MENSAGENS DIVULGADAS NO BOLETIM ¨O CAMINHO¨
2011
VEJA TAMBÉM AS MENSAGENS ANTERIORES 2007
VEJA TAMBÉM AS MENSAGENS ANTERIORES 2008
VEJA TAMBÉM AS MENSAGENS ANTERIORES -2009
VEJA TAMBÉM AS MENSAGENS ANTERIORES -2010
RENOVANDO ATITUDES
Espírito Hammed, psicografia de Francisco do Espírito Santo Netto

TUA MEDIDA
“Não julgueis, afim de que não sejais julgados, porque vós sereis julgados segundo houverdes julgado os outros, e se servirá para convosco da mesma medida da qual vos servistes para com eles.”
(Capítulo 10, item 11)*
Toda opinião ou juízo que desenvolvemos no presente está intimamente ligado a fatos antecedentes.
Quase sempre, todos estamos vinculados a fatores de situações pretéritas, que incluem atitudes de defesa, negações ou mesmo inúmeras distorções de certos aspectos importantes da vida. Tendências ou pensamentos julgadores estão sedimentados em nossa memória profunda, são subprodutos de uma série de conhecimentos que adquirimos na idade infantil e também através das vivências pregressas.
Censuras, observações, admoestações, superstições, preconceitos, opiniões, informações e influências do meio, inclusive de instituições diversas, formaram em nós um tipo de “reservatório moral” - coleção de regras e preceitos a ser rigorosamente cumpridos -, do qual nos servimos para concluir e catalogar as atitudes em boas ou más.
Nossa concepção ético-moral está baseada na noção adquirida em nossas experiências domésticas, sociais e religiosas, das quais nos servimos para emitir opiniões ou pontos de vista, a fim de harmonizarmos e resguardarmos tudo aquilo em que acreditamos como sendo “verdades absolutas”. Em outras palavras, como forma de defender e proteger nossos “valores sagrados”, isto é, nossas aquisições mais fortes e poderosas, que nos servem como forma de sustentação.
Em razão disso, os freqüentes julgamentos que fazemos em relação às outras pessoas nos informam sobre tudo aquilo que temos por dentro. Explicando melhor, a “forma” e o “material” utilizados para sentenciar os outros residem dentro de nós.
Melhor do que medir ou apontar o comportamento de alguém seria tomarmos a decisão de visualizar bem fundo nossa intimidade, e nos perguntarmos onde está tudo isso em nós. Os indivíduos podem ser considerados, nesses casos, excelente espelho, no qual veremos quem somos realmente. Ao mesmo tempo, teremos uma ótima oportunidade de nos transformar intimamente, pois estaremos analisando as características gerais de nossos conceitos e atitudes inadequados.
Só poderemos nos reabilitar ou reformar até onde conseguimos nos perceber; ou seja, aquilo que não está consciente em nós dificilmente conseguiremos reparar ou modificar.
Quando não enxergamos a nós mesmos, nossos comportamentos perante os outros não são totalmente livres para que possamos fazer escolhas ou emitir opiniões. Estamos amarrados a formas de avaliação, estruturadas nos mecanismos de defesa - processos mentais inconscientes que possibilitam ao indivíduo manter sua integridade psicológica através de uma forma de “auto-engano.¨
Certas pessoas, simplesmente por não conseguirem conviver com a verdade, tentam sufocar ou enclausurar seus sentimentos e emoções, disfarçando-os no inconsciente.
Em todo comportamento humano existe uma lógica, isto é, uma maneira particular de raciocinar sobre sua verdade; portanto, julgar, medir e sentenciar os outros, não se levando em conta suas realidades, mesmo sendo consideradas preconceituosas, neuróticas ou psicóticas, é não ter bom senso ou racionalidade, pois na vida somente é válido e possível o “autojulgamento”.
Não obstante, cada ser humano descobre suas próprias formas de encarar a vida e tende a usar suas oportunidades vivenciais, para tornar-se tudo aquilo que o leva a ser um “eu individualizado”.
Devemos reavaliar nossas idéias retrógradas, que estreitam nossa personalidade, e, a partir daí, julgar os indivíduos de forma não generalizada, apreciando suas singularidades, pois cada pessoa tem uma consciência própria e diversificada das outras tantas consciências.
Julgar uma ação é diferente de julgar a criatura. Posso julgar e considerar a prostituição moralmente errada, mas não posso e não devo julgar a pessoa prostituída. Ao usarmos da empatia, colocando-nos no lugar do outro, “sentindo e pensando com ele”, em vez de “pensar a respeito dele”, teremos o comportamento ideal diante dos atos e atitudes das pessoas.
Segundo Paulo de Tarso, “é indesculpável o homem, quem quer que seja, que se arvora em ser juiz. Porque julgando os outros, ele condena a si mesmo, pois praticará as mesmas coisas, atraindo-as para si, com seu julgamento”. (1)
O “Apóstolo dos Gentios” manifesta-se claramente, evidenciando nessa afirmativa que todo comportamento julgador estará, na realidade, estabelecendo não somente uma sentença, ou um veredicto, mas, ao mesmo tempo, um juízo, um valor, um peso e uma medida de como julgaremos a nós mesmos.
Essencialmente, tudo aquilo que decretamos ou sentenciamos tornar-se-á nossa “real medida”: como iremos viver com nós mesmos e com os outros.
O ser humano é um verdadeiro campo magnético, atraindo pessoas e situações, as quais se sintonizam amorosamente com seu mundo mental, ou mesmo de forma antipática com sua maneira de ser. Dessa forma, nossas afirmações prescreverão as águas por onde a embarcação de nossa vida deverá navegar.
Com freqüência, escolhemos, avaliamos e emitimos opiniões e, conseqüentemente, atraímos tudo aquilo que irradiamos. A psicologia diz que uma parte considerável desses pensamentos e experiências, os quais usamos para julgar e emitir pareceres, acontece de modo automático, ou seja, através de mecanismos não perceptíveis. É quase inconsciente para a nossa casa mental o que escolhemos ou opinamos, pois, sem nos dar conta, acreditamos estar usando o nosso “arbítrio”, mas, na verdade, estamos optando por um julgamento predeterminado e estabelecido por “arquivos que registram tudo o que nos ensinaram a respeito do que deveríamos fazer ou não, sobre tudo que é errado ou certo.
Poder-se-á dizer que um comportamento é completamente livre para eleger um conceito eficaz somente quando as decisões não estão confinadas a padrões mentais rígidos e inflexíveis, não estão estruturadas em conceitos preconceituosos e não estão alicerçadas em idéias ou situações semelhantes que foram vivenciadas no passado.
Nossos julgamentos serão sempre os motivos de nossa liberdade ou de nossa prisão no processo de desenvolvimento e crescimento espiritual.
Se criaturas afirmarem “idosos não têm direito ao amor”, limitando o romance só para os jovens, elas estarão condenando-se a uma velhice de descontentamento e solidão afetiva, desprovida de vitalidade.
Se pessoas declararem “homossexualidade é abominável” e, ao longo do tempo, se confrontarem com filhos, netos, parentes e amigos que têm algum impulso homossexual, suas medidas estarão estabelecidas pelo ódio e pela repugnância a esses mesmos entes queridos.
Se indivíduos decretarem ‘jovens não casam com idosos”, estarão circunscrevendo as afinidades espirituais a faixas etárias e demarcando suas afetividades a padrões bem estreitos e apertados quanto a seus relacionamentos.
Se alguém subestimar e ironizar “o desajuste emocional dos outros”, poderá, em breve tempo, deparar-se em sua própria existência com perplexidades emocionais ou dilemas mentais que o farão esconder-se, a fim de não ser ridicularizado e inferiorizado, como julgou os outros anteriormente.
Se formos juízes da “moral ideológica” e “sentimental”, sentenciando veementemente o que consideramos como “erros alheios”, estaremos nos condenando ao isolamento intelectual, bem como ao afetivo, pela própria detenção que impusemos aos outros, por não deixarmos que eles se lançassem a novas idéias e novas simpatias.
“Não julgueis, a fim de que não sejais julgados”, ou mesmo, “se servirá para convosco da mesma medida da qual vos servistes para com eles”, quer dizer, alertemo-nos quanto a tudo aquilo que afirmamos julgando, pois no “auditório da vida” todos somos “atores” e “escritores” e, ao mesmo tempo, “ouvintes” e “espectadores” de nossos próprios discursos, feitos e atitudes.
Para sermos livres realmente e para nos movermos em qualquer direção com vista à nossa evolução e crescimento como seres eternos, é necessário observarmos e concatenarmos nossos “pesos” e “medidas”, a fim de que não venhamos a sofrer constrangimento pela conduta infeliz que adotarmos na vida em forma de censuras e condenações diversas.
VISÃO ESPÍRITA DO HOMEM
Deolindo Amorim

http://manancialdeluz.blogspot.com/2009/07/visao-espirita-do-homem-deolindo-amorim.html
Já se sabe que o perispírito não é uma invenção do Espiritismo, como não é um conceito abstrato. É um elemento real, que tem propriedades e toma formas visíveis. Com o Espiritismo, entretanto, em virtude das experiências mediúnicas que já se acumularam até hoje, o estudo desse “corpo intermediário” necessariamente se tornou mais específico, permitindo que se lhe reconheçam propriedades relevantes no mecanismo psico-fisiológico. Além de outros autores, considerados clássicos na literatura espírita, Gabriel Delanne dedicou boa parte de seus trabalhos ao perispírito, e trouxe, por isso mesmo, uma contribuição significativa e ainda válida em toda a plenitude. Estudou ele, por exemplo, as “Provas da existência do perispírito - sua utilidade - seu papel”, no alentado livro O Espiritismo perante a Ciência. E, assim, em toda a obra de Delanne, realmente portentosa, há o que se estudar e pensar a respeito do perispírito. Não se precisaria fazer referência a outros, aliás bastante conhecidos no meio espírita, porque não temos objetivo de erudição nesta breve crônica jornalística. Queremos acentuar, sim, o perispírito ou mediador fluídico tem funções próprias no composto humano, não é uma criação imaginária...
Na antigüidade oriental, como na grega, como entre doutores da Igreja, admitiu-se claramente a existência de uma “substância”, um corpo, um elemento equivalente, afinal de contas, entre as duas realidades fundamentais: a matéria e o Espírito. Os nomes são diversos e, por isso, há uma infinidade de expressões para traduzir a significação do perispírito (terminologia do Espiritismo) no conjunto psicossomático. Existem até uns tantos preciosismos de linguagem, verdadeiras sutilezas verbais para dizer o que seja, no fundo, esse “corpo bioplásmico”, segundo a moderníssima denominação resultante de experiências realizadas na Rússia. Há contextos espiritualistas em que se encontra o perispírito, dividido ou apresentado sob outras rubricas, com as especificações que lhe são atribuídas. Mas o que é fundamental no caso é a existência, necessária, de um elemento que se interpõe no binômio corpo-espírito. A Doutrina Espírita prefere chamá-lo simplesmente de perispírito, com explicações acessíveis a todos os níveis de instrução.
Sob o ponto de vista histórico, entretanto, além do que já se encontra em velhas fontes orientais, como noutros ramos da literatura antiga, convém considerar que na Escolástica primitiva, muito influenciada por Platão e Agostinho, também se admitiu a constituição trinária do ser humano:
1) a alma habita numa casa que lhe é essencialmente estranha; o corpo é o albergue, o hábito, o recipiente, o invólucro da alma; além de semelhante imagem, é também usada a do matrimônio.
2) o corpo e a alma estão unidos por um “spiritus physucys”, que serve de intermediário;
3) corpo e alma estão unidos pela personalidade como em uma espécie de união hipostática.
(Barnarco Bartmann - “Teologia Dogmática” - I vol., Edições Paulinas)
Tão forte lhe parece a união da alma com o corpo, com a intercalação desse - “spiritus physucus”, que funciona como intermediário, que o Autor chega a compará-la a uma espécie de união hipostática, isto é, união do Verbo divino com a natureza humana. A idéia de um “invólucro” ou “intermediário”, uma vez que o Espírito precisa de um revestimento para que possa conviver com o corpo, faz parte dos contextos espíritas, sejam quais forem os nomes que se lhe dêem. É o perispírito, sem tirar nem por.
Como o perispírito, a reencarnação, por sua vez, também já teve adeptos na Igreja, embora contra ela se tenha pronunciado e firmado sentença o Concílio de Constantinopla. Mas o certo é que Orígenes, teólogo e exegeta, defendeu a tese da preexistência, o que, aliás, é fato muito citado. Outros teólogos, como se sabe, adotaram a tese “criacionista”, isto é, a criação da alma com o corpo ou para o corpo. Justamente nesse ponto, um dos maiores doutores de sua época - Santo Agostinho - se defrontou com dificuldades para conciliar a criação da alma com o “pecado original”. Quem o diz é ainda Bartmann, na mesma obra (já referida), e ele próprio, o autor de “Teologia Dogmática”, também encontra obscuridade. Vejamos: Se é incompreensível que a alma derive do ato corpóreo da geração, todavia também o criacionismo apresenta não pequenas dificuldades. Já Santo Agostinho não sabia explicar como a alma, criada por Deus, podia nascer com o pecado original. A dificuldade conserva seu valor também para nós. Outra dificuldade pode surgir da consideração de uma criação contínua até o fim do mundo, de um número incalculável de atos diretos de Deus. mas o ponto-chave do problema, como denuncia o Autor, está justamente nesta decorrência da tese “criacionista”: Pareceria, por fim, necessário admitir uma cooperação imediata de Deus, nas numerosas gerações manchadas pela culpa. Não se pode responder à primeira dificuldade senão recorrendo ao mistério do pecado original. E no mistério esbarra tudo, não há mais saída para o raciocínio...
Contrapondo-se à idéia da criação do Espírito juntamente com o corpo, a Doutrina Espírita propõe outra análise do problema, nestes termos:
“Donde vem a aptidão extranormal que muitas crianças em tenra idade revelam, para esta ou aquela arte, para esta ou aquela ciência, enquanto outras se conservam inferiores ou medíocres durante a vida toda?”
“Donde, em certas crianças, o instinto precoce que revelam para os vícios ou para as virtudes, os sentimentos inatos de dignidade ou de baixeza, contrastando com o meio em que elas nasceram?” (O Livro dos Espíritos - questão 222).
Se, realmente, o Espírito fosse criado por Deus no ato do nascimento, seria o caso de admitir, ainda que por absurdo, criação de indivíduos que nascem com tendências para a perversidade ou para a delinqüência. Seria obra de Deus?!...
A tese da preexistência explica as inclinações inatas para o bem ou para o mal, embora a Doutrina Espírita não negue a influência fortíssima da educação, do meio social, da cultura e de outros fatores contingentes. Mas o Espírito, ao voltar à Terra, pela reencarnação, traz certa bagagem de conhecimentos, virtudes ou vícios, responsáveis pelo curso de sua existência, com todos os altos e baixos deste mundo. Deus não iria criar para a vida um Espírito que já estivesse marcado com as paixões inferiores. Todos começam “simples e ignorantes” – ensina a Doutrina - mas o próprio arbítrio, que é indispensável à experiência individual, pode desviar o Espírito da rota mais justa e levá-lo aos despenhadeiros morais. “Simples e ignorantes” é a expressão textual da Doutrina “O Livros dos Espíritos - questões 115-121-133-634.
É o ponto de partida. Daí por diante, cada qual adquire sua experiência através das vidas sucessivas. É um princípio que nos faz compreender a responsabilidade individual, ao passo que, se admitíssemos a criação juntamente com o corpo, chegaríamos a esta conclusão a fatal: se a criatura é má, se abusa de suas faculdades ou de seus recursos para dar expansão a tendências viciosas, não é responsável por seu procedimento, uma vez que nasceu assim, foi criada assim por Deus, colocada no corpo, ao nascer, com todas as suas mazelas morais. No entanto, o princípio da responsabilidade individual é válido no tempo e no espaço, segundo o Espiritismo.
Outra, portanto, é a perspectiva da reencarnação, que já teve defensores no seio da Igreja, embora condenada, mais tarde, como heresia. O desenvolvimento do Espírito modifica o perispírito, e este, pela ação plasmadora, tem influência sobre o corpo. Como já vimos, não apenas Platão, luminar da constelação grega da antigüidade, esposou a concepção trinaria do homem, mas entre escolásticos também houve partidários dessa concepção. O homem tríplice não desagrega a unidade básica do EU. Com esta visão antropológica, a Doutrina Espírita situa o homem na Terra, em relação ao presente e ao passado, apontando-lhe o caminho do futuro, sem ilusões nem quimeras.
(Obreiros do Bem - Agosto de 1976)
*Deolindo Amorim: (Baixa Grande, Bahia, 23 de janeiro de 1906 — Rio de Janeiro, 24 de abril de 1984), foi um grande didata a serviço do pensamento espírita. De personalidade serena e afetuosa, lutou incessantemente contra a corrupção do pensamento doutrinário e pelo entendimento da obra de Allan Kardec, sempre de forma elegante e independente. (Espirit Net/ Wikipédia)
O CREDO DE EURÍPDES BARSANULFO
“CREIO que não temos nossa causa em nós mesmos; que existe acima do homem e superior à natureza um Ser Pensante, Infinito, Eterno, Imutável, um Supremo Legislador; que a existência de um Criador, de uma Razão primitiva, é um fato adquirido pela evidência material dos fatos, que o Universo não é nem surdo, nem cego; que a vida não é uma confusão sem fim, um caos informe; que tudo tem sua razão de ser, seu alvo, seu fim.
CREIO que o Nada é uma palavra vã; que a Morte não existe; que nada morre; que o ser sobrevive ao seu invólucro; que a morte não existe; que a morte não é um termo, mas. Uma metamorfose, uma transformação necessária, um renovamento; que som os eternos pela base do nosso ser; que nada do que existe pode ser aniquilado; que existiremos, porque existimos.
CREIO que não há aniquilamento, m as sempre estados sucedendo a outros estados, a eterna transmissão de outra ordem de coisas a outra, de uma economia a outra, de um serviço a outro; que tudo renasce; que tudo volta a sua hora, melhorado, aperfeiçoado pelo labor; que o nascimento não é o verdadeiro começo; que nascer não é principiar, mas mudar de figura; que nossas existências não são mais que continuações, séries, conseqüências; que o sono ou despertar, morte ou nascimento, são uma e a mesma coisa; transição semelhante, acidente previsto.
CREIO que tudo evolui e tende para um estado superior; que tudo se transforma e aperfeiçoa; que o homem marcha sempre e sempre se engrandece; que tudo rola, prolonga-se e renova-se; que a morte não é o único teatro se nossas lutas e de nossos progressos; que o universo é sem lacuna; que há mundos infinitos nesse universo infinito; que o mundo é um ponto que conduz a outro e que os há para todos os graus de crescimento.
CREIO que , saindo desta vida, não entramos em um estado definitivo; que nada se acaba neste mundo; que enquanto um destino humano tem alguma coisa a cumprir, isto é, um progresso a realizar, nada está para ele acabado ; que a morte não deve ser tomada senão como um descanso em nossa viagem; que a morte é feixe de caminhos em todas as direções do universo e nos quais efetuamos nosso destino infinito.
CREIO que DEUS não criou almas civilizadas; que a alma humana é o resultado do trabalho, que todos os homens são cidadãos da mesma pátria, membros da mesma família, ramos da mesma árvore; que todos têm origem, destino e aspiração comuns, que todos começaram a ascensão que estão somente mais ou menos altos; que os mais vis têm por lei alcançar os mais elevados.
CREIO que o homem não é o ultimo anel que une a criatura ao Criador; que não somos os primeiros depois de DEUS; que temos ao menos tantos degraus sobre a cabeça como abaixo dos pés; que a vida está em toda a parte, que a alma está em toda coisa, que o corpo envolve um espírito; que o homem não é o único; que é seguido de uma sombra; que todos , o próprio calhau miserável, tem atrás de si uma sombra, uma sombra diante deles; que todos são alma que vive, que viveu, que deve viver.
CREIO que a harmonia do Universo se resume em uma só lei; que o progresso por toda parte é para todos, para o animal como para a planta, para a planta como para o mineral; que tudo segue a mesma rotação, que tudo morre da mesma maneira e morre ultimamente; que a vida sorve todos os elementos da própria morte; que cresce por série continua de transformações infinitas, que parte do infinitamente pequeno marcha para o infinitamente grande.
CREIO que tudo que vive é encarnação; que toda evolução, toda transformação é encarnação, que as criaturas sobem no crescimento d'alma como no dos invólucros; que o homem é o espírito encarnado; que a alma não é criada ao mesmo tempo que o corpo , que ela é apenas incorporada; que a encarnação é uma lei da natureza, uma necessidade absoluta, conseqüência lógica da lei do progresso; que todo o homem é um resumo de existências anteriores, que se compõem de numerosos personagens, formando um só.
CREIO que neste universo, obra da Infinita Sabedoria, nada acontece pelo jogo do acaso; que nada se faz sem uma Soberana Justiça; que toda desordem não existe senão em aparência; que não há acaso, nem fatalidade; que as forças, leis, que ninguém pode derrogar; que todas as coisas do mundo têm ligação entre si; que nada é isolado; que o mundo material é solidário com o mundo espiritual e que ambos se penetram reciprocamente; que tudo se mantém, tudo se concorda, tudo se encadeia, e, se liga, sobre o ponto de vista moral, como físico; que na ordem dos fatos, dos mais simples aos mais complexos, tudo é regulado por uma lei.
CREIO que a lei moral é uma verdade absoluta; que a Justiça, a Sabedoria, a Virtude, existem na marcha do mundo, tanto quanto a realidade física; que não se pode transpor, sem trabalho e sem mérito, um grau na iniciação humana; que o espírito deve chegar só, por si, à verdade, e que tem de tornar-se merecedor de sua felicidade, que a felicidade para ter tido o seu preço, deve ser adquirida e não concedida.
CREIO que a vida não é um jogo, uma ilusão, que a verdadeira vida não é a que multiplica os gozos; que a felicidade tal qual a entendemos não pode existir; que é preciso que o esforço subsista neste mundo; que não estamos aqui para gozar, mas para lutar, trabalhar, combater; que a luta é necessária ao desenvolvimento do espírito, que Verdadeiro fim da vida consiste no dever que incumbe a todo ser humano de subjugar a matéria ao espírito.
CREIO que o homem é justificado não por sua fé, mas por suas obras; que a prática do bem é a lei superior, a condição ¨sine qua non¨ de nosso futuro; que a santidade é o alvo a que devem os chegar; que não se pode fazer tudo impunemente; que a felicidade e a desgraça dos homens dependem absolutamente da observação da lei universal, que regem a ordem em a natureza.
CREIO que existem um Inferno e um Paraíso filosóficos, isto é, um sistema natural que liga entre si, intimamente, as causas além e aquém do tempo; que sempre nos sucedemos a nós mesmos; que sempre determinamos, por nossa marcha presente a marcha que seguiremos mais tarde.
CREIO que o presente determina o futuro; que cada homem tece em volta de si o seu destino; que se torna sem cessar o que mereceu ser;que nenhum desvio do caminho reto fica impune; que os que dele se afastam serão a ele levados fatalmente; que o progresso é uma lei soberana a qual ninguém resiste; que não há um defeito, uma imperfeição moral, uma ação má que não tenha sua contradita e suas conseqüências naturais; que não há ato útil sem proveito, falta sem sanção; que não ação que possa sonegar-se.
CREIO que cada um deve a si mesmo sua sorte, que cada um cria as suas alegrias como as suas penas; que o homem é o seu próprio algoz; que se remunera e se pune a si mesmo; que colhe o que semeia e nutre-se do que colhe, debilitado ou fortificado pelos alimentos que ele próprio produziu; que a alma transporta em si mesma o seu próprio castigo, em todo o lugar em que possa encontrar; que o inferno não é um lugar, mas uma condição de ser, um estado da alma; que pertence a cada um de nós sair dele ou aí nos manter.
CREIO que a pena está senão na falta; que é impossível que coisas possam separar-se; que o sofrimento não é o resultado do acaso; que toda lágrima lava alguma coisa; que dor e culpabilidade são sinônimos; que o homem em evolução é tributário de seus erros e de seus maus pensamentos; que somos nós os instrumentos de nosso próprio suplicio.
CREIO que toda vida culposa deve ser resgatada; que toda falta cometida, todo mal causado é uma divida contraída, que deve ser paga no momento ou no outro, quer em uma existência quer na outra; que a fatalidade aparente, que sem eia de m ales o caminho da vida, não é senão a conseqüência do nosso passado, o efeito produzido pela causa; que a vida terrestre é ao mesmo tempo reparação e preparação; que nenhum de nós é o que deve ser e que é preciso que a razão se cumpra, que a justiça se faça e o bem seja.
CREIO que cada nova existência é um novo ponto de partida, em que o homem é aquilo que se fez; que renasce com seu débito e com seu crédito; que nada perde do que adquiriu; que o esquecimento temporário do passado é a condição indispensável de toda provação e de todo o progresso; que é preciso que o esforço seja livre e voluntário; que o conhecimento dos fatos anteriores e das sanções inevitáveis embaraçaria o homem, em lugar de ajudá-lo; que é justo e necessário que, em seu estado atual, o passado e o futuro lhe sejam ocultos.
CREIO, enfim, que a revelação é progressiva, que a verdade se desvenda sempre, segundo os tempos e os lugares; que estamos na aurora da vida consciente e que marchamos, todos, na solidariedade universal, através de vidas sucessivas para a infinita perfeição; que o futuro encerra e que tudo foi criado, tendo em vista um bem final; que o Bem é a lei do Universo e o Mal um estado transitório, sempre reparável, uma das fases inferiores da evolução dos seres para o bem ; que nada de irremediável pesa sobre nós; que tudo se apaga; tudo se dissolve; que a dor é libertadora, que nada é negro, nada é triste; que tudo acaba bem e que não se tem senão de esperar a sua hora em um mundo ou em outro.”
Eurípedes Barsanulfo, 31 de dezembro de 1913
Fontes:
Eurípedes – o homem e a missão(Corina Novelino)
http://alximist.blogspot.com/2010/04/o-credo-do-euripedes-barsanulfo.htm
l posted by alximist at 4/29/2010 11:09:00 PM
150 ANOS DO LIVRO DOS MÉDIUNS
1861-2011
PALAVRAS DO PRESIDENTE
Meus Irmãos,
Pela primeira vez dirigimo-nos a vocês através de nosso boletim “ O Caminho ”.
A região sudeste está sendo assolada pela pior catástrofe decorrente de chuvas e desabamentos. Não se assustem JESUS ESTÁ NO COMANDO!
“O Livro dos Espíritos, em sua parte terceira “DA LEI DIVINA OU NATURAL”, capítulo VI, “ DA LEI DE DESTRUIÇÃO”, nos ensina sobre os flagelos destruidores. Por favor, leiam as questões 737 a 741. O que devemos fazer? Eis a resposta: SER SOLIDÁRIOS
A solidariedade pode ser expressa por preces, vibrações e pelo auxílio material, não nos eximindo do trabalho de atendimento aos necessitados.
O CEAK, tão logo tomou conhecimento do flagelo, doou todas as roupas do seu bazar e adquiriu leite, água mineral e biscoitos e encaminhou a doação, para a região flagelada, através do 19º Batalhão da Polícia Militar.
Estamos fazendo preces e vibrações, pelos necessitados, no início e ao término de cada reunião. SEJAMOS SOLIDÁRIOS COM OS NOSSOS IRMÃOS !
Cada um de nós pode fazer preces e vibrações e, se possível, fazer doações dos materiais solicitados pelas autoridades e encaminhar através dos locais anunciados pela imprensa.
Não nos esqueçamos, sejamos solidários.
Muita Paz!
RENOVANDO ATITUDES
Espírito Hammed, psicografia de Francisco do Espírito Santo Netto
Ser Feliz
“... Assim, pois, aqueles que pregam ser a Terra a única morada do homem, e que só nela, e numa só existência, lhe é permitido atingir o mais alto grau das felicidades que a sua natureza comporta, iludem-se e enganam aqueles que os escutam...”
(Capítulo 5, item 20.)
As estradas que nos levam à felicidade fazem parte de um método gradual de crescimento íntimo cuja prática só pode ser exercitada pausadamente, pois a verdadeira fórmula da felicidade é a realização de um constante trabalho interior.
Ser feliz não é uma questão de circunstância, de estarmos sozinhos ou acompanhados pelos outros, porém de uma atitude comportamental em face das tarefas que viemos desempenhar na Terra.
Nosso principal objetivo é progredir espiritualmente e, ao mesmo tempo, tomar consciência de que os momentos felizes ou infelizes de nossa vida são o resultado direto de atitudes distorcidas ou não, vivenciadas ao longo do nosso caminho.
No entanto, por acreditarmos que cabe unicamente a nós a responsabilidade pela felicidade dos outros, acabamos nos esquecendo de nós mesmos. Como conseqüência, não administramos, não dirigimos e não conduzimos nossos próprios passos. Tomamos como jugo deveres que não são nossos e assumimos compromissos que pertencem ao livre-arbítrio dos outros. O nosso erro começa quando zelamos pelas outras pessoas e as protegemos, deixando de segurar as rédeas de nossas decisões e de nossos caminhos.
Construímos castelos no ar, sonhamos e sonhamos irrealidades, convertemos em mito a verdade e, por entre ilusões românticas, investimos toda a nossa felicidade em relacionamentos cheios de expectativas coloridas, condenando-nos sempre a decepções crônicas.
Ninguém pode nos fazer felizes ou infelizes, somente nós mesmos é que regemos o nosso destino. Assim sendo, sucessos ou fracassos são subprodutos de nossas atitudes construtivas ou destrutivas.
A destinação do ser humano é ser feliz, pois todos fomos criados para desfrutar a felicidade como efetivo patrimônio e direito natural.
O ser psicológico está fadado a uma realização de plena alegria, mas por enquanto a completa satisfação é de poucos, ou seja, somente daqueles que já descobriram que não é necessário compreender como os outros percebem a vida, mas sim como nós a percebemos, conscientizando-nos de que cada criatura tem uma maneira única de ser feliz. Para sentir as
primeiras ondas do gosto de viver, basta aceitar que cada ser humano tem um ponto de vista que é válido, conforme sua idade espiritual.
Para ser feliz, basta entender que a felicidade dos outros étambém a nossa felicidade, porque todos somos filhos de Deus, estamos todos sob a Proteção Divina e formamos um único rebanho, do qual, conforme as afirmações evangélicas, nenhuma ovelha se perderá.
É sempre fácil demais culparmos um cônjuge, um amigo ou uma situação pela insatisfação de nossa alma, porque pensamos que, se os outros se comportassem de acordo com nossos planos e objetivos, tudo seria invariavelmente perfeito. Esquecemos, porém, que o controle absoluto sobre as criaturas não nos é vantajoso e nem mesmo possível. A felicidade dispensa rótulos, e nosso mundo seria mais repleto de momentos agradáveis se olhássemos as pessoas sem limitações preconceituosas, se a nossa forma de pensar ocorresse de modo independente e se avaliássemos cada indivíduo como uma pessoa singular e distinta.
Nossa felicidade baseia-se numa adaptação satisfatória ànossa vida social, familiar, psíquica e espiritual, bem como numa capacidade de ajustamento às diversas situações vivenciais.
Felicidade não é simplesmente a realização de todos os nossos desejos; é antes a noção de que podemos nos satisfazer com nossas reais possibilidades.
Em face de todas essas conjunturas e de outras tantas que não se fizeram objeto de nossas presentes reflexões, consideramos que o trabalho interior que produz felicidade não é, obviamente, meta de uma curta etapa, mas um longo processo que levará muitas existências, através da Eternidade, nas muitas moradas da Casa do Pai.

A partir deste mês, estaremos divulgando sinopses das obras de André Luiz, psicografadas por Chico Xavier.
A leitura da sinopse não exclui a leitura do livro. Ela tem por finalidade relembrar a quem já leu as obras, determinados pontos importantes. Para aqueles que ainda não conhecem as obras de André Luiz, poderá ser um despertamento para levar à leitura das obras.
Começaremos com NOSSO LAR .
APRESENTAÇÃO
NOSSO LAR - Primeiro livro da série, marcou a estréia de André Luiz no meio espírita nacional
Muito embora notícias semelhantes já existissem em algumas obras espiritualista, foi Nosso Lar quem abriu portas, efetivamente, à uma nova visão da realidade espiritual além-túmulo, revelando em pormenores a vida que segue, extraordinária, para além da morte do corpo físico.
Dividido em 50 capítulos, revela a escalada de um espírito, o próprio André Luiz, desde as regiões umbralinas em que foi lançado, logo após o desencarne, até o socorro e a gradativa recuperação em magnífica e muito bem organizada cidade espiritual, denominada "Nosso Lar".
Declara ele, logo no prefácio: "A vida não cessa. A vida é fonte eterna e a morte é o jogo escuro das ilusões. Permutar a roupagem física não decide o problema fundamental da iluminação, como a troca de vestidos nada tem que ver com as soluções profundas do destino e do ser."
"É preciso muito esforço do homem para ingressar na academia do Evangelho do Cristo, ingresso que se verifica, quase sempre, de estranha maneira - ele só, na companhia do Mestre, efetuando o curso difícil, recebendo lições sem cátedras visíveis e ouvindo vastas dissertações sem palavras articuladas..."
Em "Nosso Lar", mais tarde, trabalhando humildemente como enfermeiro auxiliar nas Câmeras de Retificação, o antigo e orgulhoso médico terreno aprende sobre si e os outros de forma totalmente inovadora, sepultando aos poucos, verdadeiramente, o "homem velho" que ainda trazia em si e abrindo caminho, assim, para o futuro médico de almas em que se transformaria.
Ciente da próprias deficiências, André Luiz observa, estuda, pergunta, luta, e supera-se, no sincero propósito de renovação íntima.
Como desfecho surpreendente, consegue, afinal, licença de seus superiores para voltar à casa terrena, no intuito de rever os filhos e a esposa muito amada. Ao chegar, percebe profundas mudanças no antigo lar. A pior delas: a esposa havia contraído novas núpcias. Desespera-se fundamente. Não quer acreditar no que vê e ouve. Grita seu amor e sua saudade, porém ninguém o escuta. Está morto. Para o mundo e para a querida companheira de outrora. Mas o novo marido de Zélia está muito doente. A desencarnação está próxima. É então que André Luiz, mesmo em profundo desencanto, dá testemunho renovação a que se propôs enquanto em "Nosso Lar"...
SINOPSE
Título : " Nosso Lar " - (50 capítulos - 281 páginas )
Autor : Espírito André Luiz ( pseudônimo espiritual de um consagrado médico que exerceu a Medicina no Rio de Janeiro ) Psicografia: Francisco Cândido Xavier (concluída em 1943)
Edição : Primeira edição em 1944, pela Federação Espírita Brasileira ( Rio de Janeiro /RJ). Neste trabalho : 48ª Edição /1998. Prefácio : Espírito Emmanuel .
Introdução : Do próprio autor espiritual ( André Luiz ).
Nota : Em 2003 a obra alcançou a expressiva marca de 1,5 milhão de exemplares .
Conteúdo doutrinário.,
a . O Autor narra sua experiência após a desencarnação, descrevendo minuciosamente o sofrido estágio no Umbral , detalhando-o também;
b . A seguir , conta a emoção de ter sido socorrido e ser levado para uma cidade espiritual denominada " NOSSO LAR".
c . A partir daí, o livro abre um leque de informações absolutamente inéditas sobre o Plano Espiritual .
Estrutura da Cidade Espiritual " NOSSO LAR " Fundação : No século XVI, por portugueses distintos , desencarnados no Brasil.
Localização: Sobre a cidade do Rio de Janeiro . Governador : a Governadoria está num edifício , "de torres soberanas que se perdem no céu¨.
Ministérios: 6 ( seis ), a saber : Ministério da Regeneração , do Auxílio , da Comunicação , do Esclarecimento, da Elevação e da União Divina .\ Ministros : cada Ministério é administrado por 12 (doze) Ministros .
População : homens e mulheres , jovens e adultos (desencarnados), em número de um milhão , segundo dados fornecidos pelo Autor , em 1943.
Construções , dependências e lugares especiais : Grande muralha protetora da cidade , com baterias de proteção magnética , conjuntos habitacionais , praça central ( que acomoda até um milhão de pessoas ), fontes luminosas, jardins , parques arborizados, o Bosque das Águas , o Rio Azul , o Campo da Música , a Câmara de Retificação ( para enfermos ), etc.
Umbral = região com várias escalas morais , sendo a mais infeliz denominada de " Trevas ").
Citações especiais:
"Aérobus " : veículo de transporte , de grande comprimento , deslocamento veloz e aéreo .
Cora l : 2.000 vozes ( Hinos : " Sempre Contigo , Senhor Jesus", "A Ti, Senhor , Nossas Vidas ").
Globo de Cristal : de 2m de altura (utilizado em reuniões mediúnicas com encarnados )
“Bônus-Hora” : forma de pagamento por serviços beneméritos prestados — cada hora de trabalho corresponde a um bônus-hora.
SINOPSE - Capítulo a capítulo
Cap 1 – Nas Zonas Inferiores – Descrição fantástica do local onde o Autor Espiritual se encontrou após a desencarnação. Sentia-se permanentemente em viagem ... Pouca claridade . Pavor por chacotas vindas de desconhecidos . Dificuldade para obter a bênção do sono . Lágrimas permanentes . Esteve próximo à loucura , prestes a perder a razão . Via seres monstruosos, irônicos , perturbadores... Recordações da existência terrena , quando gozava de prosperidade material e pais “ extremamente generosos ”.
Cap 2 – Clarêncio – Seres maldosos e sarcásticos gritavam a André Luiz: “ suicida , criminoso , infame ”. Em vão tentou revidar . Com a barba hirsuta e roupa rompendo-se sofria mais pelo abandono que o envolvera. Não se conformava em ser acusado de suicida , pois sabia que não o fora , lembrando-se de haver morrido no hospital , após cirurgia intestinal . Sentia fome . Saciava-se com lama ... Amiúde via manada de seres animalescos . Médico , sempre detestara as religiões , mas agora experimentava necessidade de socorrer-se de alguma delas. Estando já no limite das forças , orou (!). Em resposta , das neblinas surgiu o benfeitor Clarêncio, acompanhado de dois auxiliares . Foi conduzido para o “ Nosso Lar ”.
Cap 3 - A oração coletiva - Descrição de “ Nosso Lar ” e do ambiente de oração coletiva . Ao crepúsculo , um Espírito coroado de luz (o Governador Espiritual ), seguido de 72 outros Espíritos ( seus Ministros ), entoam harmonioso hino . André Luiz reconfortou-se.
Cap 4 – O médico espiritual – Hospitalizado, André Luiz é atendido por um médico espiritual que comprova o “ suicídio inconsciente ” que praticou. É lição-alerta imperdível e inédita quanto a essa característica do comportamento da maioria dos encarnados .
Cap 5 – Recebendo assistência – Há pungente informação de Espíritos internados no “ Nosso Lar ” e que têm órbitas vazias ( olhos gastos no mal ...); outros são paralíticos ou não têm as pernas ( locomoção fácil em atos criminosos ...); outros em extrema loucura ( por aberrações sexuais ...). São citados os “ germes de perversão da saúde divina ”, agregados ao perispírito (!).
Cap 6 – Precioso aviso – André Luiz “ desabafa ” com Clarêncio, que o ouve pacientemente . Recorda da esposa e dos filhos : onde e como estarão? Após ouvi-lo, Clarêncio sugere-lhe a auto-reforma de pensamentos e o silêncio das lamentações próprias. Diz-lhe: “No “ Nosso Lar ” dor significa possibilidade de enriquecer a alma ”...
Cap 7 – Explicações de Lísias – André Luiz descreve sua dificuldade de adaptação à “ nova vida ”. No “ Nosso Lar ” a natureza apresentava-lhe aspectos melhorados, em relação à Terra : grandes árvores , pomares fartos , jardins deliciosos , cores mais harmônicas . Todos os edifícios com flores à entrada . Lindas aves cruzavam os ares . Entre árvores frondosas, animais domésticos . Lísias explica que há regiões múltiplas, segundo hierarquia moral . André Luiz pergunta pelos pais , que o antecederam e até agora não o procuraram... Lísias então lhe informa que sua mãe , hab-tando esferas mais altas , o tem ajudado noite e dia ...
Cap 8 – Organização de serviços – André Luiz visita a cidade “ Nosso Lar ”, indo ao Ministério do Auxílio : largas avenidas , ar puro , muitas pessoas indo e vindo. “ Nosso Lar ” tem 6 ( seis ) Ministérios (da Regeneração , do Auxílio , da Comunicação , do Esclarecimento, da Elevação e da União Divina ), cada um orientado por 12 (doze) Ministros . Na História de “ Nosso Lar ” consta que foi fundado por “portugueses distintos ”, desencarnados no Brasil, no século XVI.
Cap 9 – Problema de alimentação – Preciosas informações quanto ao a grandes diferenças de nível ). Vê um grande rio : o Rio Azul . É exaltada a importância da água , tão deslembrada dos humanos ... bastecimento alimentar : em “ Nosso Lar ”, no passado , houve demandas ; após , a alimentação passou a ser por inalação de princípios vitais da atmosfera e água misturada a elementos solares , elétricos e magnéticos. Só entre os mais necessitados é que há alimentos que lembram os da Terra .
Cap 10 – No Bosque das Águas – André Luiz vai ao grande reservatório de água (!). Viaja no aeróbus, veículo aéreo semelhante a um grande funicular ( veículo terreno cuja tração é proporcionada por cabos acionados por motor estacionário e que é geralmente usado para vencer
Cap 11 – Notícias do Plano – Como “ Nosso Lar ”, existem incontáveis outras colônias espirituais . É citada a de “ Alvorada Nova ”, vizinha . No “ Nosso Lar ” preparam-se reencarnações, após proveitosos aprendizados para as futuras tarefas planetárias.
Cap 12 – O Umbral – É descrito que o Umbral começa na crosta terrestre , como zona obscura para os recém-desencarnados. É região em torno do planeta e de profundo interesse para os encarnados . É local de grandes perturbações, pelas “ legiões compactas de almas irresolutas e ignorantes ”. Lá existem núcleos de malfeitores , verdugos e vítimas . Acha-se repleto de formas-pensamento de encarnados , sintonizados com os desencarnados que lá estão.
Cap 13 – No Gabinete do Ministro – André Luiz apresenta-se a Clarêncio como voluntário ao serviço . Assiste ao diálogo do Ministro com uma voluntária , mãe , desejosa de proteger dois filhos encarnados . Tem notícia do bônus-hora ( ponto relativo a cada hora de serviço ).
Cap 14 – Elucidações de Clarêncio – O Ministro , com fraternidade expõe a André Luiz que pelo seu passado não poderá ser médico em “ Nosso Lar ” e sim aprendiz . E isso devido a rogativas de sua mãe e graças às seis mil consulta a necessitados nos quinze anos de clínica médica terrena dele... Dos atendidos nessas seis mil consultas, quinze ainda fazem preces a seu favor .
Cap 15 – A visita materna – André Luiz recebe visita de sua mãe , espírito excelso , que o consola com extremado amor . Vive em esferas mais elevadas.
Cap 16 – Confidências – A mãe de André Luiz informa-lhe que o pai está a doze anos em zona de trevas compactas, conseqüência de mau procedimento quando encarnado , com ligações clandestinas e promessas não cumpridas a mulheres , do que resultou amealhar obsessoras vingativas. Sua mãe dá-lhe notícias de suas três irmãs (desencarnadas).
Cap 17 – Em casa de Lísias – André Luiz é hospedado na casa da mãe de Lísias, onde conhece as duas irmãs dele. Vê livros maravilhosos e então lhe é dito que “os escritores de má-fé , que estimam o veneno psicológico ” são conduzidos imediatamente para as zonas obscuras do Umbral , e lá permanecerão, até regenerarem-se...
Cap 18 – Amor , alimento das almas – Novas lições sobre alimentação no “ Nosso Lar ”. Na nutrição espiritual o Amor é o maior sustentáculo das criaturas . É citado que o sexo é manifestação sagrada do Amor universal e divino .
Cap 19 – A jovem desencarnada – A neta de Laura , recém-desencarnada, sofre ante a lembrança do noivo que , mesmo antes dela desencarnar , ligara-se a uma amiga sua . Laura emite preciosas lições sobre o Amor e sobre a fidelidade .
Cap 20 – Noções de Lar – O lar é esquematizado por conceitos matemáticos (!), acoplados a profundos conceitos morais .
Cap 21 – Continuando a palestra – Explicações sobre o bônus-hora: sua aquisição ( com trabalho pelo próximo ) e sua aplicação no “ Nosso Lar ”. É citado que a recordação do passado exige equilíbrio e forçá-la poderá causar desequilíbrio e loucura .
Cap 22 – O bônus-hora – Detalhes sobre essa interessante retribuição por serviços prestados, valorizando o traba-lho pelo bem coletivo .
Cap 23 – Saber ouvir – Notas sobre a inconveniência da maioria dos desencarnados terem notícias dos encarnados com os quais se ligavam. Geralmente , ocorrem desequilíbrios...
Cap 24 – O impressionante apelo – Notícias ( Agosto /1939) da 2ª Guerra Mundial, então prestes a eclodir ... Ouve-se em “ Nosso Lar ” apelos de uma emissora espiritual , solicitando voluntários à assistência a coletividades terrenas indefesas, que sofrerão os horrores de uma grande guerra ...
Cap 25 – Generoso alvitre – Sugestões de Laura a André Luiz quanto às futuras atividades que ele poderá exercer em “ Nosso Lar ”.
Cap 26 – Novas perspectivas – André Luiz vai às “ Câmaras de Retificação”, localizadas em pavimentos de pouca luz , onde estão hospitalizados Espíritos necessitados nos primeiros tempos de moradia em “ Nosso Lar ”.
Cap 27 – O trabalho , enfim – Nas “ Câmaras de Retificação” André Luiz fica impressionado com os quadros de sofrimento dali: “ milionários das sensações físicas , transformados em mendigos da alma ”. Espontaneamente, num ato de exemplar humildade , se transforma em auxiliar da limpeza de vômitos de substância negra e fétida - fluidos venenosos expelidos por Espíritos que se beneficiaram de passes .
Cap 28 – Em serviço – André Luiz prontifica-se (sendo aceito) a trabalhar no período noturno nas “ Câmaras de Retificação”.
Cap 29 – A visão de Francisco – A terrível angústia do Espírito que vê o próprio corpo e julga-o um monstro a atormentá-lo ( esse Espírito era excessivamente apegado ao corpo físico e faleceu por desastre , só deixando-o quando , tomado de horror , vê os vermes desfazendo os despojos ).
Cap 30 – Herança e eutanásia – A disputa entre familiares por herança ... Triste caso de eutanásia , associada a interesses financeiros de um dos herdeiros .
Cap 31 – Vampiro – Há a impressionante narração do Espírito de uma mulher que queria adentrar no “ Nosso Lar ”, pelos fundos , sendo impedida pelo vigilante-chefe por se tratar de “ forte vampiro ” (trazia impressos em seu perispírito 58 pontos negros , correspondentes a igual número de abortos que praticara...). Sua admissão nas dependências de “ Nosso Lar ” colocaria em perigo os pacientes lá internados .
Cap 32 – Notícias de Veneranda – Em “ Nosso Lar ” existem os “ Salões Verdes ” por toda parte . São parques em árvores acolhedoras, locais de conferências ministeriais — foram criados sob inspiração superior da Ministra Veneranda, que possui o maior número de bônus-hora: um milhão de horas de trabalho útil ( em 200 anos de atividade ali)
Cap 33 – Curiosas observações – André Luiz reflete sobre sua vida de chefe de família que pouco edificara no espírito da esposa e filhos . Assusta-se quando vê dois elevados Espíritos ainda encarnados , em visita ao
“Nosso Lar ”, pois apresentavam características diferentes , em relação aos Espíritos desencarnados dali. Em passeio , vê cães , pomares e íbis junto às equipes socorristas, vindo a saber que prestam precioso auxílio quando das incursões no Umbral .
Cap 34 – Com os recém-chegados do Umbral – André Luiz atende uma senhora assistida pelos Samaritanos e por imprudência abre diálogo improdutivo com ela , movido por curiosidade . Ela se desfaz em lamentações . André Luiz é advertido por Narcisa .
Cap 35 – Encontro singular – André Luiz encontra-se com antigo conhecido , o qual foi prejudicado por seu pai e por ele próprio , quando encarnados . Arrependido agora lhe pede perdão , num dos mais belos trechos dessa sublime obra literária .
Cap 36 – O sonho – André Luiz dorme, deixa o “ veículo inferior ” (perispírito) no leito e sonha . Vai a uma esfera mais elevada e encontra-se com a mãe . É louvado e incentivado o trabalho pelo próximo , com novos esclarecimentos sobre o bônus-hora.
Obs : Por este capítulo refletimos que se os desencarnados dormem e sonham, deixando o perispírito no leito , provavelmente será com outro corpo que se deslocam: pode ser com o corpo mental , “ envoltório sutil da mente ”, aludido pelo próprio André Luiz em 1958, na p. 25, Cap II, 11ª Ed., do Livro “ Evolução em Dois Mundos ”, FEB, RJ/RJ.
Cap 37 – A preleção da Ministra – Observações sobre o pensamento : força essencial em todo o Universo , capaz de gerar o que se queira — bom ou mau ...
Cap 38 - O caso Tobias – Reflexões sobre o(s) casamento (s) e o ciúme . Em “ Nosso Lar ”, duas ex-esposas de Tobias são amigas sinceras e convivem felizes .
Cap 39 – Ouvindo a senhora Laura – André Luiz lembrava-se, atormentado por saudades , da família terrestre . Ouve, então , preciosas explicações sobre o “ espírito de seqüência que rege os quadros evolutivos da vida ”. É enaltecida a Bondade divina ao reunir desafetos pela consangüinidade.
Cap 40 – Quem semeia colherá – No departamento feminino das “ Câmaras de Retificação” André Luiz reencontra Elisa, que fora doméstica no seu lar terreno e da qual aproveitou-se irresponsavelmente. Ampara-a agora com extremado cuidado e bondade .
Cap 41 – Convocados à luta – Irrompe a 2ª Guerra Mundial, com repercussões negativas em “ Nosso Lar ”. Por essa lição ficamos sabendo como o plano terreno também influencia o espiritual , no caso , negativamente .
Cap 42 – A palavra do Governador – O medo é classificado como dos piores inimigos da criatura . Duas mil vozes entoam o hino “ Sempre Contigo , Senhor Jesus”. André Luiz vê pela primeira vez o Governador de “ Nosso Lar ”. O Governador esclarece aos trabalhadores de “ Nosso Lar ” os deveres relativos aos problemas criados pela Guerra . Informa serem necessários 30 mil servidores voluntários , desprendidos , para criar defesas especiais . Cita que em “ Nosso Lar ” são mais de um milhão de criaturas , que não podem ser agredidas pela invasão de milhões de espíritos desordeiros .
Cap 43 – Em conversação – Comentários sobre os horrores da Guerra . Nesse contexto , o Espiritismo sobressai como a grande esperança do Plano Espiritual , como o Consolador da humanidade .
Cap 44 – As “ trevas ” – As trevas são as regiões mais inferiores conhecidas em “ Nosso Lar ”, abaixo do próprio nível terreno (!). Ali , Espíritos jazem por séculos e séculos ... Na verdade , encarnados ou desencarnados, Espíritos têm belas oportunidades de progresso , mas a maioria as renega.
Cap 45 – No “ Campo da Música ” – André Luiz, feliz , integrado às atividades socorristas, foi conhecer o “ Campo da Música ”, onde se extasia ante a beleza musical do ambiente , espiritualizado: todos os Espíritos ali comentando com alegria a vida e os ensinamentos de Jesus.
Cap 46 – Sacrifício de mulher – Um ano após iniciar trabalhos André Luiz sentia imensas saudades do lar terrestre . Sua mãe informa-lhe que breve ela reencarnará, visando amparar o ex-marido, mergulhado em problemas , perseguido por mulheres com as quais não procedeu corretamente . Essas mulheres , no futuro , reencarnarão e a mãe de André Luiz ser-lhes-á mãe (!). São citadas as “reencarnações compulsórias ”.
Cap 47 – A volta de Laura – A mãe de Lísias reencarnará em dois dias . Recebe fraternais despedidas dos amigos de “ Nosso Lar ”, André Luiz inclusive . É citado o quanto de amparo espiritual recebem os trabalhadores de boa-vontade, principalmente em ocasiões tão importantes , como quando vão reencarnar .
Cap 48 – Culto familiar – É descrita a existência de um Globo de Cristal , com aproximadamente 2m de altura (utilizado para recepcionar Espíritos encarnados , nessa singular e “invertida” forma de reuniões mediúnicas no Plano Espiritual ).
Cap 49 – Regressando à casa – André Luiz visita , finalmente , o lar terrestre . Ali , encontra tudo diferente ... a ex-esposa novamente casada e seu atual marido gravemente enfermo , além de estar assediado por Espíritos infelizes . André Luiz sente-se roubado... Só uma de suas filhas sintonizou espiritualmente com ele . Mas , os ensinamentos auferidos em “ Nosso Lar ”, falam mais alto e o Amor explode em seu coração ... (!).
Cap 50 – “ Cidadão de Nosso Lar ” - Pondo em prática tudo o que aprendera sobre o amor ao próximo André Luiz socorre o enfermo . Auxiliado por Narcisa e por “ servidores comuns do reino vegetal ”.
Obs: “ Espíritos da Natureza ”: seriam esses Espíritos aqui citados, com ação sobre a Natureza , os mesmos citados por Allan Kardec nas questões 536 a 540 do “O Livro dos Espíritos ”?
De volta ao “ Nosso Lar ”, feliz pela vitória do bem em si mesmo , André Luiz é recepcionado festivamente com a honrosa declaração de que passou a ser “ Cidadão de Nosso Lar”.
Personagens citados em Nosso Lar
OBS: Citaremos a seguir os nomes dos personagens do livro " NOSSO LAR ", colocando entre parênteses : (d) = desencarnado; (e) = encarnado , e os respectivos capítulo e página onde são pela primeira vez mencionados.
ANDRÉ LUIZ - é o Autor Espiritual . Permaneceu no Umbral por 8 anos . Reporta neste livro como foi recolhido ao " Nosso Lar " ( colônia espiritual situada na psicosfera da cidade do Rio deJaneiro), por interferência de sua mãe (desencarnada). Graças à sua abnegação e trabalhos incansáveis de auxílio ao próximo , alguns anos mais tard conquistou a faculdade da volitação.
André Luiz é um exemplo dignificante de auto-reforma e de como a conseqüente evolução espiritual traz intensos e multiplicados momentos felizes para todo aquele que ajuda ao próximo .
CLARÊNCIO (d) - 2/24 - É um dos 12 Ministros do Ministério do Auxílio (foi quem socorreu André Luiz).
HENRIQUE DE LUNA (d) – 4/32 - Médico espiritual que prestou primeiro atendimento a André Luiz no “ Nosso Lar ”.
LÍSIAS (d) – 5/36 - Visitador dos serviços de saúde no “ Nosso Lar ”. É jovem . Auxiliar de Henrique de Luna. Torna-se amigo muito querido de André Luiz.
GOVERNADOR : Espírito elevadíssimo. Citado em vários capítulos . Não consta seu nome .
LAERTE (d) – 16/91 – Pai de André Luiz. Está a 12 anos em trevas compactas no Umbral .
Mãe de André Luiz : Espírito iluminado, convivendo em esferas iluminadas, acima de " Nosso Lar " (citada várias vezes no livro , mas o nome não foi revelado pelo Autor Espiritual ).
CLARA e PRISCILA (d) – 16/92 – Irmãs de André Luiz. Revoltadas, permanecem no Umbral .
LUÍSA (d) – 16/92 – Irmã de André Luiz, que desencarnou quando ele era ainda criança . Está preste a reencarnar entre as irmãs e o pai , em gesto de renúncia .
ZÉLIA (e) – 16/93 – Viúva de André Luiz.
CÉLIO (d) – 16/94 – Ministro em “ Nosso Lar ”.
LAURA (d) – 17/98 - Mãe de Lísias. Hospeda André Luiz no seu lar , sendo-lhe amiga maternal.
IOLANDA e JUDITE (d) – 17/98 - Irmãs de Lísias.
POLIDORO e ESTÁCIO (d) – 18/103 - Amigos de Lísias. Auxiliares no Ministério do Esclarecimento.
LASCÍNIA (d) – 18/103 - Noiva de Lísias.
ELOÍSA (d) – 19/106 - Neta de Laura , recém-chegada do Umbral . Desencarnou por tuberculose .
ARNALDO (e) – 19/107 - ex-Noivo de Eloísa.
MARIA DA LUZ (e) – 19/108 - Amiga de ELOÍSA que acaba unindo-se a Arnaldo
COUCEIRO (d) - 19/109 – Assistente em “ Nosso Lar ”.
TERESA (e) – 19/109 – Mãe de Eloísa. Prestes a desencarnar .
RICARDO (e) – 21/116 – Foi marido de Laura . Há 3 anos voltou a reencarnar .
LONGOBARDO (d) – 21/117 – Assistente em “ Nosso Lar ”.
RAFAEL (d) – 25/136 – Funcionário no Ministério da Regeneração .
GENÉSIO (d) – 26/141 – Ministro da Regeneração .
TOBIAS (d) 26/144 - Funcionário do Ministério da Regeneração ( um dos principais amigos e orientadores de André Luiz).
FLÁCUS (d) – 27/147 – Ministro em “ Nosso Lar ”.
RIBEIRO (d) – 27/147 – Enfermo . Internado na " Câmara de Retificação".
GONÇALVES (d) – 27/147 – Assistente em “ Nosso Lar ”.
LOURENÇO e HERMES (d) – 27/147 – Funcionários do Ministério da Regeneração .
NARCISA (d) – 27/150 – Funcionária do Ministério da Regeneração .
VENÂNCIO e SALÚSTIO (d) – 28/154 – Funcionários do Ministério da Regeneração .
VENERANDA (d) – 28/156 - Ministra mais antiga dos demais em “ Nosso Lar ”. Só ela e o Governador já viram Jesus. Nada comenta sobre isso .
FRANCISCO (d) – 29/158 – Enfermo . Internado na " Câmara de Retificacão".
PÁDUA (d) – 29/160 – Ministro da Comunicação em “ Nosso Lar ”.
PAULINA (d) – 30/162 - Espírito de “ angelical beleza fisionômica”, filha de enfermo internado em " Nosso Lar".
EDELBERTO, AMÁLIA, CACILDA, AGENOR (e) – 30/164 – Irmãos de Paulina, os quatro em contendas pela herança deixada pelo pai .
JUSTINO (d) – 31/169 - Trabalhador humilde em “ Nosso Lar ”.
Irmão PAULO (d) – 31/170 - Orientador dos Vigilantes em “ Nosso Lar ”.
Padre AMÂNCIO (e) – 34/187 - Personagem citado por uma enferma , internada desde 1888 na Câmara de Retificação, no Ministério da Regeneração .
ZENÓBIO (d) – 34/189 – Auxiliar no Ministério da Regeneração .
NEMÉSIA (d) – 34/189 – Funcionária do Ministério da Regeneração .
SILVEIRA (d) – 35/190 - Sócio do pai de André Luiz ( quando encarnados ) – É samaritano em trabalhos assistenciais em " Nosso Lar "
LUCIANA (e) 38/207 – Ex-esposa de Tobias.
HILDA (d) – 38/207 – Irmã de Tobias.
ELOÍSA (d) 39/218 – Hospedada na casa de Laura .
ELISA (d) – 40/220 - Internada na Câmara de Retificação (foi " aventura " de André Luiz, quando encarnada )
HELVÉCIO (d) 41/229 - Trabalhador atento ao socorro ( época da 2ª Guerra Mundial)
EVERARDO (e) 41/229 - Viúvo de uma residente do " Nosso Lar ".
ESPERIDIÃO (d) – 41/230 – Ministro em “ Nosso Lar .
BENEVENUTO (d) - 43/238 – Ministro em “ Nosso Lar ”
POLIDORO e ESTÁCIO (d) – Amigos de Lísias e acompanhantes de suas irmãs numa feliz audição musical no “ Campo da Música ”.
NÍCOLAS (d) – 48/264 - Antigo servidor do Ministério do Auxílio
Dr. ERNESTO (e) – 49/271 – É o atual marido de Zélia.
- À página . 279 há citação de “ entidades espirituais ”, convocadas de forma ininteligível por Narcisa , as quais atendem-lhe, trazendo substâncias com emanações de eucalipto e mangueira , que são aplicadas em um enfermo encarnado , que se restabelece.
TERMOS POUCO USADOS
|
TERMOS |
CAPÍTULO |
PÁGINA |
S I G N I F I C A D O |
|
Tolda |
10 |
59 |
(subst.fem.) - cobertura sobre embarcações |
|
Cibo |
18 |
101 |
nutrimento ( comida , alimento ) |
|
Olente |
32 |
177 |
odorante |
|
Palanquins |
32 |
177 |
rede suspensa; liteira ( para transporte de pessoas ) |
|
Impende |
37 |
201 |
(do verbo tr. impender = caber , cumprir , tocar ) – cabe |
AS SETE MARAVILHAS DO MUNDO
A professora , para conhecer melhor sua turma, pediu que fizessem uma lista com o que consideravam as Sete Maravillhas do Mundo. Com algumas divergências, os itens mais mencionados foram:
As Pirâmides do Egito
O Taj Mahal
O Grande Canyon
O Cristo Redentor
A Basílica de São Pedro
A Muralha da China.
Um dos alunos ainda não havia entregue a sua lista e parecia mesmo ter dificuldade em concluí-la. A professora se aproximou para ajudá-lo e leu para a classe o que ele havia escrito e não tinha coragem de entregar :
Ver
Ouvir
Tocar
Provar
Sentir
Rir
AMAR
Emocionada a professora comentou com a turma a escolha do aluno. ¨ A escolha nos mostra o que temos à nossa disposição e que não valorizamos . O principal nem sempre pode ser comprado , mas está à nossa disposição para usarmos bem . Utilizemos esses dons que Deus nos concedeu, principalmente o de AMAR !!! Façamos de nossas vidas um exemplo do bom uso do que recebemos como presentes¨
(adaptado de mensagem recebida via internet )

O LIVRO DOS MÉDIUNS EM SEUS 150 ANOS
Vinícius Lousada (1)
http://estudandokardec.blogspot.com/2011/01/o-livro-dos-mediuns-em-seus-150-anos.html
Na atualidade, não há compêndio de Espiritismo experimental mais oportuno que O Livro dos Médiuns ou Guia dos médiuns e dos evocadores de autoria do mestre Allan Kardec. Vindo a lume nos dias iniciais de janeiro de 1861 e editado pelo Sr. Didier essa obra, segundo o Codificador (2), consistia no complemento de O Livro dos Espíritos , com o seu caráter científico. Mais tarde, Kardec vai considerá-la no rol das obras fundamentais do Espiritismo.
Ao seu tempo, podia ser adquirida na Livraria do Sr. Didier, tanto quanto, no escritório da Revista Espírita na passagem Saint-Anne, em Paris, em grande volume in-18, de 500 páginas. Em poucos meses do mesmo ano o livro teve uma segunda edição, com nova formatação e inteiramente revisada pelos Espíritos com numerosas observações valorosas de sua lavra, de tal forma que as palavras de Kardec manifestam que a obra era tanto deles quanto de seu autor (3).
Fico a imaginar a emoção, em 1861, de médiuns e dirigentes de grupos espíritas sérios ao encontrarem na produção kardequiana orientação segura para o desenvolvimento e direcionamento feliz da mediunidade, a serviço de uma compreensão mais profunda do mundo invisível porque iluminada pelos saberes produzidos na colaboração interexistencial entre o mestre lionês e os Espíritos Superiores, por sua vez, comandados pelo Espírito de Verdade.
Um guia seguro para lidar com a mediunidade
Não se trata somente de mais um livro, é uma obra indispensável no campo de estudos e meditações em torno da mediunidade para que o seu exercício se torne serviço ao semelhante, seja pela constatação veraz da imortalidade da alma e a identificação de nossa natureza espiritual, seja pelo diálogo criativo e moralizante com os sempre vivos, e ainda, pelo esclarecimento que se pode dar aos sofredores desencarnados, cuja infelicidade a que se atrelaram aguarda a terapêutica do Evangelho de Jesus no verbo fraterno dos reencarnados, sob os auspícios dos Benfeitores Espirituais.
Esse trabalho levado a bom termo por Allan Kardec é resultado de uma longa pesquisa experimental com Espíritos e médiuns, onde o cientista, aos estabelecer um método de experimentação em consonância com o objeto pesquisado – o mundo dos Espíritos e a filosofia ensinada pelos Imortais –, considera seus informadores espirituais não como reveladores pré-destinados, mas, como parceiros de estudos, cada qual contribuindo relativamente em seu patamar evolutivo.
Em O Livro dos Médiuns o Codificador exitosamente esclarece tudo que era referente às manifestações espíritas físicas e intelectuais, em seu contexto histórico, de acordo com os Espíritos Superiores a fim de desenvolver uma teoria espírita explicativa dos fenômenos, os mais variados, produzidos pelos habitantes do Mais Além; como também, das condições de sua reprodução e controle metodológico
No anúncio que faz da obra na Revue Spirite , destaca que “sobretudo a matéria relativa ao desenvolvimento e ao exercício da mediunidade mereceu de nossa parte uma atenção toda especial.” (4)
Desse modo, já nessa consideração do autor somos convidados a levar em conta que, sobretudo os espíritas, podemos recolher em seu conteúdo um norte para o desenvolvimento seguro da mediunidade (no sentido kardequiano é um processo educativo do médium), e para o uso saudável dessa pré-disposição orgânica, natural e radicada no Espírito em sua capacidade comunicativa, quando manifesta de forma ostensiva.
O leitor estudioso dessa obra nela encontra condições de compreender a fenomenologia que cerca a mediunidade que possa ser portador, os recursos teóricos para lidar com sucesso na vereda da convivência lúcida com os Espíritos e para o enfrentamento adequado de seus desafios e obstáculos que, ao serem encarados sem o devido conhecimento, geram decepções e tristes resultados como a obsessão ou o uso imoral da mediunidade.
Por outro lado, na formação do dirigente e/ou do “doutrinador” (evocador, como Kardec designava o responsável por dialogar com os Espíritos nas reuniões espíritas) a obra é igualmente de sumo valor para que levemos com retidão os diálogos sempre instrutivos que se pode obter com os desencarnados, sendo possível apresentar-lhes questões em prol do esclarecimento moral e intelectual de todos nós, para o que nos orienta Kardec (5).
Enfim, o espiritista convicto encontra nesse livro subsídio para entender melhor o Espiritismo, em sua complexidade, na medida em que a obra revela aspectos essenciais do caráter experimental da Doutrina dos Espíritos, não raramente desconsiderados.
Em prol da Moral e da Filosofia Espírita
Com o advento de O Livro dos Espíritos o Espiritismo abandonava seu período de curiosidade, caracterizado pela especulação nem sempre séria, em nível de entretimento em que eram colocados os fenômenos espíritas por muita gente, na Europa do século XIX, e adentrava seu período de observação ou filosófico no qual “O Espiritismo é aprofundado e se depura, tendendo à unidade de doutrina e constituindo-se em Ciência.” (6)
Kardec via o Espiritismo como uma Ciência Moral (7) e, ao escrever O Livro dos Médiuns , deixa um legado inolvidável e previa de antemão as críticas ciumentas ou personalistas que queriam fazer valer sistemas particulares para a condução das lides mediúnicas, ou ainda, na explicação exclusivista destas, sem a chancela do ensino coletivo dos Espíritos.
Ainda, o cientista do invisível dá uma razão de ser grave à fenomenologia mediúnica para que se recolha com os Espíritos ensinamentos sérios e úteis à nossa felicidade na vida espiritual, evitando-se o desvio do fim providencial da mediunidade nas práticas espíritas.
Respondendo aos seus críticos que talvez supusessem desnecessária a severidade de princípios e conselho obtidos nessa obra, sem querer fundar escola, mas, propagar o direcionamento dado pelos Espíritos Superiores à mediunidade no Espiritismo, Kardec coloca na fachada principal dessa proposta o seu caráter moral e filosófico, sobretudo, em prol dos que se percebem necessitados das esperanças e consolações que podem haurir na Doutrina e nos resultados da atividade mediúnica sob a orientação maior de Jesus
Nesse ano de comemorações do sesquicentenário de O Livro dos Médiuns procuremos estudar com profunda gratidão, no plano individual e coletivo, esse livro essencial no campo da mediunidade com Jesus e Kardec.
Estudando Kardec
“Nós mesmos pudemos constatar, em nossas excursões, a influência salutar que esta obra exerceu sobre a direção dos estudos espíritas práticos; assim, as decepções e mistificações são muito menos numerosas do que outrora, porque ela ensinou os meios de frustrar as artimanhas dos Espíritos enganadores.” (8)
NOTAS:
(1) Pedagogo, palestrante e escritor espírita. E-mail: vlousada@hotmail.com .
(2) KARDEC, Allan. Revista Espírita : jornal de estudos psicológicos. Ano IV. Rio de Janeiro: Federação
Espírita Brasileira, 2006, pág. 22.
(3) Idem, pág. 518.
(4) Idem.
(5) KARDEC, Allan. O Livro dos Médiuns . 71. ed. Rio de Janeiro: Federação Espírita Brasileira, 2003, Cap. XXVI.
(6) KARDEC, Allan. Revista Espírita : jornal de estudos psicológicos. Ano I. Rio de Janeiro: Federação Espírita Brasileira, 2005, pág. 369.
(7) LOUSADA, Vinícius. Em Busca da Sabedoria . Porto Alegre: Editora Francisco Spinelli, 2010, p. 104.
(8) KARDEC, Allan. Revista Espírita : jornal de estudos psicológicos. Ano IV. Rio de Janeiro: Federação Espírita Brasileira, 2006, pág. 517
Material recebido via e-mail de A ERA DO ESPÍRITO .
Dando continuidadae à divulgação das sinopses das obras de André Luiz, psicografadas por Chico Xavier. Seguimos com OS MENSAGEIROS .
A leitura da sinopse não exclui a leitura do livro. Ela tem por finalidade relembrar a quem já leu as obras, determinados pontos importantes. Para aqueles que ainda não conhecem as obras de André Luiz, poderá ser um despertamento para levar à leitura das obras.
OS MENSAGEIROS - Segundo livro da série, retrata a renovação de André Luiz, o tédio com o passado e o desejo sincero de trabalhar em benefício do próximo. Narra o próprio André: "Desligando-me dos laços inferiores que me prendiam às atividades terrestres, elevado entendimento felicitou-me o espírito.
Semelhante libertação, contudo, não se fizera espontânea.
Sabia, no fundo, quanto me custara abandonar a paisagem doméstica, suportar a incompreensão da esposa e a divergência dos filhos amados.
Guardava a certeza de que amigos espirituais, abnegados e poderosos, me haviam a auxiliado a alma pobre e imperfeita, na grande transição.
Antes, a inquietude relativa à companheira torturava-me incessantemente o coração; mas agora, vendo-a profundamente identificada com o segundo marido, não via recurso outro que procurar diferentes motivos de interesse.
Foi assim que, eminentemente surpreendido, observei minha própria transformação, no curso dos acontecimentos."
Pensando desta forma, feliz e renovada, é levado por Tobias, seu companheiro de trabalho nas Câmeras de Retificação, até Aniceto, nobre Instutor no Ministério da Comunicação.
Aprovado para ingressar no quadro de aprendizes, André Luiz tem a oportunidade de conhecer o fascinante serviço de formação de médiuns para fins de tarefas espedíficas na Crosta.
Em companhia de Tobias, já no Ministério, André espanta-se:
- "Mas esta organização imensa restringe-se ao movimento de transmissão de mensagens?" - perguntei curioso.
O companheiro sorriu significativamente e esclareceu:
- "Não suponha se encontre aqui localizado o serviço de correio, simplesmente. O Centro prepara entidades a fim de que se transformem em cartas vivas de socorro e auxílio aos que sofrem no Umbral, na Crosta e nas Trevas. Acreditaria, porventura, que tanto trabalho se destinasse apenas a mera movimentação de noticiário? Amplie suas vistas. Este serviço é a cópia de quantos se vêm fazendo nas mais diversas cidades espirituais dos planos superiores. Preparam-se aqui numerosos companheiros para a difusão de esperanças e consolos, instruções e avisos, nos diversos setores da evolução planetária. Não me refiro tão só a emissários invisíveis. Organizamos turmas compactas de aprendizes para a reencarnação. Médiuns e doutrinadores saem daqui às centenas, anualmente. Tarefeiros do conforto espiritual encaminham-se para os círculos carnais, em quantidade considerável, habilitados pelo nosso Centro de Mensageiros."
Mais tarde, em companhia de Aniceto e Vicente, outro médico, André Luiz tem a oportunidade de realizar aprendizado na Terra, junto aos encarnados, fornecendo bastas e enriquecedoras notícias do desdobramento das tarefas que, segundo Emmanuel, no prefácio do livro, constituíram o relatório incompleto de uma semana de trabalho espiritual dos mensageiros do Bem, junto aos homens.
http://www.institutoandreluiz.org/
Título : "OS MENSAGEIROS " – 51 capítulos ; 268 páginas
Autor : Espírito ANDRÉ LUIZ ( pseudônimo espiritual de um consagrado médico que exerceu a Medicina no Rio de Janeiro )
Psicografia: FRANCISCO CÂNDIDO XAVIER (concluída em Fev/1944)
Edições : Primeira edição em 1944, pela Federação Espírita Brasileira ( Rio de Janeiro /RJ); em Novembro /2001: 37ª Edição (490° milheiro )
Conteúdo Doutrinário : O Autor alerta aos médiuns quanto à necessidade da prática dos ensinamentos na esfera íntima , evitando surpresas negativas , quando do retorno ao Plano Espiritual .
A obra se desdobra em três partes distintas
1ª Parte- Do Cap 1 ao 13: - Testemunhos de médiuns (desencarnados) que , tendo partido do " Nosso Lar ", com tarefas específicas, não conseguiram cumpri-las - no retorno , seus relatos são pungentes e esclarecedores ...
2ª Parte - a partir do Cap 14:
- Descrição de atendimentos prestados a encarnados e a desencarnados, pela equipe de mensageiros do " Nosso Lar ".
3ª Parte - a partir do Cap 33:
- André Luiz e Vicente, sob comando do protetor Aniceto, após estágio no " Centro de Mensageiros ", partem em caravana , do " Nosso Lar ", para a Crosta ( plano terreno ). A meio caminho , pernoitam no " Posto de Socorro ", onde A.Luiz realiza um proveitoso estágio . Ali , conhecem amigos espirituais responsáveis pelo “ Campo da Paz ” ( Colônia próxima ao Posto de Socorro ). A seguir , os três se dirigem à Crosta , onde permanecem por uma semana , num lar humilde , verdadeira oficina do “ Nosso Lar ” na Terra , participando de atendimentos a encarnados e desencarnados, sobressaindo preciosos ensinamentos sobre reuniões mediúnicas.
SINOPSE - Capítulo a Capítulo
Cap 1 – Renovação – O Autor espiritual narra sua transformação, após ter se desprendido “dos laços inferiores que o prendiam às atividades terrestres ”. “Descobriu-se”, diz jubiloso. Mas , a par da renovação mental , experimentava um vazio formado pelos sentimentos do mundo , dos quais se desprendera. Sem o lar , a esposa e os filhos amados , aos quais freqüentemente visitava, seu coração era “ um cálice luminoso , porém vazio ”. É aconselhado por uma devotada amiga a freqüentar cursos no Ministério da Comunicação , para posteriormente prestar concurso na Terra .
Cap 2 – Aniceto – A.Luiz é apresentado ao Instrutor Aniceto, que adverte que ali , na “ Instituição do Homem Novo ” são admitidos apenas candidatos compromissados em servir , calando reclamações. Aniceto, dentre outras atividades , tem um quadro suplementar de cinqüenta auxiliares-aprendizes, voluntários . A.Luiz é convidado a integrar esse quadro , no momento com três vagas . Aceita o convite , sentindo-se honrado. É encaminhado ao “ Centro de Mensageiros ”.
OBS: Vamos detalhar como é formado o grupo de Aniceto:
- 1 padre
- 1 médico (a equipe foi acrescida de 2 médicos : A.LUIZ e VICENTE)
- 6 engenheiros
- 4 professores
- 4 enfermeiras
- 2 pintores
- 11 irmãs especializadas em trabalhos domésticos
- 18 operários diversos .
Cap 3 – No Centro de Mensageiros - Formado de majestosos edifícios / Universidades / Pátios amplos / Jardins primorosos
- Finalidades : preparação anual de centenas de médiuns e doutrinadores para reencarnarem ( quais “ cartas vivas ” de Jesus para a Humanidade ), os quais são reunidos em grupos de 50 aprendizes . Cada grupo fica sob comando de um Instrutor ( tal como a de Aniceto).
Cap 4 – O caso Vicente – A.Luiz conhece Vicente, médico , calmo , bondoso e sensato . Tornam-se amigos . Conversam sobre suas existências terrenas, semelhantes . Vicente casou-se e teve dois filhos . Um irmão seu , advogado , foi residir em sua casa e não tardou, traiu-o com a esposa , de quem se apaixonou, sendo correspondido. A esposa e o irmão tramaram sua morte e a executaram, ardilosamente . Vicente não cogita vingar-se e diz: “o mal é simples resultado da ignorância e nada mais ”
. Cap 5 – Ouvindo instruções – O instrutor Telésforo discorre para todos os aprendizes do trabalho de intercâmbio entre os trabalhadores desencarnados e encarnados . Adverte sobre os companheiros fracassados. Cita empecilhos até nas religiões , além de tristes quadros humanos no mundo todo . Como ajudar a tanto desespero e incompreensão ? Só com Jesus, no trabalho , sacrifício e renúncia .
Cap 6 – Advertências profundas – Prossegue a aula . Tema : médiuns fracassados. Muitos trabalhadores partem de “ Nosso Lar ” em turmas de trabalho educativo , mas poucos alcançam resultados , parciais , nos misteres da mediunidade e da doutrinação . “A Terra é grande oficina redentora, e não , vale tenebroso destinado a quedas lamentáveis ”. É relatado que muitos , quando encarnados , preferem desvios sexuais , tirania doméstica , preguiça e vaidade , além de exercitarem a “ doutrinação para exportação e não para uso próprio ”...
Cap 7 – A queda de Otávio – Após trinta anos de preparação , reencarnou saudável e com mediunidade voltada para consolar criaturas . Deveria manter-se solteiro e amparar seis amigos que o ajudaram em “ Nosso Lar ”, nos trinta anos que antecederam à sua reencarnação. Já reencarnado, aos dezenove anos iniciou desvairados abusos das suas faculdades . Ficando órfão de pai , desamparou aqueles seis amigos ( ainda crianças ), órfãos como ele . Casou-se “ por violência ” e teve um filho . Esposa e filho passaram a atormentá-lo. Alcoólatra , morreu com sífilis , aos quarenta anos , “ sem construir coisa alguma no terreno do bem ”.
Cap 8 – O desastre de Acelino – Outro médium ( vidente , audiente e psicógrafo ) que , egresso de “ Nosso Lar ”, descumpriu todas as realizações que prometera, antes da reencarnação. Usou as faculdades mediúnicas para ganhar dinheiro , “resolvendo” todo tipo de problemas de consulentes . Ao desencarnar permaneceu onze anos em zonas de grande tormento , pela ronda dos ex-consulentes criminosos que desencarnaram antes dele e que exigiam notícias e soluções atinentes a ligações clandestinas.
Cap 9 – Ouvindo impressões – O capítulo exorta os médiuns ao trabalho , sem reclamos e sem medos . São expostos vários casos de médiuns que , bem preparados antes da reencarnação, não cumpriram as tarefas , por invigilância.
Cap 10 – A experiência de Joel – Médium que fez mau uso das percepções que lhe foram dilatadas antes de reencarnar , a fim de que , então , as utilizasse a benefício do próximo . Há muito tempo vem sofrendo grandes perturbações, como conseqüência .
Cap 11 – Belarmino, o doutrinador – É citada profunda conceituação de missão educativa . A doutrinação , no campo do Espiritismo evangélico , é aqui exposta com clareza . Mostra como o médium doutrinador exigente , propenso ao mando , vaidoso do saber , desconfiado dos companheiros de reunião mediúnica, logo adentrará no negativismo . Estará sujeito a múltiplas enfermidades , além de sentir um deserto no coração .
Cap 12 – A palavra de Monteiro – Novo alerta , enérgico , aos médiuns doutrinadores e aos dirigentes de reuniões mediúnicas. É recomendada a força do exemplo e não a palavra lustrosa ... O comportamento do médium na atividade profissional do comércio deve guardar paralelo com a conduta cristã, principalmente com a paciência .
Cap 13 – Ponderações de Vicente – Citando Jesus como Mestre e Médico , o capítulo expõe os perigos que aguardam os médicos que fazem mercantilismo de tão sagrada profissão .
Cap 14– Preparativos – A.Luiz e Vicente, antes de se dirigirem à Crosta , onde permanecerão por uma semana , recebem melhoramento da visão (no “ Gabinete de Auxílio Magnético às Percepções "). É sugerida a prece , sem o fanatismo inconsciente . A prece é fidelidade do coração , jamais viciação do sentimento . A ida à Crosta , no caso , assemelhou-se a uma peregrinação , não feita em “ estrada ampla e bem cuidada ”, mas sim , em caminhos difíceis...
Cap 15 – A viagem – A caminho , a equipe faz pausa no Posto de Socorro situado entre “ Nosso Lar ” e a Crosta , a grande distância desta. A.Luiz e Vicente, sob orientação de Aniceto, vêem-se banhados de luz , pela primeira vez (!). Nas trilhas : frio , ausência de luz solar , paisagens misteriosas, aves horripilantes , rijas ventanias ... Aniceto explica aos dois auxiliares que aquela é região sob influência astral da Terra . A seguir cita interessantes dados astronômicos . Informa sobre a “ existência de outros mundos sutis, dentro dos mundos grosseiros ”(!).
Cap 16 – No Posto de Socorro – Chegam os três a castelo-educandário soberbo , resguardado por pesados muros . No interior , pomares e jardins maravilhosos . A.Luiz vê um quadro , pintura em tela , que já havia visto em Paris, quando encarnado . Fica sabendo que o pintor da tela de Paris copiou-a desse original , após vê-lo, em sonho .
Cap 17 – O romance de Alfredo – A equipe alimenta-se de frutos diversos . O Posto , com quinhentos auxiliares , produz alimentos e remédios para famintos e doentes . O dirigente do Posto relata a história da sua união com a esposa , cuja companhia ele ainda não pode usufruir , pois quando encarnados , ele desfez o casamento , por ouvir calúnias contra ela , que era inocente e que pelo abandono desencarnou, com tuberculose .
Cap 18 – Informações e esclarecimentos – No Posto chegam sinais de batalhas sangrentas na Terra (o ano era 1944), provocando grande tempestade magnética . Grandes massas de desencarnados ( pela Segunda Guerra Mundial) superlotam os Postos de Socorro de várias colônias espirituais . É citada a Colônia “ Alvorada Nova ”, situada em zonas mais altas , com intercâmbio com avançados núcleos de espiritualidade superior , de planetas vizinhos (!).
Cap 19 – O sopro – São citados sistemas espirituais de transporte , com base no eletromagnetismo . Há esclarecimentos sobre o passe de sopro curador , cujos passistas “exercitaram-se longamente , adquirindo experiências a preço alto ”. Imprescindível , no caso , “a pureza da boca e a santidade das intenções ”. Passistas encarnados deverão ter “ estômago sadio , boca habituada a falar o bem , com abstenção do mal e a mente reta , interessada em auxiliar ”.
Cap 20 – Defesas contra o mal – O Posto de Socorro tem defesas múltiplas, mantendo à distância “ irmãos consagrados ao mal , perversos e criminosos , entidades verdadeiramente diabólicas”. O Posto está equipado com armas que não exterminam, apenas defendem, disparando projéteis elétricos que causam impressão da morte , isso porque na esfera espiritual a matéria mental pode modificar o corpo denso todos os dias (!).
Cap 21 – Espíritos dementados – Visitando os albergues do Posto , A.Luiz e Vicente acompanham os encarregados da assistência . O chefe do Posto atende e conforta vários Espíritos necessitados que o procuram, presos a problemas inferiores , pois se julgam ainda encarnados .
Cap 22 – Os que dormem – A equipe chega a pavilhão escuro , situado em área com três quilômetros de extensão , mais ou menos . No interior , espaçosas enfermarias . Silêncio absoluto ... Cerca de dois mil Espíritos ali estão adormecidos... Têm semblante horrendo , quase todos estampando pavor , em cadavérica palidez ... São oitenta os atendentes em atividade . Cada um só pode cuidar de cinco enfermos , perfazendo quatrocentos atendimentos. A imagem é a da morte , naqueles Espíritos entorpecidos no vazio , que quando encarnados eram crentes no nada após a desencarnação. São os “ embriões da vida ” ou “ fetos da espiritualidade ”, paralíticos do bem .
Cap 23 – Pesadelos – A.Luiz, concentrando todas as possibilidades mentais ao seu alcance , focaliza o sofrido Espírito de uma mulher , passando a vislumbrar o pesadelo em que se prendia, em conseqüência de haver assassinado o amante , que era casado . Toda a cena , com o local , personagens e diálogos , desenrolam-se à sua percepção . ( Impressionante !).
NOTA DO SITE : Numa desajustada adjetivação de nossa parte , mas pedindo licença aos leitores , talvez possamos conceituar essa faculdade espiritual de A.Luiz como “Psicometria espiritual ”.
Cap 24 – A prece de Ismália – Naquele pavilhão dos adormecidos, os efeitos da prece de um Espírito elevado , prece esta acompanhada com amor por numerosos Espíritos dedicados à fraternidade , produz benéficos e múltiplos efeitos , alcançando numerosos pacientes em sono profundo . Mas , apenas dois se ergueram e mesmo assim , saíram correndo, espavoridos...
Cap 25 – Efeitos da oração – Luzes irradiantes , em flocos de várias colorações, partiam de cada Espírito da equipe , indo cair sobre os corpos inanimados . Há um primeiro alerta , ligeiro , aos doutrinadores, quanto à impropriedade de se dizer ao Espírito desencarnado ( que desconheça tal estado ) que ele já não possui mais o corpo físico ... Afirmativa : não há prece sem resposta !
Cap 26 – Ouvindo servidores – Alfredo, o chefe do Posto , demonstra a inconveniência do Espírito desencarnado prender-se aos rogos e lamentações da família encarnada . Por extensão , fica a lição aos encarnados que perderam entes queridos ...
Cap 27 – O caluniador – Vemos neste capítulo a comovente dificuldade de um Espírito doente em pronunciar o sublime nome de Deus . Apenas pronunciar ... A.Luiz exercita visão espiritual e vislumbra a triste história desse doente .
NOTA : Nova demonstração desta faculdade de A.Luiz, que talvez seja “psicometria espiritual ”
Ensinamento : a reconciliação inicia-se pela atitude caridosa , vai do entendimento à piedade , desta à simpatia , depois à verdadeira fraternidade e culmina com o amor sublime .
NOTA : Há referência à mulher-vampiro, citada no livro “ NOSSO LAR ”, a qual foi impedida de adentrar nas “ Câmaras de Retificação”
Cap 28 – Vida social – O Posto recebe visita de amigos vindos do “ Campo da Paz ”, em belo carro tirado por dois soberbos cavalos brancos . São expostos ensinamentos referentes aos doentes do Espírito , rebeldes ao tratamento . Os atendentes sentem-se obrigados a semear pensamentos novos e aguardar que a obra do tempo os faça germinar nesses doentes . É citado o “desculpismo” ( pretextos de encarnados — médiuns — compromissados com a tarefa de auxílio ao próximo para fugirem à tarefa e ao dever sagrado ).
Cap 29 – Notícias interessantes – Viver em “ Nosso Lar ” é uma grande bênção . O “ Campo da Paz ”, fundado há dois séculos , tem por finalidade abrigar aos que desencarnam em estado de ignorância ou de culpas dolorosas.
Cap 30 – Em palestra afetuosa – Noções sobre o casamento — nos dois Planos . Somos informados que o “ Campo da Paz ” é uma colônia de socorros urgentes , qual avançado centro de enfermagem . Atende ainda aos recém-encarnados, na base de quinze a vinte reencarnações diárias , dos tutelados que serão assistidos até os primeiros sete anos da existência carnal .
Cap 31 – Cecília ao órgão – Em reunião musical festiva há execução , ao órgão , da “ Tocata e Fuga em Ré Menor ”, de Bach, com acompanhamento coral de crianças .
Cap 32 – Melodia sublime – Ismália, Espírito elevado , executa melodia ao órgão , que faz brotar na mente de A.Luiz e dos demais ouvintes , sublime oração de louvor ao Criador .
Cap 33 – A caminho da Crosta – A.Luiz, Vicente e Aniceto dirigem-se à Crosta . Caminham por via escura e nevoenta, diferente da que liga “ Nosso Lar ” à Crosta . Aos poucos começam a vislumbrar luz solar . A partir dali, praticam a volitação, com emprego de transformação da força centrípeta (!).
Cap 34 – Oficina de ” Nosso Lar ” – A.Luiz chega ao Rio de Janeiro e, surpreso , com a visão espiritual agora já dilatada, vê grande quantidade de desencarnados vagando pelas ruas ou abraçados a transeuntes , que os ignoram... Chegam a uma humilde residência , que na verdade é oficina que representa “ Nosso Lar ”.
Cap 35 – Culto doméstico – A família encarnada da oficina de “ Nosso Lar ” procede ao culto doméstico , com participação de benfeitores espirituais . Tema evangélico : comentários sobre irreflexão e suicídio e a parábola que compara o Reino dos Céus a um grão de mostarda .
Cap 36 – Mãe e filhos – São tecidos comentários sobre a riqueza , a pobreza e a proteção divina . A boa educação que deve ser dada aos filhos é exemplificada de forma útil .
Cap 37 – No santuário doméstico – A.Luiz e outros Espíritos se alimentam ( registra o Autor Espiritual que não é possível ser feita analogia aos alimentos terrenos ). Há comentários sobre os efeitos da prece , do vento e das tempestades (estas, assustam aos Espíritos ignorantes que vagueiam pelas ruas , os quais , temerosos , buscam asilo de preferência em casas de diversão noturna ou em residências abertas ...). É descrito o intercâmbio positivo entre encarnados e desencarnados que se amam.
Cap 38 – Atividade plena – Encarnados doentes , desdobrados pelo sono , são atendidos na oficina de “ Nosso Lar ”. Comenta-se os simbolismos contidos nos sonhos . Freud é citado como “ missionário da Ciência , sob limitações , que fez muito , mas não tudo , na esfera da indagação psíquica ”.
Cap 39 – Trabalho incessante – A caridade tem que se associar ao dever , não ofertando facilidades às entidades ociosas, irônicas ou aquelas de intenções inferiores . Mostra o exemplo de desencarnados que prejudicaram uma reunião mediúnica pelas facilidades que lhes foram dadas, de ingresso na mesma , sem a indispensável preparação. NOTA : Esse alerta é oportuno , vez que não poucos Centros Espíritas permitem que pessoas sem “a indispensável preparação ” sejam desde logo admitidas às reuniões mediúnicas.
Cap 40 – Rumo ao campo – Mostra a necessidade espiritual do repouso (!). São citadas as “ nuvens de bactérias variadas” que provocam doenças físicas , mas também as “ formas caprichosas das sombras ” ( matéria mental inferior expelida por algumas pessoas ) que promovem desequilíbrio mental . Essas sombras são as nuvens de larvas mentais (!) que causam doenças à alma . A fé proporciona elevação e antídoto a tal contaminação astral . Há comentários sobre a bênção do Sol , do solo e das plantas .
Cap 41 – Entre árvores – São citados os numerosos Espíritos cooperadores do reino vegetal , em preparativos para nova encarnação no mundo , prestando serviço nos reinos inferiores .
NOTA : Convidamos os leitores à leitura da questão n° 538 de “O Livro dos Espíritos ”
Há o instigante relato de um carroceiro que , com grande grosseria , vivia a agredir animais , inclusive um muar que o auxiliava a ganhar o pão de cada dia . Demonstra como a cólera é prejudicial ao colérico ...
Cap 42 – Evangelho no ambiente rural – Mostra a sintonia no momento da oração , sendo que até animais são atraídos para as proximidades , por forças magnéticas desconhecidas. É decantada a bênção da Natureza , mas lamentada a ganância humana , que a desrespeita ( verdadeiro brado ecológico , e isso , em 1944). Instigantes informações sobre o nitrogênio ...
Cap 43 – Antes da reunião – É mostrada a movimentação espiritual que antecede a uma reunião mediúnica, estabelecendo faixas magnéticas nas dependências físicas . Há um alerta quanto à hipocondria ( afecção mental , obsessiva : mania de doenças ).
Cap 44 – Assistência – A.Luiz é designado para aplicar passes em Espíritos necessitados. Atende uma mulher cega , em conseqüência da impressão deixada no perispírito dela pelo tracoma. Quando o passe de A.Luiz dissipa a cegueira , ele e a mulher se emocionam. O Instrutor então o adverte quanto à vaidade : “ não olvides que todo bem procede de Deus ”. Vários Espíritos são atendidos pelos benfeitores espirituais , mas alguns permanecem impermeáveis a esse auxílio .
Cap 45 – Mente enferma – Demonstra a incredulidade de um doutrinador(?), de vasta cultura , apegado a “ inexistência ” de provas da sobrevivência humana , que palestra com outro doutrinador, comentando sobre os pesquisadores e as fraudes mediúnicas... O primeiro se apóia na razão e na ciência ; o segundo , na fé e no bom senso das verdades espíritas .
Cap 46 – Aprendendo sempre – Na reunião mediúnica estavam trinta e cinco encarnados e mais de duzentos desencarnados(!). É alertado o alto preço que terão que pagar os que usam o intercâmbio espiritual levianamente .
Cap 47 – No trabalho ativo – Mostra como médiuns novatos em conhecimentos evangélicos causam desarmonia na reunião mediúnica. A concentração em trabalhos de natureza espiritual é definida e porque alguns pedidos nem sempre devem ser atendidos... para o bem do próprio necessitado.
Cap 48 – Pavor da morte – É esclarecido porque Espíritos necessitados são trazidos à reunião mediúnica: por manterem-se muito ligados ao plano terreno , o magnetismo e o calor humano doados pelos médiuns despertam neles forças novas . A.Luiz e amigos vão a um necrotério e atendem a uma jovem recém-desencarnada que se mantém presa aos despojos físicos , embora o noivo ( também desencarnado) lá esteja tentando auxiliá-la, mas sem consegui-lo.
NOTA : Há preciosa lição sobre “a idéia da morte ”, pois quando CREMILDA desperta no Plano Espiritual , a informação de sua morte não lhe é passada , e sim , de “ vida vitoriosa , pois Deus não é Deus de mortos , e, sim , o Pai das criaturas que vivem para sempre ”.
Este é um segundo alerta aos médiuns doutrinadores: agir com tato e caridade para com os visitantes espirituais que desconheçam que não mais possuem o corpo físico ...
Cap 49 – Máquina divina – O desligamento perispiritual de um agonizante é detalhado de forma impressionante , mostrando como todos os movimentos do corpo são administrados pela mente .
Cap 50 – A desencarnação de Fernando – Mostra-nos o auxílio espiritual para uma desencarnação. Os parentes , por invigilância, estavam perturbando o desligamento e por isso os Benfeitores Espirituais promovem uma melhora fictícia , para afrouxar a tensão dos encarnados ... No exemplo do capítulo , o desligamento do corpo espiritual se processa a partir dos calcanhares , terminando na cabeça .
Cap 51 – Nas despedidas – Finda a semana de pródigas tarefas espirituais , A.Luiz, Vicente e Aniceto preparam-se para regressar ao “ Nosso Lar ”. Nas despedidas , A.Luiz e Vicente ( com Isabel desdobrada pelo repouso do sono ) acompanham a comovente prece pronunciada pelo bondoso Aniceto .
PERSONAGENS CITADOS:
ANDRÉ LUIZ – é o Autor Espiritual . Permaneceu no Umbral por oito anos . Recolhido ao “ Nosso Lar ”, por interferência de sua mãe . Graças à sua abnegação e trabalhos incansáveis de auxílio ao próximo , alguns anos mais tarde conquistou a faculdade da volitação e recebeu a comenda de “ Cidadão de Nosso Lar ”. André Luiz é um exemplo dignificante de auto-reforma. Agora , na obra “OS MENSAGEIROS ”, reporta vários aprendizados que alcançou junto à equipe de auxiliares-aprendizes: primeiro , no “ Centro de Mensageiros ”; depois , em estágio noutra Colônia (“ Posto de Socorro ”); a seguir , numa viagem à Crosta , com duração de uma semana , teve oportunidade de pôr em prática as lições recebidas. ( Por tudo isso , de nossa parte , com muito respeito , consideramos que esse livro , escrito em continuação ao “ NOSSO LAR ”, talvez até possa ser considerado como um segundo volume, isto é, NOSSO LAR-2). OBS:
Citaremos a seguir os nomes dos personagens do livro "OS MENSAGEIROS ", colocando entre parênteses : (d) = desencarnado; (e) = encarnado , e os respectivos capítulo e página onde são pela primeira vez mencionados.
ANICETO (d) – 2/16 - após tarefas no Ministério da Regeneração , devotou-se “a tarefas sacrificiais no Ministério do Auxílio , passando a ser Instrutor na Comunicação ”
VICENTE (d) – 3/25 - o único aprendiz-médico da turma de alunos de Aniceto
ROSALINDA (e) – 4/27 - esposa de VICENTE ELEUTÉRIO (e) – 4/28 - advogado , irmão de VICENTE; amante de ROSALINDA ( ambos assassinaram VICENTE)
TELÉSFORO (d) – 5/31 - lidador da Comunicação
OTÁVIO (d) 6/39 - médium fracassado
MARINA (e) 6/39 - amiga de ISABEL e de ISAURA, pronta a ajudar OTÁVIO
ISAURA (d) 7/41 - mãe de OTÁVIO
ISABEL (d) 7/41 - amiga de ISAURA
ACELINO (d) 8/47 - médium fracassado
RUTH (?) 8/48 – foi esposa de ACELINO (no século XIX)
AMÂNCIO (?) 9/52 – foi marido de MARIANA
MARIANA (d) 9/53 - médium socorrista fracassada
JOAQUIM (?) 9/53 - é citado por um a aprendiz no “ Centro de Mensageiros ”
ERNESTINA e BENITA (d) 9/54 - aprendizes no “ Centro de Mensageiros ”
ADÉLIA (d) 9/55 - é citada por um aprendiz no “ Centro de Mensageiros ”
JOEL (d) 10/57 - aprendiz no “ Centro de Mensageiros ” / em vida anterior foi Monsenhor espanhol / em outra reencarnação foi médium fracassado, que detinha a faculdade de conhecer vidas passadas das pessoas
BELARMINO FERREIRA (d) 11/62 - aprendiz no “ Centro de Mensageiros ”/ doutrinador fracassado
ELISA (?) 11/64 – foi esposa de BELARMINO MONTEIRO (d) 12/67 - aprendiz no “ Centro de Mensageiros ”/ quando encarnado , foi médium doutrinador, intelectual , de “ grandes discursos ”, mas insensível
ALFREDO e ISMÁLIA (d) 16/89 - casal responsável pelo “ Posto de Socorro
OLÍVIA e MADALENA (d) 19/104 - assistentes do Posto ( técnicas do Passe de Sopro )
MALAQUIAS (d) 21/115 - internado no Posto / ex-fazendeiro / idoso / escravagista
ARISTARCO (d) 21/116 - internado no Posto / ex-rico
ANA (d) 23/126 - internada no Posto / com pesadelos cruéis
ALONSO (d) 26/140 - cooperador no Posto
PAULO (d) 27/144 - internado no Posto / ex-caluniador
Casal BACELAR e duas filhas (d) 28/150 - família amiga , que veio do “ Campo da Paz ”, em visita social ALFREDO
CECÍLIA (d) 29/154 – filha do casal BACELAR
ALDONINA (d) 29/154 – sobrinha de BACELAR
ISAURA (d) 30/159 e ANTÔNIO (d) 30/160 – noivos / moravam no “ Campo da Paz ” / quando ANTÔNIO foi convocado para prestar serviços em “ NOSSO LAR ”, levou a noiva / casaram-se e lá permanecem
HERMÍNIO (d) 31/167 - Espírito sofredor / é amado por CECÍLIA (a filha do casal BACELAR ).
ISIDORO (d) 34/181 – foi marido de ISABEL - trabalhador humilde na oficina do “ NOSSO LAR ”
ISABEL (e) 34/182 - viúva de ISIDORO / médium / sua casa é a oficina do “ NOSSO LAR ” filhos (encarnados ): JOANINHA , NELI, MARIETA, NOÊMI e JOÃOZINHO
FÁBIO ALETO (d) 34/186 - Espírito protetor do lar de ISABEL
EMÍLIA (d) 37/195 - Espírito de “ NOSSO LAR ” / hospeda-se na oficina do “ NOSSO LAR ”
REGINA (d) 37/195 – filha de EMÍLIA NIETA (e) 38/200 – em desdobramento pelo sono é atendida espiritualmente na oficina do “ NOSSO LAR”
DALVA (e) 39/205 - atendida pela mãe ( Espírito desencarnado) na oficina do “ NOSSO LAR ”
HILDEGARDO e VIEIRA (d) 39/206 - Espíritos auxiliares na oficina do “ NOSSO LAR ”
HILÁRIO e CARLOS (d) 39/207 - atendidos na oficina do “ NOSSO LAR ”
GLICÉRIO (d) 41/217 – Espírito responsável pela segurança de um trecho da zona rural
BENTES (e) 45/234 - médium doutrinador, em atividade na oficina do “ NOSSO LAR ”
Dr. FIDÉLIS (e) 45/235 - interlocutor de BENTES / é espírita , intelectual , mas sem fé
ANSELMO (d) 47/245 - Espírito instrutor mais graduado na oficina do “ NOSSO LAR ”
AMARO (e) 47/246 - doente / freqüentador da oficina do “ NOSSO LAR ”
CREMILDA (d) 48/250 - recém-desencarnada / atendida pelo noivo ( também desencarnado) e por VICENTE FERNANDO (d) 50/259 – citação espiritual detalhada de sua morte física
AMANDA (e) 50/260 – esposa de FERNANDO
JANUÁRIO (e) 50/261 - irmão de FERNANDO- Espíritos citados na obra “ NOSSO LAR ” e que aqui voltam a ser mencionados: Do Ministério da Regeneração :
NARCISA (1/13) e TOBIAS (2/16) Ministros : GENÉSIO (2/16); ESPERIDIÃO (2/19); GEDEÃO (11/64).
TERMOS POUCO USADOS:
A título de colaboração , registramos abaixo o significado ou origem de alguns termos pouco usados, que eventualmente aparecem ao longo do texto de “Os Mensageiros ”:
|
TERMOS |
CAPÍTULO |
PÁGINA |
S I G N I F I C A D O |
|
Bolçando-os |
12 |
69 |
(do verbo bolçar : lançar fora , arrojar ) = Lançando-os |
|
barbacãs |
20 |
108 |
muros avançados |
|
galeotas |
21 |
114 |
pequeno barco movido a remo e a velas |
|
catadura |
21 |
117 |
semblante , aparência |
|
Rebolcando-se |
23 |
126 |
Movendo-se como uma bola (rebolando-se) |
|
insulamento |
23 |
126 |
ato de insular-se ( isolamento , tornar solitário ) |
|
Deprecando |
24 |
132 |
Pedindo ( com submissão ) |
|
soledade |
26 |
142 |
lugar ermo , deserto , solidão |
|
evolver |
26 |
142 |
Evoluir |
|
evolutiram |
27 |
146 |
Transformaram ( para melhor ) |
|
escarmento |
27 |
146 |
correção , castigo , punição |
|
safirino |
28 |
149 |
da cor de safira ( azul variável ) |
|
carro tirado |
28 |
149 |
carro puxado |
|
estalão |
28 |
153 |
medida , padrão |
|
mane |
32 |
171 |
(do verbo manear : manejar ) = Maneje |
|
caliginosa |
33 |
175 |
tenebrosa , muito escura e densa |
|
amanhar |
35 |
187 |
cultivar , lavrar |
|
lautas |
36 |
191 |
Abundantes |
|
obliteração |
38 |
200 |
desaparecimento , supressão |
|
escarninhos |
39 |
207 |
Sarcásticos |
|
frondes |
41 |
215 |
copas das árvores |
|
Moloques |
42 |
221 |
(subst. próprio ) = pretensas divindades , rel. a sacrifícios humanos , com a consagração pelo fogo |
|
desassisados |
46 |
240 |
desatinados, sem siso ( sem bom senso ) |
RITO DE PASSAGEM DOS ÍNDIOS CHEROKEES (EUA)
Você conhece a lenda do rito de passagem da juventude dos índios Cherokees?
O pai leva o filho para a floresta durante o final da tarde, venda-lhe os olhos e deixa-o sozinho.
O filho se senta sozinho no topo de uma montanha toda a noite e não pode remover a venda até os raios do sol brilharem no dia seguinte.
Ele não pode gritar por socorro para ninguém.
Se ele passar a noite toda lá, será considerado um homem.
Ele não pode contar a experiência aos outros meninos porque cada um deve tornar-se homem do seu próprio modo, enfrentando o medo do desconhecido.
O menino está naturalmente amedrontado.
Ele pode ouvir toda espécie de barulho.
Os animais selvagens podem, naturalmente, estar ao redor dele.
Talvez alguns humanos possam feri-lo.
Os insetos e cobras podem vir picá-lo.
Ele pode estar com frio, fome e sede.
O vento sopra a grama e a terra sacode os tocos, mas ele se senta estoicamente, nunca removendo a venda.
Segundo os Cherokees, este é o único modo dele se tornar um homem.
Finalmente...
Após a noite horrível, o sol aparece e a venda é removida.
Ele então descobre seu pai sentado na montanha perto dele.
Ele estava a noite inteira protegendo seu filho do perigo.
Nós também nunca estamos sozinhos!
Mesmo quando não percebemos, Deus está olhando para nós, 'sentado ao nosso lado'.
Quando os problemas vêm, tudo que temos a fazer é confiar que ELE está nos protegendo.
Moral da história: Apenas porque não vemos Deus, não significa que Ele não esteja conosco. Nós precisamos caminhar com nossa fé, não com a nossa visão material.
Dando continuidadae à divulgação das sinopses das obras de André Luiz, psicografadas por Chico Xavier. Seguimos com. MISSIONÁRIOS DA LUZ
A leitura da sinopse não exclui a leitura do livro. Ela tem por finalidade relembrar a quem já leu as obras, determinados pontos importantes. Para aqueles que ainda não conhecem as obras de André Luiz, poderá ser um despertamento para levar à leitura das obras.
Título: " MISSIONÁRIOS DA LUZ " – 20 capítulos ; 347 páginas.
Autor: Espírito ANDRÉ LUIZ ( pseudônimo espiritual de um consagrado médico que exerceu a Medicina no Rio de Janeiro ) Psicografia: FRANCISCO CÂNDIDO XAVIER (concluída em Maio /1945)
Edições: Primeira edição em 1945, pela Federação Espírita Brasileira ( Rio de Janeiro /RJ); em Dezembro /2001: 36ª Edição (do 442° ao 461° milheiro )
Conteúdo doutrinário :
Essa obra descreve vários processos mediúnicos e como se desenvolvem as providências do plano espiritual , antes , durante e após as reuniões mediúnicas. Nelas, são pormenorizados atendimentos a encarnados e desencarnados, sobressaindo preciosos ensinamentos.\Há descrição da sublimidade da reencarnação de um espírito , a partir da obra-prima que é a fecundação .
Raramente se encontrará na literatura espírita fonte igual de ensinamentos sobre a programação da existência terrena , que afinal de contas , não passa de uma etapa da bênção maior que é a vida !
SINOPSE - Capítulo a Capítulo
Cap 1 – O psicógrafo – É detalhada a participação de Espíritos protetores na reunião mediúnica, particularmente quanto à psicografia, cujos mecanismos psicossomáticos são detalhados. Muito útil aos médiuns psicógrafos .
Cap 2 – A epífise – É a glândula da vida mental . Segrega “ hormônios psíquicos ”: As funções espirituais dessa glândula , denominada “pineal” ( forma de pinha ) são trazidas para os ensinos espíritas , S.M.J., pela primeira vez . Tem potencial magnético controlador das glândulas genitais . Atua qual poderosa usina segregando unidades-força nas energias geradoras. É, sobretudo , a glândula da vida espiritual do homem encarnado .
Cap 3 – Desenvolvimento mediúnico – Demonstra as providências da Espiritualidade , preceden-tes à reunião mediúnica propriamente dita . Médiuns , à visão espiritual , apresentavam: um , " bacilos psíquicos " ( larvas ) da tortura sexual ; outro , intoxicação alcoólica ampla , tendo pequeninas figuras horripilantes , vorazes , ao longo da veia porta ...; uma médium , com o ventre superlotado de alimentação , vítima da excessiva alimentação , trazia voracíssimas lesmas ( parasitos destruidores ).
Cap 4 - Vampirismo – A. Luiz inaugura, no Espiritismo , o emprego das palavras " vampiro /vampirismo", quando trata de obsessor/ obsessão (desencarnado, ainda rudemente fixado às sensações físicas , roubando energias e sensações deletérias de encarnado viciado em alcoolismo , tabagismo , toxicomania , sexo desvairado e, de forma geral , nos demais vícios );- é registrado o problema da alimentação de carne e dedica especial atenção ao tratamento do ser humano para com os animais , acenando com uma " nova era ", quando o homem cultivará o solo com amor e os respeitará (aos animais );
Cap 5 – Influenciação – Comentários sobre os Espíritos desencarnados, exploradores , que aguardam à porta dos Centros Espíritas a saída dos médiuns invigilantes... E ainda , sobre o abandono das reuniões mediúnicas, por parte dos médiuns ...
Cap 6 – A oração – A.Luiz rememora suas atividades de médico terreno . Agora , diante de um “ doente da alma ”, vampirizado, como atendê-lo?... O Instrutor espiritual , em resposta , demonstra como a prece constrói fronteiras vibratórias: a oração é o mais eficiente antídoto do vampirismo. Há preciosa informação sobre os bilhões de raios cósmicos que a cada minuto descem sobre a fronte humana , oriundos do solo , da água , dos metais , dos vegetais , dos animais e dos próprios semelhantes — todos , sem contar os raios solares , caloríficos e luminosos ; igualmente , emanam sobre cada um de nós , os terrenos , trilhões de raios psíquicos (!)
Cap 7 – Socorro Espiritual – É lecionado que à noite há mais facilidade para ajuda espiritual , quando os raios solares diretos não desintegram certos recursos dos cooperadores espirituais . Também é à noite que os encarnados sofrem os fenômenos desastrosos mais sérios da circulação , pela invigilância na criação de fantasmas cruéis, no campo vivo do pensamento .
O capítulo registra um caso de " moratória " ( enfermo grave , prestes à desencarnação, que recebe energias que lhe acrescentam mais 5 meses de existência terrena ).
Cap 8 – No plano dos sonhos – É citado o curso espiritual ministrado por Instrutor espiritual a 300 (trezentos) alunos , encarnados e desdobrados pelo sono , dos quais apenas 32 (trinta e dois ) assimilam as lições . É sugerido como o sono pode ser excelente oportunidade de boas realizações e de aprendizado , além da chance de reencontro com parentes ou amigos desencarnados. Há o relato singular do pavor-pesadelo de um encarnado que ao dormir depara-se com um amigo desencarnado, sobre o qual fizera alusões desabonadoras durante o dia ...
Cap 9 – Mediunidade e fenômeno – O capítulo explana sobre a necessidade de planejamento , disciplina e construtividade para todos os candidatos às atividades mediúnicas, os quais se iniciarão com trabalhos em pequenas tarefas , para depois , progressivamente , alcançarem grandes obras . Há interessantíssimo registro : o Espírito de Verdade é Jesus(!).
O desenvolvimento mediúnico não deve ser provocado. As expressões fenomênicas nos trabalhos mediúnicos deverão estar em plano secundário , pois o Espírito é tudo .
Cap 10 – Materialização – Mostra-nos este capítulo como Sessões de Materialização são trabalhosas, expondo seus grandes riscos para os médiuns , tendo em vista que poucos reúnem as condições espirituais que elas exigem: valores morais legitimamente consolidados.
NOTA : Lembramos aos leitores que estávamos em 1945 — reuniões de materialização aconteciam quase como rotina ... e ainda por cima , em residências ...
Cap 11 – Intercessão – Atendendo à solicitação pungente de uma viúva ( encarnada , desdobrada pelo sono ) o Instrutor , levando A.Luiz, vai à residência dela. Lá , se deparam com inúmeros espíritos deencarnados . Esses Espíritos estavam envolvidos em círculos escuros , à mesa de refeições da família , absorvendo as emanações dos alimentos (pelas narinas ). É explicado como tal se processa : vampirização recíproca ... É-nos mostrado o terrível ambiente de um matadouro , com Espíritos desencarnados atirando-se vampirescamente ao sangue dos animais abatidos . O capítulo mostra ainda o martírio de um suicida , atormentado pelo remorso de ter assassinado um amigo para roubar-lhe a noiva .
Cap 12 – Preparação de experiências – Registra providências no Planejamento de Reencarnações eos mapas dos futuros corpos físicos ; trata ainda do interessante e raríssimo caso dos "completistas" (encarnados que aproveitam todas as oportunidades de evolução ).
A medicina do futuro , certamente levará em conta o psiquismo , identificando-o como responsável , senão por todas, mas pela maioria das patologias .
Cap 13 – Reencarnação – ( seguramente o mais importante de todo o livro ) - Após comentários sobre o perdão e o sexo , descreve a sublimidade que é a reencarnação de um Espírito , a partir da obra-prima que é a fecundação . É focalizada a interessantíssima questão das “ fecundações físicas ” e das “ fecundações psíquicas”, aquela, nascendo das uniões físicas , no domínio das formas , e esta, das uniões espirituais , nos resplandecentes domínios da alma . Somos informados que o corpo perispiritual, que dá forma aos elementos celulares , está fortemente radicado no sangue (!).
NOTA : Raramente se encontrará na literatura espírita fonte igual de ensinamentos sobre a programação da existência terrena , que afinal de contas , não passa de uma etapa da bênção maior que é a vida !
Cap 14 – Proteção – É citado que muitos são os casais “ sem a coroa dos filhos ”, por terem agido egoisticamente, desde o presente ou em vidas passadas . Há a informação sobre a reencarnação, que só se completa por volta de sete anos do parto É descrita a proteção espiritual na fase fetal e embrionária do ser humano .
Cap 15 – Fracasso – O capítulo é de grande densidade dramática , narrando como uma gravidez é interrompida por invigilância ( aborto indireto ) da mulher grávida que o pratica pela terceira vez : sai pela noite , em busca de prazeres mundanos ; no amanhecer , perde aquele que lhe seria filho (o aborto é-lhe incensado por Espíritos que a vampirizavam e que por isso mesmo não lhe admitiam ser mãe , já que com um filho , não mais lhes daria atenção ...).
Cap 16 – Incorporação – O capítulo demonstra todo o processo da psicofonia (" incorporação "). Um Espírito desencarnado é levado à reunião mediúnica do mesmo grupo de médiuns que participava, quando encarnado . A médium que o atenderá na reunião (à noite ), horas antes tem graves problemas conjugais ( marido alcoólico ) e é-nos demonstrado o abençoado apoio espiritual que ela então recebe, mercê do seu devotamento .
Cap 17 – Doutrinação – Ao doutrinar Espíritos os médiuns acabam doutrinando-se...
Aqui vemos o Espírito de um sacerdote ser doutrinado por interferência de sua mãe ( também desencarnada) que se responsabilizava por tê-lo induzido ao sacerdócio , quando encarnados , sendo que , ao contrário , ele renascera para elevada tarefa no campo da filosofia espiritualista . É citada uma interessante contrapartida das sessões de materialização: quando elas acontecem no Plano Espiritual , para que desencarnados sofredores sejam atendidos na doutrinação ... por encarnados . Há explicações sobre a ocorrência da doutrinação , nas reuniões mediúnicas, justificando porque às vezes ela precisa ser realizada por encarnados (doam seu “ magnetismo humano ”).
NOTA : O capítulo mostra como a Espiritualidade atende dois Espíritos necessitados:
- o primeiro desconhece a própria morte — vê , à distância , seus despojos em decomposição ;
- o segundo , quer agredir aos encarnados , com auxílio da médium — vê-se diante de um esqueleto , de terrível aspecto ( composto pelos Espíritos Instrutores ), desistindo da agressão .
Na nossa opinião , tão forte recurso de convencimento requer enorme prudência na sua aplicação por médiuns doutrinadores encarnados , pelo que o desaconselhamos.
Cap 18 – Obsessão – Trata da obsessão e da desobsessão: vários vingadores, sendo previamente doutrinados no Plano Espiritual , antes de se manifestarem pelos médiuns .
O capítulo sugere extrema cautela aos médiuns lidadores das obsessões , muitos dos quais adiantam diagnósticos apressados e fazem promessa de curas no campo físico ...
Cap 19 – Passes – É narrado o caso de um encarnado , renitente na invigilância, que após ser atendido por dez vezes com socorro completo , será deixado entregue a si mesmo , só voltando a ser socorrido pela Espiritualidade após adotar nova resolução : receberá, por ora , alguma melhora.
Trata o capítulo , de forma detalhada, dos passes — especifica a necessidade de conhecimentos especializados, além de critério e responsabilidade por parte dos passistas .
Ao serem descritas várias modalidades de passes , com movimentos das mãos , de alto a baixo , rotatórios e longitudinais , isso parece induzir-nos a ter muita cautela quando quisermos avançar críticas às técnicas dos passes ...
Cap 20 – Adeus – O Instrutor espiritual irá para estágio em esferas mais altas .
Antes , promove reunião em “ Nosso Lar ” para as despedidas com seus inúmeros alunos , dentre os quais A.Luiz. Comovidos, todos , vêem o abnegado Instrutor orar com infinita beleza , “ como se conversasse com o Mestre presente , embora invisível ”.
PERSONAGENS CITADOS :
ANDRÉ LUIZ - é o Autor Espiritual . Permaneceu no Umbral por oito anos . Somente quando orou com fé pôde ser recolhido à Instituição Espiritual " Nosso Lar " (situada na psicosfera da cidade do Rio de Janeiro ), por interferência de sua mãe . Graças à sua abnegação e trabalhos incansáveis de auxílio ao próximo , alguns anos mais tarde conquistou a faculdade da volitação.
- Informa, ao fim do livro " NOSSO LAR " (o primeiro de sua série ), que recebeu a comenda de " Cidadão de Nosso Lar ". (André Luiz é um exemplo dignificante de auto-reforma).
- Na obra "OS MENSAGEIROS ", reporta vários aprendizados que alcançou junto à equipe de auxiliares-aprendizes, no " Centro de Mensageiros ", quando , após estágio e uma viagem à Crosta , teve oportunidade de pôr em prática as lições recebidas.
- Agora , com " MISSIONÁRIOS DA LUZ ", A.Luiz aprimora os conhecimentos já auferidos, estagiando com o Instrutor ALEXANDRE num recinto terrestre , onde se desenrolam inúmeras atividades mediúnicas.
OBS : Citaremos a seguir os nomes dos personagens do livro " MISSIONÁRIOS DA LUZ ", colocando entre parênteses (d) = desencarnado; (e) = encarnado , e os respectivos capítulo e página onde são pela primeira vez mencionados. Instrutor
ALEXANDRE (d) - 1/11 - Espírito de "elevadas funções " no " NOSSO LAR ". Está presente de ponta a ponta no livro " MISSIONÁRIOS DA LUZ ”. Tem profunda sabedoria e bondade .
CALIXTO (d) - 1/17 - comunicante por psicografia.
CECÍLIA (e) - 6/65 - desdobrada, em sono , atende ao marido que é doente grave ( anomalias psíquicas, ligadas ao sexo )
JUSTINA (d) - 7/70 - amiga do Instrutor ALEXANDRE
ANTÔNIO (e) - 7/70 - filho de JUSTINA (está gravemente enfermo - é contemplado com a "moratória" de + 5 meses de vida física ) Irmão FRANCISCO (d) - 7/72 - chefe de grupo socorrista.
AFONSO (e) - 7/73 - quando desdobrado pelo sono , é prestimoso doador de energias espirituais.
VIEIRA e MARCONDES (e) - 8/85 - alunos faltosos ao Curso do Instrutor
ALEXANDRE SERTÓRIO (d) - 8/85 - chefe de grupo espiritual que freqüenta referido Curso.
BARBOSA (d) - 8/90 - aborreceu-se com VIEIRA e esperou-o adormecer para " acertar contas ", ou melhor , impedir que VIEIRA, quando na vigília , continuasse a recriminá-lo .
Irmão CALIMÉRIO (d) - 10/108 - Instrutor Espiritual
Irmão ALENCAR (d) - 10/113 – médico , controlador mediúnico.
VERÔNICA (d) - 10/113 – enfermeira.
ESTER (e) - 11/123 - ficou viúva do segundo noivo , RAUL, que foi assassinado (o primeiro noivo , NOÉ, suicidou-se).
ETELVINA (e) - 11/124 - prima de ESTER - tem razoável evolução espiritual.
AGOSTINHO e esposa (e) 11/129 - tios de ESTER - idosos , pobres , queixosos da vida;
ROMUALDA (d) - 11/147 - auxiliar da Turma de Socorro do Ministério do Auxílio.
SEGISMUNDO (d) - 12/154 - preparando-se para reencarnar ( em processo normal )
ADELINO e RAQUEL (e) - 12/155 - serão pais de Segismundo, que em vida passada , prejudicou-os.
HERCULANO (d) - 12/155 - Espírito elevado.
JOSINO (d) - 12/161 – Assistente , auxiliar do " Planejamento de Reencarnações".
MANASSÉS (d) - 12/167 - auxiliar do " Planejamento de Reencarnações".
SILVÉRIO (d) - 12/168 - prestes a reencarnar - aceitou, resignado , existência com duração de aproximadamente 70 anos , com lesão na perna , como " antídoto à vaidade".
ANACLETA (d) - 12/172 - auxiliar do " Planejamento de Reencarnações".
JOÃOZINHO (e) - 13/184 - criança , filho de ADELINO e RAQUEL.
APULEIO (d) - 14/236 - chefe dos " Espíritos Construtores".
VOLPINI (d) - 15/251 - reencarnante em processo complicado - ( mãe já está no 7° mês de gestação ).
CESARINA (e) - 15/252 - futura mãe de VOLPINI - por invigilância, dá à luz a um natimorto , que viria a ser VOLPINI, o qual , antes do aborto , foi socorrido por ALEXANDRE.
FRANCISCA (e) - 15/257 - amiga de CESARINA, tenta dissuadi-la da invigilância.
DIONÍSIO FERNARDES (d) - 16/260 - recolhido a uma Instituição de Socorro.
OTÁVIA (e) - 16/260 - médium de psicofonia - marido tenta impedi-la do exercício mediúnico
EUCLIDES (d) - 16/261 - cooperador espiritual no Centro Espírita.
LEONARDO (e) - 16/265 - marido de OTÁVIA - é pessoa perturbada.
GEORGINA (e) - 16/270 - tia de LEONARDO - auxilia OTÁVIA a não faltar ao C.E. .
MARINHO (d) - 17/278 - Espírito em dificuldades (foi sacerdote católico ).
NECÉSIO (d) - 17/284 - cooperador espiritual , também sacerdote católico.
ANACLETO (d) - 19/325 - chefia trabalhos de passes.
LÍSIAS (d) - 20/337 - amigo de ANDRÉ LUIZ
TERMOS POUCO USADOS:
A título de colaboração , registramos abaixo o significado ou origem de alguns termos pouco usados, que eventualmente aparecem ao longo do texto de “ Missionários da Luz ”:
|
TERMOS |
CAPÍTULO |
PÁGINA |
S I G N I F I C A D O |
|
Refocilar-se |
2 |
23 |
( verbo ) = refestelar-se ; recrear-se (no charco ) |
|
Aluviões |
3 |
28 |
(subst) = depósitos de cascalhos / corpúsculos |
|
Epidídimo |
3 |
28 |
(subst) = pequeno corpo situado nos testículos |
|
Cromatina |
3 |
30 |
(subst) = substância do núcleo celular |
|
Nefron |
3 |
31 |
(subst) = unidade morfológica do rim |
|
Sigmóide |
3 |
31 |
(subst) = válvula ou cavidade do intestino grosso / humano |
|
Escalracho |
4 |
38 |
(subst) = gramínea nociva às searas |
|
Avelhantado |
5 |
46 |
(adjet) = tornado velho prematuramente |
|
Coorte |
5 |
47 |
(subst) = multidão de pessoas ; tropa |
|
Encomiásticas |
5 |
48 |
adjet) = elogiosas |
|
Azáfama |
7 |
76 |
(subst) = muita pressa ; urgência ; trabalho muito ativo |
|
Bulha |
7 |
76 |
(subst) = confusão de sons |
|
Remoques |
8 |
89 |
(subst) = insinuações maliciosas; zombaria |
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Torva |
11 |
134 |
(adjet) = perturbada; sombria |
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Rútila |
12 |
166 |
(adjet) = resplandecente ; muito brilhante |
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Tálamo |
13 |
207 |
(subst) = leito conjugal |
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Querençoso |
13 |
232 |
(adjet) = benévolo ; afetuoso |
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Símile |
14 |
244 |
(subst) = semelhante ; análogo |
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Gliais |
16 |
267 |
(subst) = células do sistema nervoso |
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Bulhento |
16 |
269 |
(adjet) = desordeiro ; arruaceiro |
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Patibulares |
17 |
285 |
(adjet) = figura de aspecto criminoso |
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Stradivarius |
18 |
318 |
(subst) = nome de famoso fabricante de violinos |
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Exorna |
19 |
331 |
( verbo ) = ornamenta ; enfeita; orna |
CONSCIÊNCIA ESPÍRITA
Orson Peter Carrara
Em sua Mensagem ao Leitor , constante da apresentação do livro Conduta Espírita (1), o Espírito André Luiz, na psicografia de Waldo Vieira, indica que são “(...) páginas com indicações cristãs para que venhamos a burilar nossas atitudes no campo espírita em que o Senhor, por acréscimo de misericórdia, nos situou os corações (...)”. E completa na mesma página: “(...) a liberdade espiritual é o mais precioso característico de nosso movimento. Entretanto, se somos independentes para ver a luz e interpretá-la, não podemos esquecer que o exemplo digno é a base para nossa verdadeira união em qualquer realização respeitável. (...)”, quase concluindo com esta bela máxima: “ Da conduta dos indivíduos depende o destino das organizações ”, que negritamos .
O livro todo, como se sabe e pondera o Espírito Emmanuel, em página psicografada por Chico Xavier e com o mesmo título da obra, equivale a ouvir um companheiro fiel ao bom senso , pois há preciosas orientações para o campo da atuação espírita.
A atuação espírita solicita coerência da prática com o conhecimento, levando à palavra consciência . Por definição, a palavra indica faculdade de a razão julgar os próprios atos; percepção do que se passa em nós; sinceridade; retidão; cuidado com que se faz alguma coisa, com que se executa um trabalho , etc.
Para efeito do presente trabalho, vamos centrar nossa atenção na definição que indica cuidado com que se faz alguma coisa , para pensar no comportamento espírita. Sim, do comportamento espírita, dentro e fora do movimento espírita.
Afinal, como agem os espíritas? Como reconhecê-los? Como se distinguem daqueles que não conhecem o Espiritismo?
Permitimo-nos analisar o assunto exclusivamente no seio de nossas instituições que agem em nome da Doutrina Espírita, rotulando suas atividades e denominações de espíritas. Para a vivência social, extra-muros do espiritismo, deixamos à reflexão do próprio leitor, já que a própria consciência espírita, adquirida pelo estudo e pela reflexão, indica os caminhos da ética e da conduta cristã.
Imaginemos se chegamos a uma cidade onde nenhum contato tenhamos e perguntarmos pelos espíritas da cidade. Quem serão? Como serão reconhecidos? Eis a questão para a reflexão do leitor.
Uma vez no interior de tais instituições, rotuladas de espíritas, no cotidiano de suas atividades, como vislumbraremos, por exemplo, um expositor? Como ele se comportará?
O foco de visão naquele que usa a tribuna e fala em nome da Doutrina, representando a Casa no seu todo, traz interessante fonte de estudo para o objetivo deste artigo, que, em nenhum momento visa apresentar crítica a quem quer que seja, mas simplesmente fazer pensar na questão.
Alguém à tribuna, como se portará?
Com a seriedade compatível com a própria Doutrina. Esta é séria, embora não carrancuda. Mas o fato de até estimular a espontaneidade que deve nos caracterizar, solicita cuidados com os limites.
Expliquemo-nos. Certas expressões, determinadas palavras, especialmente as chulas e pejorativas, devem ser evitadas na tribuna espírita. Se já o deve ser em nosso cotidiano, até por uma questão de decência e educação, que dizer então quando no uso da tribuna, dirigindo-se
verbalmente para um grupo de pessoas que espera o melhor de nossas palavras. Sim, pois, considerando que o objetivo do Espiritismo é o aprimoramento intelecto-moral do ser humano, toda expressão, frase, palavra que usemos, que seja para construir, elevar, moralizar.
Convenhamos que certas palavras e expressões do cotidiano da vida humana denigrem a boa formação moral que desejamos conquistar e transmitir às pessoas que porventura nos ouçam.
Observemos que o comentário do Espírito André Luiz, no livro acima citado, é extremamente oportuno nessas considerações: Da conduta dos indivíduos depende o destino das organizações. Ampliemos a frase para o hábito, a partir do verbo que usamos, que se vai incutir nos freqüentadores e trabalhadores de uma instituição, quando não há o cuidado com o vocabulário que se usa em público ou nos contatos pessoais.
Prestemos atenção também a uma das definições do dicionário: cuidado com que se faz alguma coisa. Ora, é exatamente esse cuidado, na escolha das expressões, que educa o ambiente.
E claro que isto não é exclusivo com o uso verbal, mas estende-se a toda e qualquer atividade, qualquer que seja ela em sua execução nas instituições espíritas.
Este cuidado , esta conduta , aproveitando-nos das duas definições acima referidas, são pontos norteadores para nossas ações, verbal ou não.
Este cuidado , esta conduta , devem estar coerentes com a própria índole doutrinária do Espiritismo: seriedade, bondade, afeto, respeito, solidariedade, discrição, caridade enfim... Ora, é a consciência espírita, a perfeita identificação da proposta assimilada.
Como conciliar comportamentos inconvenientes de quem conhece?
Nestes casos surge a oportunidade da compreensão para quem entende que não houve ainda a assimilação doutrinária daqueles que agem de forma incoerente, mas fica evidente que os prejuízos são evidentes, especialmente para aqueles que tomam os primeiros contatos com o Espiritismo e constatam a vulgaridade de ações impensadas e inconscientes.
Somos responsáveis pelas sementes que semeamos nos corações alheios, nos exemplos que transmitimos aos que nos observam ou nas palavras que proferimos para denegrir, e mesmo contribuir para o relaxamento dos esforços pela moralização e espiritualização da condição humana.
Prestemos, pois, muita atenção, no que fazemos, como fazemos.
Influenciamo-nos mutuamente. E já que aqui estamos para aprender e progredir, é melhor seguir os caminhos da coerência que solicita ações e verbo compatíveis com o que já sabemos.
Quando, porém, surgirem dúvidas de como agir, uma consulta ao extraordinário livro Conduta Espírita , indicará comportamentos compatíveis. Se a definição da palavra consciência já é de toda tão expressiva, imaginemos qualificada com o adjetivo espírita??!!
A chave toda da questão está no comentário de André Luiz, referido no primeiro parágrafo acima: o exemplo digno é a base para nossa verdadeira união em qualquer realização respeitável. Dignidade, eis a palavra! Até mesmo nas expressões verbais.
(1) 7ª edição FEB, dezembro de 1979.
Matéria publicada originalmente na revista REFORMADOR, edição de março de 2005.
CONSCIÊNCIA
O Livro dos Espíritos
621. Onde está escrita a lei de Deus?
“Na consciência.”
a) - Visto que o homem traz em sua consciência a lei de Deus, que necessidade havia de lhe ser ela revelada?
“Ele a esquecera e desprezara. Quis então Deus lhe fosse lembrada.”
627. Uma vez que Jesus ensinou as verdadeiras leis de Deus, qual a utilidade do ensino que os Espíritos dão? Terão que nos ensinar mais alguma coisa?
“Jesus empregava amiúde, na sua linguagem, alegorias e parábolas, porque falava de conformidade com os tempos e os lugares. Faz-se mister agora que a verdade se torne inteligível para todo mundo. Muito necessário é que aquelas leis sejam
explicadas e desenvolvidas, tão poucos são os que as compreendem e ainda menos os que as praticam. A nossa missão consiste em abrir os olhos e os ouvidos a todos, confundindo os orgulhosos e desmascarando os hipócritas: os que vestem a capa da virtude e da religião, a fim de ocultarem suas torpezas. O ensino dos Espíritos tem que ser claro e sem equívocos, para que ninguém possa pretextar ignorância e para que todos o possam julgar e apreciar com a razão. Estamos incumbidos de preparar o reino do bem que Jesus anunciou. Daí a necessidade de que a ninguém seja possível interpretar a lei de Deus ao sabor de suas paixões, nem falsear o sentido de uma lei toda de amor e de caridade.”
835. Será a liberdade de consciência uma conseqüência da de pensar?
“A consciência é um pensamento íntimo, que pertence ao homem, como todos os outros pensamentos.”
836. Tem o homem direito de pôr embaraços à liberdade de consciência?
“Falece-lhe tanto esse direito, quanto com referência à liberdade de pensar, por isso que só a Deus cabe o de julgar a consciência. Assim como os homens, pelas suas leis, regulam as relações de homem para homem, Deus, pelas leis da Natureza, regula as relações entre Ele e o homem.”
837. Que é o que resulta dos embaraços que se oponham à liberdade de consciência?
“Constranger os homens a procederem em desacordo com o seu modo de pensar, fazê-los hipócritas. A liberdade de consciência é um dos caracteres da verdadeira civilização e do progresso.”
Caracteres do homem de bem
918. Por que indícios se pode reconhecer em um homem o progresso real que lhe elevará o Espírito na hierarquia espírita?
“O espírito prova a sua elevação, quando todos os atos de sua vida corporal representam a prática da lei de Deus e quando antecipadamente compreende a vida espiritual.”
DA PERFEIÇÃO MORAL
Verdadeiramente, homem de bem é o que pratica a lei de justiça, amor e caridade, na sua maior pureza. Se interrogar a própria consciência sobre os atos que praticou, perguntará se não transgrediu essa lei, se não fez o mal, se fez todo o bem que podia , se ninguém tem motivos para dele se queixar, enfim se fez aos outros o que desejara que lhe fizessem .
Possuído do sentimento de caridade e de amor ao próximo, faz o bem pelo bem, sem contar com qualquer retribuição, e sacrifica seus interesses à justiça.
É bondoso, humanitário e benevolente para com todos, porque vê irmãos em todos os homens, sem distinção de raças, nem de crenças.
Se Deus lhe outorgou o poder e a riqueza, considera essas coisas como UM DEPÓSITO, de que lhe cumpre usar para o bem. Delas não se envaidece, por saber que Deus, que lhas deu, também lhas pode retirar.
Se sob a sua dependência a ordem social colocou outros homens, trata-os com bondade e complacência, porque são seus iguais perante Deus. Usa da sua autoridade para lhes levantar o moral e não para os esmagar com seu orgulho.
]É indulgente para com as fraquezas alheias, porque sabe que também precisa da indulgência dos outros e se lembra destas palavras do Cristo: Atire a primeira pedra aquele que estiver sem pecado.
Não é vingativo. A exemplo de Jesus, perdoa as ofensas, para só se lembrar dos benefícios, pois não ignora que, como houver perdoado, assim perdoado lhe será .
Respeita, enfim, em seus semelhantes, todos os direitos que as leis da Natureza lhes concedem, como quer que os mesmos direitos lhe sejam respeitados.
Conhecimento de si mesmo
919. Qual o meio prático mais eficaz que tem o homem de se melhorar nesta vida e de resistir à atração do mal?
“Um sábio da antigüidade vo-lo disse: Conhece-te a ti mesmo .”
a) - Conhecemos toda a sabedoria desta máxima, porém a dificuldade está precisamente em cada um conhecer-se a si mesmo. Qual o meio de consegui-lo?
“Fazei o que eu fazia, quando vivi na Terra: ao fim do dia, interrogava a minha consciência, passava revista ao que fizera e perguntava a mim mesmo se não faltara a algum dever, se ninguém tivera motivo para de mim se queixar. Foi assim que cheguei a me conhecer e a ver o que em mim precisava de reforma. Aquele que, todas as noites, evocasse todas as ações que praticara durante o dia e inquirisse de si mesmo o bem ou o mal que houvera feito, rogando a Deus e ao seu anjo de guarda que o esclarecessem, grande força adquiriria para se aperfeiçoar, porque, crede-me, Deus o assistiria. Dirigi, pois, a vós mesmos perguntas, interrogai-vos sobre o que tendes feito e com que objetivo procedestes
em tal ou tal circunstância, sobre se fizestes alguma coisa que, feita por outrem, censuraríeis, sobre se obrastes alguma ação que não ousaríeis confessar. Perguntai ainda mais: “Se aprouvesse a Deus chamar-me neste momento, teria que temer o olhar de alguém, ao entrar de novo no mundo dos Espíritos, onde nada pode ser ocultado?”
“Examinai o que pudestes ter obrado contra Deus, depois contra o vosso próximo e, finalmente, contra vós mesmos. As respostas vos darão, ou o descanso para a vossa consciência, ou a indicação de um mal que precise ser curado. “O conhecimento de si mesmo é, portanto, a chave do progresso individual.