VEJA TAMBÉM AS MENSAGENS DO MÊS

VEJA TAMBÉM AS MENSAGENS ANTERIORES -2007

VEJA TAMBÉM AS MENSAGENS ANTERIORES -2008

 

2006 
JANEIRO
FEVEREIRO

MARÇO

 

JANEIRO

MENSAGENS DIVERSAS RECEBIDAS POR CHICO XAVIER


Só devemos dizer aquilo que o coração pode testificar mediantes atos sinceros, porque, de outra forma, as afirmações são simples ruído sonoro de uma caixa vazia. (Humberto de Campos, do livro "Boa Nova).Ajudar não pe impor. É amparar, substancialmente, sem pruridos de personalismo, para que o beneficiado cresça, se ilumine e seja feliz por si mesmo.
(André Luiz, do livro "Agenda cristã")

Quem conquistou o dom de ajudar, sem pedir remuneração, penetrou o caminho de acesso efetivo à Espiritualidade Superior.
(Alberto Seabra, do livro "Falando à Terra").

Onde houver um raio de certeza na sobrevivência da alma, aí deve aparecer mais justiça e mais alegria de ser útil.(Teles de Menezes, do livro "Falando à Terra)

O amor verdadeiro e sincero nunca espera recompensas. A renúncia é o seu ponto de apoio, como o ato de dar é a essência de sua vida. (Humberto de Campos, do livro "Boa Nova").
A bondade não endossa a preguiça, nem suprime o valor da necessidade de luta, na evolução das almas.(Irmão X, do livro "Reportagens de Além-Túmulo").A evolução é escada infinita, Cada qual abrange a paisagem de acordo com o degrau em que se coloca.(Emmanuel, do livro "Fonte Viva").A inveja é semelhante à serpente que rasteja, emitindo raios de venenoso magnetismo.
(Áulus, do livro "Instruções Psicofônicas").

Quem dá o bem é o primeiro beneficiado, quem acende uma luz é o que se ilumina em primeiro lugar.
(André Luiz, do livro "Missionários da Luz").

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O DIAMANTE ARRANHADO

Um rei possuía um valioso diamante, um dos mais raros e perfeitos do mundo.
Um dia o diamante caiu de grande altura e um arranhão estragou sua face

O rei chamou os melhores peritos para que tentassem corrigir a imperfeição, mas todos concordaram que não poderiam retirar o arranhão sem cortar fora uma boa parte da superfície, assim reduzindo o peso e o valor do diamante.
Finalmente apareceu um artesão, não tão famoso, e garantiu,
- Tenho muito observado o maior artesão de todos e, com ele, muito aprendi. Posso lhe garantir que saberei reparar o diamante sem reduzir seu valor Sua confiança era tanta que, convencido, o rei entregou o diamante ao homem.

Depois de alguns dias, o artesão retornou com o diamante ao rei, que ficou surpreso ao descobrir que o feio arranhão tinha desaparecido e em seu lugar fora entalhada uma bela rosa.  O arranhão anterior tinha se tornado o talo de uma rara flor

O rei, empolgado, falou ao artesão,
- Que belo trabalho, que ótima idéia. Diga-me, quem é este grande artesão que é seu mestre?

E o artesão respondeu,
- Deus, o artesão da vida. Deus está sempre, se permitimos, transformando nossos arranhões em algo de belo.


Tradução Sergio Barros,de autoria desconhecida, recebido do grupoNovosMensageiros.  
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DESIDERATA

Qualquer que seja a religião que te ensinaram,
Qualquer que seja a forma pela qual tenhas sido criado,
Qualquer que seja a forma como tenhas compreendido teus mestres,
Nesses níveis compreenderá esta mensagem.
Não basta acreditar nela, deve ser vivida.
A essência da Religião Universal é Paz e Verdade,
O amor e a bondade para com todas as criaturas da terra.
É o momento de expressar essa essência em tua própria vida.
Deve estabelecer-se um começo
.

E o lugar para começar está em ti mesmo.
Vais reformar o mundo
Começa contigo mesmo.
A mensagem de um reformador não reformado
Raras vezes poderá inspirar uma reforma.
O coração de toda religião é o Amor e a Retidão
Que é o Amor em Ação
É a realização da religião.
Ama não somente a família e os amigos,
Porque o amor limitado é Amor negado.
Busca a paz dentro de ti mesmo
e busca também o divino alento da vida.
Persiste nisso!
Não abandones esse propósito nem por um momento.
Através de teus atos modelas tua vida
E ajudas a modelar a vida dos outros.
Que responsabilidade!
O espírito encontra em ti seu agente e também seu companheiro.
E na medida que tomes consciência e atues de acordo com isso,
Tua vida se enriquece.
Ocorrerá em ti uma revelação...
Maior que teus sonhos mais exaltados.
Aproxima-se a nova era e nela estará a Igreja de todos.
Desaparecerão as diferenças entre as distintas religiões.
Fundir-se-á o bem que existe em cada uma delas
E será comum a toda a humanidade.
Compreenda que tens o poder de eleger!
Eleger o Amor e não o Ódio,
Eleger a Bondade e não a Violência,
Eleger a Piedade e não a Maldade.
Atreve-te a crer que logo chegará o reino de Amor e Paz!
Prepara-te para ele!
A bondade te abrirá a porta
E mais além da porta está o Amor.
Que o poder divino penetre em todos os aspectos de tua vida,
Dotando-a com as recompensas das conquistas materiais,
Com os tesouros de uma existência útil,
E a luz eterna das Aquisições Espirituais.
(Autor desconhecido- grupo  LDK.)


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ANTES DE CRER É PRECISO COMPREENDER

Artigo de Amílcar de Chiaro Filho
Setembro de 2000

Ser espírita é uma questão de livre opção, por isso, estão equivocados aqueles que pensam que estamos atrás de adeptos. Aliás, Allan Kardec afirmou que para ser espírita, antes de crer, é preciso compreender. Compreender o quê? O que é o Espiritismo, do que se ocupa, qual a sua finalidade.
Através do estudo da Doutrina Espírita, que está contida essencialmente na obra Kardequiana, O Livro dos Espíritos, O Livro dos Médiuns, O Evangelho Segundo o Espiritismo, O Céu e o Inferno, A Gênese, Obras Póstumas, O Que é o Espiritismo e outros opúsculos, aprendemos que a Doutrina Espírita trata essencialmente de:


a. Existência de Deus como Pai soberanamente justo e bom, inteligência suprema, causa primeira de todas as coisas.


b. Existência e imortalidade da alma e seu destino. Trata, também, da sua preexistência.


c. Comunicabilidade entre vivos e mortos, ou numa linguagem espírita, encarnados e desencarnados, através da mediunidade, ponte feita com um material que se chama amor, por onde transitam nossos amados que viajaram antes, ou aqueles que nos odeiam, para exercer perseguições.


d. A reencarnação, que é sempre progressiva e na humanidade. A finalidade da reencarnação não é a de quitar erros do passado, e sim, a de levar o espírito a perfeição, destinação superior que lhe foi dada pelo criador.


O Espiritismo é cristão, e a sua moral é a evangélica, porque é a melhor que existe. Entretanto é preciso compreender que ele está acima dos dogmas, e aberto a todas as filosofias e religiões, porque Jesus de Nazaré não pertence a uma seita ou a um povo, é um missionário sem pátria, sem sectarismo.


O objetivo essencial do Espiritismo é o de melhorar o homem moral e intelectualmente, para que o homem melhore o mundo. Embora o Espiritismo ensine ao homem que a sua verdadeira pátria é a espiritual, ele não se preocupa em levar o homem para o céu, e sim, fazer da Terra um mundo melhor, de paz, harmonia, justiça.

Viver com dignidade é uma das nossas lutas, e para viver com dignidade o homem deve ter o suficiente, como uma casa onde construa um lar. É preciso ter alimentos, roupas, escola em todos os níveis, assistência médica e dentária, emprego, lazer.

Aprendemos, ainda, com o Espiritismo, que a prece é um ato de adoração a Deus. Ela não muda as leis do universo, mas dá forças, coragem, ânimo e fé. Através da prece prece ligamo-nos com Deus, e criamos um ambiente de fraternidade e de união com os nossos entes queridos desencarnados.


Queremos deixar bem claro que o Espiritismo não admite a mediunidade profissional. Daí de graça o que de graça recebeste, é o lema orientador do Espiritismo, pois ninguém pode arbitrar um preço ao trabalho dos espíritos, e nem obrigá-los a se manifestarem.

Está aí, em linhas gerais, que precisam ser aprofundadas, as finalidades do Espiritismo. Reiteramos nossa argumentação de abertura: O Espiritismo aconselha, que, antes de crer, é preciso compreender


Amílcar Del Chiaro Filho é escritor e radialista na Rádio Boa Nova, de Guarulhos-SP-recebido do grupo A Era do Espírito).

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O HOMEM  NOVO
J. Herculano Pires  Livro "O Homem Novo"

Para construir um mundo novo precisamos de um homem novo. O mundo está cheio de erros e injustiças porque é a soma dos erros e injustiças dos homens. Todos sabemos que temos de morrer, mas só nos preocupamos com o viver passageiro da Terra. Por isso, a humanidade desencarnada que nos rodeia é ainda mais sofredora e miserável que a encarnada a que pertencemos. "As filas de doentes que eu atendia na vida terrena - diz a mensagem de um espírito - continuam neste lado."

Muita gente estranha que nas sessões espíritas se manifestem tantos espíritos sofredores. Seria de estranhar se apenas se manifestassem espíritos felizes. Basta olharmos ao nosso redor - e também dentro de nós mesmos - para vermos de que barro é feita a criatura humana em nosso planeta. Fala-se muito em fraude e mistificação no Espiritismo, como se ambas não estivessem em toda parte, onde quer que exista uma criatura humana. Espíritos e médiuns que fraudam são nossos companheiros de plano evolutivo, nossos colegas de fraudes cotidianas.

O Espiritismo está na Terra, em cumprimento à promessa evangélica de Consolador, para consolar os aflitos e oferecer a verdade aos que anseiam por ela. Sua missão é transformar o homem para que o mundo se transforme. Há muita gente querendo fazer o contrário: mudar o mundo para mudar o homem. O Espiritismo ensina que a transformação é conjunta e recíproca: mas tem de começar pelo homem. Enquanto o homem não melhora, o mundo não se transforma. Inútil, pois, apelar para modificações superficiais. Temos de insistir na mudança essencial de nós mesmos.

O homem novo que nos dará um mundo novo é tão velho quanto os ensinos espirituais do mais remoto passado, renovados pelo Evangelho e revividos pelo Espiritismo. Sem amor não há justiça e sem verdade não escaparemos à fraude, à mistificação, à mentira, à traição. O trabalho espírita é a continuação natural e histórica do trabalho cristão que modificou o mundo antigo. Nossa luta é o bom combate do apóstolo Paulo: despertar as consciências e libertar o homem do egoísmo, da vaidade e da ganância.

"Os anos não nos dão experiência nem sabedoria - dizia o vagabundo de Knut Hamsun - mas nos deixam os cabelos horrorosamente grisalhos." É o que vemos no final desse poema bucólico da Noruega que é "Um vagabundo Toca em Surdina". Knut Hamsun era um individualista e sobretudo lírico do individualismo. Mas o homem que se abre para o altruísmo sabe que as verdades do indivíduo são geralmente moedas falsas, de circulação restrita. A verdade maior - ou verdadeira -  é a que nasce do contexto social, da usina das relações, onde o indivíduo se forma pelo contato com os outros.

Os anos não trazem apenas os cabelos brancos - trazem também a experiência, mestra da vida, e com ela a sabedoria. É no dia a dia da existência que o homem vai modelando aos poucos a sua própria argila, o barro plástico de que Deus formou o seu corpo na Terra. Cada idade, afirmou Léon Denis, tem o seu próprio encanto, a sua própria beleza. É belo ser jovem e temerário, mas talvez seja mais belo ser velho e prudente, iluminado por uma visão da vida que não se fecha no círculo estreito das paixões ilusórias. O homem amadurece com o passar dos anos.

A vida tem as suas estações, já diziam os romanos. À semelhança do ano, ela se divide nas quatro estações da existência que são: a primavera da infância e da adolescência, o verão da mocidade e outono da madureza e o inverno da velhice. Mas também à semelhança dos anos, as vidas se encadeiam no processo da existência, de maneira que as estações se renovam em cada encarnação. Viver, para o individualista, é atravessar os anos de uma existência. Mas viver, para o altruísta, é atravessar as existências palingenésicas, as vidas sucessivas, em direção `a sabedoria. O branquear dos cabelos não é mais do que início das nevadas do inverno. Mas após cada inverno voltará de novo a primavera.

A importância dos anos é, portanto, a mesma das léguas numa caminhada em direção ao futuro. Cada novo ano que surge é para nós, os caminheiros da evolução, uma nova oportunidade de progresso que se abre no horizonte. Entremos no ano novo com a decisão de aproveitá-lo em todos os seus recursos. Não desprezemos a riqueza dos seus minutos, das suas horas, dos seus dias, dos seus meses. Cada um desses fragmentos do ano constitui uma parte da herança de Deus que nos caberá no futuro.

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FRASES DE KARDEC
(na introdução ao Estudo da Doutrina Espírita in O LIVRO DOS ESPÍRITOS- Pesquisa: E. Mollo).

A Para as coisas novas necessitamos de palavras novas, pois assim o exige a clareza de linguagem, para evitarmos a confusão inerente aos múltiplos sentidos dos próprios vocábulos.

A Os adeptos do Espiritismo serão os espíritas, ou, se o quiserem, os espiritistas.

A Uma língua perfeita, em que cada idéia tivesse a sua representação por um termo próprio, evitaria muitas discussões; com uma palavra para cada coisa todos se entenderiam.

A A Doutrina Espírita, como toda novidade, tem seus adeptos e seus contraditores.

A ... a maior parte das objeções que fazem à doutrina provêm de uma observação incompleta dos fatos e de um julgamento formado com muita ligeireza e precipitação.

A... para conhecer essas leis é necessário estudar as circunstâncias em que os fatos se produzem e esse estudo não pode ser feito sem uma observação perseverante, atenta, e por vezes bastante prolongada.

A Ninguém havia então pensado nos Espíritos como um meio de explicar o fenômeno; foi o próprio fenômeno que revelou a palavra. Fazem-se hipóteses freqüentemente nas Ciências exatas para se conseguir uma base ao raciocínio; mas neste caso não foi o que se deu.

A A cesta ou a prancheta não podem ser postas em movimento senão sob a influência de certas pessoas, dotadas para isso de um poder especial e que se designam pelo nome de médiuns, ou seja, intermediários entre os Espíritos e os homens.

A Os Espíritos exercem sobre o mundo moral e mesmo sobre o mundo físico uma ação incessante.

A Os bons Espíritos nos convidam ao bem, nos sustentam nas provas da vida e nos ajudam a suportá-las com coragem e resignação;

A Os Espíritos superiores gostam das reuniões sérias em que predominem o amor do bem e o desejo sincero de instrução e de melhoria. Sua presença afasta os Espíritos inferiores as comunicações sérias, na perfeita acepção do termo, não se verificam senão nos centros sérios, cujos membros estão unidos por uma íntima comunhão de pensamentos dirigidos para o bem.

A ... cada um de nós deve tornar-se útil segundo as faculdades e os meios que Deus nos colocou nas mãos para nos provar; que o Forte e o Poderoso devem apoio e proteção ao Fraco, porque aquele que abusa da sua força e do seu poder para oprimir o seu semelhante viola a lei de Deus.
  
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FEVEREIRO


BEM PASSADA !

Richard Simonetti

    Num bate-papo informal entre confrades falava-se das vantagens do conhecimento espírita,
em relação à morte.
Sucediam-se comentários animados:
– Será tranqüilo o nosso retorno…
– Sem dúvida! Afinal, sabemos como  será…
– Não teremos nenhum problema
de adaptação, o que não acontece com nossos irmãos de outras crenças...
– Coitados! Imaginam que vão dormir até o juízo final!…
– Manifestam-se perturbados
quando tomam conhecimento de
sua condição…
    O pessoal estava animado com essa perspectiva, quando Chico Xavier jogou águafria na fervura:
– Jamais vi, em meus contatos
com o Mundo Espiritual, um espírita que me dissesse estar contente com sua situação. Todos lamentam, e muito, não terem feito o que podiam, enquanto encarnados.
...
    Que o Espiritismo é bênção de Deus, mostrando-nos as realidades de além-túmulo, não padece dúvida.    Os aprendizes espíritas não experimentarão grandes dificuldades ao desencarnar.
    Temos, nas obras doutrinárias,
um bê-á-bá da vida espiritual.
    No entanto, é bom lembrar uma observação de Jesus (Lucas, 12:48):
Muito será pedidoàquele a quemmuito se ofereceu.    Conhecimento é sinônimo de
responsabilidade. E mais: O conhecimento da verdade implica
compromisso com ela.
    E qual seria o nosso grande compromisso, diante dessa maravilhosa visão das realidades espirituais que a Doutrina Espírita nos oferece? 

   Kardec responde: Reconhece-se o verdadeiro espírita pela sua transformação moral e pelos esforços que emprega para domar suas inclinações más.

Somos chamados à decantada reforma íntima, abrangendo como pensamos, o que fazemos.
Se sabemos que:
_ Não transitamos pela Terra em jornada de férias.
_ Somos seres imortais que já
vivíamos antes do berço e continuaremos a viver depois do túmulo.
_ Aqui estamos com o objetivo primordial de evoluir, superando limitações e mazelas.
_ É preciso vencer o egoísmo, o elemento gerador de todos os males humanos.
_ Devemos nos harmonizar com
as pessoas de nossa convivência, superando desentendimentos
do passado ou do presente.
_ A vivência das virtudes evangélicas constitui um exercício diário indispensável.
    Se aprendemos tudo isso, dá para perceber que o Espiritismo não é mero passaporte para as bem--aventuranças, além-túmulo.
    Situa-se muito mais como um roteiro.
    Roteiro maravilhoso, diga-se de passagem, o mapa da minacelestial, mas com uma particula ridade ponderável:    Tomar conhecimento dele é,
implicitamente, assinar um termo de compromisso, mais ou menos
assim:


Eu, fulano de tal, estou perfeitamente consciente das responsabilidades inerentes ao conhecimento espírita  Assumo o compromisso de combater, com perseverança e tenacidade, as minhas mazelas e imperfeições, a pensar no Bem e praticar o Bem em todos os dias de minha vida, tendo por roteiro as lições de Jesus.

É bom tomar cuidado, portanto, evitando surpresas desagradáveis nos tribunais do Além.
Reformador/Novembro 2005 (grifos nossos).

  

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E AINDA NÃO ALCANÇASTE O DOM DA SABEDORIA

(Consciência Espírita -Centro. Estudos .Espíritas. Paulo Apóstolo de Mirassol -SP)   

 A sabedoria, que em verdade se traduz na lucidez do Espírito imortal desperto, transita à parte das efemeridades mundanas, como facho de luz divina iluminando as escarpas dos labirintos da insensatez humana     Para alcançares a rara virtude da sabedoria, é necessário te adestres na arte do bom senso, logrando harmonizares pensamento, sentimento, instinto e razão.    Aquisição ainda raríssima na Terra, a sabedoria é a perfeita clareza do discernimento, a apreensão do essencial, o correto raciocínio secundado pelo aval do coração.    Enquanto não a alcançares, perambularás de equívoco em equívoco, em penosa peregrinação.    Sim, pois se tu não a possuis, mesmo que creias no Poder Superior, teu parco discernimento tenderá a confiná-lo nas estreitas grades de tuas crenças, de teus dogmas, de tuas conveniências e dos teus preconceitos espirituais.    Se tu ainda não alcançaste a sabedoria e, ao contrário, descreias na existência de um Poder Superior, teu incorreto exercício do bom senso tenderá a negar a exuberante demonstração cósmica da Inteligência Suprema com seus superiores propósitos, confundindo-te ante o aparente caos da criação - e tudo te parecerá mero acaso, como se o acaso pudesse ser inteligente.   Se tu ainda não alcançaste o dom da sabedoria, pelo incorreto uso do bom senso, estarás propenso a estancar tuas conclusões unicamente na insipiência dos teus títulos acadêmicos; na fugacidade do sucesso humano; na equivocada e aparente segurança dos bens terrenos; no falso interesse dos relacionamentos traiçoeiros; na leviandade torturante dos instintos deseducados; no sentido tacanho que dás à tua própria existência...    Ah! Digo-te que, para aquele que ainda não sorveu o cálice da sabedoria tudo lhe é motivo de tropeço: alegria ou tristeza, convívio ou solidão, convicção ou incerteza, força ou fragilidade, luz ou sombra, fé ou descrença...    Mas digo-te, também, que para o sábio, tudo lhe é motivo para auto-iluminação: alegria ou tristeza, convívio ou solidão, convicção ou incerteza, força ou fragilidade, luz ou sombra, fé ou descrença...    A sabedoria, que em verdade se traduz na lucidez do Espírito imortal desperto, transita à parte das efemeridades mundanas, como facho de luz divina iluminando as escarpas dos labirintos da insensatez humana.

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ACIMA DE TUDO AS LEIS DIVINAS

Você certamente já leu ou ouviu, algum dia, a notícia de roubo, incêndio, naufrágio ou explosão de algum bem móvel ou imóvel que pertencia a alguém, não é mesmo?

No entanto, ninguém jamais ouviu ou leu uma manchete com os dizeres: "foi roubada a coragem desta ou daquela pessoa", "foi extraviada grande porção de otimismo, quem a encontrar favor devolver no endereço citado".

Ou então, "incêndio consumiu toda a fidelidade de fulano" ou, "naufragou a honestidade de beltrano"Enfim, nunca se ouve falar que as virtudes de alguém tenham sofrido assaltos ou outro dano qualquer.

Todavia, alguns podem argumentar que isso acontece diariamente quando as negociatas indignas põem por terra a honestidade e a honradez deste ou daquele cidadão, que sucumbe ante grandes quantias em dinheiro ou favorecimentos de toda ordem.

No entanto, as virtudes que se deixam arrastar por interesses próprios, não são virtudes efetivas, são ensaios de virtudes. Quem, verdadeiramente, conquista uma virtude, jamais a perde.

Contou-nos um amigo, jovem advogado, que labora num órgão público que, em certa ocasião, estava com uma pilha de processos sobre a mesa, quando seu superior entrou na sala e tomou dois daqueles processos e pôs de lado, dizendo-lhe:

"Quero que você arquive estes processos."

O advogado perguntou por que razão deveria arquivá-los, e o diretor respondeu simplesmente: "porque os acusados são meus amigos e me pediram esse favor.

O moço que, por sua vez, tinha um compromisso sério com a própria consciência, que é onde estão inscritas as leis divinas, fez com que os processos seguissem seu curso, sem interferir.

Tempos depois, os amigos do diretor tiveram que arcar com as custas do processo e indenizar vários cidadãos, aos quais haviam prejudicado de alguma forma.

E, quando o diretor foi tirar satisfação com o advogado, este argumentou que o fato de os acusados serem seus amigos, não era suficiente para isentá-los da responsabilidade dos seus atos. E que somente a falta de provas poderia livrá-los, o que não era o caso.

Se esse jovem advogado não tivesse firmeza de caráter, poderia ter dado ocasião a que fosse registrado em sua ficha espiritual a seguinte anotação:

Este espírito sofreu, em tal data, um assalto da corrupção e da prepotência e teve seus bens mais preciosos, que são a fidelidade e a honestidade, roubados.

Mas, felizmente, isso não aconteceu.

Pense nisso! Toda vez que permitimos que nossas virtudes sejam compradas ou roubadas, ficamos mais pobres espiritualmente.

Toda vez que aplaudimos a corrupção e a ganância, tirando proveito de cargos, posições sociais, ou de situações diversas em benefício próprio e em detrimento de outrem, estamos nos candidatando a entrar no mundo espiritual como mendigos morais.

O maior segredo para a felicidade é estar bem com a própria consciência. (Fontenelle- escritor francês 1657-1757
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EM FAVOR DE SI MESMO

*Aprenda a ceder em favor de muitos, para que alguns intercedam em seu benefício nas situações desagradáveis.
*Ajude sem exigência para que os outros o auxiliem, sem reclamações.
*Não encarcere o vizinho no seu modo de pensar; dê ao companheiro, oportunidade de conceber a vida tão livremente quanto você.
*Guarde cuidado no modo de exprimir-se; em várias ocasiões, as maneiras dizem mais que as palavras.
*Refira-se a você o menos possível; colabore fraternalmente nas alegrias do próximo.*Evite a verbosidade avassalante;  quem conversa sem intermitências, cansa ao que ouve.
*Deixe ao irmão a autoria de boas idéias e não se preocupe se for esquecido, convicto de que as iniciativas elevadas não pertencem efetivamente a você, de vez que todo bem procedem originariamente de Deus.
 *Interprete o adversário como portador de equilíbrio; se precisamos de amigos que nos estimulem, necessitamos igualmente de alguém que indique os nossos erros. *Discuta com serenidade; o opositor tem direitos iguais aos seus.
*Se você considerar excessivamente as críticas do inferior, suporte sem mágoa as injunções do plano a que se precipitou.
*Seja útil em qualquer lugar, mas não guarde a pretensão de agradar a todos; não intente o que o próprio Cristo ainda não conseguiu.
*Defrontado pelo erro, corrija-o primeiramente em você, e,
em seguida, nos outros, sem violência e sem ódio.*Se a perfídia cruzar seu caminho, recuse-lhe a honra da indignação; examine-a, com um sorriso silencioso, estude-lhe o processo calmamente e, logo após, transforme-a em material digno da vida.
*Ampare, fraternalmente o invejoso; o despeito é indisfarçável homenagem ao mérito e, pagando semelhante tributo, o homem comum atormenta-se e sofre.
*Habitue-se à serenidade e à fortaleza, nos círculos da luta humana; sem essas conquistas dificilmente sairá você do vaivém das reencarnações inferiores.(André Luiz– in Agenda Cristã)

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DESENVOLVIMENTO DA MEDIUNIDADE

Bezerra de Menezes (espírito

)Os ensinamentos contidos nos códigos espíritas, a advertência dos elevados Espíritos que os organizaram e a prática do espiritismo demonstram que nenhum indivíduo deverá provocar, forçando-o, o desenvolvimento das suas faculdades mediúnicas, porque tal princípio será contraproducente, ocasionando novos fenômenos psíquicos e não propriamente espíritas, tais como a auto-sugestão ou a sugestão exercida por pessoas presentes no recinto das experimentações, a hipnose, o animismo, ou personismo, tal como o sábio dr. Alexandre Aksakof classifica o fenômeno, distinguindo-o daqueles denominados " efeitos físicos". A mediunidade deverá ser espontânea por excelência, a fim de frutescer com segurança e brilhantismo, e será em vão que o pretendente se esforçará por atraí-la antes da ocasião propícia.Tal insofridez redundará, inapelavelmente, repetimos, em fenômenos de auto-sugestão ou o chamado animismo, isto é, a mente do próprio médium criando aquilo que se faz passar por uma comunicação de Espíritos desencarnados.
Existem mediunidades que do berço se revelam no seu portador, e estas são as mais seguras, porque as mais positivas, frutos de longas etapas reencarnatórias, durante as quais os seus possuidores exerceram atividades marcantes, assim desenvolvendo forças do Perispírito, sede da mediunidade, vibrando intensamente num e noutro setor da existência e assim adquirindo vibratilidades acomodatícias do fenômeno.
Outras existem ainda em formação (forças vibratórias frágeis, incompletas, os chamados "agentes negativos"), que jamais chegarão a se adestrar satisfatoriamente numa só existência, e que se mesclarão de enxertos mentais do próprio médium em qualquer operosidade tentada, dando-se também a possibilidade até mesmo da pseudo-perturbação mental, ocorrendo então a necessidade dos estágios em casas de saúde e hospitais psiquiátricos se se tratar de indivíduos desconhecedores das ciências psíquicas.Por outro lado, esse tratamento será balsamizante e até necessário, na maioria dos casos, visto que tais impasses comumente sobrecarregam as células nervosas do paciente, consumindo ainda grande percentagem de fluidos vitais, etc..
Possuindo na minha clinica espiritual fatos interessantes cabíveis nos temas em apreço, patrocinarei aqui a exposição de alguns fatos espíritas, convidando o leitor à meditação sobre eles, pois o espírita necessita profundamente de instrução geral em torno dos fenômenos e ensinamentos apresentados pela ciência transcendente de que se fez adepto, ciência imortal que não poderá sofrer o abandono das verdadeiras atenções da do senso e da razão.Recordações da Mediunidade, palavras do dr. Bezerra de Menezes através da psicografia de Ivone A. Pereira( ipsis litteris).

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PALAVRAS DO ESPÍRITO HAMMED

( psicografia de Francisco do EspíritoSantoNeto)

Perdoar não é ” ser conivente” com  as condutas inadequadas de parentes e amigos, mas ter compaixão, ou seja, entendimento maior através do amor incondicional.Somos nômades do Universo, viajantes das vidas sucessivas, na busca do aperfeiçoamento. 

Fé plena não é só conquista repentina que aparece quando queremos; é também trabalho desenvolvido e assimilado ao longo do tempo.Nada está errado conosco,  pois, o que chamamos de “imperfeição” no mundo  são apenas as lições não aprendidas que precisam ser recapituladas.

A terapia da prece é um  método sempre eficaz: restaura-nos os sentimentos de paz e serenidade, propiciando-nos maior facilidade de harmonização  interior.

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MARÇO

FRASES DE KARDEC
na Introdução ao Estudo da DoutrinaEspírita in O LIVRO DOS ESPÍRITOS

 

A Os Espíritos superiores gostam das reuniões sérias em que predominem o amor do bem e o desejo sincero de instrução e de melhoria. Sua presença afasta os Espíritos inferiores...


A.... as comunicações sérias, na perfeita acepção do termo, não se verificam senão nos centros sérios, cujos membros estão unidos por uma íntima comunhão de pensamentos dirigidos para o bem.


.
A..o estudo de uma doutrina como a espírita, que nos lança de súbito numa ordem de coisas tão novas  e grandes, não pode ser feito proveitosamente senão por homens sérios, perseverantes, isentos de prevenções e animados de uma firme e sincera vontade de chegar a umr esultado.


A O que caracteriza um estudo sério é a continuidade que se lhe dá. 


 
A Quem quer adquirir uma Ciência deve estudá-la de maneira metódica, começando pelo começo e seguindo o seu encadeamento de idéias.

 

ASe desejamos aprender com eles (os Espíritos superiores), temos de seguir-lhes o curso; mas, como entre nós, é necessário escolher os professores e trabalhar com assiduidade.


A Aos olhos de toda pessoa judiciosa, a opinião dos homens esclarecidos que viram determinado fato por longo tempo e o estudaram e meditaram será sempre uma prova ou pel omenos uma presunção favorável, por ter podido prender a atenção de homens sérios que não tinham nenhum interesse em propagar erros, nem tempo a  perder com futilidades.


A...os próprios Espíritos ensinam que não são iguais em conhecimentos, nem em qualidades morais, e que não se deve tomar ao pé da letra tudo o que dizem. Cabe às pessoas sensatas separar o bom do mau.

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PSICOSFERA, NOSSO MEIO AMBIENTE ESPIRITUAL

Nubor Orlando Facure

http://www.geocities.com/Nubor_Facure/tema6.html

 

Observar e perceber o mundo que nos cerca tem nuanças de complexidade infinita .

O mesmo objeto , uma mesma pessoa ou um mesmo cenário podem despertar interpretações completamente diferentes conforme o sentimento de quem observa.

O mesmo mundo e que vivemos seria outro se aqui vivessem sonhadores , místicos, poetas ou santos .

Em termos neuropsicológicos sabemos que o nosso cérebro faz reconhecimento do mundo que nos cerca “sonhando” uma idéia a partir do que vai percebendo. Daí a possibilidade do que for feio para um ser bonito para o outro .

Cada objeto que vemos desperta em nós lembranças e vivências que são associadas compondo nosso julgamento sobre este objeto .  

Por isto , cada um de nós sonha o mundo conforme suas experiências psíquicas.

Podemos dizer que no dia a dia , ao observarmos a realidade que nos cerca , estamos compondo em torno de nós um cenário mental com formas e figuras que nos acompanham.

O mais importante é que é este cenário psíquico quem direcional nossos comportamentos ..

Nós sempre reagimos de conformidade com a interpretação que damos às coisas e às pessoas e, como vimos, nossas interpretações são na verdade julgamentos que o cérebro constrói com representações , com idéias que têm forma e movimento .

Considerando todas as mentes humanas capazes de pensar e criar , podemos deduzir que estamos mergulhados num mundo psíquico de proporções gigantescas e, seguramente interferindo uns sobre os outros , induzindo-nos a comportamentos coletivos massificantes. 

Quando toda uma população uma notícia pela televisão ou a mesma notícia nos jornais , estas pessoas estão criando representações mentais com referência a estas notícias reconstruindo e revivendo os cenários e as personagens envolvidas ou citadas nos noticiários . É como se o mesmo acontecimento se reproduzisse em cada mente que se liga ao episódio noticiado.

Nossa grande questão é saber se este cenário mental com formas e personagens assim criados , tem alguma realidade física semelhante à que estamos inseridos no mundo material .

Na interpretação da física de hoje , o mundo de moléculas e átomos foi substituído por campos de energia . O comportamento aparentemente estável da matéria física foi substituído por ondas e pacotes de energia que se alternam na dependência da opinião do observador .

Portanto , a matéria se densifica em partículas ou se esvai em onda conforme o julgamento mental de quem participa do experimento . Em termos de matéria física , o ser e o desvanecer depende da mente de quem observa o experimento .

A única coisa palpável que restou deste mundo físico de aparência estável é uma espuma quântica” onde a matéria e a energia se relacionam.

Pelo menos em termos teóricos podemos pressupor outros estados de matéria como , por exemplo , a matéria radiante sensível aos influxos da mente . A força mental que se expressa em pensamentos cria onda e partículas que também se coagulam concretizando as formas dos objetos e das pessoas em quem pensamos.

Enquanto a espuma quântica” solidifica o mundo físico em que nos movimentamos, a matéria radiante corporifica o mundo mental que idealizamos. Assim como falamos em higiene e poluição do ambiente físico , podemos falar e, agora sim , falar concretamente em limpeza e poluição psíquica .

Estamos todos mergulhados num mundo psíquico mais concreto do que possamos supor e, neste ambiente , a seleção das idéias facilitará um clima mental mais saudável ou mais poluído.

Uma simples notícia de jornal , uma conversa que nos emociona, um filme a que assistimos ou um episódio que relatamos criam junto de nós um ambiente psíquico que chamamos de psicosfera. Somos caixeiro ambulantes de idéias que podem facilmente se identificar com os   videntes deste mundo psíquico .

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A Verdadeira Religião

espírito.org

Rodolfo Calligaris

Se a Humanidade devesse ser salva pela filiação a uma só e determinada Igreja, por suposta infalível, com exclusão de quantas mais existissem, bem triste seria a sua sorte!

Como poderiam as gentes iletradas ou de poucas letras identificar "a tal", se constantemente estão surgindo novas seitas, pretendendo cada uma possuir essa característica ? Como, se os graus de entendimento são infinitos, e aquilo que satisfaz a uns não apraz a outros? Pois se nem mesmo os sábios, até hoje, conseguiram pôr-se de acordo a esse respeito?!

Felizmente, porém, o plano de Deus é bem outro, como se há-de ver pela explicação dada por Jesus a um doutor da lei.

Este lhe perguntara: "Mestre, que devo fazer para entrar na posse da vida eterna?"

Como se vê, pergunta direta, sem rodeios, exigindo resposta específica.

Então Jesus lhe diz: "Amarás o Senhor teu Deus de todo o teu coração, de toda a tua alma, e de todo o teu entendimento. Este é o máximo e o primeiro mandamento. E o segundo, semelhante a este, é: Amarás a teu próximo como a ti mesmo. Destes dois mandamentos depende toda a Lei e os Profetas. Faze isso, e viverás. " (Mat. 22: 34-40; Mar. 12: 28-34; Luc. 10:25-28.)

"AMA O TEU PRÓXIMO , E VIVERÁS" -eis, na palavra do Cristo, a que se reduz o problema da salvação das almas.

Desgraçadamente, porém, apesar da simplicidade da fórmula, nem todos conseguem acertar de pronto a equação, porque... ignoram quem e o seu próximo .

Valha a esses a parábola do bom samaritano (Lucas. 10: 29-37), com que Jesus, no colóquio mantido com aquele mesmo doutor da lei, elucida-lhe o que significa ser o próximo de alguém.

"O mandamento que vos dou é este: que vos ameis uns aos outros, como eu vos amei" (João, 15:12), tornaria a dizer, mais tarde, o Divino Mestre, reafirmando, assim, ser "o amor ao próximo " a síntese do Evangelho do Reino.

E, como que a rematar toda a sua doutrinação nesse sentido, eis em que termos instrui seus discípulos acerca das recompensas e penas futuras:

"Quando o Filho do homem vierem sua majestade, acompanhado de todos os anjos, assentar-se-á sobre o trono de sua glória, e, estando todas as nações reunidas perante Ele, separará uns dos outros, como o pastor separa as ovelhas das cabras, e colocará as ovelhas à sua direita, e as cabras à sua esquerda.

"Então dirá o rei aos que estiverem à sua direita: Vinde, benditos de meu Pai, e tomai posse do reino que vos foi preparado desde o começo do mundo; porque tive fome e me destes de comer; tive sede e me destes de beber; fui hóspede e me recolhestes; estive nu e me cobristes; estive enfermo e me visitastes; estive preso e me fostes ver.

"Responder-lhe-ão os justos: Senhor , quando foi que te vimos com fome, e te demos de comer? ou com sede, e te demos de beber? E quando te vimos hóspede e te recolhemos, ou nu, e te vestimos, enfermo ou preso e te fomos visitar?

"O rei lhes responderá: Na verdade vos digo, todas as vezes que fizestes isso a um dos meus mais pequeninos irmãos, foi a mim que o fizestes.

"Depois dirá aos que estiverem à sua esquerda: Retirai-vos de mim, malditos: ide para o fogo eterno, que foi preparado para o diabo e para os seus anjos; porque tive fome e não me destes de comer; tive sede e não me destes de beber; fui hóspede e não me recolhestes; estive nu e não me cobristes; estive enfermo e preso , e não me visitastes.

"E eles lhe responderão também: Senhor , quando foi que te vimos com fome, com sede, hóspede, nu, enfermo ou preso , e deixamos de te assistir?

"Ele, porém, lhes responderá, dizendo: Na verdade vos digo, todas as vezes que deixastes de prestar essa assistência a qualquer desses pequenos, deixastes de a prestar a mim próprio .

E então irão esses para o suplício eterno, e os justos para a vida eterna. " ( Mateus 25:31-46.)

Ponhamos atenção no quadro que Jesus nos apresenta sobre o juízo final.

Qual o objeto das inquirições e o fundamento da sentença? Versa matéria de fé? Estabelece alguma distinção entre o que crê de um modo e o que crê de outro? Absolutamente!

O juiz indaga apenas uma coisa : se a caridade foi praticada ou não. E pronuncia-se, dizendo: "Vós que assististes os vossos irmãos, passai à direita, e vós outros que fostes duros ou indiferentes, passai à esquerda."

Portanto, é a prática do bem , ainda uma vez, apontada por Jesus como condição única e indispensável para a conquista do reino dos céus.

Nem poderia ser de outra forma , pois , se "Deus é Amor", só os que sabem amar poderão apreciar-Lhe a inefável companhia. (Reformador - julho/1970 - pg. 148 e 149)

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Frases de Kardec  in "A Gênese", cap. 1, Caracteres da Revelação Espírita

A A característica essencial de qualquer revelação tem que ser a verdade .

A O ensino é na realidade , a revelação de certas verdades científicas ou morais, físicas ou metafísicas, feitas por homens que as conhecem a outros que as ignoram...

A Que seria da Humanidade sem a revelação dos homens de gênio?

A Os homens progridem incontestavelmente por si mesmos e pelos esforços da sua inteligência ; mas, entregues às próprias forças, só muito lentamente progrediriam, se não fossem auxiliados por outros mais adiantados, como o estudante o é pelos professores.

A Esses gênios, que aparecem através dos séculos como estrelas brilhantes, deixando longo traço luminoso sobre a Humanidade, são missionários ou, se o quiserem, messias . O que de novo ensinam aos homens, quer na ordem física, quer na ordem filosófica, são revelações.

A Todas as religiões tiveram seus reveladores e estes, embora longe estivessem de conhecer toda a verdade , tinham uma razão de ser providencial, porque eram apropriados ao tempo e ao meio em que viviam, ao caráter particular dos povos a quem falavam e aos quais eram relativamente superiores.

A Deus e a imortalidade da alma, se fundirão numa grande e vasta unidade, logo que a razão triunfe dos preconceitos.

 

 

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ABRIL


Que é Deus?
Paulo Roberto Martins
http://www.espirito.org.br/portal/artigos/diversos/religiao/que-é-Deus.html

O professor Rivail, já utilizando desde então o codinome "Allan Kardec", abre o capítulo primeiro, do livro primeiro da codificação da Doutrina (Ensinamentos) dos Espíritos, com a pergunta título deste artigo.

Kardec já tomava por base que para iniciar e ter total empenho nas suas pesquisas espíritas, nunca seria demais a máxima frieza e o sistemático controle das paixões evitando descambar-se para a religiosidade muito forte da época, para a curiosidade pueril, para a sede do sobrenatural ou quaisquer manifestações deste gênero. Tanta convicção tinha neste comportamento que mais adiante advertiria os seus seguidores: "O Espiritismo será científicoounão subsistirá".

Recebeu dos Espíritos que "assinam" os prolegômenos de "O Livro dos Espíritos" a resposta mais próxima da verdade científica até hoje já concebida: - Deus é a inteligênciasuprema, causaprimeira de todas as coisas. A lei básica que rege o Universo (todas as coisas) é a lei de Causa e Efeito ou Ação e Reação, como é conhecida no meio científico. Para um efeito inteligente sempre haverá uma causa inteligente correspondente.

Para que possamos chegar próximos a entender o que é Deus, devemos fazer um esforço para idealizarmos mais ou menos o que seria o Universo, começando portanto pela tomada de consciência do espaço tridimensional (comprimento, largura e altura) que ocupamos no mesmo, passando daí para a percepção do espaço da nossa residência, bairro, cidade, estado, país, continente e planeta Terra com seus 40.000 quilômetros de extensão na circunferência. A Terra faz parte de um sistema solar que possui apenas 9 planetas com 57 satélites no total de 68 corpos celestes. A "grossomodo" em relação a outros astros do sistema solar, a Terra possui um volume 49 vezes maior que o da lua e 1.300.000 vezes menor que o do sol. É preciso que tenhamos noção de sua pouca importância diante do restante do Universo.

Nosso sistema solar faz parte de uma pequena galáxia conhecida por Via Láctea, um aglomerado de cerca de 100 bilhões de estrelas, com pelo menos cem milhões de planetas e conforme os astrônomos, no mínimo cem mil com vida inteligente e mil com civilizações mais evoluídas que a nossa.

As últimas observações do telescópio Hubble (em órbita), elevaram o número de galáxias conhecidas para 50 milhões. Em 1991, em Greenwich, na Inglaterra, o observatório localizou um quasar (possível ninho de galáxias) com a luminosidade correspondente a 1 quatrilhão de sóis. Diante destes números pensaríamos haver chegado na idéia do que é o Universo; ledo engano, pois estas áreas, ou melhor, volumes, representariam apenas 3% do que seria a totalidade de tudo dentro do tridimensional e espaço/tempo como conhecemos.

Os espaços interplanetários, interestrelares e intergalácticos, obviamente, formariam a maior parte daquilo que chamamos de Universo. Os fenômenos de aporte (transporte de matéria através de outras dimensões) tão conhecidos dos pesquisadores da paranormalidade e a anti-matéria já produzida em laboratórios experimentais mais desenvolvidos através do planeta, nos dão a confirmação dos estudos de pesquisadores da capacidade de um Friedrich Zöllner, que no século passado , comprova a existência da quarta dimensão e conseqüentemente outros tantos Universos, quantas tantas dimensões for possível conhecermos.

A teoria mais moderna da criação do Universo, nos remete não apenas para o Big bang (a grande explosão) início de tudo, mas, para a idéia de vários big bangs, com Universos cíclicos através de quatrilhões ou mais de anos. E aí? Será que conseguimos chegar perto da idéia da concepção e tamanho da obra de Deus, para tentar entendê-lo? Não seria no mínimo estranho que após esta monumental obra inteligente, Deus colocasse em um planeta que representa um ínfimo grão de areia em uma cadeia de montanhas como o Himalaia, sua grande criação, o homem, feito sua imagem e semelhança?

Nosso grande irmão e amigo Jesus, há 2000 anos, já passava em forma de contos e parábolas vários conhecimentos intelectuais e morais que possuía devido ao seu grande estado evolutivo, quando em missão entre nós, confiada pelo Criador afirmou: "Na casa de meupai existem muitas moradas". Para concluirmos esta nossa pequena intenção de lançarmos nossos confrades na especulação ao entendimento do que seria Deus, iremos nos valer da "coleção de livros" chamada Bíblia, que no entender do grande intelectual e eminente espírita Dr. Carlos Imbassahy, é um livro como outro qualquer, em que nos seus textos contém tudo que a gente queira para justificar, a favor ou contra qualquer coisa.No Antigo Testamento, Livro Gênesis, Capítulo 1 (Criação do homem), versículo 26 temos: "e (porfim) disse: Façamos o homem à nossaimagem e semelhança (sic...)".

Se tomarmos como verdadeira a hipótese de que a Bíblia é a palavra de Deus, qual seria a imagem correta do nosso Criador? Um homem ou mulher? Velho, ariano de barbas longas ou de cor negra, e magro como os etíopes (teoricamente os primeiros hominídeos) ? Não seria melhor tentarmos entender uma concepção mesmo que não a conheçamos bem?

Como por exemplo: o que sabemos a respeito do que somos (espírito)? Qual a imagem fiel que temos do mesmo? Ninguém sabe, ou melhor, conhecemos bem o corpo material, e relativamente o perispiritual, mas não o espírito.

Conforme Allan Kardec, o espírito é alguma coisa formado por uma substância, mas cuja matéria, que afeta nossos sentidos, ele não nos pode dar uma idéia. Pode-se compará-lo a uma chama ou centelha cujo clarão varia de acordo com o grau de sua depuração. Sendo assim, pois, teríamos o entendimento melhor de nossa imagem de acordo com a de Deus.

No tocante à semelhança é mais fácil a sua comparação quando procuramos compreender a eternidade, já que a palavra pressupõe algo que não tem início nem fim, como Deus; que é infinito, único, perfeito e todo-poderoso. Já ao passo que nós somos algo como semi-eternos; tivemos um começo criado por Ele e evoluímos na Sua direção conforme o Seu desejo.

Artigo publicado noJornalEspírita de Pernambuco / Julho 2000- recebido do Grupo A Era do Espírito

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Relembrando
Resumo das Obras Básicas da Doutrina Espírita

O Evangelho Segundo o Espiritismo: editada em 1864, esta obra pode ser entendida como a parte moral da Doutrina Espírita. Nela, Kardec e os Espíritos superiores comentam numa lingua linguagem acessível as principais passagens da vida de Jesus. Explicam suas parábolas e demonstram a grandiosidade do Mestre nos seus ensinos, dando-nos, além disso, conselhos importantes sobre nossa conduta diária frente às dificuldades e dúvidas da vida.
O Livro dos Espíritos: lançado por Allan Kardec em 1857, é o principal livro da Doutrina Espírita. Podemos chamá-lo de espinha dorsal, pois sustenta todas as outras obras doutrinárias. Divide-se em quatro partes: “As causas primárias”; “Mundo espírita ou dos Espíritos”; “As leis morais”; e “Esperanças e consolações”. É composto de 1018 perguntas feitas por Kardec aos Espíritos superiores responsáveis pela vinda do Espiritismo aos homens. O que é Deus? De onde viemos? Para aonde vamos? O que estamos fazendo na Terra? Estas são algumas das questões respondidas pela falange do Espírito de Verdade.
O Livro dos Médiuns: teve seu lançamento em 1861. Nele, Allan Kardec mostra os benefícios e os perigos da mediunidade, ou seja, o canal que liga o homem encarnado ao mundo espiritual. Demonstra que embora todos os seres vivos possuam esta abertura de contato, há aqueles que a têm de uma forma mais abrangente. Kardec e os Espíritos superiores alertam sobre a sutileza desta faculdade, para que uma pessoa possa contatar os Espíritos sem ser prejudicada por entidades maléficas, descontrolando sua mediunidade.
O Céu e o Inferno: Kardec lançou este livro em 1865. Através da evocação dos Espíritos de pessoas das mais diferentes classes sociais, crenças e condutas, demonstra-nos como foi a chegada e a vivência espiritual destes seres após o seu desencarne. Rainhas, camponeses, religiosos, assassinos, ignorantes e intelectuais são alguns dos que contam o que os aguardava depois de suas atitudes terrenas e como poderão ser suas vidas futuras.
A Gênese: nesta obra, de 1868, Kardec explica a Gênesis Bíblica, a formação do Universo, demonstrando a coerência da mesma quando confrontada com os conhecimentos científicos, despida das alegorias próprias da época em que foi escrita. Expõe o que são os milagres, explicados pelas leis da natureza, produtos da modificação dos fluidos que nos cercam. Enfim, faz a religião e a ciência caminharem juntas, fortalecendo a fé dos que crêem em Deus

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.ESTAR COM TUDO

André Luiz


Freqüentemente encontramos companheiros de excelente formação moral convictos de que atender à caridade será aceitar
tudo e que a paciência deve tudo agüentar.
A evolução, no entanto, para crescer, exige muito mais a supressão que a conservação.
Em nenhum setor da existência o progresso e a cultura se compadecem com o "estar com tudo".
A caridade da vida é aperfeiçoamento.
A paciência da natureza é seleção.
Todas as disciplinas que acrisolam a alma cortam impulsos, hábitos, preferências e atitudes impróprias à dignidade espiritual.
Todos os seres existentes na Terra se aprimoram à medida que o tempo lhes subtrai as imperfeições.
Na experiência cotidiana, os exemplos são ainda mais flagrantes.
Compra-se de tudo para a alimentação no instituto familiar, mas não se aproveita indiscriminadamente o que se adquire.
O corpo, a serviço do espírito encarnado, às vezes se nutre com tudo, mas nunca retém tudo. Expulsa mecanicamente o que não serve. No plano da alma, a lógica não é diferente. Podemos ver, ouvir e aprender tudo, mas se é aconselhável destacar a boa parte de cada coisa, não é compreensível concordar com tudo.
Necessário ver, ouvir e aprender com discernimento. Imprescindível observar um companheiro mentalmente desequilibrado com caridade e paciência, mas em nome da caridade e da paciência não se lhe assimilar a loucura.
Devemos tratar com benevolência e brandura quantos não pensem por nossa cabeça, entretanto, a pretexto de lhes ser agradáveis não se lhes abraçará os preconceitos, enganos, inexatidões ou impropriedades.
A Doutrina Espírita está alicerçada na lógica e para sermos espíritas é impossível fugir dela.
Há que auxiliar a todos, como nos seja possível auxiliar, mas tudo analisando para que o critério nos favoreça... Paulo de Tarso, escrevendo aos coríntios, afirmou que "a caridade tudo sofre, tudo crê, tudo espera, tudo suporta", mas não se esqueceu de recomendar aos tessalonicenses que examinassem tudo, retendo o bem. Admitamos assim, com o máximo respeito ao texto evangélico que o apóstolo da gentilidade ter-se-ia feito subentender naturalmente, explicando que a caridade tudo sofre de maneira a ser útil, tudo crê para discernir, tudo espera de modo a realizar o melhor e tudo suporta a fim de aprender, mas não para estar em tudo e tudo aprovar.
 (“Opinião Espírita”, de Francisco Cândido Xavier e Waldo Vieira, pelos Espíritos Emmanuel e André Luiz)
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"Rezo, não para ser protegido do perigo, mas para não  recear enfrentá-lo; rezo, não para que minha dor se acalme, mas para  que eu tenha coragem de vencê-la; rezo, não para ter aliados nas  batalhas da vida, mas sim força de travá-las; não quero suplicar com ânsia apavorada para ser salvo, mas espero ter paciência para conquistar minha liberdade; Concedei-me a graça de não ser covarde, sentindo a vossa misericórdia apenas ao ser bem sucedido; mas apertai a minha mão quando eu fracassar”.
Rabindranath Tagore


149 ANOS DE LUZ. MUITA LUZ  

“Nascer, morrer, renascer e progredir sempre. Essa é a Lei”


    149 anos de ensinamentos. E de lutas. No dia 18 de abril de 1857, sem muito barulho e holofotes, Allan Kardec fez o mundo tremer, pelas armas das palavras e da boa intenção, com a publicação de O LIVRO DOS ESPÍRITOS. Era o começo de uma revolução e de uma evolução irreversíveis na história do Conhecimento e da Fé.
    Outros grandes livros viriam. Algo tão extraordinário que, 149 anos depois, a onda de sua força e ensinamentos, e de seu legado à humanidade, cresce e se agiganta em todos os quadrantes da Terra, induzindo meditação, regeneração moral e compromisso com a Verdade e a Vida, pelos caminhos do próprio esforço.
    149 anos de esclarecimentos. E quantos esclarecimentos!  De Fé estruturada na Razão, de liberdade para conhecer o Deus amigo e o Deus amor.
    Culminando com o dar um basta nos dogmas, ardis e subterfúgios arraigados nos princípios religiosos de então. Tudo de maneira simples, pés no chão, compatível com o que Cristo deixou para o esclarecimento e discernimento de todos os homens.
    Quase dois séculos de ampla iluminação para milhões de pessoas; excelso bálsamo para muitos aflitos e doentes da alma; tudo isto reunido num livro que, tal como o carvalho, não tomba fácil e nem se deixa manchar pelas machadadas dos inconformados e privilegiados, ávidos de abafar a libertação da alma e, via de conseqüência, do Homem. E, pasmem, quando este livro chegou ao conhecimento do povo, não foram poucos os exemplares desta obra universal que foram queimados em praça pública, na cidade de Barcelona, pela incompreensão e preconceitos do poder religioso vigente e carente.Este mesmo poder que, à semelhança de Moisés, humilde, buscando as Tábuas da Lei, deveria contemplar este livro (e os outros) como a Tábua Consoladora, enviada pela Superior Espiritualidade objetivando a redenção espiritual e encaminhamento moral de toda a sociedade humana.
    149 anos de consciência. Dante Allighieri vergastou os poderosos de sua época com a Divina Comédia, buscando aniquilar o egoísmo, a avareza e a bárbarie, reinantes em seu tempo e que tanto mal causaram aos povos e nações.
    Allan Kardec,tantos anos depois e predestinado, também, para elevados propósitos, escreve e publica O LIVRO DOS ESPÍRITOS, começando a grande obra de fundamentação da doutrina espírita, que viria para ficar e esclarecer a grande questão dos homens em saber quem são, de onde vieram e para onde vão.
    149 anos de consolação. Camille Flammarion, junto ao túmulo de Kardec, foi muito feliz e oportuno quando, em discurso para homenagem ao morto ( e sua obra), disse: “Vede este sol de abril, que brilha nos céus e que nos inunda com os seus raios
vivificadores. Acordam as campinas, desabrocham os primeiros rebentos das árvores, floresce a primavera, sorri o azul celeste e a ressurreição opera-se por toda a parte...
    Ninguém é feliz na Terra, onde muitas afeições são despedaçadas, onde muitas almas tem sido envenenadas pelo ceticismo. Não é de grande valia ter trazido ao
espiritualismo tantos seres, que flutuavam num mar de dúvidas e eram indiferentes à vida física e intelectual?”.
    149 anos de cultura espírita, abrindo para a humanidade uma abordagem mais racional e científica no trato com o Evangelho do Cristo, dentro dos preceitos da Fé, Esperança e Caridade. A obra espírita não pode parar. Milhões e milhões de livros, revistas e artigos estão espalhados pelo mundo, levando consolação e
entendimento para os sofredores e sedentos da companhia do Divino Mestre. Indispensável e salutar lenitivo para todos.
Muito obrigado, espírito imortal e benfeitor de Allan Kardec. Seus livros libertaram e trouxeram abundante Luz! 
Renzo Sansoni, (recebido dos amigos Frveras, Adri e Idelmo.) (nota- texto atualizado).


PENSAMENTOS DE LEONARDO DA VINCI

A Sabedoria da vida não está em fazer aquilo que se gosta, mas em gostar daquilo que se faz”.

”“Como um dia bem vivido traz uma boa noite, assim uma vida bem vivida traz uma boa morte".

.“Estudar as manifestações da natureza é trabalho que agrada a Deus. É o mesmo que orar”.

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MAIO

DO MARAVILHOSO E DO SOBRENATURAL
Suely Caldas Schuber


    "Para os que consideram a matéria a única potência da Natureza, tudo o que não pode ser explicado pelas leis da matéria é maravilhoso, ou sobrenatural, e, para eles, maravilhoso é sinônimo de superstição".
    "A explicação dos fatos que o espiritismo admite, de suas causas e conseqüências morais, forma toda uma ciência e toda uma filosofia, que reclamam estudo sério, perseverante e aprofundado". Allan Kardec. ( "O Livro dos Médiuns", Primeira Parte. Cap.II, Itens 10 e 14, n.º 7º)
    Os fenômenos mediúnicos são de todos os tempos e estão em todas as raças. Ao longo da história dos povos a intervenção dos Espíritos é como um sopro forte, agitando, sacudindo, alterando o clima psíquico dos homens.
    Essas presenças imateriais, constantes, vivas e atuantes entrevistas por muitos, pressentidas por outros, transformam-se, ao sabor das fantasias de mentes imaturas, em fatos maravilhosos e sobrenaturais coloridos com as tintas fortes da imaginação.
    E à medida que o tempo avança a tradição oral se encarrega de transmitir os fatos maravilhosos de geração em geração, naturalmente acrescidos dos matizes regionais, o que depois veio a constituir-se no folclore característico de cada região. Muita coisa hoje considerada folclórica teve a sua origem em fatos mediúnicos, destes decorrendo superstições as mais diversas, profundamente enraizadas na alma do povo. Desde o feiticeiro, na mais antiga, remota e primitiva das aldeias indígenas, que pratica a sua medicina numa tentativa de esconjurar os maus Espíritos e atrair os bons, até o nosso sertanejo, o homem simples do povo, que e apega às simpatias e sortilégios para garantir a sua defesa contra os mesmos maus Espíritos e granjear a proteção dos bons, vemos o conhecimento espontâneo, intuitivo e natural que o ser humano tem da imortalidade da alma e da comunicabilidade entre os "mortos"e os vivos. Desta certeza originam-se, evidentemente, os cultos afros, tão difundidos em nosso país, mas herança de uma pátria distante, numa amálgama muito bem elaborada de religião e folclore.Muitas lendas - algumas bem antigas - são até hoje bastante propagadas em nosso sertão. É o caso, por exemplo, da "mula-sem-cabeça"que ainda prossegue apavorando, pois vez que outra a lenda se vitaliza com a notícia de novas aparições da monstruosa criatura. A lógica nos faz deduzir que tal lenda nasceu da aparição de algum Espírito zombeteiro e maldoso que se deixava ver nesta forma para aterrorizar as pessoas, com que se diverte e compraz. igualmente as aparições de
lobisomens, sacis, boitatás, etc.
    Allan kardec elucida a respeito, em "O Livro dos Médiuns".
"(...) Mas, também já temos dito que o Espírito, sob seu envoltório semimaterial, pode tomar todas as espécies de formas, para se manifestar. Pode, pois, um Espírito Zombeteiro aparecer com chifre e garras, se assim lhe aprouver, para divertir-se à custa da credulidade daquele que o vê, do mesmo modo que um Espírito bom pode mostrar-se com asas e com uma figura radiosa."(Cap. VI, Item 113-ª)
    Embora muitas crendices tenham-se originado de fatos mediúnicos, há ainda uma enorme variedade de superstições que nada têm a ver com eles e são conseqüência da ignorância e do temor ante o desconhecido.
Em decorrência surgiram as fórmulas mágicas, as simpatias, os talismãs como recursos de defesa.
    Assevera Kardec:
    "Assim, o Espiritismo não aceita todos os fatos considerados maravilhosos, ou sobrenaturais. Longe disso, demonstra a impossibilidade de grande número deles e o ridículo de certas crenças, que constituem a superstição propriamente dita". (Cap. II da Primeira Parte, Item 13. Ob. Citada.)
    A Doutrina Espírita tem explicação lógica e racional para todas as coisas e situações da vida. lançando luz sobre problemas considerados inextricáveis, esclarece com raciocínio claro e insofismável tudo o que está ao alcance da mente humana. Essas explicações são simples e objetivas, despojadas de misticismo e quaisquer crendices. Não se justifica, portanto, que entre os espíritas sejam cultivadas certas crenças , sejam adotadas atitudes que constituem um misto de ritualismo superstições. É exatamente na prática mediúnica que mais se encontram estes resquícios.
    A fé, sob o domínio do pensamento mágico, é novamente envolvida nos véus dos mistérios e, não sendo raciocinada, deixa de esclarecer e libertar.
    Concessões vão sendo feitas, gradativamente, até que ao final já não exista quase nada que lembre a Doutrina Espírita qual a deturpação e práticas estranhas enxertadas.
    Não se justifica que a mediunidade seja encarada em nosso meio como alguma coisa sobrenatural e os médiuns como pessoas portadoras de um dom maravilhoso que as torna seres da parte, diferentes dos demais.
    Tudo isto é fruto, unicamente da falta de estudo doutrinário. E quando a Codificação jaz esquecida e os postulados básicos da Doutrina Espírita sequer são conhecidos, restará apenas o mediunismo ou o sincretismo religioso. Neste campo o maravilhoso e o sobrenatural imperam.
    A Doutrina Espírita não é isto.
  Não podemos contemporizar quanto ao nosso testemunho de fidelidade doutrinária. E este testemunho deve ser prestado, sobretudo, dentro da Casa Espírita, no seu dia-a-dia. Por essa razão não se pode postergar o estudo da obra de kardec, estudo este que deve ser metódico e constante.
    Pode ser que assim, penetrando no sentido cada vez mais profundo do que seja o Espiritismo no seu todo global, abrangente, consigamos um pouco do bom senso, da lógica e da firmeza que eram apanágio do Codificador.


Revista REFORMADOR, abril de 1995, FEB



O REINO DOS CÉUS
   

O "Reino dos Céus" está dentro de nossos corações. 
    É inútil ir procurá-lo mais longe. Caracteriza-se pela bondade, pelo amor fraterno entre todos, pelo acolhimento, amparo e proteção aos que sofrem. O coração, livre de ódios, de remorsos, de cobiça, de ambições descabidas, da concupiscência é capaz de amar todos os homens, sem distinção de cor, de classe social, de raças, de credos políticos ou religiosos, um coração assim traz dentro de si o Reino dos Céus; portanto, o Reino dos Céus está ao nosso alcance.
    A consciência tranqüila e o coração puro causam uma felicidade tal aos que os possuem, que, já na Terra, gozam as alegrias espirituais que os aguardam nos planos da espiritualidade. 
    Não deixemos para amanhã o início de adquirirmos esta graça.
Comecemos, desde agora, a trabalhar por merecê-la, combatendo nossas imperfeições, abandonando nossos vícios, abrandando nosso caráter, esforçando-nos por nos amarmos uns aos outros.
    E depois de termos realizado o Reino dos Céus dentro de nós, fácil será concretizá-lo na face de nosso planeta. Jesus alude ao começo dos trabalhos de regeneração da humanidade pela observância das leis divinas quando manda seus discípulos que preguem estar próximo o Reino dos Céus.
Do livro "O Evangelho dos Humildes, de Eliseu Rigonatti

REPROGRAMAÇÃO


    Nasceste no lar de que precisavas.
    Vestiste o corpo físico que merecias.
    Moras no melhor lugar que Deus poderia te proporcionar, de acordo com o teu adiantamento.
    Possuis os recursos financeiros coerentes com as tuas necessidades; nem mais nem menos, mas o justo para as tuas lutas terrenas.
    Teu ambiente de trabalho é o que elegeste espontaneamente para a tua realização.
    Teus parentes e amigos são as almas que atraístes com tuas próprias afinidades.
    Portanto, teu destino está constantemente sob teu controle.
    Tu escolhes, recolhes, eleges, atrais, buscas, expulsas, modificas tudo aquilo que te rodeia a existência.
    Teus pensamentos e vontades são a chave de teus atos e atitudes, são as fontes de atração e de repulsão na tua jornada vivencial.
    Não reclames nem te faças de vítima. Antes de tudo, analisa e observa. A mudança está em tuas mãos.
    Reprograma tua meta. Busca o bem e viverás melhor.
Hammed, psicografia de Francisco do Espírito Santo Neto in “Um modo de entender-uma nova forma de viver”.


O CENTRO ESPÍRITA E O ESPIRITISMO
Túlio Fonseca Chebli *

 

"...Igualmente, é o Centro Espírita digna oficina de trabalho, por ensejar atividades múltiplas em benefício do próximo e da comunidade.
    Desde a sua administração, na busca incessante de qualidade, até os serviços mais humildes quão indispensáveis, é celeiro de luz que resulta da valiosa aplicação das horas dos seus membros no trabalho libertador.
    Da mesma forma é templo de oração, destituído de ritualística, de cerimonial, de corpo sacerdotal, de qualquer tipo de culto externo, caracterizando-se pela simplicidade, sendo agradável e propício à elevação dos pensamentos a Deus e à ação da caridade em todas as suas expressões.
    Nas suas dependências devem ser preservados os valores morais, a compostura, a dinâmica do amor, a fim de que a perfeita sintonia com Deus, Jesus e os Espíritos Nobres tornem-no ambiente saturado por sutis vibrações, que proporcionem a paz e a renovação.
    Local de reequilíbrio e de harmonia, é, também, hospital de almas, no qual terapias especializadas - passes, água fluidificada (bioenergia), oração, desobsessão e iluminação de consciência - facultem a saúde do corpo, da mente e do espírito, emulando o paciente ao avanço, à vitória sobre si mesmo, sobre as paixões primitivas, que nele predominam.

Não pode ser confundido, porém, com nosocômios, casas de saúde, clínicas médicas e semelhantes, competindo com as mesmas, portadoras de bases acadêmicas, pois que desvirtuaria a sua finalidade essencial, passando a conflitar com as entidades especializadas no mister, às quais deve auxiliar e não produzir perturbação.
 
    No seu ambiente não há lugar para exibicionismo de natureza alguma que faça recordar os palcos do mundo, nos quais se projetam os conflitos do ego humano e as lutas características das naturais promoções competitivas do ser.
    Tampouco pode agasalhar ou dar curso às inovações que ressurjam do orientalismo ancestral ou das terapias alternativas atuais, desfigurando-lhe, entorpecendo-lhe a finalidade superior.
    O Centro Espírita é laboratório para experiências, pesquisas mediúnicas elevadas e cumulativas, que confirmam sempre os postulados básicos exarados nas obras fundamentais que Kardec divulgou, completando a Codificação.
    É também farol que norteia aos homens de boa vontade, campo de luz aberto a todos aqueles que vagueiam perdidos nas trevas da ignorância, da presunção e do egoísmo, apontando rumos de libertação. É a antiga "Casa do Caminho", e tem que funcionar como se fosse um autêntico pronto-socorro espiritual, tal qual refrigério em favor das almas em desalinho - perdidas que estão nos vales alagadiços das paixões menores. Por isso, os Centros Espíritas têm que estar preparados para receber o contingente cada vez maior das pessoas perdidas no lodaçal de suas próprias imperfeições.
    Em suas dependências não há lugar para a ociosidade dourada, para frivolidades  ou para a indiferença mórbida. A ação dignificadora nele se desdobra em mil expressões que elevam o ser, completando-o, plenificando-o, dando-lhe sentido psicológico à existência planetária.
    Em síntese, é o Centro Espírita local de oração, de estudos, de aprendizado, de caridade e de muito, muito trabalho.
"Amai os vossos inimigos".
"Bendizei os que vos maldizem".
"Não julgueis para não serdes julgados".
"No mundo tereis tribulações".
"Entre vós, o maior seja servo de todos".
"Se alguém quiser vir a mim, renuncie a si mesmo, tome a sua cruz e siga-me".
   

Quando meditamos sobre estes ensinamentos do Mestre Incomparável, torna-se impossível ter no Cristo um doador de vida fácil, sem sacrifícios. Como nos mostra Emmanuel, se o Cristianismo é esperança sublime, fé restauradora e amor celestial, é também trabalho sacrificial para o aperfeiçoamento contínuo

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NO INVISÍVEL
Y.Shimizu (recebido da Era do Espírito)

    Em 1903, foi lançada na França a terceira grande obra de Léon Denis, "O Mundo Invisível", com 500 páginas de texto, reunindo uma documentação ampla e original sobre as faculdades medianímicas.


    O biógrafo Gaston Luce diz que "a obra aparecia no momento oportuno. A rapidez do desenvolvimento do Espiritismo constituía sério perigo. Os que tinham fé mostravam freqüentemente impaciência e intransigências nocivas à propagação da idéia nos meios refratários. Os outros, atormentados pela dúvida, manifestavam reserva e renovavam suas críticas em matéria de mediunidade. Havia, por fim, o clã dos incrédulos que obrigavam os militantes a levarem a fundo suas investigações e a estudar mais de perto os fenômenos".
Além disso, após doze anos de prática na direção do Grupo de Estudos e de Intercâmbio com o Invisível, na cidade de Tours, ele havia acumulado numerosos esclarecimentos e orientações, inclusive dos mentores desencarnados, que poderia repassar a dirigentes de outros grupos e equipes.
    O texto conhecido pelos leitores brasileiros é a tradução vernácula levada a efeito por Leopoldo Cirne, com o título "No Invisível" e com o subtítulo "Espiritismo e Mediunidade", publicada pela FEB, com 418 páginas, com base na versão definitiva da obra, editada na França em 1911, revisada e com numerosos acréscimos e atualizações inseridos pelo autor.
    Na primeira parte intitulada "O Espiritismo Experimental: As Leis", o autor afirma "a necessidade de estabelecer regras positivas, condições sérias de estudo e experimentação,...e a todos tornar acessíveis os meios práticos de entrar em relação com o invisível". Após a descrição de algumas característica do perispírito, ele reitera a necessidade de educar e desenvolver as faculdades mediúnicas e praticar, com persistência, as ações de intercâmbio, cuidando das condições psíquicas, emocionais e intelectuais dos participantes, até que passem a obter comunicações e diretrizes ditadas por Espíritos superiores.
    Ele simplifica a meticulosa e detalhada classificação dos fenômenos espíritas constante de "O Livro dos Médiuns" (de Allan Kardec), enfeixando-os em 4 categorias: a tiptologia e o fenômeno das mesas, a escrita automática, a incorporação e as materializações.
Léon Denis relata, na segunda parte denominada "O Espiritismo Experimental: Os Fatos", centenas de constatações espontâneas e, principalmente, de experimentos realizados por cientistas de renome de diversos países da Europa e da América, acerca dos fenômenos de: forças psíquicas, fluidos, magnetismo, exteriorização do ser humano, telepatia, desdobramento, fantasmas dos vivos, sonhos premonitórios, clarividência, pressentimentos, visão e audição psíquica no estado de vigília, casas mal assombradas, fatos tiptológicos, mesas girantes, escrita direta, psicografia, transe e incorporações, aparições e materializações de Espíritos. Encerra essa parte abordando a questão da identificação dos Espíritos.
O autor apresenta na última parte intitulada "Grandezas e Misérias da Mediunidade", recomendações e conselhos sobre a prática e os perigos da mediunidade, respostas às diversas objeções formuladas por antagonistas do Espiritismo, os problemas advindos dos abusos da mediunidade, as acusações e desconfianças demonstradas por médicos e cientistas diante dos fatos e, finalmente, a valiosa contribuição prestada à humanidade pelo exercício das faculdades medianímicas.


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GOTAS

 

As gotas que enchem um copo unem-se em seu interior e saciam a sede de uma criatura. No entanto, por mais brilhante e pura que seja a gota, se cair por terra sozinha, tornar-se-á lama e para nada servirá.
A cooperação é à base da utilidade. Dar é cooperar, é unir-se o doador à criatura que recebe, por um elo que flui de um a outro e regressa ao primeiro.
Chama-se gratidão, retribuição ou ingratidão – o elo se estabelece e permanece.
Ao dar, liga-se o doador ao que recebe. E muitas vezes de tal forma se liga, que se funde: quando uma gota se dá a outra, todas reunidas formam um todo.
Quando as gotas separadas caem sobre nós, molham-nos e nada mais.
Quando estão todas reunidas numa piscina, são capazes até de sustentar-nos o corpo, anulando a força da gravidade.
(ISugestões Oportunas – Carlos Torres Pastorino)

 

 

O Céu para nós começa na Terra. Iniciemo-nos na escalada Divina.

Espírito Emmanuel , Psicografia Chico  Xavier  in "Moradias

 

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JUNHO

Caridade, virtudeque faz fluir o Amordivino -Elio Mollo
25/11/2004

    O importante é sempre sermos nós mesmos, procurando avaliar tudo sensatamente, separando o que é ruim e desfazendo-se dele, e o que é bom procurando adaptar em nossos hábitos.  Falar de nós sim, mas tomando o cuidado de que isto não apareça mais do que é necessário.  É sempre bom utilizar a palavra "nós" ao invés de "eu", assim sempre estaremos no contexto e não ficaremos expostos no sentido exagerado, ou seja, falemos de nós como integrados a um conjunto, afinal, na Terra ainda não há ninguém perfeito, somos todos mais ou menos parecidos, as diferenças simplesmente somam o conjunto para movimentar o progresso naturalmente.
    Em nossas vidas sempre surgem pessoas especiais, que nos ensinam como seguir adiante, diminuindo nossos medos e traumas, fazendo com que diante dos obstáculos nos tornemos mais serenos e com mais vontade de superá-los.  Claro que, também, surgem pessoas difíceis que desejam a nossa derrubada, mas isto faz parte, ou seja, eles são os instrumentos que sem saberem nos fazem muito bem, pois através deles crescemos muito mais.  Eles, na realidade, servem de alavanca para que mais depressa cheguemos ao objetivo divino, que é, de cada dia sermos melhores do que ontem.
    No Universo tudo se encadeia, desde o ser mais simples ao mais perfeito, pois não devemos esquecer nunca que qualquer que seja o grau de nosso adiantamento, nossa situação como encarnados, ou na erraticidade, estaremos sempre colocados entre um superior, que nos guia e aperfeiçoa, e um inferior, para com o qual temos que cumprir com esses mesmos deveres. Esta é a hierarquia do cumprimento de deveres em todo o Universo.
    Jamais seremos substituídos, pois cada um de nós é único no Universo, contudo, como as notas musicais, seremos sempre sucedidos.  Assim, como na música, na sucessão das notas, seja numa oitava abaixo ou numa oitava acima, formam-se as belas melodias, nesta sucessão dos seres Deus rege a grande melodia universal.
    É também, nesta sucessão, que através do ato de relação, da hierarquia, do cumprimento de deveres que a solidariedade se faz presente, pois Deus, o Grande Maestro do Universo, com a força do seu amor, faz com que cada um de nós use seu instrumento para fazer soar da forma mais vibrante a Caridade(*), virtude que faz fluir o Amor divino, e que torna mais alegre nossa caminhada rumo a perfeição.
REFERÊNCIA : O LIVRO DOS ESPÍRITOS, Allan Kardec

(*)Caridade: A solidariedade no mais alto grau.-

desenvolvimento ortográfico deste texto Aletéia Costa da Rosa



Nossa família da Terra acaba depois da morte? ( Jávier Godinho).


    Não. Aliás, a família já existia antes.
    Nossa família espiritual é muito maior do que a terrena. Constituída de espíritos que já estiveram juntos em outras existências, ela planejou no espaço a missão do grupo que constitui nossa organização familiar na Terra. Num lar reencarnam espíritos simpáticos, para fortalecerem seus laços de amor, também espíritos antagônicos, para transforma­rem ódio em amor.
Há somente quatro alternativas para o futuro do homem, além-túmulo.
   

A primeira é a dos materialistas. Morreu, acabou. Então não vale a pena amar, pois tudo termina com o fim do corpo físico.
    A segunda é a dos panteístas. Morreu, o homem é absorvido no todo universal e acaba sua individualidade. Como na primeira, o amor se extingue no derradeiro suspiro.

    A terceira é da unicidade da vida. Vivemos uma só existência na face do Planeta. Morrendo, se formos bons, iremos para o céu, de gozo eterno, ou para o inferno, sendo mau de sofrimento indescritível, que não acaba nunca. Como poderá ser feliz alguém no céu, sabendo do padecimento sem fim de um ente querido no inferno?
    Além disso, que Deus justo e amável é esse que permite a alguém nascer de pais responsáveis, que lhe asseguram excelente formação moral, e a outros permite virem ao mundo na miséria material e na marginalidade, desde o nascimento?
  

A quarta hipótese é a da reencar­nação. Vivemos inúmeras existências na Terra, aprendendo e depurando o espírito nas vidas sucessivas, no caminho do aperfeiçoamento moral. Depois da morte, reencontraremos os entes queridos. Quanto mais nos aprimoramos internamente, mais felizes seremos, imortalizando e ampliando o amor que nutrimos uns pelos outros, na família terrena em perene crescimento.
 


O MELHOR DE VOCÊ


    A melhor coisa que você pode dar ao inimigo, é oseuperdão.
    Ao adversário ,suatolerância. 
    Ao amigo, suaatenção.
    Ao filho, bonsexemplos.
     Ao pai, suaconsideração.
    A mãe, comportamento que a faça sentir orgulhosa.
    A todos os homens, caridade. A você próprio, respeito.
Benjamin Franklin-( Era do espírito).

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Um conceito comunicativo de Espiritismo  (Luiz Signates)

 

    "O Espiritismonão é obranem de umúnicoEspírito, nem de umsóhomem, é obra dos Espíritosemgeral."
 – Allan Kardec (RevistaEspírita, 1865, p. 296)

    Até que ponto o Espiritismo "é dos espíritos"? Em outras palavras, que grau de autonomia tiveram e têm os espíritos desencarnados para determinar o conteúdo dos ensinamentos insertos no Espiritismo, desde a codificação? A resposta a esta pergunta costuma ser simplista: o Espiritismo seria, pura e simplesmente, a mensagem dos espíritos superiores, trazida aos homens. A confiança nesse postulado é tanta, que se tornou historicamente importante para os espíritas da atualidade a "defesa da preservação da pureza doutrinária", que diz respeito à manutenção em grau puro das idéias fornecidas pelos espíritos.


    Num contexto como esse, torna-se fundamental um estudo mais detido da intersubjetividade da revelação espírita, à luz de alguma teoria do significado.
    Houve vários posicionamentos ao longo da história, na busca de se compreender como as palavras fazem sentido. Os essencialistas, por exemplo, acreditavam que as palavras possuem um significado fundamental, intrínseco à sua natureza, independente de quem as fala ou ouve. Próximo destes, há os objetivistas ou os representacionistas, para quem as palavras são como que reflexos, ou representações da realidade. Dentro das óticas acima, seria possível, até certo ponto, afirmar que os espíritos colocaram sentidos exatos nas palavras e, assim, a doutrina espírita teria sido composta com fidelidade às ideações dos espíritos que a ditaram, e, por tal razão, contém a verdade, pura e límpida.


    Contudo, os estudiosos contemporâneos da linguagem não acreditam mais nisso. Para eles, parecem mais corretas as posturas pragmatista e sócio-interacionista, segundo as quais a língua é um fato social, cuja existência funda-se nas necessidades da comunicação. Isso significa basicamente que, ao falar alguma coisa, aquele que fala não é simplesmente alguém que está utilizando um código e expressando realidades. O "falante", para se comunicar, leva em alta consideração o contexto no qual fala, primeiro, porque precisa utilizar uma língua que não foi inventada por ele e sim construída socialmente na história; segundo, porque antecipa as condições psicológicas da(s) pessoa(s) com quem se comunica; e, terceiro, porque ele próprio, a pessoa que fala, sofre condicionamentos sociais que determinam, em grande parte, as suas preocupações e idéias. Ou seja: nem aquele que fala tira do nada a forma e o conteúdo do que vai falar, nem o interlocutor é passivo no processo da fala.


    Assim, o sentido das palavras emerge por intersubjetividade, o que quer dizer que o significado de um texto qualquer é constituído por cada um dos sujeitos que participam do processo de comunicação, ou seja: todo aquele que lê, de algum modo, é "autor". Isso porque, o próprio ato de ler deixa de ser considerado uma simples "decodificação" do que está escrito e passa a ser atribuição de significado ao que é lido. Além do escritor ter de escrever dentro da cultura do lugar e da época em que vive (para ser entendido), a compreensão pelos outros a respeito daquilo que ele escreveu será diferente conforme a cultura do lugar e da época do leitor e da leitura.


    Um estudo superficial da história da codificação revela com muita clareza que a comunicação foi uma das principais condições de possibilidade para o surgimento do Espiritismo no mundo. Allan Kardec estabeleceu com os espíritos um nível muito alto de interação, no qual a preponderância da fala dos desencarnados jamais tisnou a responsabilidade do codificador, na aceitação ou na recusa de postulados e idéias. Isso determinou significativamente que os encarnados – especialmente Kardec – condicionassem as idéias expressas pelos desencarnados. Tanto isso é verdade que o conjunto dos pontos doutrinários que fundamentam o Espiritismo e a própria postura de Allan Kardec diante do conhecimento são extremamente coerentes com o positivismo, o racionalismo francês e o Iluminismo, mundividências daquela época na Europa.


    Os espíritos desencarnados não são deidades: são seres humanos também (ou, para ser mais fiel ao paradigma original do Espiritismo, eles são tão espíritos quanto nós). Suas realidades e preocupações coincidem, em grande parte, com as que vigem na cultura humana. Talvez haja espíritos que tenham uma apreensão direta do real, embora essa seja, para nós, uma suposição bastante contestável, suspeita até. Mesmo que tal condição seja real, a conversão do mundo vivido deles (a apreensão direta do real elimina a diferença entre ser e saber) teria de se dar em termos de comunicação, isto é, mesmo que haja espíritos que acessem a realidade sem mediações simbólicas, a simbolização para a comunicação com os homens seria uma redução fatalmente necessária.


    Para se comunicarem, eles têm que adaptar linguagem e conteúdo aos destinatários, do contrário a possibilidade de rejeição por nós da mensagem deles torna-se muito elevada. Assim, o discurso do Espiritismo apenas é possível dentro dos limites humanos, o que tornam os espíritos "reféns" dos encarnados, para uma relação de saber.
    O Espiritismo resulta, pois, de uma mediação social entre a sociedade desencarnada e a sociedade encarnada, embora se baseie na preponderância cognitiva da primeira. Seus postulados surgem e se firmam numa relação epistemológica dentro da qual o entendimento dos espíritos desencarnados se estabelecem como corpo filosófico dentro das condições e limites culturais dos encarnados. Tal é uma visão "comunicativa" do Espiritismo, que nos torna tão responsáveis quanto os espíritos pelos postulados espíritas, obrigando-nos destarte a fazer boa filosofia e boa ciência, a fim de ajuizarmos acertadamente a respeito das idéias deles, criando, inclusive, em nosso transfundo cultural, as bases para que eles nos venham nos sugerir aperfeiçoamentos, alterações e aprofundamentos. Sem uma constante atualização de nossa mentalidade ou se nos mantivermos estagnados em algum tipo de dogmatismo, os sábios do mundo espiritual não terão como manter conosco diálogos tão proveitosos quanto os que instauraram com Allan Kardec.


SENHOR JESUS
Emmanuel


    Agradecendo-te o amparo de todos os dias, eis-nos aqui, de espírito, ainda em súplica, no campo em que nos situastes.
    Ensina-nos a procurar na vida eterna a beleza e o ensinamento da temporária vida humana!
    Apesar de amadurecidos para o conhecimento, muitas vezes somos crianças pelo coração. Ágeis no raciocínio, somos tardios no sentimento.
    Em muitas ocasiões, dirigimo-nos à tua infinita Bondade, sem saber o que desejamos.
Não nos deixes, assim, em nossas próprias fraquezas!
Nos dias de sombra, sê nossa luz! Nas horas de incerteza, sê nosso apoio e segurança!
Mestre Divino!
    Guia-nos o passo na senda reta.
    Dá-nos a consciência da responsabilidade com que nos enriqueces o destino.
    Auxilia-nos para que o suor do trabalho nos alimente o lume da fé.
    Não admitas que o verme do desalento nos corroa o ideal e ajuda-nos para que a ventania da perturbação não nos inutilize a sementeira.
    Educa-nos para que possamos converter os detritos do temporal em adubo que nos favoreça a tarefa.
    Ao redor da leira que nos confiaste, rondam aves de rapina, tentando instilar-nos desânimo e discórdia...
Não longe de nós, flores envenenadas deitam capitoso aroma, convidando-nos ao repouso inútil, e aves canoras da fantasia, através de melodias fascinantes, concitam-nos a ruinosa distração...
    Fortalece-nos a vigilância para que não venhamos a cair.
Dá-nos coragem para vencer a hesitação e o erro, a sombra e a tentação que nascem de nós.
    Faze-nos compreender os tesouros do tempo, a fim de que possamos multiplicar os créditos de conhecimento e de amor que nos emprestaste.
Divino Amigo! Sustenta-nos as mãos no arado de nossos compromissos, na verdade e no bem, e não permitas, em tua misericórdia, que os nossos olhos se voltem para trás.
    Que a tua vontade, Senhor, seja a nossa vontade, agora e para sempre. Assim seja.
"Instruções Psicofônicas"  Psicografada por Francisco Cândido Xavier

 

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APRENDENDO A ORAR

    Um homem ficou muito enfermo e sua filha, preocupada, pediu a um amigo que fosse conversar com ele.
    Ela sabia que o pai precisava muito de orações e como não o via orando, pediu ao seu amigo que o visitasse e orasse com ele.
    Quando o amigo entrou no quarto, encontrou o pobre homem deitado, com a cabeça apoiada num par de almofadas.
    Havia uma cadeira ao lado da cama, fato que levou o visitante a pensar que o homem estava aguardando a sua chegada.
     “Você estava me esperando?” – perguntou.
     “Não. Porque?”, respondeu o homem enfermo.    “Sou amigo de sua filha. Ela pediu-me que viesse orar com você. Quando entrei e vi a cadeiravazia ao lado da sua cama, imaginei que soubesse queeu viria visitá-lo.”
     “Ah, sim, a cadeira... Você não se importaria de fechar a porta?”
    O visitante se ergueu e fechou a porta. O doente então lhe confidenciou:
   “Nunca contei isto para ninguém. Passei toda a minha vida semt er aprendido a orar. Quando entrava em alguma igreja e ouvia falarem a respeito da oração, de como se deve orar e os benefícios que recebemos através dela, não queria saber de orações.
    As informações entravam por um ouvido e saíam por outro. Eu achava tudo sem sentido.
    Assim sendo, não tinha a mínima idéia de como se deve orar. Então, nunca me dispus a fazer uma prece.
    Alguns ano satrás, quando a doença começou a se manifestar em meu corpo, conversando com meu melho ramigo, ele me disse:
    Amigo, orar é simplesmente ter uma conversa com Jesus e isto eu sugiro que vocênão deixe de fazer. Vou lhe ensinar um método bem simples.
    Você se senta numa cadeira e coloca outra cadeira vazia na sua frente. Em seguida, com muita fé, você imagina que Jesus está sentado nela, bem diante de você. E não pense que isto é loucura, pois ele próprio prometeu que estaria sempre conosco.
    Portanto, você deve falar com ele e escutá-lo, da mesma forma como está fazendo comigo agora.
Achei aquilo muito interessante. Minha resistência foi sendo vencida e decidi experimentar. Senti-me meio sem jeito, da primeira vez, mas um grande bem estar me encheu a alma.
    Desd eentão, tenho conversado com Jesus todos os dias. Tenho sempre muito cuidado paraque a minha filha não me veja, pois tenho medo que se ela souber que fico falando desta maneira, me interne em uma casa para doentes mentais.”
    O visitante sentiu uma grande emoção ao ouvir aquilo. Aquele homem tinha muitas dificuldades para orar e alguém, de uma maneira bem psicológica, lhe ensinara um método para vencer a muralha que parecia intransponível.
    Juntos, ali mesmo, oraram, e depois o visitante se foi. Dois dias mais tarde, a filha lhe comunicou que seu pai havia morrido. E narrou da seguinte forma: “quand oeu estava me preparando para sair, ele me chamou ao seuquarto. Disse que me amava muito e me deu um beijo.
    Quando eu voltei do mercado, uma hora mais tarde, já o encontrei morto. Porém, há algo de estranho em relação à sua morte. Aparentemente, antes de morrer, ele chegou perto da cadeira que estava ao lado da cama e recostou a cabeça nela. Foi assim queeu o encontrei.”
   Na oração, o sentimento é tudo. O divino mestre sempre se fez presente ao lado dos simples e dos necessitados.
Ao nos ensinar uma fórmula para orar, ofereceu-se como intermediário entre Deus e os homens.
Desta forma, se o seu coração está ferido, se você se sente sozinho, comece hoje a orar a Jesus.(autor deconhecido-Momento Espírita)

 

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JULHO

A FORÇA DE UMHOMEM

    A força de um homem não é vista na largura de seus ombros Vê-se na largura de braçosque o rodeiam. 
    A força de um homem não está no tom profundo de sua voz.  Está nas palavras delicadas quesussurra. 
    A força de um homem não é medida por quantos amigos ele têm. É medida no quanto é umbomamigocomseusfilhos. 
    A força de um homem não está em como é respeitado no trabalho. Está emcomo é respeitado no repouso.
    A força de um homem não está no cabelo em seu peito. Está no coraçãoque se encontradentro de seupeito. 
    A força de um homem não está em quantas mulheres amou. Está em se ele pode verdadeiramente amar uma mulher.
    A força de um homem não está em como duramente bate. Está emcomoamorosamenteeletoca. 
    A força de um homem  não está no peso que pode levantar. Está na cargaque pode compreender e superar. (Maxine Chong- Tradução Sérgio Barros).


AS MÃOS


    Naquela manhã o jovem professor chegou à escola um tanto cabisbaixo.
    Problemas se somavam e pesavam sobre sua sensibilidade de jovem idealista.
     Estava difícil suportar. Foi então que, durante uma reunião de trabalho ele não pode controlar as lágrimas que lhe escorreram pelo rosto, em abundância.
     Uma amiga, que o observava, em silêncio, estendeu as mãos e segurou as dele, num gesto de ternura.
     Foi uma atitude simples, mas significou muito para aquele jovem, pois ele sabia que a amiga tinha uma vida super atarefada; muitas atividades e preocupações, filhos, marido, empresa, mas, mesmo assim, tinha tempo para dedicar ao amigo, para estender-lhe as mãos.
     Aquele gesto simples levou o jovem a escrever sobre a importância das mãos. O texto diz mais ou menos assim:
     As mãos podem muitas coisas: oferecer apoio no momento certo, estender-se para consolar, segurar firme para amparar.
     Mas o que mais podem as mãos?
    As mãos saúdam, as mãos sinalizam. As mãos envolvem, dão carinho.
    As mãos estabelecem limites. Escrevem. Abençoam.
    As mãos desenham no ar o “adeus”, o “atélogo”.
     As mãos agasalham. Curam feridas.
     Para o mudo a mão é o verbo
    Para o idoso é a segurança.
    Para o irascível a mão erguida é ameaça. Para o pedinte a mão estendida é súplica.
     Para quem ama, a mão silenciosa, que acolhe a do ser amado, é felicidade.
     Para quem chora, a mão alheia é conforto.
    Há mãos que agarram, perturbadas. Há mãos que tocam, suaves. Há mãos que ferem. Há mãos que acariciam. Há mãos que amaldiçoam.
    Há mãos que abençoam. Há mãos que destroem. Há mãos que edificam, trabalham, realizam. Jacó estendeu as mãos para abençoar Efraim e Manassés.
     Moisés estendeu as mãos para transmitir a Josué a autoridade para conduzir o povo de Israel, em seu lugar.
    Jesus impôs as mãos sobre as crianças para abençoá-las. Também  impôs  as  mãos  para  curar  a  filha  de Jairo, o surdo-mudo, o cego de Betsaida, e tantos outros.
     Há pessoas que transmitem energias, através da imposição de mãos, entregando-se a essa tarefa tão bela de amor.
    As mãos de Chico Xavier, amparavam o pobre, o sofredor, o desesperançado.
    Mãos luminosas das psicografias que traziam dos altiplanos mensagens edificantes da mais sublime beleza, que confortam, enlevam, esclarecem.
     Mãos benditas desse arauto da boa nova, que não se cansavam de consolar a todos aqueles que as procurassem.
     Nossas mãos podem exteriorizar o amor, construindo templos, hospitais e escolas; fabricando vacinas e equipamentos médicos; alimentando famintos, medicando enfermos...
     Podem concretizar a paz social assinando tratados de armistício, escrevendo livros, guiando carros, pilotando aviões, varrendo ruas, tocando instrumentos musicais, pintando telas, esculpindo, construindo móveis, prestando serviços...
     Podem manifestar fraternidade, ao lembrarmos da essencialidade do humano, da sensibilidade, da empatia,  estendendo-as a um irmão que, num dia difícil, põe-se a chorar. 

 Pense nisso: Suas mãos são abençoadas ferramentas para construção de um mundo melhor.
     Use-as sempre para edificar, elevar, dignificar, apoiar, acenar com a esperança de melhores dias.
(Equipe de Redação do Momento Espírita, com base no cap. 9 do livro: Cartas à mocidadeespírita, de Cristian Macedo).


SANTIDADE


    Há muitos anos, vivia um homem que era capaz de amar e perdoar a todos que encontrava em seu caminho.
    Por causa disso, Deus enviou um anjo para conversar com ele.
    - Deus pediu queeu viesse visitá-lo, e lhedizerqueelequer recompensá-lo porsuabondade disse o anjo.
    - Qualquergraçaquedesejar, lhe será concedida. Você gostaria de ter o dom de curar?
    - De maneira nenhuma respondeu o homem. Prefiro que o próprioDeus selecione  aquelesque devem ser curados.
    - E quetaltrazer os pecadorespara o caminho da verdade?
    - Isso é uma tarefa de anjoscomovocê. Eunão quero ser venerado porninguém e ficar servindo de exemplo o tempotodo.
    - Eunão posso voltarpara o céusemlheter concedido ummilagre. Se nãoescolher, será obrigado a aceitarum.
    O homem refletiu um pouco e terminou respondendo:
    - Então, eudesejoque o bem seja feitopormeuintermédio, massemque niguém perceba, nemeumesmo, que poderei pecarporvaidade  E o anjo fez com que a sombra daquele homem tivesse o poder de cura, mas só quando o sol estivesse batendo em seu rosto.
    Desta maneira, por onde passasse, os doentes eram curados, a terra voltava a ser fértil, e as pessoas tristes recuperavam a alegria.
    O homem caminhou muitos anos pela terra, sem jamais dar-se conta dos milagres que realizava, porque-quando estava de frente para o sol, a sombra estava sempre nas suas costas.
    Desta maneira, pode viver e morrer sem ter consciência da própria santidade.  (By Semida)

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UMA ATITUDE MODESTA


     A
atitude modesta nos coloca sempreemsituaçõesfavoráveisporque conscientizamos o valor da humildade. A verdadeira humildade surge quando percebemos quetudo o que enche, maistarde se esvazia, e tudo o que sobe, uma hora irá descer. O exercício desta atitude desenvolve o senso de igualdade, simplifica as estratégias e não impõe condiçõesprévias. Na atitude modesta esconde-se a verdadeira grandeza de uma pessoa

SUGESTÕESPRÁTICAS PARA UMA ATITUDE MODESTA


    Realize suastarefassemprecisarchamar a atençãosobresimesmo. Reconheça quefazer as coisascomzelo e carinhojá o enchem de satisfação.
    Faça algoque considera importante, massemgrandealarde.
    Seja uma pessoanaturalmentecharmosa. tenha fé na sua singularidade.
Modéstia e persistência andam juntas. A delicadamodéstia da água é capaz de perfurarpedras, no tempocerto.in O Livro das Atitudes

 

O sinal mais seguro da sabedoria é a constante serenidade.
 (Montaigne 1535 à 1592)

 

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SER PACIENTE


    É comum ouvir-se dizer que alguém perdeu a paciência.
    Sendo a paciência uma virtude, parece estranha a idéia de que possa ser perdida.
    Virtudes são conquistas do espírito, que as incorpora em seu modo de ser.
    Não se trata de algo exterior, que o homem encontra e vê desaparecer sucessivas vezes.
    Quem desenvolve uma virtude passa a ser melhor em determinado aspecto de sua vida imortal.
    É possível perder-se apenas o que se possui, mas não o que se é.
    Se uma característica nobre foi assimilada por alguém, ela não pode ser perdida.
    A criatura genuinamente honesta jamais extravia a própria honestidade.
    A pessoa bondosa não é privada repentinamente de sua bondade.
    Assim, quando alguém afirma que perdeu a paciência é porque nunca chegou a ser verdadeiramente paciente

  Isso não significa que as virtudes surjam de um momento para o outro.
    Elas devem ser paulatinamente elaboradas no íntimo do ser.
    No longo processo de aquisição da nobreza interior, trava-se uma autêntica batalha entre os vícios e as virtudes.
     É comum que certas quedas ocorram, pois se trata de um processo de transição.
    Mas a verdade é que, enquanto a criatura titubeia entre atos nobres e mesquinhos, ela ainda está lutando contra si mesma.
    Virtudes não são propriedade de um determinado espírito, pois compõem a sua própria essência.
    Tanto é assim que habitualmente se fala que alguém é bondoso, e não que possui bondade.
    Enquanto estamos com dificuldade para tolerar certas pessoas ou situações, ainda não somos pacientes.
    No máximo, estamos lutando para incorporar essa virtude.
Afinal, é fácil conviver pacificamente com quem pensa igual a nós, ou suportar pequenos inconvenientes.
    O teste para nossa fibra moral é suportar com serenidade grandes contrariedades ou provocações.
    A verdadeira paciência é sempre exteriorização da alma que já realizou muito amor em si mesma.
    Plena de amor, ela distribui os tesouros de seu afeto aos que a rodeiam, mediante a exemplificação.
    A alma paciente já consegue considerar todas as criaturas como irmãs, em quaisquer circunstâncias.
    Se necessário, ela esclarece a ignorância, mas sempre de modo fraterno.
    Paciência é a tolerância esclarecida que revela a iluminação do ser que a manifesta.
    Trata-se de uma conquista sublime, somente alcançada a custo de disciplina e esforço.
    Para ser paciente é preciso domar os próprios impulsos inferiores.
    Quem pretende ser tolerante deve cessar de ver problemas nos elementos externos, sejam pessoas ou circunstâncias.
    Precisa compreender que todo o mal que atinge a criatura em evolução vem dela própria, de seu interior carente de renovação.
    Quem percebe as suas seqüelas morais, sem disfarces ou desculpas, naturalmente tende a olhar o próximo com tolerância.
    Mas não basta apenas perceber os próprios problemas.
    É necessário corrigi-los, com a adoção de novos padrões de comportamento.
    A disciplina antecede a espontaneidade.
    Transformar vícios em virtudes pressupõe disciplina e determinação.
    Assim, para ser paciente é preciso esforço em tolerar as dificuldades e os defeitos alheios.
    Mas também é indispensável trabalho concentrado para vencer os próprios vícios.

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O PRINCÍPIO DO AMOR


"Mulher, onde estão eles?
Não ficou ninguémparatecondenar? NemEutampoucote condeno. Vai e não peques mais.”
(João, 8.11)


    Com estas palavras Jesus despediu uma mulher trazida até a Sua presença por fariseus e mestres da lei no pátio do Templo.
    Este encontro, registrado no capítulo oito de João, é fonte de muitas lições sobre uma espiritualidade fundamentada no Princípio do Amor, manifesto através de atos de compreensão e misericórdia.
     Quando a mulher chegou até a presença de Jesus, já estava sentenciada e praticamente executada.
    Os homens que a levaram àquela situação queriam apenas usá-la para incriminar Jesus por Suas próprias palavras. E como Ele age?
    Primeiro, ignora a chegada dos religiosos, sempre tão prestigiados pela população em geral.
     É necessário que insistam muito para que Jesus dirija-lhes a palavra.
     É como se Ele estivesse dizendo que aquele tipo de pessoa não lhe atraía – hodiernamente, correspondem exatamente aos representantes eclesiásticos que nós mais tememos e veneramos, aqueles que têm o poder de arrastar e julgar os pecadores em praça pública - Jesus parecia estar mais interessado num desenho na areia.
    Quando resolve quebrar o silêncio, dirige-se aos religiosos e diz: "Quem de vocês estiver sem pecado, que seja o primeiro a atirar uma pedra nesta mulher" (v. xx) - e volta a escrever no chão.
     Estas palavras invertem as posições.
     De algozes, os religiosos passam a réus de suas próprias consciências, e começando pelos mais velhos até os mais novos, todos, emudecidos, deixam o local.
     A espiritualidade do amor é aquela que nos faz soltar as pedras, que nos faz voltar para dentro de nós mesmos tomados pela consciência de que também precisamos de perdão e restauração.
    Num segundo momento lindíssimo desse texto, Jesus pergunta à mulher onde estavam os seus acusadores, e se alguém a havia condenado.

     Vemos nestas questões um ato terapêutico profundo.
     Jesus se dirige a uma mulher que se sabia pecadora e pergunta-lhe onde estavam os puros que a condenavam e a julgavam.
     Onde estavam os perfeitos que, diferentemente dela, não cometiam pecados?
     A mulher responde que eles haviam-se ido embora sem condená-la.
    A resposta da pecadora era necessária no processo da cura. Era necessário que ela dissesse com os seus próprios lábios:   "Não, ninguémme condenou", para ouvir, em seguida, de Jesus:
"NemEutampoucote condeno. Vai e não peques mais".


     É isso que o amor faz: dá novas oportunidades, estende a mão para curar a alma, a ferida, revela a semelhança de todos os homens em sua miserabilidade e carência da bendita e surpreendente misericórdia do Pai...
(Prof. Martorelli Dantas *Retirado do livrete: "Uma EspiritualidadePara o NovoMilênio", adaptado para o Pão Quente Diário com consentimento do autor
).



Não há verdadeira felicidade sem sabedoria, e esta pode ser encontrada em todos os estágios da vida.(Rousseau- filósofo francês 1712-1778)

 


COMO VIVER BEM COM OS OUTROS


I - Tenha controle de sua língua. Sempre diga menos do que pensa. Cultive uma voz baixa e suave. A maneira como se fala muitas vezes impressiona muito mais do que aquilo que se fala.

II - Pense antes de fazer uma promessa e depois não dê importância ao quanto lhe custa.

III - Nunca deixe passar uma oportunidade para dizer uma coisa meiga e animadora a uma pessoa ou a respeito dela.

IV - Tenha interesse nos outros, em suas ocupações, seu bem-estar, seus lares e famílias. Seja alegre com os que riem e lamente com os que choram. Deixe cada pessoa com quem encontra, sentir que você lhe dispensa importância e atenção.

V - Seja alegre. Conserve para cima os cantos da boca. Esconda as suas dores, de seus desapontamentos e inquietações sob um sorriso. Ria de histórias boas e aprenda a contá-las.

VI - Conserve a mente aberta para todas as questões da discussão. Investigue, mas não argumente. É marca de ser superior... discordar e ainda conservar a amizade.

VII - Deixa as suas virtudes falarem por si mesmo e recuse a falar das faltas e fraquezas dos outros. Desencoraje murmúrios. Faça uma regra de falar coisas boas aos outros.

VIII - Tenha cuidado com os sentimentos dos outros. Gracejos e humor não valem a pena e freqüentemente magoam quando menos se espera.

IX - Não faça caso das observações más a seu respeito. Só viva de modo que ninguém acredite nelas. Nervosismo e indigestão são causas comuns para maledicência.

X - Não seja tão ansioso a respeito de seus direitos. Trabalhe, tenha paciência, conserve seu temperamento calmo, esqueça de si mesmo e receberá a sua recompensa.

(desconhecemos o autor- Era do Espírito ).

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AGOSTO

ROTEIRO INFALÍVELPARA A FELICIDADE   

 

O ser humano nunca sentiu tanta necessidade de encontrar paz íntima, como nos dias atuais.
    Na tentativa de suprir essa necessidade, as livrarias estão abarrotadas de livros de auto-ajuda.
    Existe a procura, oferece-se o produto.
    Embora seja nobre a intenção de muitos escritores, não se pode dizer que todos têm como objetivo oferecer ajuda a quem dela necessita.
    O que boa parte desses autores visa é o lucro fácil, à custa das carências das criaturas.
    No entanto, há um roteiro infalível para a felicidade à disposição de quem queira segui-lo.
    Trata-se de um código, uma regra de proceder que abrange todas as circunstâncias da vida privada e da vida pública, o princípio básico de todas as relações sociais que se fundam na mais rigorosa justiça.
    Mas, que roteiro infalível é esse, afinal? Está ao alcance de todos? Poderá ser entendido e seguido por toda gente?
    Podemos afirmar que esse roteiro infalível está ao alcance de todos e pode ser entendido e seguido por todos.
     Trata-se da boa nova, das boas notícias trazidas pelo mestre mais sábio que a terra conheceu.
    Esse excelente código de ética e moral que abrange todas as circunstâncias da vida humana e traz os princípios básicos que podem nortear todas as relações sociais está fundamentado na mais pura justiça.
    Esse compêndio de sabedoria é conhecido como o evangelho de Jesus.
    Incontestavelmente é um roteiro infalível para se alcançar a felicidade.
    Mas, se o evangelho está disponível há mais de dois milênios, por que e a felicidade ainda não é uma realidade na Terra?
    O que ocorre é que toda a gente admira a moral cristã; todos lhe proclamam a sublimidade e a necessidade; muitos, porém, assim se pronunciam por fé, confiados no que ouviram dizer, ou baseados em certas máximas que se tornaram provérbios populares. Poucos, no entanto, a conhecem a fundo e menos ainda são os que a compreendem e sabem deduzir suas conseqüências.
  

 

A causa disso está na dificuldade de entendimento que o evangelho apresenta para o maior número dos seus leitores.
    A forma alegórica e o intencional misticismo da linguagem fazem que a maioria o leia por desencargo de consciência e por dever.
    Todavia, não percebem os preceitos morais, disseminados aqui e ali, intercalados na massa das narrativas. Impossível, então, compreender o conjunto e tomá-lo para objeto de leitura e meditações especiais.
    No entanto, aqueles que têm olhos de ver percebem que toda a moral de Jesus se resume na caridade e na humildade, isto é, nas duas virtudes contrárias ao egoísmo e ao orgulho.
    Em todos os seus ensinos, ele aponta essas duas virtudes como sendo as que conduzem à eterna felicidade: bem-aventurados, disse, os pobres de espírito, isto é, os humildes, porque deles é o reino dos céus.
    Bem-aventurados os que têm puro o coração; bem-aventurados os quesãobrandos e pacíficos; bem-aventurados os quesão misericordiosos; amai o vossopróximocomo a vósmesmos; fazei aos outros o que quereríeis vos fizessem.
    Amai os vossosinimigos; perdoai as ofensas, se quiserdes ser perdoados; praticai o bemsemostentação; julgai-vos a vósmesmos, antes de julgardes os outros.
    Humildade e caridade, eis o que não cessa de recomendar e o de que dá, ele próprio, o exemplo. Orgulho e egoísmo, eis o que não se cansa de combater.
    E Jesus não se limita a recomendar a caridade; põe-na claramente e em termos explícitos como condição absoluta da felicidade futura.
    Eis aí o roteiro infalível. Mas só para quem deseja, sinceramente, investir na sua felicidade.
    O próprio Cristo colocou a livre vontade como condição para alcançar esse objetivo, quando disse:
     “Quem quiser virapósmim, tome a suacruz, negue-se a simesmo, e siga-me.” 

Você sabia? 
    Você sabia que existe um livro intitulado O EvangelhoSegundo o Espiritismo?
    Foi lançado em abril de 1864, em Paris, por Allan Kardec, codificador da Doutrina Espírita e é o livro espírita mais vendido no Brasil.
    Esse livro traz comentários dos Espíritos superiores sobre vários ensinos e parábolas de Jesus, de forma simples e de fácil entendimento.
    Eis uma boa razão para travar conhecimento com esse roteiro infalível de felicidade, conhecido como evangelho de Jesus.

(Equipe de Redação do Momento Espírita, com base no cap. XV, item 3 de O Evangelho segundo o Espiritismo.www.momento.com.br)

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CONQUISTA DA PAZ

    A grande maioria das pessoas se preocupa com a conquista da paz... Da tão sonhada paz.No entanto, será que sabemos como conquistar a paz? 
    E se sabemos, o que temos feito para alcançar esse objetivo?
    Conta-se que, um dia, vários deuses da mitologia grega se reuniram para decidir onde esconderiam um tesouro precioso, para que as próprias pessoas o encontrassem. 
    Não poderia ser em lugar fácil, pois se elas o encontrassem sem maiores esforços, não o entenderiam e não lhe dariam o devido valor.
  
  Várias sugestões surgiram.
Um dos deuses sugeriu que se pusesse o tesouro no fundo dos oceanos.
    Todavia o deus que presidia a reunião argumentou que o homem certamente iria encontrá-lo com facilidade. Iria inventar equipamentos de mergulho, alcançaria o tesouro e não lhe daria a importância merecida.
    Outra sugestão foi a de esconder o tesouro nos espaços infinitos do universo.
    Argumentou um dos deuses: o homem o descobrirá facilmente, pois se inventar equipamentos para mergulhar nas profundezas dos mares, é lógico que os inventará para percorrer os espaços infinitos.
    Depois de várias sugestões infrutíferas, alguém teve uma idéia que foi aceita por todos.
    O tesouro seria cuidadosamente escondido num lugar onde o homem só iria procurar depois que estivesse maduro o suficiente para valorizálo, e mantêlo consigo. 
    E o lugar seria o íntimo de cada ser humano.
    Esse tesouro valioso e imperecível é a paz.
    Sim, a paz que tanto buscamos sem lograr êxito, está dentro de cada um de nós.
Aquele que encontra o tesouro da paz, jamais se perturba, por mais que a situação a sua volta esteja em polvorosa.
    A paz não pode ser confundida com a passividade, porquanto o passivo é um ser sem ação.
    O pacifista é ativo. Onde há discórdia ele leva a sua paz, mostra o tesouro que já encontrou.
    É assim que devemos entender a recomendação de Jesus de mostrar a outra face. A face oposta àquela que presenciamos.
Se a face que se apresenta é a da violência, mostremos a face da paz.
   

De fato, o homem já conquistou os mares. Está vencendo os espaços com suas naves espaciais. Já desvendou vários mistérios do universo, no entanto, não empreendeu a viagem fantástica para dentro de si mesmo.
    O homem que já fez tantas conquistas tecnológicas, ainda não sabe resolver um simples problema de relacionamento com o seu próximo.
    Não descobriu como afastar do seu íntimo o orgulho, a vaidade desmedida, a inveja, e outros tantos entulhos morais que impedem o acesso à paz.
   Pense nisso!   Se a paz é um tesouro que cada um de nós pode conquistar, comecemos sem demora essa busca. 
    No autoconhecimento traçaremos um mapa de nós mesmos, mostrando-nos onde se encontra cada empecilho, cada obstáculo que devemos remover da nossa intimidade.
    Somente quando o caminho estiver limpo, nos depararemos com um recanto de luz brilhando em nós: a tão esperada paz íntima!
Texto da Equipe de Redação do Momento Espírita

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QUE A MÃO ESQUERDA NÃO SAIBA O QUE FAZ A DIREITA

(Mateus, cap. VI, vs. 1-4)  

  Muitos dão por ostentação, e, por isso mesmo, já receberam a paga. A figura utilizada por Jesus se dirige à modéstia aparente, àquele que dá com uma das mãos,  mas não esconde completamente a outra. Assim, o bem deve ser praticado, da forma  mais discreta e oculta possível, sem que haja a ostentação, a vaidade da ajuda material proporcionada. Sem humilhação.
    Muitas vezes, ao lado das catástrofes que sensibilizam  e despertam ajuda coletiva, há desgraças individuais, anônimas, dos que jazem no leito da dor, ou pululam nas vicissitudes da miséria humana, de toda ordem, sem que vejamos ou percebamos tal sofrer. Sãos os infortúnios ocultos.
    Outras vezes, uns dão um pouco do muito, quase não representando perda, enquanto outros desembolsam parcelas materiais que lhes farão alguma falta. Assim, observou Jesus, o óbolo da viúva, que depositou humilde e anonimamente uma contribuição, ofertando de si tudo de que dispunha no momento, tudo que possuía.

Sempre haverá alguém que ache que gostaria de dar, de ajudar, mas se tivesse muito. É da índole humana, aliás, da lei do progresso, que se deseje, ou se almeje ir além, ter um carro melhor, uma casa mais bonita, um prego mais gratificante. Se assim não o fora, o ser humano se estratificaria, indolente. Entretanto, o de que precisa materialmente falando é muito pouco. E, como um saco furado, quanto mais tiver, mais quererá. E, muitas vezes, esse querer se converte em compulsão por ter, sempre mais, cada vez mais. O limite é o passo seguinte. Em verdade, os valores que devem ser buscados ( o que a traça não rói e o dilapidador não leva) são os espirituais e morais. Assim, é melhor SER  do que TER.
    Em outra página, o Evangelho lembra os lírios do pântano, tão belos que nem a melhor indumentária do rei Salomão os igualaria. Ou como os pássaros, que têm o indispensável ao seu sustento. Entretanto  máxima não deve ser levada, também, ao pé da letra, pois os pássaros trabalham, tanto quanto as abelhas e as formigas, e muito. Preparam o ninho, tanto o macho quanto a fêmea, onde serão depositados os ovos, que permitirão  a perpetuação da espécie.  Depois de nascidos os filhotes viajam, distâncias consideráveis à procura de alimento, que trarão nos bicos para sustentar os pequeninos. Constroem, como o joão–de-barro, verdadeiras casas.
    Desta forma, o ócio não é aconselhável. E seremos reconhecidos pelas nossas obras. Conquanto sejam obras do espírito as construções que elevam, não se pode viver da caridade pública , devendo prover o indispensável ao sustento da prole, enquanto esta não puder prover a si mesma. Ou, no mínimo, na divisão de tarefas cooperativamente.
    Os dizeres evangélicos precisam ser interpretados equilibradamente. Os excessos são o que transformam o homem em escravo da matéria. Deve-se primeiro buscar o reino de Deus, e tudo o mais lhe será dado. (in  O que não disse Jesus- Joseval Carneiro,editora EME).


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SIMPLICIDADE


    Era ele tãosimplesque nasceu sem a proteção das paredes domésticas.
    Não encontrou se não algunshomens iletrados e rudes que lhe apoiaram o trabalho na construção de obra imensa.
    Ensinava as revelações do Céu nas praias e nos campos, quando não estivesse em casas e barcos emprestados. Conversou com mulheres anônimas e algumas crianças esquecidas.
    Todos os infelizes se lhe fizeram a grande família.  Valorizava a amizade, com tanto devotamento, que chorou  por umamigo morto.
    Alimentou os que tinham fome.
    Restaurou os doentes e defendeu todos aqueles que se vissem humilhados pela injustiça. Aconselhou o respeito para com as autoridades do mundo e a obediência perante as leis de Deus.
    Pregou sempre o amor e a concórdia, a solidariedade e o perdão, a paciência e a alegria.
  Masporque se abstivesse de partilhar o carro das vantagens terrestres,  foi conduzido à cruz e a morte dele passou como sendo a de um malfeitor.
Entretanto, desde o extremo sacrifício, transformou-se no símbolo da paz e renovação para o mundointeiro.
Esse herói da simplicidade tem o nome de Jesus Cristo, seu poder cresce com os séculos e a sua mensagem, ainda hoje quando sempre, é a esperança dos povos e a luz das nações. (André Luiz - do livroSeara da Fé)

DEZ MANDAMENTOS DOS PAIS

1) Amarás teu filho, com todas as forças de teu coração, mas usando sabiamente a cabeça.

2) Não pensarás em teu filho, como algo que te pertença, mas como uma pessoa.

3) Considerarás seu respeito e amor, não como algo a ser exigido, mas como algo que vale a pena ganhar.

4) Sempre que perderes a paciência, com as imaturidades e os disparates de teu filho, pensa nas tolices e nos erros que praticaste na idade dele.

5) Lembra-te ser privilégio de teu filho fazer de ti um herói e considerar tuas idéias corretas.

6) Lembra-te, também, que teu exemplo é mais eloqüente do que as recriminações e as lições de moral.

7) Lutarás para ser um letreiro na estrada da vida e não uma vala na qual a roda se imobiliza.

8) Ensinarás a teu filho a manter-se por si e a travar suas próprias batalhas.

9) Ensinarás teu filho a ver a beleza, a praticar a bondade, a amar a verdade e a viver em clima de amizade.

10) Farás do lugar que habitas um verdadeiro lar - um céu de felicidade para ti próprio, para teus filhos, para teus amigos e para os amigos de teu filho.

(Agenda Espírita de 2002).

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A ARTE DE NÃO ADOECER    

Se não quiser  adoecer - "Fale de seus sentimentos" Emoções e sentimentos que são escondidos, reprimidos,acabam em doenças como: gastrite, úlcera, dores lombares, dor na coluna. Com
    O tempo a repressão dos sentimentos degenera até em câncer.  Então vamos desabafar, confidenciar, partilhar nossa intimidade, nossos segredos, nossos pecados. O diálogo, a fala, a palavra, é um poderoso remédio e excelente  terapia.
    Se não quiser adoecer - "Tome decisão" A pessoa  indecisa permanece na dúvida, na ansiedade, na angústia. A indecisão acumula problemas, reocupações, agressões.
A história humana é feita de decisões.  Para decidir é preciso saber renunciar, saber perder vantagem e valores para  ganhar outros. As pessoas indecisas são vítimas de doenças nervosas, gástricas  e problemas de pele.
     Se não  quiser adoecer - "Busque soluções. Pessoas negativas não enxergam soluções e aumentam os problemas. Preferem a lamentação, a murmuração, o pessimismo. Melhor é acender  o fósforo que lamentar a escuridão. Pequena é a abelha, mas produz o que de  mais doce existe. Somos o que pensamos. O pensamento negativo gera energia negativa que se transforma em doença.
    Se não quiser adoecer - "Não viva de aparências"   Quem esconde a realidade finge, faz pose, quer sempre dar a impressão que está bem, quer mostrar-se perfeito, bonzinho etc., está acumulando toneladas de peso... uma estátua de bronze, mas com pés de barro.
    Nada pior para a saúde que viver de aparências e fachadas.
São pessoas com muito verniz e pouca raiz. Seu destino é a farmácia, o hospital, a  dor.Se não  quiser adoecer - "Aceite-se". A rejeição de  si próprio, a ausência de auto-estima, faz com  que sejamos algozes de nós mesmos. Ser eu mesmo é o núcleo de uma vida saudável. Os que não se aceitam  são invejosos
, ciumentos, imitadores, competitivos, destruidores. Aceitar-se,  aceitar ser aceito, aceitar as críticas, é sabedoria, bom senso e terapia.
    Se não quiser  adoecer - "Confie" Quem não confia, não se comunica, não se abre, não se relaciona, não cria liames profundos, não sabe fazer amizades verdadeiras. Sem confiança, não há relacionamento. A desconfiança é falta de fé em si, nos outros e em Deus.
    Se não  quiser adoecer - "Não viva sempre triste" O bom humor, a risada, o lazer, a alegria, recuperam a  saúde e trazem vida longa. A pessoa alegre tem o dom de alegrar o ambiente em  que vive. "O bom humor nos salva das mãos do doutor". Alegria é saúde.
(autor desconhecido

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SETEMBRO

 

Algumas frases de Kardec
na Introdução ao Estudo da Doutrina Espírita in O LIVRO DOS ESPÍRITOS

Pesquisa: E.Mollo

Para as coisas novas necessitamos de palavras novas, pois assim o exige a clareza de linguagem, para evitarmos a confusão inerente aos múltiplos sentidos dos próprios vocábulos.

Os adeptos do Espiritismo serão os espíritas, ou, se o quiserem, os espiritistas.

Uma língua perfeita, em que cada idéia tivesse a sua representação por um termo próprio, evitaria muitas discussões; com uma palavra para cada coisa todos se entenderiam.

A Doutrina Espírita, como toda novidade, tem seus adeptos e seus contraditores.
... a maior parte das objeções que fazem à doutrina provêm de uma observação incompleta dos fatos e de um julgamento formado com muita ligeireza e precipitação.

... para conhecer essas leis é necessário estudar as circunstâncias em que os fatos se produzem e esse estudo não pode ser feito sem uma observação perseverante, atenta, e por vezes bastante prolongada.

Ninguém havia então pensado nos Espíritos como um meio de explicar o fenômeno; foi o próprio fenômeno que revelou a palavra. Fazem-se hipóteses freqüentemente nas Ciências exatas para se conseguir uma base ao raciocínio; mas neste caso não foi o que se deu.

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GESTO DE NOBREZA

 

Uma das raras coisas boas que a TV proporcionou ao grande público foi a aproximação com a música clássica.>Isso no final dos anos 80, começo de 90, quando popularizou especialmente s cantores que ficaram conhecidos como "Os Três Tenores", que, como se erá, quase não existiram, ou seja: Luciano Pavarotti, Plácido Domingo José Carreras.
    Com sua arte abrilhantaram diversos eventos, até mesmo Copas do Mundo de
    Os três são brilhantes (o italiano Pavarotti nem tanto, e, ao que sei, já se aposentou), mas vou tratar apenas dos espanhóis: o Madrileño Plácido Domingo (tecnicamente o mais completo, já que além de maestro, toca vários instrumentos).       Catalão, nascido em Barcelona, José Carreras (o preferido por meus ouvidos leigos).
    Mesmo os que nunca visitaram a Espanha conhecem a rivalidade existenteentre os Catalães e os Madrileños, sendo que os primeiros lutam até por uma independência, pretendendo uma nacionalidade própria que não a espanhola.     Mesmo no futebol os maiores rivais são Real Madrid e Barcelona, que exibe em seu belíssimo Estádio, o Camp  Nou o sugestivo dístico "Todas as cidades tem um time. O Barcelona é o único Time que tem uma cidade!".
    Carreras e Plácido não fugiram à regra, em 1984, por questões políticas quenão vêm ao caso, tornaram-se inimigos. Sempre muito requisitados em todas as partes do mundo, ambos faziam constar em seus contratos que só se apresentariam em determinado show se o desafetonão fosse convidado! Em 1987, Carreras ganhou um inimigo muito mais implacável que Plácido Domingo, foi surpreendido com um diagnóstico terrível: leucemia!
    Sua luta contra o câncer foi sofrida e persistente. Submeteu-se a váriostratamentos, como autotransplante de medula óssea, além de troca de sangue, que o obrigava a viajar uma vez por mês aos Estados Unidos.
    Claro que nessas condições não podia trabalhar e, apesar de dono de uma razoável fortuna, os altos custos das viagens e do tratamento rapidamente minguaram suas finanças.
    Quando não tinha mais condições financeiras, tomou conhecimento de uma Fundação existente em Madrid com a finalidade única de apoiar o tratamento.
    Graças ao apoio da Fundación Hermosa venceu a doença e voltou a cantar!  Claro que recebendo novamente os altos cachês a que faz jus tratou de associar-se à Fundação e, lendo seus estatutos, descobriu que o fundador, maior colaborador e presidente da Fundação, era o desafeto Plácido Domingo!
    Descobriu ainda que o mesmo criara a entidade em princípio para atendê-lo e se mantivera no anonimato para não constrangê-lo a "ter que aceitar auxílio de um “inimigo".
    O momento mais lindo e comovente entre os dois foi o encontro, imprevisto por parte de Plácido, em uma de suas apresentações em Madrid, onde Carreras interrompe o evento e, humildemente, ajoelhando-se aos seus pés, pede desculpas e agradece- em público. Plácido levanta-o, e com um forte abraço, os dois selam, naquele instante, o início de uma grande amizade!
    Certa vez, em Madrid, li uma entrevista de Plácido Domingo onde a repórter o indagava por que criara a Fundación Hermosa num momento que, além de beneficiar um "inimigo" ainda reviveu o único artista que poderia fazer-lhe alguma concorrência.
Sua resposta foi curta e definitiva: "Por que uma voz como essa não se pode perder..."
(recebido via e-mail)

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ABRIGO

Haja o que houver na estrada,
Deus te protegerá.
Nas horas de alegria,
Pede equilíbrio a Deus.
Nos momentos de prova,
Refugia-te em Deus.
Se alguém te prejudica,
Entrega o assunto a Deus.
Se sofres menosprezo,
Fica firme com Deus.
Tudo parece contra?
Serve e confia em Deus.
Emmanuel  in (“Algo Mais”,  Chico Xavier)
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MANEIRA DE DIZER AS COISAS

Uma sábia e conhecida anedota árabe diz que, certa feita, um sultão sonhou que havia perdido todos os dentes.

Logo que despertou, mandou chamar um adivinho para que interpretasse seu sonho.

- Quedesgraça, senhor! Exclamou o adivinho.

- Cada dente caído representa a perda de um parente de vossa majestade.

- Mas que insolente – gritou o sultão, enfurecido. Como te atreves a dizer-me semelhante coisa? Fora daqui!

Chamou os guardas e ordenou que lhe dessem cem açoites.

Mandou que trouxessem outro adivinho e lhe contou sobre o sonho.

Este, após ouvir o sultão com atenção, disse-lhe:

- Excelso senhor! Grande felicidade vos está reservada. O sonho significa que haveis de sobreviver a todos os vossos parentes.

A fisionomia do sultão iluminou-se num sorriso, e ele mandou dar cem moedas de ouro ao segundo adivinho.
E quando este saía do palácio, um dos cortesãos lhe disse admirado:

- Não é possível! A interpretação que você fez foi a mesma que o seu colega havia feito. Não entendo porque ao primeiro ele pagou com cem açoites e a você com cem moedas de ouro.

- Lembra-te meu amigo – respondeu o adivinho – que tudo depende da maneira de dizer.

Um dos grandes desafios da humanidade é aprender a arte de comunicar-se.

Da comunicação depende, muitas vezes, a felicidade ou a desgraça, a paz ou a guerra.

Que a verdade deve ser dita em qualquer situação, não resta dúvida. Mas a forma com que ela é comunicada é que tem provocado, em alguns casos, grandes problemas.

 


A verdade pode ser comparada a uma pedra preciosa. Se a lançarmos no rosto de alguém pode ferir, provocando dor e revolta.

Mas se a envolvemos em delicada embalagem e a oferecemos com ternura, certamente será aceita com facilidade.
A embalagem, nesse caso, é a indulgência, o carinho, a compreensão e, acima de tudo, a vontade sincera de ajudar a pessoa a quem nos dirigimos.

Ademais, será sábio de nossa parte se antes de dizer aos outros o que julgamos ser uma verdade, dizê-la a nós mesmos diante do espelho.

E, conforme seja a nossa reação, podemos seguir em frente ou deixar de lado o nosso intento.

Importante mesmo, é ter sempre em mente que o que fará diferença é a maneira de dizer as coisas...

A sublime arte da comunicação foi sabiamente ensinada por Jesus.

Ele falava com sabedoria tanto aos doutores da lei quanto às pessoas simples e iletradas.

Há pessoas que se dizem bons comunicadores mas que não conseguem fazer com que suas palavras cheguem aos corações e às mentes.

Jesus, o comunicador por excelência, falava e Suas palavras calavam fundo nas almas, porque aliava às palavras, os Seus atos, ou seja, falava e exemplificava com a própria vivência.

O grande segredo para uma boa comunicação, portanto, é o exemplo de quem fala.


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A PAZ VENCERÁ 
Amilcar Del Chiaro Filho

Vivemos momentos cruciais no planeta, e muitos têm as suas convicções de justiça abaladas. Alguns descrêem da Providência Divina, acreditando que Deus perdeu o controle de sua criação.
 
Logicamente, esta é uma observação destituída de razão, porque aquilo que parece falta de controle está debaixo de um rigoroso planejamento.

Deus concede a liberdade para que o Homem possa crescer.

Deus preside os destinos do Universo, e nós estamos inseridos nessa comunidade universal. Podemos parecer impotentes ante a sanha da violência, não só a do terrorismo, mas a do crime organizado, das quadrilhas de traficantes, dos crimes passionais, da miséria, da fome e até da violência doméstica e sexual. O que fazer?
 
Entreguemos nossas vidas e o nosso mundo a Deus, mas não deixemos de fazer a nossa parte em prol do bem geral; pois, no mundo, somos instrumentos de Deus para a pacificação, para a justiça social e para o amor. Só assim o mundo terá sanidade.

Nao importa o nome que damos a Deus ou como o concebemos. O que importa, realmente, é que Deus não pode ser mau, protecionista, rancoroso ou vingativo. Concebemos Deus conforme nos ensinaram os espíritos: Inteligência suprema e causa primeira de todas as coisas.
 
O Criador deu a cada espírito o livre-arbítrio e uma meta a alcançar: a perfeição. Temos liberdade de agir como quisermos, porém somos responsáveis pelos nossos atos; o que equivale a dizer: somos livres para semear, mas somos obrigados a colher.

Toda essa onda de violências vai passar, e o mundo entrará numa era de paz e realizações. Corrigiremos as injustiças, sanearemos a moral, acabaremos com a fome, e cuidaremos para que todos tenham o suficiente para viver com dignidade.

Este é o desafio que temos de enfrentar, mas com certeza venceremos.

A PAZ VENCERÁ!
Enquanto tivermos
a ternura de um coração infantil
temos a certeza de que a paz vencerá.
Vamos lutar contra o mal,
porém com amor no coração.
Amilcar Del Chiaro Filho

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RELACIONAMENTO

    Um dos principais problemas no relacionamento entre as pessoas é a falta de jeito no falar.
    Nem todos conseguimos escolher a melhor forma de dizer algo que gostaríamos de dizer, e por isso surgem os desentendimentos.
    Façamos uma comparação bem simples que poderá nos ajudar a resolver esse problema.
    Imaginemos que uma pessoa que esteja com um sério problema de saúde, vá consultar um médico. O que ela espera? Certamente, que ele combata sua enfermidade e lhe restitua a saúde, não é mesmo?
    Mas, se ao contrário, o médico começasse a atacar o paciente, o doente, o que aconteceria? No mínimo diríamos que esse médico é louco.
    Pois bem, na relação entre as pessoas acontece algo semelhante. Quando percebemos algum problema no comportamento de alguém, partimos para a agressão ao problemático e não ao problema.  
    Se nosso filho, por exemplo, age de forma incorreta, o que fazemos? Chamamos o garoto e o atacamos com agressões verbais, diretamente à sua pessoa.
    Ao invés de combater o problema em si agredimos seus sentimentos, suas emoções, sua personalidade.
    Quando a criança deixa suas roupas sujas jogadas no banheiro, qual é o problema? A roupa jogada. Então, numa conversa, devemos tentar evitar que isso ocorra novamente, e para tanto não resolverá chamar a criança de relaxada, de descuidada, de irresponsável.
    Se nosso filho está usando drogas, devemos envidar todos os esforços para que ele deixe disso, e de nada vale chamá-lo de fraco, de doente, de mau caráter. Ao contrário, essa atitude o fará se sentir ainda mais dependente.
    Se alguém sente ciúme, inveja, ódio, e queremos ajudar esse alguém, devemos atacar os maus sentimentos, e não o indivíduo.
    Em qualquer situação, quando atacamos o enfermo em vez da enfermidade, estamos incentivando a baixa auto-estima da pessoa, estamos dizendo que ela é o problema, que ela é incapaz, que é um zero à esquerda.

    Mas quando a fazemos refletir sobre o problema, sobre o vício, sobre os desregramentos, as chances de resolver a questão são bem maiores.
    Dizendo à criatura que ela tem problemas, é diferente de dizer que ela é o problema. Demonstrando que queremos ajudá-la a superar as dificuldades, ela sentirá em nós um aliado, e não um inquisidor.
    Quando nossa filha tem uma crise de ira, e depois nos sentamos ao seu lado e buscamos um diálogo sincero e afetuoso sobre o assunto, fazendo-a refletir sobre os inconvenientes da liberação desse sentimento, dos efeitos físicos maléficos que acarretam, temos grande chance de lograr êxito.
    Quando oferecemos o antídoto, o remédio contra a ira, que é a calma, a tranqüilidade, a benevolência, estamos no caminho certo.
    Mas se, ao contrário, nos iramos também e a agredimos com palavras amargas, só reforçaremos a sua atitude.
    Por todas essas razões, vale a pena direcionar nossa mira para o alvo certo, atacando a enfermidade em vez do enfermo.
    Estamos na era da razão e não podemos mais continuar errando o alvo. Já não há mais espaço para a negligência quanto à auto-educação e a educação dos seres que estão sob nossa responsabilidade. É preciso dedicar esforços e buscar esclarecimentos para que a nossa ação seja efetiva e traga bons resultados.

    A Terra é uma escola. Todos os que aqui estamos precisamos ajudar-nos mutuamente para o progresso geral.
    É preciso que voltemos nossos olhares para os verdadeiros males sociais, quesão o orgulho e o egoísmo, combatendo-os sem trégua.
    Uma vez abatidos esses males, a humanidade estará apta a receber o troféu mais valioso de todos os tempos: a felicidade suprema.

Texto da Equipe de Redação do Momento Espírita. www.momento.com.br

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OUTUBRO

 

Algumas frases de Kardec sobre a Alma
in RevistaEspírita - janeiro de 1866

A alma é o ser inteligente; nela está a sede todas as percepções e de todas as sensações; ela sente e pensa por si-mesma; é individual, distinta, perfectível, pré-existente e sobrevivente ao corpo.
O corpo é o seu invólucro material: é o instrumento de suas relações com o mundo visível.
Durante a sua união com o corpo, ela percebe por meio dos sentidos, transmite o pensamento com a ajuda do cérebro. 
Separada do corpo percebe diretamente e pensa livremente.
Tendo os sentidos um alcance circunscrito, as percepções recebidas por seu intermédio são limitadas e, de certo modo, amortecidas; recebidas sem intermediário, são indefinidas e de uma admirável sutileza, porque ultrapassa, não a força humana, mas todos os produtos de nossos meios materiais. 
Pela mesma razão, o pensamento, transmitido pelo cérebro, se peneira, por assim dizer, através desse órgão.
A grosseria e os defeitos do instrumento a paralizam e em parte a abafam, como certos corpos transparentes absorvem uma parte da luz que os atravessa. 
Obrigada a servir-se do cérebro, a alma é como um músico muito bom, diante de um instrumento imperfeito.
Livre desse auxiliar penoso, desdobra todas as suas faculdades. 
A vida espiritual é a normal, permanente da alma; a vida do corpo é transitória e passageira.
Durante a vida corporal, a alma não sofre constantemente o constrangimento do corpo e aí está a chave dos fenômenos físicos.
Durante a vida exterior de relação, o corpo necessita de sua alma ou Espírito por guia, a fim de o dirigir no mundo;  mas nos momentos de inatividade do corpo, a presença da alma não é mais necessária; dele se desprende, sem contudo cessar de a ele se prender por um laço fluídico, que a ele o chama se se fizer necessária sua presença.
O desprendimento ou, se se quiser, a liberdade da alma, é tanto maior quanto mais absoluta a inércia do corpo.

A ESCOLHA DOS PAIS

Ricardo Di Bernardi

A paternidade e a maternidade, são sempre decorrentes de vínculos pretéritos. O triângulo constituído por pai, mãe e filho, sempre resulta de uma continuidade necessária para todos os envolvidos na nova constelação familiar, onde, também, irmãos e parentes próximos são normalmente ligações de encarnações anteriores. Nossas dívidas se fazem muitas vezes, dentro do núcleo familiar e retornamos para corrigir as distorções antigas, no mesmo meio.
Nossos filhos são espíritos. São espíritos com os quais já mantivemos antes, importantes vínculos. Com relação à natureza desses vínculos, poderemos classificá-los em vínculos de afeto e de desafeto. Muitas vezes, as dificuldades vivenciadas por duas pessoas, gerou entre elas um ódio mútuo, ou outra ligação fortemente estreitada pelas energias deletérias e sentimentos inferiores. São os vínculos criados pelo desafeto do passado.
Uma vez estabelecida a troca recíproca das vibrações desestruturantes, cria-se um elo magnético que prenderá mutuamente os dois indivíduos. Não só o amor, mas também o ódio une as pessoas. Uma união no sentido de dependência energética que, em alguns casos, chega a conseqüências extremas.
Espíritos ligados um ao outro requerem uma situação de terapêutica, que muitas vezes só encontra solução adequada pela anestesia do passado, apagando-se temporariamente as lembranças perturbadoras, através de nova encarnação.
Mas, a reencarnação se tornará realmente eficaz, na sua função educadora, mantendo os dois envolvidos próximos, criando-se condições para que haja um vínculo de amor entre ambos. Ao renascerem sob o mesmo teto, no templo do lar, pelo instituto divino da reencarnação, anestesiados pela sábia lei do esquecimento do passado, eles aprenderão a se perdoar e se amar.
Aquele bebê rosado (ou cor de chocolate conforme o caso), que agora o pai ou a mãe abraçam e acariciam emocionados, muitas vezes é uma vítima sua do passado, que agora receberá a atenção e os cuidados que lhe eram justamente devidos. Pai e mãe podem se enternecer perante a figura doce, suave de um bebê. A lei da reencarnação, propiciou condições para que neste instante vítima e algozes se abracem, chorem de emoção e passem a desenvolver uma nova experiência: A experiência do amor.
Em determinadas reencarnações pai e mãe é que foram as vítimas, e o espírito que agora desce ao berço, o algoz do passado. Outras vezes o desentendimento maior se fazia entre dois do triângulo familiar e o terceiro se constituía no elemento de aproximação entre ambos. As circunstâncias são absolutamente peculiares a cada caso, mas só pelo instituto da reencarnação e o véu do esquecimento do passado, podemos compreender a máxima cristã de amar os inimigos.
No entanto, muitas encarnações se fazem novamente como continuidade de vínculos afetivos pretéritos. Podemos subdividir as situações de ligações afetivas anteriores em dois grupos: os afetos harmônicos e os desarmônicos.

Analisemos inicialmente as situações de afeto harmônico. Espíritos afins, apresentando interesses comuns, semelhança de vibrações energéticas, auras que se sintonizam suave e facilmente. Antigos parentes, velhos conhecidos desta ou de outra encarnações, que retornam ao convívio, a fim de receber o amparo necessário para serem reconduzidos à tarefa maior da sua evolução. Os lares também recebem, portanto, espíritos afins que ampliarão os liames da amizade fortificando as uniões anteriores.
A terceira situação mencionada, é aquela em que a escolha dos pais é efetuada visando corrigir um distúrbio na área afetiva: um afeto desarmônico. Vinculações anteriores, neste caso, foram estabelecidas não pelo ódio, mas por um afeto egoisticamente criado. Situações onde duas pessoas mantiveram uniões, lesando uma terceira no seu equilíbrio emotivo. Foram situações de ligações extraconjugais de longa duração, e de aparente estabilidade.
Duas pessoas que, embora tenham assumido compromissos com terceiros, passam a conviver sexualmente durante uma existência em detrimento do equilíbrio afetivo de seus parceiros programados. Cria-se entre a dupla uma interdependência energética, onde ambos reciprocamente se alimentam das energias sexuais do novo parceiro, estabelecendo um vínculo que carece de uma restruturação a nível de valores espirituais mais de acordo com a lei universal.
O plano espiritual, programa, através das entidades encarregadas deste setor, uma reencarnação onde se deverá mudar o padrão energético-afetivo estabelecido entre os dois personagens em questão. A solução mais freqüentemente utilizada, é a manutenção da união entre ambos, mas não uma união conjugal. Reencarnam com pai e filha ou mãe e filho.
A sabedoria da lei universal encontra na reencarnação, o lenitivo do esquecimento para a manutenção do vínculo afetivo, em moldes não lesivos ao envolvidos.
Nesta nova existência, a dupla passará a exercitar o amor desvinculado do envolvimento sexual, mas alicerçado pelas bênçãos do lar.
Em determinadas situações, a intensidade da ligação é tão expressiva que os elos do passado ainda exercem forte interferência na nova vida chegando a suplantar o instinto maternal e filial. Surgem então, o Complexo de Édipo, onde o filho nutre pela figura materna a paixão do passado ainda não anestesiada suficientemente por apenas uma reencarnação. O equivalente no sexo feminino, o Complexo de Eletra, quando a filha ainda guarda fortes reminiscências da vida anterior, tem a mesma explicação. Desvios estes que serão todos sanados senão nesta vida, em outra próxima, pelo trabalho as equipes de planejamento e escolha dos pais do espírito que renasce.
Ricardo Di Bernardi  Livro: Gestação Sublime Intercâmbio

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VÔO DO RATO

Um jovem piloto experimentava um monomotor muito frágil, uma daquelas sucatas usadas no tempo da Segunda Guerra, mas que ainda tinha condições de voar...
Ao levantar vôo, ouviu um ruído vindo debaixo de seu assento. Era um rato que roía uma das mangueiras que dava sustentação para o avião permanecer nas alturas. Preocupado pensou em retornar ao aeroporto para se livrar de seu incômodo e perigoso passageiro, mas lembrou-se de que devido à altura o rato logo morreria sufocado. Então voou cada vez mais e mais alto e notou que acabaram os ruídos que estavam colocando em risco sua viagem conseguindo assim fazer uma arrojada aventura ao redor do mundo que era seu grande sonho...
Portanto, se alguém lhe ameaçar, VOE CADA VEZ MAIS ALTO...

Se alguém lhe criticar, VOE CADA VEZ MAIS ALTO...

Se alguém tentar lhe destruir por inveja e fofocas, e por fim, Se alguém lhe cometer alguma injustiça, VOE CADA VEZ MAIS ALTO...


Sabe por quê? Os ameaçadores, críticos, invejosos e injustos são iguais aos "ratos", não resistem a um voo em grandes alturas.


Pense nisso...  Desejo a você um ÓTIMO VÔO ao longo da sua vida...
(Autoria desconhecida ).

TOQUES DE SERENIDADE
André Luiz

Angústia? Ao que se conhece, todo tratamento para supressão da ansiedade está baseado ou complementado pelo serviço em favor de alguma causa nobre ou em auxílio de alguém.
Obrigação cumprida será sempre o nosso mais valioso seguro de proteção...
Injúrias e perseguições? Os que agravam o próximo são doentes necessitados de internação na clínica do silêncio e da prece.
Faça o melhor que puder, em qualquer situação, com tamanho devotamento à felicidade alheia, que não sofra arrependimento ou remorso em tempo de crise.
Se você almeja situações que presentemente não consegue alcançar, faça o melhor que possa, onde esteja, e, sem dúvida, trabalhando sempre, você atingirá o lugar que deseja.
Se você receia a velhice do corpo, lembre-se de que a resistência física avançada no tempo não é a noite de hoje e sim o alvorecer de amanhã...
André Luiz, In "Canteiro de Idéias", Chico Xavier.

Sem Caridade

Semcaridadeemnossocaminho, tudo se converterá eminquietude, sombra e sofrimento. Porissomesmo, adverte-nos o Evangelho - "fora da caridadeoufora do amornão existe realmente salvação"

Sem a caridade do trabalho para as suas mãos, o seu descanso podem transformar-se em preguiça.
Sem a caridade da tolerância, o seu trabalho seguirá repleto de entraves.
Sem a caridade da simpatia para com os necessitados de qualquer procedência, as suas palavras de corrigenda serão nulas.
Sem a caridade da gentileza, a sua vida social e doméstica será sempre um purgatório de incompreensões.
Sem a caridade da desculpa fraterna, seus problemas seguirão aumentados.
Sem a caridade da lição repetida, o seu esforço não auxiliará a ninguém.
Sem a caridade da cooperação, a sua tarefa poderá descer ao isolamento enfermiço.
Sem a caridade do estímulo ao companheiro que luta, sofre e chora, no trato com as próprias imperfeições, o orgulho se lhe fará petrificado na própria alma.
Sem a caridade do auxílio incessante aos pequeninos, a vaidade viverá fortalecida em nosso espírito invigilante.
Sem a caridade do entendimento amigo, a sua franqueza será crueldade.
Sem a caridade do concurso desinteressado e fraterno, as suas dificuldades crescerão indefinidamente.
Sem caridade em nosso caminho, tudo se converterá em inquietude, sombra e sofrimento. Por isso mesmo, adverte-nos o Evangelho - "fora da caridade ou fora do amor não existe realmente salvação".   André Luiz:in “Caridade”, psicografia de Chico Xavier.

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Discurso do Sr. Allan Kardec in  Revista Espírita, ,maio de 1861.

NOVEMBRO


RESIGNAÇÃO


    Não devemos ver a resignação como uma atitude passiva em qualquer situação de dificuldade ou sofrimento, e sim como um desafio a resolver, ou seja, não devemos ficar lamentando, reclamando ou nos revoltarmos com a situação, mas sempre procurar uma solução para resolvê-la. Isto nos leva a conclusão que devemos estar sempre lutando, pois assim exige a Lei do Progresso para atingirmos a meta da perfeição.  (por Elio Mollo)


QUANDO EDUCAS


Não educas quando impõe suas convicções, mas quando suscita convicções pessoais. 
Não educas quando impõe condutas, mas quando propõe valores que motivem. 
Não educas quando impõe caminhos,mas quando ensina a caminhar.
Não educas quando impõe dependências, mas quando acorda a coragem de ser livre. 
Não educas quando impõe suas idéias, mas quando fomenta a capacidade de pensar por conta própria.
Não educas quando impõe o terror que isola mas quando libera o amor que acerca e comunica.  
Não educas quando impõe sua autoridade, mas quando cultiva a autonomia do outro.
Não educas quando impõe a uniformidade que doutrina mas quando respeita a originalidade que faz a diferença.
Não educas quando impõe a verdade, mas quando ensina a procurá-la honestamente.
 Não educas quando impõe uma punição, mas quando ajuda a aceitar um castigo.
 Não educas quando impõe disciplina, mas quando forma pessoas responsáveis.
Não educas quando impõe autoritariamente o respeito, mas quando o ganha com autoridades de pessoa respeitável.
Não educas quando impõe o medo que paralisa, mas quando consegue a admiração que estimula.
Não educas quando impõe informação à memória, mas quando mostra o sentido da vida.
Não educas quando impõe a Deus, mas quando o faz presente na tua vida. ( A Era do Espírito./ MensagemEsparsa).

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ELE VIVEM
Emmanuel ( Chico Xavier
)


  Ante os que partiram, precedendo-te na Grande Mudança, não permitas que o desespero te ensombre o coração.
  Eles não morreram. Estão vivos.
  Compartilham-te as aflições, quando te lastimas sem consolo. Inquietam-se com sua rendição aos desafios da angústia quando te afastas da confiança em Deus.
  Eles sabem igualmente quanto dói a separação.
  Conhecem o pranto da despedida e te recordam as mãos trementes no adeus, conservando na acústica do espírito as palavras que pronunciaste, quando não mais conseguiram responder as interpelações que articulaste no auge da amargura. Não admitas estejam eles indiferentes ao teu caminho ou à tua dor.
  Eles percebem quanto te custa a readaptação ao mundo e à existência terrestre sem eles e quase sempre se transformam em cirineus de ternura incessante, amparando-te o trabalho de renovação ou enxugando-te as lágrimas quando tateais a lousa ou lhes enfeitas a memória peguntando por quê.
  Pensa neles com a saudade convertida em oração.
  As tuas preces de amor representam acordes de esperança e devotamento, despertando-os para visões mais altas na vida.    Quando puderes, realiza por eles as tarefas em que estimariam prosseguir e tê-los-ás contigo por infatigáveis zeladores de teus dias.
  Se muitos deles são teu refúgio e inspiração nas atividades a que te prendes no mundo, para muitos outros deles és o apoio e o incentivo para a elevação que se lhes faz necessária.
  Quando te disponhas a buscar os entes queridos domiciliados no Mais Além, não te detenhas na terra que lhes resguarda as últimas relíquias da experiência no plano material...
  Contempla os céus em que mundos inumeráveis nos falam da união sem adeus e ouvirás a voz deles no próprio coração, a dizer-te que não caminharam na direção da noite, mas sim ao encontro de Novo Despertar.


Conceitos de Allan Kardec em relação ao caráter religioso do Espiritismo
(Pesquisa  de E. Mollo)


  "O Espiritismo se fundamenta em princípios gerais independentes de toda questão dogmática. É verdade que ele tem conseqüências morais, como todas as ciências filosóficas. Suas conseqüências são no sentido do cristianismo, porque é este, de todas as doutrinas, a mais esclarecida, a mais pura, razão por que, de todas as seitas religiosas do mundo, são as cristãs as mais aptas a compreendê-lo em sua verdadeira essência.

“  O Espiritismo não é, pois,  uma religião. Do contrário teria seu culto, seus templos, seus ministros. Sem dúvida cada um pode transformar suas opiniões numa religião, interpretar à vontade as religiões conhecidas; mas daí à constituição de uma nova igreja há uma grande distância e penso que seria imprudente seguir tal idéia. Em resumo, o Espiritismo ocupa-se da observação dos fatos e não das particularidades desta ou daquela crença; da pesquisa das causas, da explicação que os fatos podem dar nos fenômeno conhecidos, tanto na ordem moral quanto na ordem física, e não impõe nenhum culto aos seus partidários". (in RevistaEspírita - Volume 2 - 1859 - Refutação de um artigo de "L'Univers")

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NINGUÉM FOGE À LEI DA REENCARNAÇÃO
 

 

ONTEM, atraiçoamos a confiança de um companheiro, induzindo-o à derrocada moral. HOJE, guardamo-lo na condição do parente difícil, que nos pede sacrifício incessante.
  ONTEM, abandonamos a jovem que nos amava, inclinando-a ao mergulho na lagoa do vício. HOJE, a temos de volta por filha incompreendida,  necessitada do nosso amor.
  ONTEM, colocamos o orgulho e a vaidade no peito de um irmão que nos seguia os exemplos menos felizes. HOJE, partilhamos com ele, à feição de esposo despótico ou de filho-problema, o cálice amargo da redenção.
  ONTEM, esquecemos compromissos veneráveis, arrastando alguém ao suicídio. HOJE, reencontramos esse mesmo alguém na pessoa de um filhinho, portador de moléstia irreversível, tutelando-lhe, à custa de lágrimas, o trabalho de reajuste.
ONTEM, abandonamos a companheira inexperiente, à míngua de todo auxílio, situando-a nas garras da delinqüência. HOJE, achamo-la ao nosso lado, na presença da esposa conturbada e doente, a exigir-nos a permanência no curso infatigável da tolerância.
  ONTEM, dilaceramos a alma sensível de pais afetuosos e devotados, sangrando-lhes o espírito, a punhaladas de ingratidão. HOJE, moramos no espinheiro, em forma de lar, carregando fardos de angústia, a fim de aprender a plantar carinho e fidelidade.
À frente de toda dificuldade e de toda prova, abençoa sempre e faze o melhor que possas.
Ajuda aos que te partilham a experiência, ora pelos que te perseguem, sorri para os que te ferem e desculpa todos aqueles que te injuriam...
A humildade é a chave de nossa libertação.
  E, sejam quais sejam os teus obstáculos na família, é preciso reconhecer que toda construção moral do Reino de Deus, perante o mundo, começa nos alicerces invisíveis da luta em casa.
(In  Amor e Vida em Família. Chico Xavier  Ditado pelo Espírito Emmanuel. 1995).

A VIDA É...
Madre Teresa de Calcutá


A vida é uma oportunidade, aproveite-a.
A vida é beleza, admire-a.
A vida é beatificação, saboreie-a.
A vida é sonho, torna-o realidade.
A vida é um desafio, enfrente-o.
A vida é um dever, cumpre-o.
A vida é um jogo, jogue-o.
A vida é preciosa, cuide-a.
A vida é riqueza, conserve-a.
A vida é amor, goze-a.
A vida é um mistério, desvele-o.
A vida é promessa, cumpre-a.
A vida é tristeza, supere-a.
A vida é um hino, cante-o.
A vida é um combate, aceite-o.
A vida é tragédia, domine-a.
A vida é aventura, afronte-a.
A vida é felicidade, mereça-a.
A vida é a Vida, defenda-a."

CARIDADE


  Dentre as maravilhas ensinadas por Jesus de Nazaré, o homem que dividiu a nossa história, está a caridade.
  Um costume muito comum aos fariseus, era o de tentar o Mestre, fazendo-lhe perguntas que julgavam embaraçosas. Todavia, Jesus, a todas respondia com presteza e sabedoria.
  Certo dia, um deles, que era doutor da lei, propôs a seguinte questão:
  ”Mestre, qual o grandemandamento da lei?”
  Jesus lhe respondeu:
  “Amarás o senhorteuDeus, de todo o teucoração, de toda a tua alma, de todo o teuespírito. Esse o maior e o primeiromandamento. Eis o segundo, que é semelhante ao primeiro: amarás o teupróximo, como a ti mesmo. E acrescentou: todalei e os profetas se acham contidos nesses doismandamentos.”
  Como é fácil perceber, Jesus sintetizou a lei e todos os ensinos dos profetas nestes dois mandamentos: amar a Deus e ao próximo.
  Se um não for cumprido, o outro também não será, ou seja, não se pode amar a Deus, sem amar seus filhos, ou amar os filhos sem amar o pai.
  Podemos compreender com isso, que Jesus falava da caridade, pois na seqüência da resposta ele narrou a parábola do bom samaritano.
  A parábola faz referência a três pessoas que se depararam com um homem ferido no caminho, e ressalta que quem se compadeceu e o socorreu foi um samaritano, considerado herético, mas que pratica o amor ao próximo, acima do ortodoxo que falta com a caridade.
  Percebemos nos ensinos de Jesus, que a prática da caridade é uma condição para a conquista da felicidade.
  Vejamos que a caridade não é somente dar coisas, mas doar-se ao próximo, condição que não requer recursos financeiros nem influência social. Todos podemos fazê-a.
  O apóstolo Paulo, fala da caridade com as seguintes palavras:
 “Ainda que eu tivesse a linguagem dos anjos; tivesse o dom da profeciaque penetrasse todos os mistérios; tivesse toda a fépossível, até ao ponto de transportarmontanhas, se não tiver caridade, nada sou.”
  E prossegue dizendo:
 “E, quando houvesse distribuído os meus bens para alimentar os pobres e houvesse entregado meu corpo para ser queimado, se não tivesse caridade, tudo isso de nadame serviria.”
  Está bem claro nos ensinos de Paulo, que o fato de distribuir os bens materiais não é suficiente, ou não é só nisso que consiste a verdadeira caridade.
  A caridade material é apenas uma faceta, a outra é a caridade moral. Não basta ter fé, não precisa ser profitente desta ou daquela religião, é preciso ter caridade como a entendia Jesus:
 “Benevolênciaparacom todos, indulgência para as imperfeições dos outros, perdão das ofensas”.
  É, em resumo, fazer ao próximo todo o bem que desejamos que o próximo nos faça.

  ”Nos caminhosclaros da inteligência, muitas vezes as rosas da alegriacompleta produzem os espinhos da dor, mas, nas sendas luminosas da caridade, os espinhos da dor oferecem rosas de perfeita alegria”.

Equipe de Redação do Momento Espírita, com base em O Evangelhosegundo o Espiritismo, cap. XV, item 4 (MT. XXII, 34 a 40), e Dicionário da alma  verbete: Caridade.
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FÉ, UMA FORÇA ATRATIVA


 “Logo, Jesus, conhecendo em si mesmo a virtude que dele saíra, se voltou no meio da multidão e disse: Quem me tocou as vestes?"

  A fé, divina inspiração em Deus, desperta todos os sentimentos que conduzem o homem ao bem: é a base da regeneração. É, pois, necessário, que essa base seja forte e durável, pois se a menor dúvida puder abafá-la, que será do edifício que construístes sobre ela? Erguei, portanto, esse edifício, sobre alicerces inabaláveis. Que a vossa fé seja mais forte que os sofismas e as zombarias dos incrédulos, pois a fé que não desafia o ridículo dos homens, não é a verdadeira fé."
(in O Evangelho Segundo o Espiritismo, Allan Kardec, cap. XIX, item 11).

  Todo o empenho da espiritualidade inferior está focado em semear a dúvida, a descrença, o sofisma da incerteza e do descrédito metafísico, explorando habilmente o leviano e arraigado orgulho humano em não admitir a evidência de um ser superior acima de si mesmo.
Por outro lado, a crença sincera e convicta, não meramente isolacionista e convencional, mas estabelecida pelo esforço de sintonia com esse poder transcendente e benfeitor, tem-nos apresentado fatos surpreendentes ao longo dos séculos.
  O ato de crer tem sido o desafio para o ser humano, em todas as épocas.
  Desejar voltar-se, através de uma convicção sincera e intimamente enaltecedora para sua fonte de origem e se permitir compartilhar, ainda que por breves momentos, na absorção da essência regeneradora da vida... esse o dilema das almas pouco evoluídas.
   “Se eu conseguir ao menos lhe tocar nas vestes, ficarei curada”
   “Então, uma mulher, que havia doze anos sofria de uma hemorragia; - que sofrera muito nas mãos dos médicos e que, tendo gasto todos os seus haveres, nenhum alívio conseguira, - como ouvisse falar de Jesus, veio com a multidão atrás dele e lhe tocou as vestes, porquanto, dizia: Se eu conseguir ao menos lhe tocar nas vestes, ficarei curada. - No mesmo instante o fluxo sangüíneo lhe cessou e ela sentiu em seu corpo que estava curada da  quela enfermidad

Logo, Jesus, conhecendo em si mesmo a virtude que dele saíra, se voltou no meio da multidão e disse: Quem me tocou as vestes? - Seus discípulos lhe disseram: Vês que a multidão te aperta de todos os lados e perguntas quem te tocou? - Ele olhava em torno de si à procura daquela que o tocara.
  A mulher, que sabia o que se passara em si, tomada de medo e pavor, veio lançar-se-lhe aos pés e lhe declarou toda a verdade. - Disse-lhe Jesus: Minha filha, tua fé te salvou; vai em paz e fica curada da tua enfermidade.” (S. Marcos, cap. V, vv. 25 a 34.)
Irradiação fluídica e cura
  Dentro do contexto espírita, esse interessante episódio do Evangelho ilustra com clareza a tão debatida questão da fé e, sobretudo, do movimento fluídico que nele se opera resultando a cura. Em sua obra A Gênese, no capítulo XV, intitulado As Curas do Evangelho, registra Allan Kardec as seguintes observações neste particular:
   “Estas palavras: conhecendo em si mesmo a virtude que dele saíra, são significativas. Exprimem o movimento fluídico que se operara de Jesus para a doente; ambos experimentaram a ação que acabara de produzir-se. É de notar-se que o efeito não foi provocado por nenhum ato da vontade de Jesus; não houve magnetização, nem imposição das mãos. Bastou a irradiação fluídica normal para realizar a cura.”
As duas vias da corrente fluídica curadora
  O codificador ainda observa: “Mas, por que essa irradiação se dirigiu para aquela mulher e não para outras pessoas, uma vez que Jesus não pensava nela e tinha a cercá-lo a multidão?”
  Ao que o próprio Kardec elucida: “É bem simples a razão. Considerado como matéria terapêutica, o fluido tem que atingir a matéria orgânica, a fim de repará-la; pode então ser dirigido sobre o mal pela vontade do curador, ou atraído pelo desejo ardente, pela confiança, numa palavra: pela fé do doente. Com relação à corrente fluídica, o primeiro age como uma bomba calcante e o segundo como uma bomba aspirante. Algumas vezes, é necessária a simultaneidade das duas ações; de outras, basta uma só. O segundo caso foi o que ocorreu na circunstância de que tratamos.”
  Tua fé te salvou   Assim, o binômio metafísico fé e cura ganha nítido sentido diante das leis naturais. Nesse sentido conclui o codificador: “Razão, pois, tinha Jesus para dizer: «Tua fé te salvou.» Compreende-se que a fé a que ele se referia não é uma virtude mística, qual a entendem, muitas pessoas, mas uma verdadeira força atrativa, de sorte que aquele que não a possui opõe à corrente fluídica uma força repulsiva, ou, pelo menos, uma força de inércia, que paralisa a ação.   Assim sendo, também, se compreende que, apresentando-se ao curador dois doentes da mesma enfermidade, possa um ser curado e outro não. É este um dos mais importantes princípios da mediunidade curadora e que explica certas anomalias aparentes, apontando-lhes uma causa muito natural.” (Cap. XlV, nos 31, 32 e 33.)


Conclusão
  Certamente, ao identificar em Jesus a presença viva de todas as suas esperanças, uma singular atitude interior apossou-se daquela humilde e sofrida mulher.
Um tipo de postura íntima em tal nível, experimentada em tamanhas convicção e singeleza, somente pode vivenciar aqueles que, pela nitidez de sua sintonia espiritual, conseguem alcançar as bênçãos abundantes, automáticas e ininterruptas da fonte divina, às quais, pela nossa pequenez espiritual nos negamos incontáveis vezes a desfrutar.
Equipe Consciesp  Consciência Espírita – 2006Centro de Estudos Espíritas Paulo Apóstolo-Recebido da Era do Espírito

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DEZEMBRO

É NATAL !!  

LOUVEMOS O MESTRE JESUS , QUEVEIO NOSTRAZER SUA MENSAGEM DE AMOR E PAZ.


AGRADEÇAMOS A DEUS, NOSSO PAI, O MARAVILHOSO PRESENTE QUE NOS OFERTOU COM A VINDA DE JESUS AO PLANO TERRENO.


GLÓRIA A DEUS NAS ALTURAS, PAZ NA TERRA  AOS HOMENS DE BOA  VONTADE.

PAI NOSSO



Jesus de Nazaré, durante os poucos anos em que emprestou Sua presença amiga aos sofredores e ignorantes da Terra, foi visto muitas vezes orando.
Um dia, um dos apóstolos rogou a Ele, com desejo sincero de aprender: “Mestre, ensina-nos a orar”.
E Jesus, elevando o pensamento ao alto, ensinou a mais bela síntese de como se deve fazer uma prece, proferindo a oração dominical, mais conhecida como “PaiNosso”.  
Considerando todos os demais ensinamentos do Cristo, podemos perceber em Sua oração mais que uma simples prece, mas um roteiro seguro do qual podemos extrair profundas lições.

Quando Jesus diz: Pai nosso, evoca o Criador com suprema humildade e submissão, como quem busca a proteção divina de alma aberta. No entanto, será inútil dizer: Pai nosso, se meus atos me desmentem e meu coração está sempre fechado aos apelos do amor fraternal.

Quando Ele diz: que estais nos céus, reconhece a supremacia e a grandeza do Senhor do Universo, que a tudo governa com extrema sabedoria. Mas de nada valerá dizer:que estais nos céus, se meus olhos só percebem as coisas materiais e meus valores são bem terrenos.

Quando Jesus fala: santificado seja o vosso nome, demonstra o respeito e a veneração pelo Ser supremo. Todavia,  se só busco Deus por formalidade e o nego sistematicamente nos mínimos gestos, não adianta dizer: santificado seja o vosso nome.

Quando Jesus roga: venha a nós o vosso reino, Sua alma se abre para nos ensinar que o reino de Deus está dentro de cada um e que para encontrá-lo é preciso buscar com todas as forças. Mas, se gasto a maior parte do meu tempo construindo um reinado de aparências e futilidades, será inútil dizer: venha a nós o vossoreino.

Quando Jesus profere as palavras: seja feita a vossa vontade, submete-se fielmente ao Pai, confiante em Suas soberanas leis. Entretanto, será inútil dizer: seja feita a vossa vontade se, em verdade, o que eu quero mesmo é que todas as minhas vontades e os meus desejos mesquinhos se realizem.  

Jesus pede: o pão nosso de cada dia nos dai hoje. Sua rogativa é de um filho agradecido, que reconhece a misericórdia e a providência divinas. Mas direi em vão: o pão nosso de cada dia nos dai hoje, se nada faço para conquistar o pão que me dá o sustento ou, se o possuo em abundância, desprezo aqueles que padecem fome e frio.

Jesus fala: perdoai as nossas ofensas, assim como nós perdoamos a quem nos tem ofendido. Neste pedido ensina uma lei simples e imutável que estabelece o perdão como condição básica para se ser perdoado. No entanto, se injusto, gosto de oprimir os mais fracos, desprezo as mínimas regras de solidariedade, e guardo toda mágoa como um tesouro precioso, será inútil dizer: perdoai as nossas ofensas, assim como nós perdoamos a quemnos tem ofendido.

Ao rogar ao Pai: não nos deixeis cair em tentação, Jesus nos convida a buscar o amparo do alto para as nossas intenções de auto-superação, de renovação íntima, de construção do homem novo. Mas, de nada adiantará dizer: não nos deixeis cair em tentação, se me entrego aos apelos íntimos dos instintos inferiores que teimam em comandar os meus atos, afastando-me do caminho do Bem.

Jesus solicita ao Criador: livrai-nos do mal. Um ensinamento valioso para todos aqueles que buscam agir com retidão e desejo sincero de não se afastar das soberanas leis de Deus. Todavia, será inútil dizer: livrai-nos do mal... se por minha livre vontade busco os prazeres materiais, e tudo o que não é lícito me seduz. E, por fim, será inútil dizer: amém ou, que assim seja, se admito que sou assim e alego fraqueza para alterar meu mundo íntimo, nada fazendo para melhorar a minha condição espiritual. 

Pense nisso!   Importante atentar para a grandeza dos ensinos do Sublime Galileu.
Atendendo a um simples pedido de um apóstolo, Jesus legou à humanidade um roteiro que poderá nos conduzir com segurança na escalada para a auto-realização.  
Basta que procuremos seguir esse roteiro com disposição e coragem e, acima de tudo, com muita vontade.
Texto da Equipe de Redação do Momento Espírita.   www.momento.com.br

 O Grande Homem
H.Rodhen

O grande homem é silenciosamente bom...
É genial - mas não exibe gênio ..
É poderoso - mas não ostenta poder ...
Socorre a todos - sem precipitação ...
É puro - mas não vocifera contra os impuros ...
Adora o que é sagrado - mas sem fanatismo ...
Carrega fardos pesados - com leveza e sem gemido ...
Domina - mas sem insolência ...
É humilde - mas sem servilismo
Fala a grandes distâncias - mas sem gritar ...
Ama - sem se oferecer ...
Faz bem a todos - antes que se perceba ...
Rasga caminhos novos - sem esmagar ninguém ...
Abre largos espaços - sem arrombar portas ...
Entra no coração humano - sem saber como ...
É como o Sol - assaz poderoso para sustentar um sistema planetário e, assaz delicado para beijar uma pétala de flor ...
Assim é, e assim age o homem verdadeiramente grande - porque é instrumento nas mãos de Deus.
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PENSAMENTOS DE ANDRÉ LUIZ

Senhor! Quando me concederes aquilo de que eu mais precise, ensina-me  a usar a tua concessão, não só em meu proveito, mas em benefício dos outros, a fim de que eu seja feliz com a tua dádiva, sem prejudicar a ninguém.

Dificuldades, tropeços, desilusões?   Se lutamos tanto, mantendo-nos em prece, o que será de nós  se não orarmos?

 


PENSAMENTOS DE GANDHI

Oração – como o alimento é indispensável ao corpo, assim a oração é indispensável à alma
Na realidade, o alimento não é tão indispensável para o corpo como a oração é para a alma
.

Religião- uma vida sem religião é como um barco sem leme.

Humildade- não precisamos confundir a humildade com a inatividade. A verdadeira humildade é um serviço corajoso, ativo, constante do homem.

Força-  o amor é  a força mais humilde e também mais poderosa que o mundo possui. O mundo está cansado de ódio.

Sacrifício- o dever do sacrifício não nos obriga a abandonar o mundo e a  nos retirarmos  numa floresta, mas a  estarmos sempre prontos a nos sacrificar pelos outros-

CRISTO- Cristo  é a maior fonte de força espiritual que o homem tenha conhecido. Ele é o exemplo mais nobre de quem deseja dar tudo sem pedir nada.

Cristo não pertence ao Cristianismo, mas ao mundo inteiro.Se o Cristo voltasse-  estou certo de que se o Cristo voltasse abençoaria a vida de muitos que não ouviram o seu nome, mas que com a própria vida foram um exemplo vivo  das virtudes por Cristo praticadas.  Virtude de amar o próximo mais do que a si mesmo , de fazer o bem a todos e mal a ninguém.

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O Nascimento de Jesus 

Richard Simonetti

 

Segundo narra o evangelista Lucas (capitulo II), Augusto César imperador romano, decretou um recenseamento na Palestina, sob a orientação de Quirino, governador da Síria. O principal objetivo, óbvio, era fiscal.  Roma, a grande senhora que dominava o Mundo, desejava saber quantos potenciais pagadores de impostos sustentavam a riqueza e a boa vida de sua aristocracia.Os judeus deveriam ser recenseados em sua cidade de origem, o que provocou invulgar movimento nas estradas e nas cidades.  José, que morava com Maria em Nazaré, era natural de Belém. Viu-se, portanto, na contingência de uma viagem que demandava perto de cinco dias.

A estalagem, previsivelmente, estava lotada. O casal acomodou-se num estábulo, provavelmente na periferia. A tradição fixou o local como uma gruta e inseriu um boi e um asno, não presentes no relato de Lucas, que é extremamente lacônico.
Informa o evangelista, com absoluta economia de palavras, no versículo 7: ...e teve umfilhoprimogênito, e o enfaixou e o deitou em uma manjedoura, porquenão havia lugarparaeles na hospedaria.

Quanto ao mais, funcionou a imaginação.  Envolver a criança em faixas era um costume hebreu que tinha por objetivo não apenas aquecer a criança, mas também limitar seus movimentos. Acreditava-se que isso garantiria braços e pernas fortes e sem problemas.

Nesse ínterim, pastores que cuidavam de seus rebanhos, nas cercanias de Belém, foram visitados por um anjo. Este os informou de que o emissário divino, aguardado com grande expectativa pelo povo judeu, chegara finalmente. Haveriam de encontrá-lo numa manjedoura, envolto em panos. Outros anjos apareceram e, num coro celestial, entoaram, em glorioso cântico, a proclamação: Glória a Deus nas Alturas, paz na Terra aos homens de boa vontade.
Pouco depois, os pastores encontraram Jesus como fora indicado, e lhe renderam homenagens.

Temos aqui, caro leitor, em breves palavras, o nascimento de Jesus, comemorado festivamente em 25 de dezembro, data magna do Cristianismo, o acontecimento mais marcante da História. No Natal, que significa nascimento, há um clima de esperança e fraternidade nas comunidades cristãs. Jesus parece mais próximo dos homens.

O correto seria dizer que estamos mais perto dele, ante a mística natalina, a exortar a boa vontade, a vontade de ser bom.
A narrativa atribuída a Lucas é bela e poética, mas a exegese bíblica sugere que não guarda fidelidade aos fatos. Começa com o recenseamento.

 É estranho que os habitantes da Palestina, perto de um milhão de judeus, se submetessem ao censo na cidade de seu nascimento. Por que na localidade onde residiam, como manda a boa lógica? Dá para imaginar a confusão resultante, absolutamente desnecessária.

Muitos exegetas afirmam que Jesus nasceu em Nazaré.
A narrativa introduzida no Evangelho de Lucas teria por objetivo dar cumprimento a antiga profecia judaica, segundo a qual o enviado divino nasceria em Belém. Daí a suposta viagem no controvertido censo.Jesus foi tão importante para a História, que a dividiu em duas épocas. Antes e depois dele. Por isso contamos os anos a partir de seu nascimento, nos dois sentidos do tempo linear.
Augusto César, por exemplo, nasceu no ano 63 a.C. (antes de Cristo), e morreu em 14 d.C. (depois de Cristo). Usa-se, também, no segundo caso, a abreviatura a.D. do latim anno Domini (no ano do Senhor).Essa mudança ocorreu no século VI, a partir dos cálculos efetuados por Dionísio, um monge e escritor cristão que, em face das limitações de seu tempo, errou em alguns anos. Sabemos hoje que Jesus nasceu aproximadamente quatro a seis anos antes da data fixada.Desconhece-se o dia exato do nascimento de Jesus. No século IV as autoridades religiosas optaram por 25 de dezembro, que marcava o início das festas populares da primavera, a suceder o inverno. Era a vida recomeçando após a morte simbolizada pelos meses frios.Considerava-se o nascimento de Jesus o marco do renascimento espiritual da Humanidade, assim como o dia sucede a noite e a vida sucede a morte.
As dúvidas que envolvem o natalício do Senhor, longe de tirarem o brilho e a beleza do Evangelho, apenas demonstram que não devemos nos deter em detalhes dispensáveis.Centralizemos nossa atenção no que há de relevante em seu nascimento, destacando o objetivo de sua missão. Ele veio ensinar como construir o Reino Divino, a partir do alicerce fundamental – o amor a Deus sobre todas as coisas e ao próximo como a nós mesmos. Em boa lógica, sob o ponto de vista humano, Jesus deveria ter nascido filho do imperador romano. Assim desfrutaria do necessário poder para o desempenho da grandiosa missão, impondo sua mensagem aos homens. As legiões romanas seriam a garantia do cumprimento de suas determinações. Nada disso aconteceu. Jesus preferiu nascer numa das mais obscuras províncias do império, longe do poder, filho de humilde carpinteiro. Situou-se tão longe de Roma, palco dos acontecimentos marcantes da época, que a História praticamente o ignorou. Por que semelhante escolha?  Para entender isso, consideremos o fato fundamental que distingue Jesus dos líderes religiosos em geral:Ele foi o único que, em todas as circunstâncias, exemplificou sua mensagem. Viveu seus ensinamentos. Contemplamos assombrados, na vida dos grandes líderes religiosos, fundadores de religiões, flagrantes contradições entre o que pregavam e a realidade de seu dia-a-dia.A mensagem que traziam parecia maior que eles, incapazes de superar as limitações de seu tempo. Pesava em seus ombros.Com Jesus foi diferente. Ele foi tão grande quanto sua mensagem e a vivenciou inteiramente.
Ensinava que os homens são todos irmãos, filhos do mesmo Deus, pai de amor e misericórdia. Por isso não discriminava ninguém, nem recusava a convivência com a chamada gente de má vida, proclamando que os sãosnão precisam de médico.Ensinava que devemos fazer ao próximo o bemque gostaríamos nos fosse feito, e passou seu apostolado a atender necessitados de todos os matizes, curando enfermos do corpo e da alma.
Ensinava que devemos perdoarnãoapenassetevezes, mas setenta vezessete, sempre, e jamais asilou ressentimentos ou mágoas, mesmo contra os piores adversários. Culminou por perdoar seus algozes na cruz.E ao retornar à convivência dos discípulos, na gloriosa materialização, longe de admoestá-los por tê-lo abandonado no momento extremo, simplesmente os saudou com o carinho de sempre – a paz esteja convosco, convocando-os depois à gloriosa disseminação de seus princípios.Empenhado em demonstrar, desde o primeiro momento, que o caminho para Deus passa pelo despojamento dos interesses humanos, das ambições, do comprometimento com o poder e com a riqueza, preferiu nascer filho de um humilde carpinteiro, no seio de um povo sem expressão no contexto de Roma.
Exemplificava, assim, uma lição ainda não assimilada pela Humanidade:

O valor de um homem não pode ser medido por sua origem, por sua profissão, pelo dinheiro, pela posição social, pelo poder que acumula, mas pelo seu empenho em contribuir para a harmonia e o bem-estar da sociedade em que vive, seja ele o presidente da república ou o mais humilde trabalhado braçal. Por isso, em qualquer tempo, sempre que nos detivermos na apreciação do nascimento de Jesus, não importa saber se as informações de Lucas são rigorosamente exatas; se Jesus nasceu em Belém ou Nazaré; se foi no ano um, ou antes; se em dezembro ou noutro mês.Devemos avaliar, isto sim, se já iniciamos uma nova contagem do tempo em nossa vida. Se já podemos comemorar o anno Domini, aquele ano decisivo do nascimento de Jesus em nossos corações.
É fácil saber. Considerando que sua mensagem sintetiza-se no espírito de serviço em favor do bem comum, basta avaliar quantos de nosso tempo fazemos um tempo de servir. (do Livro: Paz na Terra)


Que Jesus nasça em nossos corações e que seja sempre Natal em nossas vidas, para que nuncanos falte a Esperança e a Alegria Cristã.  É Jesus que vem de novo, falar ao coração do povo

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