, enfrentam as dificuldades com resignação e coragem, tornando-se modelos a serem seguidos pelas outras pessoas.
    Diferente é o caso das expiações: são impostas e irrecusáveis pelo Espírito, pois, se constituem na medicação amarga necessária à cura da alma infratora.  Assim, o delinqüente espiritual sofre, em si mesmo, as dores que fez  outros sofrerem, para despertar  sua consciência a respeito da má ação  que praticou.   Mas a finalidade desse sofrimento é a reeducação da alma falida, perante a lei divina e não a  mera punição pelo crime cometidos. Deus não castiga nenhum de seus filhos, pois, os criou falíveis, imperfeitos, mas destinados a atingir a perfeição, por méritos próprios.
    Desse modo, muitas doenças físicas e mentais, de origem genética, sem possibilidade cura, representam expiações que facultarão ao indivíduo reparar  os erros e libertar-se da consciência de culpa.  (...) Interessante compreender, portanto, que nem toda prova é uma expia; cão, mas toda expiação serve como uma prova  para o Espírito. Geralmente quem expia, reclama, quem é provado, demonstra resignação e coragem.
    O perdão divino às nossas faltas não significa o esquecimento delas, mas sim a oportunidade de reparação do erro cometido.
    O “carma” desse modo  não é algo fixo, inexorável. Pode ser modificado por atitudes positivas do infrator.  Se a finalidade da expiação é o reequilíbrio  da alma, então o sofrimento não é necessário, mas constitui-se num dos recursos para levar a este reequilíbrio. .  “O amor cobre a multidão de pecados ( Pedro, I, cap. 04,08), ou seja, a ação no bem é capaz  de desviar de nós muitas dores expiatórias.   Não é difícil entender esse  raciocínio. Basta pensar: se um filho cometeu muitos erros, mas compreende esses erros, arrepende-se deles e se propõe  a repará-los, por que seu pai iria puni-lo? Porém, se ao contrário, o filho rebelde continua cometendo erros e não se modifica perante as tentativas de reeducação oferecida pelo pai, resta a este genitor puni-lo, de forma que ele possa despertar  e compreender que essa atitude não será tolerada, pois, fere as leis estabelecidas pelo pai. Assim age Deus conosco: quando erramos, sofremos, por ter nos distanciado da lei do amor. Esse sofrimento, porém, nos alerta sobre a escolha errada que fizemos e nos leva a  buscar o caminho de volta”.


 (...) NUNCA DIGA;  “ESTOU SOFRENDO”.  DIGA SEMPRE: “TENHO UM GRANDE DESAFIO EM MINHA VIDA””.(extraído do Livro “Seja Feliz, diga não à depressão”, dra. Elaine Aldrovandi, editora EME.)

 

AS ESCOLHAS DA VIDA

Um grupo de ex-alunos, todos muito bem estabelecidos profissionalmente, se reuniu para visitar um antigo professor da universidade.
Em pouco tempo, a conversa girava em torno de queixas de estresse no trabalho e na vida como um todo.
Ao oferecer café aos seus convidados, o professor foi à cozinha e
retornou com um grande bule e uma variedade de xícaras de porcelana, plástico, vidro, cristal; algumas simples, outras caras, outras requintadas; dizendo a todos para se servirem.
Quando todos os estudantes estavam de xícara em punho, o professor disse:
    Se vocês repararem, pegaram todas as xícaras bonitas e caras, e  deixaram as simples e baratas para trás. Uma vez que não é nada anormal que vocês queiram o melhor para si, isto é a fonte dos seus problemas e estresse.
    Vocês podem ter certeza de que a xícara em si não adiciona qualidade nenhuma ao café. Na maioria das vezes, são apenas mais caras e, algumas vezes, até ocultam o que estamos bebendo
O que vocês realmente queriam era o café, não as xícaras, mas escolheram, conscientemente, as melhores xícaras... e então ficaram de olho nas xícaras uns dos outros.
    Agora pensem nisso: A Vida é o café, dinheiro e posição social são as xícaras.
Elas são apenas ferramentas para sustentar e conter a Vida e o tipo de
xícara que temos não define, nem altera, a qualidade de Vida que vivemos.
    Às vezes, ao concentrarmo-nos apenas na xícara, deixamos de saborear o  café que Deus nos deu.
    Deus côa o café, Mas xícaras..não são importantes.  Saboreiem  o seu café. (autor desconhecido).


PRINCÍPIO  DO VÁCUO.
(Joseph Newton)


    Você tem o hábito de juntar objetos inúteis no momento, acreditando que um dia (não sabe quando) poderá precisar deles?
    Você tem o hábito de juntar dinheiro só para não gastá-lo, pois no futuro poderá fazer falta?
Você tem o hábito de guardar roupas, sapatos, móveis, utensílios domésticos e outros tipos de equipamentos que já não usa há um bom tempo? E dentro de você?
    Você tem o hábito de guardar mágoas, ressentimentos, raivas e medos?  Não faça isso. É antiprosperidade.
    É preciso criar um espaço, um vazio, para que as coisas novas cheguem em sua vida.
É preciso eliminar o que é inútil em você e na sua vida, para que a prosperidade venha. É a força desse vazio que absorverá e atrairá tudo o que você almeja.
    Enquanto você estiver material ou emocionalmente carregado de coisas velhas e inúteis, não haverá espaço aberto para novas oportunidades.
    Os bens precisam circular. Limpe as gavetas, os guarda-roupas, o quartinho lá do fundo, a garagem. Dê o que você não usa mais.
    A atitude de guardar um monte de coisas inúteis amarra sua vida.Não são os objetos guardados que emperram sua vida, mas o significado da atitude de guardar  Quando se guarda, considera-se a possibilidade da falta, da carência.
É acreditar que amanhã poderá faltar, e você não terá meios de prover suas necessidades. Com essa postura, você está enviando duas mensagens para o seu cérebro e para a vida:
primeira, você não confia no amanhã e, 
segunda, você acredita que o novo e o melhor não são para você, já que se contenta em guardar coisas velhas e inúteis.
Desfaça-se do que perdeu a cor e o brilho e deixe entrar o novo em sua casa e dentro de você!
(From: Coramel, via A Era do Espírito)


.TOQUES DE SERENIDADE


    Angústia? Ao que se conhece, todo tratamento para supressão da ansiedade está baseado ou complementado pelo serviço em favor de alguma causa nobre ou em auxílio de alguém.
    Obrigação cumprida será sempre o nosso mais valioso seguro de proteção...
    Injúrias e perseguições? Os que agravam o próximo são doentes necessitados de internação na clínica do silêncio e da prece.
    Faça o melhor que puder, em qualquer situação, com tamanho devotamento à felicidade alheia, que não sofra arrependimento ou remorso em tempo de crise.
    Se você almeja situações que presentemente não consegue alcançar, faça o melhor que possa, onde esteja, e, sem dúvida, trabalhando sempre, você atingirá o lugar que deseja.
    Se você receia a velhice do corpo, lembre-se de que a resistência física avançada no tempo não é a noite de hoje e sim o alvorecer de amanhã... (André Luiz, in  "Canteiro de Idéias", F.C.Xavier, editora IDEAL).


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FEVEREIRO

EFEMÉRIDES ESPÍRITAS-FEVEREIRO

26/02/1842
Nasce Camille Flammarion, astrônomo e divulgador da Doutrina dos Espíritos.
06/02/1832
Realiza-se o casamento de Allan Kardec com a professora Amélie Gabrielle Boudet.
17/02/1827
Desencarna o grande mestre de Kardec, João Henrique Pestalozzi.
18/02/1891
É fundado pelo Dr. Bezerra de Meneses o “Grupo Espírita Regeneração”.

 

O Conforto que vem de Deus

(Elio Mollo).   

No livro “O SERMÃO DA MONTANHA”, o escritor espiritualista Huberto Rohden diz o seguinte; “Muitos sabem falar de Deus. Algunsaté sabem falarcomDeus. Masquaseninguém sabe calarperanteDeusparaqueDeus possa lhefalar”. Para que possamos tratar desse assunto, primeiramente, temos que compreender como age nosso pensamento no universo em que vivemos e de que forma ele se movimenta.
    Na questão 27 de “O LIVRO DOS ESPÍRITOS”, obra codificada por Allan Kardec, lemos a seguinte resposta dos Espíritos superiores: “Há doiselementosgerais do universo, a matéria e o Espírito, e acima de tudoDeus, o criador, o Pai de todas as coisas. Deus, Espírito e matéria constituem o princípio de tudo o que existe, a trindadeuniversal. Mas ao elementomaterial tem-se quejuntar o fluidouniversal, quedesempenha o papelintermediárioentre o Espírito e a matéria”.
    É através do fluido universal que os Espíritos se comunicam entre si, ou com os encarnados e vice-versa. Quando oramos, ou seja, quando estamos sintonizados com Deus, ocorre o mesmo, pois é através desse fluido que nos comunicamos com Ele.    A distância que nossa prece alcançará através desse fluido dependerá da intensidade de nossa fé e da sinceridade. Assim, quanto mais intensas forem nossa fé e nossa sinceridade, mais perto de Deus nossa prece chegará.
    Diz Allan Kardec, no livro “O EVANGELHO SEGUNDO O ESPIRITISMO” (cap. XXVII, item 10): “O Espiritismonos faz compreender a ação da prece, ao explicar a forma de transmissão do pensamento, seja quando o ser a quem oramos atende ao nossoapelo, seja quando o nossopensamento eleva-se a ele. Para se compreender o que ocorre nesse caso, é necessárioimaginartodos os seres, encarnados e desencarnados, mergulhados no fluidouniversalque preenche o espaço, assimcomo na terra estamos envolvidos pelaatmosfera. Essefluido é impulsionado pelavontade, pois é o veículo do pensamento, como o ar é o veículo do som, com a diferença de que as vibrações do arsão circunscritas, enquanto as do fluidouniversal se ampliam ao infinito. Quando, pois, o pensamento se dirige paraalgumser, na terraou no espaço, de encarnadopara desencarnado, ouvice-versa, uma corrente fluídica se estabelece de um a outro, transmitindo o pensamento, como o ar transmite o som.
    A energia da correnteguardaproporçãocom a do pensamento e da vontade. É assimque os Espíritos ouvem a precequelhes é dirigida, qualquerque seja o lugaronde se encontrem, assimque os Espíritos se comunicam entresi, quenos transmitem suasinspirações, e que as relações se estabelecem à distânciaentre os própriosencarnados”.
    Igualmente, através desse fluido, Deus nos conforta e nos dá energia para enfrentarmos bem as dores pelas quais passamos em nosso dia a dia. A grande maioria dessas dores são frutos de nossa imprevidência, são violações que cometemos contra as Leis Divinas sem nos darmos conta. Entretanto, quando transgredidas, essas leis reagem de maneira a nos chamar a atenção em forma de dor. Se não encontramos os motivos  nesta vida é porque as infringimos numa outra, pois somos Espíritos que tivemos muitas encarnações no passado e a reparação dos erros cometidos em encarnações pretéritas é uma necessidade natural.
    Temos diversas espécies de dores: emocionais, sentimentais, dificuldades de relacionamento, perda de bens materiais, de emprego, de entes queridos e por aí a fora, porém, somente quando essas dores atingem um grau insuportável nossos pensamentos se voltam para Deus, na busca de conforto. Nessa hora, tentamos orar, procuramos uma religião, ou algum lugar que nos alivie a dor, que vem para nos despertar e dizer que devemos evoluir e meditar o que fazer para nos livrarmos dela e alcançarmos o crescimento espiritual.
    Se formos a um Centro Espírita, obteremos orientação, seremos encaminhados para uma assistência espiritual adequada e receberemos os fluídos necessários para o nosso restabelecimento. Em nota às questões 68, 69 e 70 de O LIVRO DOS ESPÍRITOS, Kardec diz: “Quando a quantidade de fluidovital se esgota, pode tornar-se insuficientepara a conservação da vida, se não for renovada pelaabsorção e assimilação das substânciasque o contém”. É como se a bateria de um carro ficasse fraca e necessitasse ser recarregada.
     Como recarregar esse fluido em nosso organismo?
    Se a fraqueza não atingiu o corpo físico, podemos começar a recarregá-la através da prece dirigida a Deus, feita por nós mesmos ou por outras pessoas; de palavras de conforto dirigidas a nós; de palestras instrutivas (principalmente evangélicas); de passes e da modificação de pensamentos (exemplo: de pessimistas para otimistas). Isso tudo, porém, dependerá de como fazemos a prece, assimilamos as palavras que ouvimos e utilizamos os fluidos oferecidos a nós por intermédio do passe, ou seja, tudo dependerá de nós

Se o corpo físico já foi atingido, além dos cuidados da prece, das palavras amigas e do passe, deveremos também receber os cuidados que a medicina nos oferece.
    Em nota à questão de nº 70 de O LIVRO DOS ESPÍRITOS, Kardec diz: “O fluidovital se transmite de umindivíduo a outro. Aqueleque o tem emmaiorquantidade, pode dá-lo ao que o tem pouco e, emcertoscasos, restabelecer a vidaprestes a se apagar”. Podemos deduzir que, em havendo alguma anomalia em nosso organismo, poderemos receber assistência através da fluidoterapia, geralmente chamada passe. Assim, podemos ser assistidos nas doenças de ordem física, ou de ordem espiritual, mas a eficácia dessa assistência dependerá da vontade de quem a recebe.
    No salmo 46:10 encontramos a seguinte frase: “Aquieta-te, eu sou Deus”.
    Na maioria dos momentos de aflição, entretanto, fazemos muito barulho, com queixas, murmúrios, revoltas, etc, quando deveríamos nos aquietar e ver o que Deus tem para nós. Nada acontece por acaso. Tudo tem sua razão de ser. É hora de reflexão, então, aquietemo-nos, sintonizemo-nos com Deus e tenhamos a certeza que Ele nos enviará o conforto necessário. Ele é nosso Pai e nos quer bem.
  gegegegegege


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A FÉ E A ESPERANÇA   

  A fé e a esperança são amigas inseparáveis. Poderíamos dizer que a fé está para a esperança como o Sol está para a Lua.
  A Lua não tem luz própria: reflete aquela que recebe do Sol. Daí porque a Lua difunde raios pálidos e isentos de calor, enquanto o Sol espalha raios intensos e fúlgidos que, além de iluminar, aquecem e vivificam.
  O Sol é a própria luz; a Lua não é, reflete a luz recebida. Assim, a fé é como o Sol. É força comunicativa que se irradia do coração de quem a tem e se reflete no coração de outrem gerando neste a esperança. 
    Jesus tinha fé. Seus discípulos tinham a esperança gerada pela fé exemplificada de seu Mestre.   Assim também os corações que se aproximam de Jesus e estabelecem com Ele certa comunhão, iluminam-se com a luz patente do Seu imaculado espírito. 
    A Lua clareia os caminhos em noites escuras tal qual a esperança nos sustenta nas horas de trevas.   O Sol ilumina e fecunda a estrada da vida, como a fé fortalece as fibras íntimas da alma, robustecendo-a na caminhada para Deus.  O Sol é energia: movimenta, vivifica, ativa e produz.  A luz amortecida da Lua mostra os obstáculos; a luz brilhante e vívida do Sol distingue e remove os tropeços dos caminhos da vida. 
    A esperança faz nascer no coração do homem as boas e nobres aspirações; só a fé, porém, as realiza.  A esperança sugere, a fé concretiza.  A esperança desperta nos corações o anseio de possuir luz própria, conduzindo, portanto, as criaturas à fé.
    Quem alimenta a esperança está, invariavelmente, sob o impulso da fé que lhe vem de alguém. A força da fé é eminentemente conquistadora.   Quem admira os exemplos e os feitos edificantes, põe-se, desde logo, em harmonia com o poder de quem os realizou. Este, projeta naqueles suas influências benfazejas: é o Sol fazendo a Lua refletir a sua luz, ou seja, a fé gerando a esperança.  
    Saulo de Tarso, doutor da lei e membro do sinédrio, após conhecer e absorver os ensinos do Sublime Carpinteiro de Nazaré, passou a refletir com fidelidade as verdades da Boa Nova. Contagiado pela fé dos discípulos singelos do Meigo Rabi, chamados homens do caminho, dispõe-se a reformular sua vida, passando de perseguidor a defensor ardoroso das idéias cristãs, convertendo-se no grande pregador Paulo, também chamado Apóstolo dos gentios.
   Foi refletindo a fé do Cristo que os primeiros cristãos se entregaram ao martírio de cabeça erguida e serenidade no olhar. 
    Bem-vinda seja a esperança! Bendita seja a fé! Uma e outra espancam as trevas interiores. 
Que seria da alma encarcerada na carne se não houvesse fé, nem esperança?
Pense nisso!
    Se é doce ter esperança, é valor e virilidade ter fé.  Enquanto a esperança suaviza o sofrimento, a fé neutraliza seus efeitos depressivos.  Se a esperança nos sustenta nas lutas deste século, a fé nos assegura desde já a vitória da vida sobre a morte. 
(Baseado no livro EmTorno do Mestre, cap. Fé, Esperança e Caridade – momentoespírita).

 

CRENÇA E CONHECIMENTO   

  Não é raro se ouvir afirmativas como “eu creio que vai chover”, “creio que vai fazermuitofrioesteano, creio que vou para o céuoupara o inferno”, etc.
    Sem dúvida essas são opiniões que não têm nenhum compromisso com a verdade. São meras crenças. E a crença é cega.
    No entanto, uma pessoa que conhece meteorologia e tem equipamentos para sondar o clima, poderá afirmar se irá chover ou fazer calor nos próximos dias.
    Certamente as pessoas que têm conhecimento são as mais indicadas para opinar sobre os assuntos que dominam.
    Não poderia ser diferente quanto às questões relativas às crenças religiosas.
    Nesse particular é sempre importante buscar o conhecimento com os sábios que realmente sabem sobre as leis que regem o universo.
    Acreditar nesta ou naquela fórmula, neste ou naquele movimento, numa receita qualquer de felicidade, não é próprio de pessoas que desejam saber o porquê e o significado das coisas.
    Aproveitando-se das pessoas que aceitam tudo sem exame, sem uma análise profunda das propostas apresentadas, sempre houve e sempre haverá os pregadores de ilusões.
    E eles não precisam de muito esforço, não. Basta prometer a felicidade póstuma e receitar uma fórmula simples e fácil, que conseguem inúmeros seguidores fiéis.
    Mas, se diante das prescrições perguntássemos se isso realmente nos ajudará e de que maneira; qual será nosso crescimento efetivo, esse tipo de proposta desapareceria.
    Temos de convir que, se os cultos exteriores, as promessas fáceis, as palavras decoradas ditas sem emoção, trouxessem felicidade, não haveria nenhum infeliz no mundo.
    Comece perguntando a si mesmo se determinada prática lhe fará efetivamente mais feliz, lhe trará mais conhecimento das coisas, mais grandeza da alma. 
    Se uma barganha, uma troca de favores, é interessante para ambas as partes ou somente para uma delas.
    Pergunte-se o que faria com o objeto que costuma oferecer em troca de um favor dos céus, caso o recebesse de alguém.
    Que utilidade teria para você o objeto ou a atitude que oferece como pagamento de um favor.
    Se o objeto for oferecido a Deus, que é o supremo senhor do universo, o que Deus faria com a sua oferta?
     “Dai a César o que é de César e a Deus o que é de Deus”.
    O que Deus faria com as coisas de César?
    O que ele faria com as quinquilharias que nem para nós, criaturas imperfeitas, teriam utilidade?
    Busque, assim, o conhecimento das leis morais que regem o universo.
    Se você é cristão, encontrará nos ensinos de Jesus informações importantes que lhe ajudaram a abrir os olhos do intelecto e apreciar o mundo de uma forma mais ampla e lúcida. 
    “A cadaumsegundosuasobras”, afirmou Jesus. Ele é um espírito que possui autoridade intelecto-moral para nos orientar sobre as verdades da vida, pois já trilhou o caminho que hoje estamos percorrendo.
    Ao dizer: “Antesque Abraão fosse, eu sou”, ele se referia a sua maturidade espiritual, que foi conquistada antes dos primeiros homens habitarem o planeta.
    Jesus prescreveu o amor a Deus acima de tudo, e ao próximo como a si mesmo. Eis um guia seguro, que nos conduzirá à felicidade eterna.
    E amar a Deus é conhecer suas leis e vivê-las. As leis naturais e as leis morais.
    Mesmo antes de Jesus vamos encontrar sábios que também ensinaram grandes verdades, como Sócrates, Platão, Aristóteles, entre outros.
    Em vez da crença cega, que certamente nos levará a grandes decepções e desilusões, optemos pelo conhecimento das coisas.
    Somente o conhecimento da verdade nos fará livres. Livres de tantas esquisitices e fórmulas sem sentido que só nos retardam o acesso à felicidade que desejamos tanto.
    Pense em todas essas considerações, e opte por uma das alternativas: crença cega, ou conhecimento lúcido e fé inabalável.
TC 20/11/2006 -Equipe de Redação do Momento Espírita( A Era do Espírito).


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PROPÓSITO  DA REENCARNAÇÃO   

O Espírito encarna e reencarnará inúmeras vezes com a finalidade de progredir. Gradualmente, ele sai da ignorância e cresce em conhecimentos e em moralidade.Esse processo é vasto e demanda incontáveis existências.
    Nesse longo caminhar, vagarosamente o Espírito inteira-se do teor das leis divinas, que se encontram inscritas em sua consciência.
    As leis divinas constituem um roteiro de felicidade.Quem consegue adaptar sua vontade e seu proceder aos estatutos divinos, apressa e ameniza sua evolução para Deus. Todo ato contrário às leis soberanas gera desequilíbrio, a exigir reparação.
    Conforme a extensão das conseqüências, o ato de reparar pode demandar inúmeras encarnações. Muitas vezes um homem consegue ignorar e sufocar a própria consciência durante um tempo. Não raro, grandes criminosos terminam seus dias terrenos na abastança.
    No plano espiritual, tudo muda de figura. Entre as encarnações, o Espírito contempla, no cenário da própria consciência, os atos que praticou.  Ele vislumbra todas as conseqüências que advieram de seu proceder. E se vê tal qual é, sem ilusões ou desculpas. Alguns recalcitram no reconhecimento da própria realidade.
    Entretanto, permanecem desequilibrados e sofredores, enquanto isso não se dá. Não existe a figura do Espírito culpado, mas feliz. Os pensamentos e os sentimentos do Espírito desencarnado são muito intensos e claros.
    O corpo físico funciona como um quebra-luz, que diminui a agilidade mental e abafa as percepções e sensações. Sem o corpo, tudo se torna muito vívido e vibrante. Um Espírito delinqüente padece enormemente por conta do remorso. Seus sofrimentos morais possuem uma pujança impossível de ser concebida por quem está encarnado. Para atenuá-los, ele se decide pelas mais dramáticas e sofridas encarnações, sem titubear. Tudo parece preferível a suportar tão angustiantes impressões.
    Isso bem evidencia a sabedoria do preceito evangélico segundo o qual devemos nos acertar com os inimigos, enquanto estamos ao lado deles.
    É prudente resolver imediatamente as pendências que temos com o próximo, sem acumular dívidas na consciência. 
    Por outro lado, como tudo é muito intenso no plano espiritual, isso também ocorre com a felicidade. A alegria do dever bem-cumprido, de estar em perfeita paz, tudo se multiplica ao infinito.
    O Espírito devedor percebe a diferença entre sua condição e a de quem cumpriu o próprio dever. Para passar de um estado a outro, decide-se a enfrentar algumas dificuldades na terra.
Por isso, quando o Espírito programa sua existência futura, age com lucidez.  Posteriormente, esquecido do que o moveu, muitas vezes reclama das agruras da vida. Mas as dificuldades são desafios destinados a fazer surgir o melhor que existe no ser.
    Elas se destinam a promover a reparação do passado de enganos e gerar novos conhecimentos. Seu corajoso e digno enfrentamento descortina um amanhã luminoso, pleno de paz. Assim, não reclame de sua vida.
    Seja digno e correto, em todas as circunstâncias.
    Não se preocupe com os equívocos alheios. 
    Cada qual dará contas de seus atos à própria consciência.
    Sua tarefa consiste em melhorar-se, sempre e cada vez mais Para isso você nasceu.
(DP 29/11/2006.  Equipe de Redação do Momento Espírita).


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MARÇO

COMO CONCILIAR LIVRE-ARBÍTRIO  COM PRESCIÊNCIA DIVINA? 

Rogério Coelho

 

Na esfera individual, o livre-arbítrio é o único elemento dominante. A existência de cada homem é resultante de seus atos e pensamentos.” -  Emmanuel[1]. Perante o conhecimento antecipado que Deus tem de todas as coisas, pode-se verdadeiramente afirmar a liberdade humana? Eis aí um árduo problema de metafísica!...
Em sua obra admirável, Léon Denis vem em nosso socorro em tão intricado assunto, informando-nos que esta “questãoaparentemente complexa e árdua que faz correrrios de tinta possui solução das mais simples. Mas o homemnão gosta de coisas simples; prefere o obscuro, o complicado, e não aceita a verdade senão depois de ter esgotado todas as formas do erro...
Deus, cuja ciência infinita abrange todas as coisas, conhece a natureza íntima de cada homem e as impulsões, as tendências, de acordo com as quais poderá determinar-se. Nós mesmos, conhecendo o caráter de uma pessoa, poderíamos facilmente prever o sentido em que, numa dada circunstância, ela decidirá, quer segundo o interesse, quer segundo o dever.
Uma resolução não poderá nascer de nada. Está forçosamente ligada a uma série de causas e efeitos anteriores de que deriva e que a esxplicam. Deus, conhecendo cada alma em suas menores particularidades, pode, pois, rigorosamente, deduzir, com certeza, do conhecimentoque tem dessa alma e das condições em que ela é chamada a agir, as determinações que, livremente, ela tomará.
Notemos que não é a previsão de nossos atos que os provoca. Se Deus não pudesse prever nossas resoluções, não deixariam elas, por isso, de seguirseu livre curso. É assim que a liberdade humana e a previdência divina conciliam-se e combinam, quando se considera o problema à luz da razão.
O círculo dentro do qual se exerce a vontade do homem, é, de mais a mais, excessivamente restrito e não pode, em caso algum, impedir a ação divina, cujos efeitos se desenrolam na imensidade sem limites. O fraco inseto, perdido no canto de um jardim, não pode, desarranjando os poucos átomos ao seu alcance, lançar a perturbação na harmonia do conjunto e colocar obstáculos à obra do DivinoJardineiro.
  (...) A liberdade é a condição necessária da alma humana que, se mela, não poderia construir seu destino. É em vão que os filósofos e os teólogos têm argumentado longamente a respeito desta questão. À porfia tem-na obscurecido com suas teorias e sofismas, votando a Humanidade à servidão em vez de a guiar para a luz libertadora. A noção é simples e clara. Os druidas haviam-na formulado desde os primeiros tempos de nossaHistória. Está expressa nas “Tríades” por estes termos:
Há três unidades primitivas: Deus, a luz e a liberdade.   À primeira vista, a liberdade do homem parece muito limitada no círculo de fatalidades que o encerra: necessidades físicas, condições sociais, interesses ou instintos. Mas, considerando a questão mais de perto, vê-se que a alma tem sempre liberdade suficiente para quebrar este círculo e escapar às forças opressoras.
A liberdade e a responsabilidade são correlativas no ser e aumentam com sua elevação; é a responsabilidade do homem que faz a sua dignidade e moralidade.
Para todo Espírito, por menor que seja o seu grau de evolução, a Lei do dever brilha como um farol, através da névoa das paixões e interesses. Por isso, vemos todos os diashomens nas posições mais humildes e difíceis preferirem aceitar provações duras a se abaixarem a cometer atos indignos.
O livre-arbítrio é, pois, a expansão da personalidade e da consciência.
Para sermos livres é necessário querer sê-lo e fazer esforço para vir a sê-lo, libertando-nos da escravidão da ignorância e das paixões baixas, substituindo o império das sensações e dos instintos pelo da razão.
Isto só se pode obterpor uma educação e uma preparação prolongada das faculdades humanas: libertação física pela limitação dos apetites; libertação intelectual pela conquista da verdade; libertação moral pela procura da virtude.   É esta a obra dos séculos.”
Allan Kardec publicou na “Revue Spirite” de outubro de 1863 uma página mediúnica, onde um Espírito familiar narra possuir o Universo uma grande lei que domina tudo: A Lei do Progresso.
 “É em virtude dessa lei” – ensina o Espírito, na obra citada – “que o homem, criatura essencialmente imperfeita, deve, como tudo quanto existe em nosso globo, percorrer as fases que o separam da perfeição. Sem dúvida, Deus sabe quanto tempo cada um levará para chegar ao fim; como, porém, todo progresso deve resultar de um esforço tentado para o realizar, não haveria nenhum mérito se o homem não tivesse a liberdade de tomar este ou aquele caminho.
  Não se poderia afirmar sem blasfêmia, que Deus tenha querido a infelicidade de Suas criaturas, desde que os infelizes expiam sempre, tanto uma Vida anterior mal empregada, quanto sua recusa a seguir o bom caminho, quando este lhe era mostrado claramente. Assim, depende de cada um abreviar a prova que deve sofrer; e, por isto, os guias seguros, bastante numerosos, lhe são concedidos, para que seja inteiramente responsável por sua recusa de seguir seus conselhos. O livre-arbítrio existe, pois, muito realmente no homem, mas com um guia: a consciência.Vós todos que tendes acesso ao grande foco na nova ciência, (o Espírito refere-se ao Espiritismo), não negligencieis de vos penetrar
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ENTREGAR-SE A DEUS

    A intuição da existência de um ser superior é inerente ao homem.
    Em todos os tempos e culturas, o ser humano sempre buscou relacionar-se com a divindade.
    A época atual bem reflete essa real necessidade do homem: ligar-se a Deus. 
    Tem-se a evolução científica e tecnológica, a cultura tornada acessível a um número antes impensável de pessoas, valores em constante mutação.
    Viver torna-se em geral mais confortável, sob o prisma material, mas isso não traz paz para as criaturas.
    A vida se torna sofisticada, há pressa para tudo, as relações se superficializam.
    Mas, com a mesma rapidez com que se leva a existência, os problemas psicológicos grassam, as neuroses das mais diversas ordens surgem.
    Num mundo de transitoriedades e coisas superficiais, a confiança em Deus surge como um consolo inestimável.
    É bastante raro encontrar alguém que afirme não acreditar em Deus. 
    Ao mesmo tempo, a conduta da humanidade não espelha essa crença.
    Por certo a natureza divina não é acessível ao nosso precário entendimento, mas a lógica ensina que o Criador  obrigatoriamente possui determinadas virtudes em seu máximo potencial.
    Assim, acreditar em Deus, como princípio e mantenedor do universo, implica reconhecer que ele é infinitamente bom, justo, sábio, onisciente, onipresente e todo-poderoso, dentre outros atributos.
    A fé raciocinada e refletida difere substancialmente do mero acreditar, sem qualquer análise ou conseqüência.
    A meditação sobre o significado da crença na divindade possui o condão de encher a criatura de paz.
    Afirmar-se crente em Deus não pode ser uma simples fórmula, politicamente correta, para brilhar em conversas de salão.
Trata-se de uma opção consciente de vida, resultado de uma análise profunda, com severas implicações.
    Acreditar sinceramente no Criador é incompatível com a revolta diante das dificuldades, fugas ao cumprimento do dever e comportamentos indignos das mais diversas ordens.
    Se o Pai é bom, tudo pode e sabe, Ele deseja e providencia o melhor para todos.
    O aluno que confia em seu professor não fica indagando da utilidade das tarefas que este lhe confia, ou mesmo reclamando de sua eventual dificuldade.
    Executa-as, simplesmente, confiante na sabedoria, nos objetivos e no método de seu mestre.
    Comportamento idêntico deve ser o de quem crê em Deus.

O ser em evolução não deve se preocupar excessivamente com fatos, mas em guardar dignidade frente a eles.
    As ocorrências da vida se sucedem na conformidade das necessidades de experiência e evolução da criatura.
    A existência na terra é uma abençoada escola, não uma estação de lazer.
    A confiança no Pai pressupõe entrega, aceitação de que algumas dificuldades são inerentes ao viver, para o burilamento do ser.
    Deus sabe o que faz e está sempre no controle de tudo.   
   A tarefa do homem é vivenciar com serenidade as ocorrências de sua vida.
    Ele jamais deve se furtar ao cumprimento de seus deveres.
    Ainda que estes sejam sacrificantes, correspondem à tarefa que o eterno, em sua infinita sabedoria, lhe confiou.
    A criatura deve dar o melhor de si, trabalhar sempre para melhorar sua situação, pois o progresso é uma lei divina.
    Mas sem angústia pelos resultados, pois o Pai celeste sabe o momento em que uma determinada prova atingiu seu fim.
    Se você afirma crer em Deus, reflita se a sua vida espelha essa crença.
    Crer no Pai não é apenas admitir sua existência, mas se entregar a Ele, mediante a serena e digna vivência dos deveres e problemas da vida.
Pense nisso!


Texto da Equipe de Redação do Momento Espírita. www.momento.com.br


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DOIS  MARES
Paulo Rogério Petrizi

    Na Palestina existem dois mares.Mar da Galiléia  e Mar Morto 
    Um é doce, e em suas águas abundam os peixes; prados, bosques e jardins enfeitam suas margens. As árvores estendem sobre ele seus ramos, e avançam suas raízes sedentas para beber as águas saudáveis. Em suas praias brincam aos grupos as crianças como brincavam quando Jesus ali estava. Ele amava este mar. Contemplando sua prateada superfície, muitas vezes predicou suas parábolas. 
    E num vale vizinho deu de comer a cinco mil pessoas com cinco pães e alguns peixes.
As cristalinas águas espumantes de um braço do Jordão, que descem saltando dos cerros, formam este mar que ri e que canta sob a caricia do sol.  Os homens edificam suas casas perto dele e os pássaros seus ninhos. E tudo quanto ali vive é feliz, apenas por estar às suas margens.
    O Jordão desemboca ao sul em outro mar.  Ali não há movimento de peixes, nem sussurro de folhas, nem canto de pássaros, nem risos infantis.  Os viajantes evitam esta rota, a menos que a urgência de seus negócios os obrigue a seguí-la.
    Uma atmosfera densa paira sobre as águas desse mar que nem o homem, nem a besta, nem a ave bebe jamais.  A que se deve esta enorme diferença entre dois mares vizinhos?
    Não se deve ao rio Jordão; tão boa é a água que lança num como no outro. Também não se deve ao solo que lhes serve de leito, e nem às terras que o circundam. 
    A diferença se deve a isto:
     O mar da Galiléia recebe as águas do rio Jordão, mas não as retém ou as conserva em seu poder.
    O outro mar é avaro e retém com ciúmes o que recebe. Jamais é tentado por impulso generoso. Cada gota que ali cai, é gota que ali fica.
    O mar da Galiléia dá e vive. 
    O outro não dá nada. Chama-se Mar Morto.
    HÁ DUAS CLASSES DE GENTE NESTE MUNDO... HÁ DOIS MARES NA PALESTINA...

  Faça do amor seu guia permanente. Tudo de bom há de vir em suas mãos.


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O PODER DA MENTE

    Um pensamento atraí sempre outro da mesma classe. Está sempre de acordo com a Lei que afirma que semelhante atraí semelhante. Se mantivermos fixa em nossa mente uma idéia qualquer, como por exemplo a idéia de saúde, atrairemos, cada vez mais, em maior número, elementos-idéias de saúde. Se mantivermos na mente a idéia de força, energia, os elementos-idéias nos proporcionarão energia e força. Em suma, idéia de sucesso produz sucesso, idéia de felicidade produz felicidade, e assim por diante.
    Para obtermos as dádivas que desejamos, temos que estar bem confiantes e bem determinados. Temos que nos manter serenos, pacíficos, e construir as imagens em nossa mente, do que aspiramos. Essas imagens devem parecer tão reais como se existissem verdadeiramente. Dessa forma, a mente produzirá os elementos que darão vida realmente ao desejo e este se manifestará no mundo objetivo.
   É importante salientar que se a nossa aspiração não se basear no correto, no justo, se for algo que desagrade a Inteligência Superior, nossa mente bloqueará sua realização.
    Lembremo-nos também que assim como podemos alcançar sucesso com a nossa mente, também podemos fracassar. Se fixarmos mentalmente que não lograremos êxito em algum empreendimento, com certeza fracassaremos.
    Portanto, para bom termos de nossos projetos, devemos ter sempre atitude mental positiva. Tudo que desejarmos, sendo justo, correto, devemos fixá-lo com a idéia persistente de que dará certo, de que obteremos êxito em sua realização. Agindo assim, promoveremos a geração de uma misteriosa energia que nos auxiliará em nosso intento. Essa energia aumenta nossas forças, nos impulsiona sempre para a frente e para o alto, nos encoraja, amplia nossa visão, expande nossa capacidade.
    Este poder nos acompanha o tempo todo, a vida toda. Desde que nascemos está conosco. Sem que percebamos, está sempre atuando em nossa vida, em nosso destino. O que somos e o que temos é o resultado desse poder. Já disse o sábio: "Somos o que pensamos ser". Por toda a vida vamos nos moldando e moldando nosso destino através do que pensamos. Nosso corpo e nosso ambiente são o resultado do que formamos em nossa mente.
    Recomendam os mestres, que aprendamos a pensar, a dirigir nossos pensamentos, para que possamos dominar nosso destino. E recomendam também, que tenhamos muito cuidado com o que pensamos. De repente, podemos estar construindo um abismo para nós, por meio de um pensamento errôneo.

    Aprendamos a dominar nossa mente. Pensemos com persistência num propósito ou desejo, mas pensemos unicamente nele e nada mais. Criemos em nossa mente uma tela e nela projetemos a imagem viva do que desejamos. E acreditemos em sua realização. Esse processo, criará em nós, um poder tão verdadeiro, tão positivo, que o que desejamos se manifestará, infalivelmente, no mundo objetivo.
    Ao dominarmos nossa mente, teremos nas mãos o poder de criar, transformar e realizar nossa verdadeira missão. Assim diz a Lei.
    Aprendamos a dominar nossa mente e sejamos felizes. Cultivemos sempre uma atitude mental positiva.
    Caso se apresente diante de nós alguma dificuldade, dirijamos nossa mente à Inteligência Superior, o ponto onde possamos receber novas forças, novas idéias, planos, para que a dificuldade seja vencida. Jamais retrocedamos diante de algum obstáculo. Retroceder, temer, desistir não são atitudes de um missionário.
    Aprendamos a dominar nossa mente e sejamos felizes. Conquistemos o poder de influir sobre o nosso subconsciente e tornemo-nos senhores de nós mesmos e do ambiente que nos cerca.
    Podemos adquirir e fortalecer o domínio de nossa mente, simplesmente o desejando ardentemente ou pedindo de todo o coração à Força Maior, à Mente Cósmica, à Inteligência Superior e Divina, ao Deus da nossa compreensão. Tendo fé, acreditando firmemente que o conseguiremos, de fato o conseguiremos.
Esta é a Lei, sensata, imutável e infalível.

Pesquisado e extraído do Jornal NOVO TEMPO, via “A Era do Espírito”.


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PROVOCAÇÕES

Não aceites provocações.
Toma a iniciativa de encerrar qualquer discussão.
Não leves adiante o bate-boca.
O que o diálogo fraterno não resolve a discussão complica.
O silêncio e o tempo são os grandes aliados da Verdade.
Não pretendas impor-te a ninguém.
Consome-se muita energia em conversação inútil.
Se alguém te interpreta equivocadamente, não te expliques além do necessário.
Quem levemente abre a porta à invigilância termina por escancará-la.
Não entres na faixa dos que procuram tirar-te do sério.
Ao invés de descer ao nível do contendor, faze-o subir ao teu.

Pelo Espírito: Irmão José.psicografia de: Carlos A. Bacelli Livro: Vigiai e Orai
(recebido de George Vespasiano).


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ABRIL

KARDEC E OS PRIMÓRDIOS DA DOUTRINA ESPÍRITA

S1854- Fortier lhe fala das mesas extraordinárias. “É conversa para dormir em pé" comenta o cético Rivail (que cria hipóteses dentro das leis físicas para explicar os fenômenos que lhe são descritos).

S 1855- Em maio, em casa da Sra. Plainemaison, por convite de seu amigo Carlotti, Rivail assiste, pela primeira vez, a uma sessão das mesas dançantes. Apesar do ceticismo, surpreende-se com as respostas inteligentes da "mesa". Constata a revelação de uma nova lei, que mereceria ser estudada a fundo. Passa a investigar metodicamente os fenômenos, primeiro ali, depois em outros grupos. Freqüenta a casa dos Baudin, onde encontraria, na mediunidade passiva das jovens filhas do casal, inicialmente através da "cesta-de-bico" (cestinha amarrada a um lápis), e depois na psicografia convencional, condições mais adequadas aos seus estudos. Apesar desta disposição favorável, no entanto, os contatos iniciais não conseguem entusiasmar Rivail, que, em meio a problemas de tempo, junto aos seus compromissos profissionais, quase deixa de comparecer às sessões. É ainda Carlotti que é seu incentivador. Deixa aos seus cuidados cerca de 50 cadernos, nos quais vinha anotando as comunicações mediúnicas obtidas pelo seu grupo, formado por intelectuais, entre eles o dramaturgo Victorien Sardou. Ali, nos últimos anos, os espíritos, pela mediunidade da Srta. Japhet, haviam vertido um conjunto de ditados filosóficos,abrangendo as mais sérias questões humanas. O Codificador imediatamente percebe a coerência e a relevância destes textos, que seriam o embrião da futura Doutrina EspÍrita. E renova seu animo nas pesquisas, agora centradas na revisão e sistematização deste material, principalmente com a colaboração das meninas Baudin. Interessante observar que muitos dos princípios defendidos pelos benfeitores espirituais, como o da reencarnação, eram contrários às suas concepções filosóficas.
É a época, também, em que teve a oportunidade de conhecer a Daniel Dunglas Home, o qual o seduz pela surpreendente mediunidade de efeitos físicos, bem como pelas qualidades humanas. Torna-se seu amigo, correspondente, e defensor, nas oportunidades em que o médium foi criticado em sua acidentada vida pública e pessoal.


S 1856 - A 30 de abril, em casa do Sr. Roustan, a Srta. Japhet, utilizando-se da "cesta", transmite a primeira revelação da missão de Rivail. Revela-se, também, seu guia espiritual, O EspÍrito "Verdade".

S 1857- A 18 de abril, vem à luz a primeira edição de "O Livro dos Espíritos", financiada pelo próprio Rivail. Também é criado o pseudônimo famoso: Allan Kardec (nome de Rivail em antiga encarnação celta). A intenção inicial era permanecer, mesmo, anônimo, insulado. Mas logo o movimento formado a partir desta obra se avolumou a tal ponto, que ele foi guindado, malgrado a preferência pessoal, à sua liderança, ao seu posto principal, à vida pública, enfim,continua a assistir sessões de efeitos físicos.


S1858- Funda a Sociedade Parisiense de EstudosEspíritas (mais tarde também chamada "Sociedade de EstudosEspíritas de Paris", da qual exerceria a presidência até seu desencarne, embora sempre pondo o cargo à disposição dos associados). Lança "Instruções Práticas sobre as Manifestações Espíritas". Inicia a publicação da "Revista Espírita" (que manterá, sozinho, tanto no financiamento, como na redação, por 11 anos). Utiliza médiuns videntes para observar as mais diversas cenas sociais, no seu aspecto espiritual.


S 1859- Publicado "O Que é o Espiritismo?" Peça de Mozart, recebida mediúnicamente, é executada na Sociedade de Estudos Espíritas de Paris. Críticos reconhecem o estilo do músico desencarnado. Experiências com "escrita direta" e com manifestações de pessoas vivas. Comunica aos leitores da "Revista Espírita" que a publicação fecha seu primeiro ano como um sucesso, com assinantes nos cinco continentes, garantindo a continuidade do empreendimento.
Crise na Sociedade de Estudos Espíritas de Paris. Pensa em sair e continuar seus trabalhos num nível mais informal. Espíritos e associados o dissuadem.


S 1860- Nova edição, revista e consideravelmente ampliada, de "O Livro dos Espíritos". Publica "Cartas obre o Espiritismo". Adota, na Sociedade de EstudosEspíritas de Paris, o sistema de submete rmensagens a exame critico. Nas férias da Sociedade, inicia a prática de visitação às sociedades espiritas. Vai a Sens, Macon, Lion e Saint-Étienne. Primeiro contato com o Espiritismo de Lion, formado por operários, menos intelectual, mas mais centrado nas conseqüências morais da Doutrina. O codificador aprova, entusiasta. Passa a morar na nova sede da Sociedade (aquisição tornada possível pela doação de 10 mil francos), onde também está o escritório da "Revista". Com mais tempo para se dedicar ao esforço da Codificação, trabalha dia e noite.


S 1861-Lança "O Livro dos Médiuns". Queima de livros espíritas, na Espanha, por ordem do Santo Oficio: o famoso auto-de-fé de Barcelona, a 9 de outubro. Assiste, na Sociedade de Estudos Espíritas de Paris, a uma sessão de transporte de objetos. Nova visita a Lion, Sens e Macon. Viagem a Bordéus. A Sociedade de Estudos Espíritas inicia uma subscrição para ajudar operários com dificuldades financeiras.

S 1862- Recebe mensagem com centenas de assinaturas dos espíritas de Lion, que o emociona muito. Retorna a esta comunidade, e visita a mais de 20 localidades, por sete semanas, assistindo a mais de cinqüenta reuniões. Surpreende-se com o intenso crescimento do espiritismo em Bordéus e Lion. Nesta cidade, uma grande reunião com seiscentos delegados.Também viagem de estudo ao processo de obsessão coletiva em Morzine e ao fenômeno de "Poltergeist" em Albe. Precisa esclarecer, na "Revista", a denúncia de que suas viagens eram financiadas pela Sociedade (na verdade, ele as custeava). Inicia uma série de artigos, que se repetiriam por anos, ainda, em que se defende de acusações de utilizar o Espiritismo para enriquecer. Sua correspondência aumenta a tal ponto que se toma materialmente impossível dar-lhe vencimento. Responde aos temas propostos, coletivamente, na "Revista Espírita".de forma direta, seletivamente. E indireta, por secretário. Está recebendo, também, entre 1200 a 1500 visitas ao ano. Refuta livros e artigos nos jornais, contra o Espiritismo. Lança a obra "O Espiritismo na sua Expressão mais Simples", e "Resposta aos espíritas lioneses por ocasião do ano novo".


S 1863- Faz um balanço das comunicações mediúnicas já recebidas. Mais de 3600 mensagens. Três mil com moralidade irretocável. Mas apenas 300 publicáveis. E somente cem têm um mérito que considera excepcional.Intensifica-se a campanha contrária à nova doutrina, principalmente no clero. É sugerido nos púlpitos que se queimem as obras espíritas. O Bispo de Argel proíbe aos seus fiéis a prática do Espiritismo. Kardec refuta sermões e livros de contra-propaganda de religiosos na "Revista".


S 1864- Viagem para estudar o vidente da Floresta de Zimmerwald, na Suíça. Investiga também casos de "poltergeist" em Poitiers. Visita aos espíritas de Bruxelas e Antuérpia, na Bélgica. A Sociedade Espírita de Bruxelas, homenageando o visitante, funda um leito de criança na creche de Saint Josse Tenuode. Os livros espíritas entram no Index na Igreja Católica, a primeiro de maio. Inicia-se novo processo de combate ao Espiritismo, na forma de cursos ministrados por religiosos. Kardec desaconselha a continuidade da polêmica com o clero, em nome da liberdade de opinião, afirmando que o Espiritismo quer ser aceito por livre exame, não por imposição ou violência.
Publica "Imitação do EvangelhoSegundo o Espiritismo".


S 1865-Edita "O Evangelho Segundo o Espiritismo" (edição definitiva da obra anterior), "O Céu e o Inferno" e "Coleção de Preces Espíritas".


S 1866  Num sonho, durante enfermidade, prevê, com 14 anos de antecedência, o invento de Dunlop, o pneu de borracha.

S 1867-Participa do livro "Ecos poéticos do além túmulo", com o texto "Estudo acerca da poesia medianímica.

S 1868  Vêm a público "Caracteres da Revelação Espírita", e "A Gênese os milagres e as predições segundo o Espiritismo". Assiste a uma sessão de transporte de flores, sem se convencer muito do resultado.


S1869-Redação final de "Constituição do Espiritismo" (em que trata da sua sucessão). Faz uma estimativa dos espíritas, em todo o mundo: seis ou sete milhões.Quando está preparando uma nova mudança da Sociedade de Estudos Espíritas de Paris, ao atender um caixeiro de livraria, que viera buscar a "Revista Espírita", a 31 de março, cai pesadamente ao solo. Havia se lhe rompido um aneurisma . Desencarna de pé, trabalhando
Revista Reencarnação Nº 417 FERGS, via A Era do Espírito.


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ANTES DE CRER É PRECISO COMPREENDER
Amílcar de Chiaro Filho-

    Ser espírita é uma questão de livre opção, por isso, estão equivocados aqueles que pensam que estamos atrás de adeptos. Aliás, Allan Kardec afirmou que para ser espírita, antes de crer, é preciso compreender. Compreender o quê? O que é o Espiritismo, do que se ocupa, qual a sua finalidade.
  

  Através do estudo da Doutrina Espírita, que está contida essencialmente na obra Kardequiana, O Livro dos Espíritos, O Livro dos Médiuns, O Evangelho Segundo o Espiritismo, O Céu e o Inferno, A Gênese, Obras Póstumas, O Que é o Espiritismo e outros opúsculos, aprendemos que a Doutrina Espírita trata essencialmente de:
a. Existência de Deus como Pai soberanamente justo e bom, inteligência suprema, causa primeira de todas as coisas.
b. Existência e imortalidade da alma e seu destino. Trata, também, da sua preexistência.
c. Comunicabilidade entre vivos e mortos, ou numa linguagem espírita, encarnados e desencarnados, através da mediunidade, ponte feita com um material que se chama amor, por onde transitam nossos amados que viajaram antes, ou aqueles que nos odeiam, para exercer perseguições.
d. A reencarnação, que é sempre progressiva e na humanidade. A finalidade da reencarnação não é a de quitar erros do passado, e sim, a de levar o espírito a perfeição, destinação superior que lhe foi dada pelo criador.
   

O Espiritismo é cristão, e a sua moral é a evangélica, porque é a melhor que existe. Entretanto é preciso compreender que ele está acima dos dogmas, e aberto a todas as filosofias e religiões, porque Jesus de Nazaré não pertence a uma seita ou a um povo, é um missionário sem pátria, sem sectarismo.


    O objetivo essencial do Espiritismo é o de melhorar o homem moral e intelectualmente, para que o homem melhore o mundo. Embora o Espiritismo ensine ao homem que a sua verdadeira pátria é a espiritual, ele não se preocupa em levar o homem para o céu, e sim, fazer da Terra um mundo melhor, de paz, harmonia, justiça.
    Viver com dignidade é uma das nossas lutas, e para viver com dignidade o homem deve ter o suficiente, como uma casa onde construa um lar. É preciso ter alimentos, roupas, escola em todos os níveis, assistência médica e dentária, emprego, lazer.


    Aprendemos, ainda, com o Espiritismo, que a prece é um ato de adoração a Deus. Ela não muda as leis do universo, mas dá forças, coragem, ânimo e fé. Através da prece ligamo-nos com Deus, e criamos um ambiente de fraternidade e de união com os nossos entes queridos desencarnados.


    Queremos deixar bem claro que o Espiritismo não admite a mediunidade profissional. Daí de graça o que de graça recebeste, é o lema orientador do Espiritismo, pois ninguém pode arbitrar um preço ao trabalho dos espíritos, e nem obrigá-los a se manifestarem.


    Está aí, em linhas gerais, que precisam ser aprofundadas, as finalidades do Espiritismo. Reiteramos nossa argumentação de abertura: O Espiritismo aconselha, que, antes de crer, é preciso compreender


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UM POUCO A CADA DIA
(desconhecemos a autoria )


    Para ser ouvido, fale. Para ser compreendido, exponha claramente as suas idéias sem jamais abrir mão daquelas que julga fundamentais apenas para que os outros o aceitem.
    Acima de tudo, busque o prazer antes do sucesso, a auto-realização antes do dinheiro, fazer bem feito  antes de pensar em obter qualquer recompensa.     Nenhum reconhecimento externo vai substituir a alegria de poder ser você mesmo: "status" é comprar coisas que você não quer com o dinheiro que você não tem a fim de mostrar para gente que você não gosta uma pessoa que você não é
    Nada tem graça  se não for bom para o seu corpo, leve para o seu espírito e agradável para o seu coração.
    Para conseguir, tente sem pensar que o êxito virá logo da primeira vez. Cuide de ter saúde, energia, paciência e determinação para continuar tentando quantas vezes forem necessárias. Mas ao perceber que já fez  tudo o que pôde ou até mesmo um pouco além, mude de alvo para não se tornar em vez de um vitorioso, apenas mais um teimoso.
    Para poder recomeçar sempre, perdoe-se pelos fracassos e erros que cometer, aprenda com eles e, a partir deles, programe suas próximas ações.
    Nunca se deixe iludir que será possível fazer tudo num dia só ou quando tiver todos os recursos: tal dia nunca virá
    Para manter-se motivado, sonhe. Para realizar, planeje, pensando grande e fazendo pequeno, um pouco a cada dia e todos os dias um pouco, porque são pequenas gotas d'água que fazem todo grande oceano. 

Água da Paz


    Uma das histórias mais conhecidas a respeito de Chico é a da Água da Paz. Dizem que era muito comum, antes de se iniciarem as sessões no centro espírita Luiz Gonzaga, ocorrerem algumas discussões a respeito de mediunidade, especialmente provocadas por pessoas pouco esclarecidas sobre o assunto. Essa situação começou a provocar certa irritação em Chico, que tentava explicar o que acontecia, mas nem sempre era compreendido.
    Num dos momentos de irritação, sua mãe apareceu a ele mais uma vez e ensinou-lhe uma forma simples para acabar com essa situação. “Para terminar suas inquietações”, ela falou, “use a Água da Paz”. Chico ficou contente com a solução e começou a procurar o medicamento nas farmácias de Pedro Leopoldo – sem sucesso. Procurou em Belo Horizonte, e nada. Duas semanas depois, ele contou à mãe que não estava encontrando a Água da Paz, ao que ela lhe disse: “Não precisa viajar para procurar. Você pode conseguir o remédio em casa mesmo. Quando alguém lhe provocar irritações, pegue um copo de água do pote, beba um pouco e conserve o resto na boca. Não jogue fora nem engula. Enquanto durar a tentação de responder, deixe-a banhando a língua. Esta é a água da paz”. Chico entendeu o conselho, percebendo que havia recebido mais uma lição de humildade e silêncio.

 


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MAIO

(...) Quando estiverdes indecisos sobre o valor de uma de vossas ações, inquiri como a qualificaríeis, se praticada por outra pessoa. Se a censurais nutrem, não a poderia ter por legítima quando fordes o seu autor, pois que Deus não usa de duas medidas na aplicação de Sua justiça.     Parte do Item 919,Livro dos Espíritos.

geggegegegegege
“DEIXE O BARRO SECAR “

Certa vez uma menina ganhou um brinquedo no dia do seu aniversário.  Na manhã seguinte, uma amiguinha foi até sua casa lhe fazer companhia e brincar com ela.
Mas a menina não podia ficar com a amiga, pois tinha que sair com a  mãe.
A amiga então pediu que a menina a deixasse ficar brincando com seu brinquedo novo. Ela não gostou muito da idéia, mas, por insistência da mãe , acabou concordando.
Quando retornou para casa, a amiguinha já não estava lá tinha deixado o brinquedo fora da caixa, todo espalhado e quebrado.
Ela ficou muito brava e queria ir até à casa da amiga para brigar com ela.  Mas a mãe ponderou:
Você se lembra daquela vez que um carro jogou lama no seu sapato?
Ao chegar em casa você queria limpar imediatamente aquela sujeira, mas sua  avó não deixou. Ela falou que você devia primeiro deixar o barro secar.
Depois, ficaria mais fácil limpar... Com a raiva é a mesma coisa.
Deixe a raiva secar primeiro, depois fica bem mais fácil resolver tudo.
Mais tarde, a campainha tocou: era a amiga trazendo um brinquedo novo...
Disse que não tinha sido culpa dela, e sim de um menino invejoso que, por maldade, havia quebrado o brinquedo quando ela brincava com  ele no jardim.
E a menina respondeu: - Não faz mal, minha raiva já secou!
Discussões no dia-a-dia, nos relacionamentos e no trabalho podem levar as pessoas a ter sentimentos de raiva...
Segure seus ímpetos, deixe o barro secar para depois limpá-lo.
Assim você não corre o risco de cometer injustiças.
 Pense nisso : Será que consegues deixar o barro secar ?  Se não o consegues é tempo de começar a fazê-lo.

geggegegegegege

QUESTÃO DE ESCOLHA 

Ivone M. M. Ghiggino

A doutrina espírita nos alerta sobre a liberdade que temos de escolher caminhos em nossa vida: é o livre arbítrio.

Embora muitos desavisados aleguem que essa liberdade é ilusória, devido a tantas imposições da matéria, do mundo moderno, etc, os queridos benfeitores incansavelmente nos esclarecem que podemos sempre selecionar a nossa atitude em presença de qualquer fato ou situação: podemos, a todo momento, optar por aquilo que sabemos ser o correto ou cedermos ante os apelos negativos que ainda permanecem em nós. Exemplo: diante de uma doença séria, desesperamo-nos e revoltamo-nos contra Deus, dificultando todo tratamento que venhamos a fazer, físico ou espiritual... Ou, em contrapartida, elegemos acertadamente optar por confiar na Justiça e na Bondade do Pai, executando a nossa parte tanto no tratamento devido, quanto na nossa contínua prática do bem. Essa é a autêntica resignação, palavra tão mal interpretada por muitos de nós...

“Resignação” vem do latim, da junção do prefixo “re” (de novo), com o verbo “signare” (assinar), mais o substantivo “Actionem” (ação); e significa, ao pé da letra, “ação de assinar de novo”. Ora, quem “assina” algo, concorda com esse algo: resignação é atuante, não conformismo como várias pessoas pensam...

Nós já “assinamos” antes de reencarnar, ao participarmos da preparação da nossa futura existência na carne, quando, usando nosso livre arbítrio, pedimos ou apenas concordamos com as situações que se apresentarão em nosso caminho, visando nosso aprendizado e conseqüente aperfeiçoamento. Assim, tudo isso que aceitamos estará presente, “pré-determinado” por nós mesmos, em nossa vida terrena, quando reencarnarmos. Porém, não está determinado o resultado de cada uma dessas situações, pois sempre dependerá de nós, das escolhas que fizermos perante elas...

Sem dúvida, a melhor dessas escolhas dar-se-á toda vez que seguirmos a Lei do Amoroso Pai, a nós trazida pelo Mestre dos Mestres, Jesus.  E nós conhecemos essa Lei! Nenhum de nós pode alegar desconhecê-la...

Então, faz-se a seguinte pergunta: “Como estão nossas escolhas? Realmente adequadas a quem deseja sinceramente se melhorar e tornar-se, um dia, genuíno tarefeiro de Jesus?.. Quais as companhias espirituais que escolhemos, sabendo sobre a “lei de afinidade”, e que nosso pensamento é energia, vibrando em determinada freqüência, e sintonizando com encarnados e desencarnados que vibrem em modo semelhante?...”

O benfeitor Marco Prisco, no livro “LuzViva”, através da psicografia de Divaldo Franco, oferece-nos o capítulo 11, cujo título é justamente “Questão de escolha”. Aí, mais uma vez, dedicadamente incentiva-nos a seguir na estrada da evolução, descortinando para nós a realidade daquele que se esforça, de verdade, em “domar as suas más inclinações” (como está em “O Evangelhosegundo o Espiritismo”, no capítulo 17, item 4) e avançar rumo à luz: esse estabelecerá “sintonia com vibrações superiores”, conseqüentemente “recebendo estímulos vigorosos” e alcançando crescentes “harmonia interior e renovação”, tendo “visão mais ampla” e respirando “ar mais saudável”...

Mostra-nos Marco Prisco o mal que faz a si mesmo aquele que, seja por inércia, acomodamento, e até mesmo por pessimismo, estaciona, paralisa-se, “acalentando insucessos” e assimilando “ondas inferiores, cheias de miasmas pestilenciais”, que geram “desequilíbrios e enfermidades”.

E quantas pessoas vivenciam as célebres frases destrutivas: “Nada dá certo comigo!”, “Ninguém gosta de mim!”, “Não vou conseguir, por isso não vou nem tentar!”, ou “Eu vou tentar, mas a tarefa é muito difícil!”. Vamos resolutamente mudar a colocação dessa conjunção adversativa “mas”, dando-lhe o enfoque positivo da construção: “A tarefa é muito difícil, mas eu vou tentar!” E certamente irá conseguir executá-la...

Confiantes no amparo do Plano Maior, deixemos de nos atormentar com “dúvidas e paixões dissolventes”, e escolhamos entregar-nos a Jesus através da decisão de usarmos nosso livre arbítrio com sabedoria, trabalhando no bem, reparando erros, aprendendo sempre, cheios da energia que a fé espírita, raciocinada, claramente nos confere. 

Sigamos as recomendações finais de Marco Prisco, que nos oferece o seguinte roteiro:

“Utilizar acertadamente seu tempo” aqui na Terra: o tempo é um talento do qual também teremos que prestar contas.

“Insistir no nosso esforço de melhoria”: não desanimemos ante os desfalecimentos ao longo do trajeto; recomecemos com mais força, capacitando-nos com a observação dos nossos enganos, a fim de não repeti-los desastradamente.

“Eleger ideais nobres”: definitivamente o bem, definitivamente o amor, como nos ensinou Jesus.

Desse modo, indubitavelmente, estaremos fazendo excelentes escolhas!


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A ARANHA E A FÉ

Uma vez um homem estava sendo perseguido por vários malfeitores que queriam matá-lo. no desespero, elevou uma oração a Deus da seguinte maneira:
- Deus Todo Poderoso fazei com que dois anjos venham do céu e tapem a entrada da trilha para que os bandidos não me matem!!!
Nesse momento escutou que os homens se aproximavam da trilha onde ele se escondia e viu que na entrada da trilha apareceu uma minúscula aranha.
A aranha começou a tecer uma teia na entrada da trilha.
O homem se pôs a fazer outra oração cada vez mais angustiado:
Senhor, eu vos pedi anjos, não uma aranha.
Senhor, por favor, com tua mão poderosa coloca um muro forte na entrada desta trilha, para que os homens não possam entrar e me matar...
Então ele abriu os olhos esperando ver um muro tapando a entrada e viu apenas a aranha tecendo a teia.
Os malfeitores estavam entrando na trilha, na qual ele se encontrava, e ele estava esperando apenas a morte.
Quando passaram em frente da trilha o homem escutou:
- Vamos, entremos nesta trilha.
Não, não está vendo que tem até teia de aranha?
Nada entrou por aqui.  Continuemos procurando nas próximas trilhas.
Fé é crer no que não se vê, é perseverar diante do impossível.
Às vezes pedimos muros para estarmos seguros,  mas Deus pede que tenhamos confiança Nele para deixar que Sua Glória se manifeste e faça algo como uma teia, que nos dá a mesma proteção de uma muralha.
Nunca desanime em meio às lutas, siga em frente, pois Deus disse:  “diga ao fraco que Eu sou forte”. 
É nos momentos mais difíceis que encontramos em Deus a nossa força.  

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COMPROMISSO COM A CONSCIÊNCIA

    Você certamente já leu ou ouviu, algum dia, a notícia de roubo, incêndio, naufrágio ou explosão de algum bem móvel ou imóvel que pertencia a alguém, não é mesmo?
    No entanto, ninguém jamais ouviu ou leu uma manchete com os dizeres:
Foi roubada a coragem desta ou daquela pessoa”, “Foi extraviada grandeporção de otimismo. Quem a encontrarfavordevolver no endereço citado”.
    Ou então, “Incêndio consumiu toda a fidelidade de fulano” ou “Naufragou a honestidade de beltrano.”
    Enfim, nunca se ouve falar que as virtudes de alguém tenham sofrido assaltos ou outro dano qualquer.
    Todavia, isso acontece diariamente quando as negociatas indignas põem por terra a honestidade e a honradez deste ou daquele cidadão, que sucumbe ante grandes quantias em dinheiro ou favorecimentos de toda ordem.
    No entanto, as virtudes que se deixam arrastar por interesses próprios, não são virtudes efetivas, são ensaios de virtudes.
Quem verdadeiramente conquista uma virtude, jamais a perde.
    Contou-nos um amigo, jovem advogado que labora num órgão público que, em certa ocasião, estava com uma pilha de processos sobre a mesa, quando seu superior entrou na sala, tomou dois daqueles processos e pôs de lado, dizendo-lhe:
    Quero quevocê arquive estesprocessos.”
   O advogado perguntou por que razão deveria arquivá-los, e o diretor respondeu simplesmente: Porque os acusados sãomeusamigos e me pediram essefavor”.
    O moço, que tinha compromisso sério com a própria consciência, fez com que os processos seguissem seu curso, sem interferir.
Tempos depois, os acusados tiveram que arcar com as custas do processo e indenizar vários cidadãos, aos quais haviam prejudicado de alguma forma.
   Quando questionado por seu superior sobre o ocorrido, o advogado argumentou que o fato de os acusados serem seus amigos, não era suficiente para isentá-los da responsabilidade de seus atos.
    Se o jovem advogado não tivesse firmeza de caráter, poderia ter dado ocasião a que fosse registrado em sua ficha espiritual a seguinte anotação:
EsteEspírito sofreu, emtaldata, umassalto da corrupção e da prepotência e teve seusbensmaispreciosos, quesão a fidelidade e a honestidade, roubados.” Felizmente isso não aconteceu.
    Toda vez que permitimos que nosso patrimônio ético-moral seja comprado ou roubado, ficamos mais pobres espiritualmente.  Quando aplaudimos a corrupção e a ganância dos outros, somos coniventes com essas misérias morais, e empobrecemos.
Pense nisso, e considere que vale a pena preservar esse bem tão valioso que é o seu patrimônio moral.
Texto da Equipe de Redação do Momento Espírita, com base em fato real.

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APRENDENDO COM AS SITUAÇÕES
(Elio Mollo )   

  Em tudo que nos acontece sempre podemos tirar excelentes lições, mesmo com aqueles que possuem pensamentos contrários aos nossos. Aliás, certas coisas não acontecem por acaso. De vez em quando, surgem aqueles que transformam a nossa monotonia em uma agitação reflexiva.
    Existem momentos que temos que avançar filosoficamente, outras vezes cientificamente, mas certamente é para atingirmos uma moral cada vez mais apurada. Por isto devemos aprender constantemente com os acontecimentos da vida se desejamos viver melhor. Um Grande Mestre nos disse há muito tempo: «Conhecereis a verdade e elavos fará livres» (Jo 8,31-32). 
    Com certeza, o verdadeiro saber nos levará sempre a uma fé robusta e calma, capaz de vencer grandes agitações e, com ela também seremos levados automaticamente à eficiência na prática da solidariedade fraterna.
    No Universo, também,existem Buracos Negros e Grandes Explosões para renovar e transformar tudo para melhor. Assim, procuremos sempre aproveitar e viver melhor com as atribulações da vida.SE EU PUDESSE   (Gandhi)
    Se eu pudesse deixar algum presente a você, deixaria aceso o sentimento de amar a vida dos seres humanos.
    A consciência de aprender tudo o que foi ensinado pelo tempo afora.
    Lembraria os erros que foram cometidos para que não mais se repetissem.
   A capacidade de escolher novos rumos.
    Deixaria para você, se pudesse, o respeito àquilo que é indispensável:
    Além do pão, o trabalho.  Além do trabalho, a ação.
    E, quando tudo mais faltasse, um segredo:
    O de buscar no interior de si mesmo a resposta e a força para encontrar a saída.

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Estará subordinado a determinadas condições o mérito do bem que se pratique? Por outra: será de diferentes graus o mérito que resulta da prática do bem?   O mérito do bem está na dificuldade em praticá-lo... Em melhor conta tem Deus o pobre que divide com outro o seu único pedaço de pão, do que o rico que apenas dá do que lhe sobra, disse-o Jesus, a propósito do óbolo da viúva.  LIVRO DOS ESPÍRITOS - Item 646.

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JUNHO

UM ESPECIAL TESOURO   

  Na Epístola aos Efésios, capítulo 5, versículos 14 a 17, Paulo de Tarso conclamava os homens no seguinte sentido: “Desperta, ó tuque dormes, levanta-te dentre os mortos e Cristo te iluminará. Andai prudentemente, nã ocomo néscios e, sim, como sábios, remindo o tempo, porque os dias sãomaus. Não vos torneis insensatos, mas procurai compreender qual é a vontade do Senhor.”   
    Paulo indicava o ideal cristão como sendo a sublime meta a ser alcançada pelo homem. Ao dizer que “os dias sãomaus”, reportava-se aos problemas, às dificuldades cotidianas que, ontem como hoje, marcam nossas existências.  Diversas são as dores que afligem nossos dias.
   Provas e expiações são características constantes do mundo em que vivemos.
    Por isso, devemos conduzir nossos passos com cautela, não como tolos que não sabem o que fazem. Devemos cultivar a reflexão, resgatando o tempo perdido nas veredas dos erros.
    O tempo é um tesouro de valor inestimável concedido a todos, por Deus, de forma indistinta.Os minutos, os dias, os séculos têm a mesma duração para todos os seres.
    Mas como utilizamos esse tempo? Afinal, o modo como nos valemos dele é que faz a diferença, o resultado.
    Usamos nosso tempo ou apenas o desperdiçamos? “Matamos” o tempo, valemo-nos de meros “passatempos”, ou o investimos como uma moeda valiosa capaz de nos trazer grandes lucros?
    Onde estivermos, poderemos adquirir valiosos patrimônios de experiência e de conhecimento, de virtude e de sabedoria.
    Para tanto, não podemos permitir que os minutos se escoem improdutivamente.
    Muitas pessoas passam a vida como se estivessem mergulhados em um sonambulismo, embalados no sonho da ilusão. Deixam que séculos decorram, semeando apenas inconseqüências e vícios, comprometendo o futuro com a colheita inevitável de sofrimentos.
    É imperioso, portanto, que aproveitemos as horas. Podemos começar tentando corrigir nossas próprias imperfeições.
    Os vícios, por exemplo, não representam apenas perda, mas também comprometimento futuro do tempo.
    Quantos minutos perde o fumante, por ano, no ritual das baforadas de nicotina? Quantas horas precisa trabalhar para alimentar seu vício? Quantos dias abreviará de sua existência em virtude das moléstias que decorrem do uso do cigarro?

  Quantos anos sofrerá, mesmo depois da própria morte, para reequilibrar o próprio Espírito?
    E o maledicente? Quantos minutos perde diariamente divagando sobre o comportamento alheio? E quantas existências gastará depois, às voltas com males que sedimentará em si mesmo?
    Tantas são as opções para quem pretende aperfeiçoar o próprio espírito! Tantas são as oportunidades diárias que surgem para quem tem olhos de ver e ouvidos de ouvir!
    Disciplinar palavras e emoções. Ensaiar atitudes de humildade. Treinar a paciência. Ampliar seus conhecimentos. Conter a língua ferina.
    Eis aí algumas sugestões iniciais para quem se disponha a aplicar valiosamente seu tempo em seu real benefício.
    Afinal, Deus nos oferece a bênção do tempo para as experiências humanas, mas, cedo ou tarde, deveremos prestar contas à Divindade, da forma como utilizamos esse precioso presente.
Pensemos nisso, desde agora.
Texto da Equipe de Redação do Momento Espírita, com base no cap. O grande tesouro, do livro Uma razãoparaviver, de Richard Simonetti, ed. São João.

 

NOSSA DÁDIVA


    O sol buscava a linha do horizonte, e o manto escuro da noite já se espalhava pelos campos, quando o trabalhador deixou a lavoura e tomou o caminho de volta para casa.
    Caminhava a passos largos com a colheita do dia às costas, quando notou que em sentido contrário vinha luxuosa carruagem revestida de estrelas.
    Contemplando-a fascinado, viu-a parar junto dele e, quase assustado reconheceu a presença do Senhor do Mundo, que saiu dela e estendeu-lhe a mão a pedir-lhe esmolas...
    O quê? refletiu e