
VEJA TAMBÉM AS MENSAGENS ANTERIORES 2006
VEJA TAMBÉM AS MENSAGENS ANTERIORES 2007
AS CAIXAS DE DEUS
Certa noite, um homem teve um sonho. Sonhou que tivera um encontro com Deus e porque o homem se apresentasse muito triste, Deus o presenteou com duas caixas. Uma delas era de cor preta, envernizada e a outra de cor dourada, com um belo laço de fita.
“Coloque todas as suas tristezas na caixa preta” , recomendou o bom Deus. “E as suas alegrias, guarde na caixa dourada.” O homem entendeu Suas palavras e, desde aquele dia, passou a proceder de acordo com a recomendação Divina.
Depois de algum tempo, o homem se surpreendeu porque a caixa dourada ficava cada dia mais pesada e a preta continuava tão leve quanto a noite em que a ganhara de Deus.
Tomado de curiosidade, abriu a caixa preta. Queria descobrir por que estava tão leve, se quase todos os dias ele colocava ali, ao menos, uma pequena tristeza.
Foi então que ele percebeu um buraco na base da caixa, por onde saíam todas as suas tristezas. Pensou alto, falando com Deus:
“Por que, Pai, Você me deu uma caixa com um buraco e uma caixa inteira, sem nenhum vazamento?”
O bom Pai respondeu de pronto: “Meu filho, a caixa dourada é para você contar suas bênçãos. Por isso é fechada. A caixa preta é para você deixar ir embora todas as suas tristezas. ”
Diz o provérbio popular que tristezas não resgatam dívidas. É verdade. Mais do que isso, guardar tristezas é extremamente prejudicial à vida.
A tristeza é má conselheira, porque empana a visão mental de quem lhe sofre a presença e lhe perturba o discernimento.
A presença da tristeza produz emoções de sofrimento, que devem ser vencidas a esforço de renovação, a fim de que não se transformem em amargura ou desinteresse pela existência física.
No concerto harmonioso da Criação tudo convida à alegria. Flora e fauna são um poema de maravilhosa estrutura exaltando o Criador.
Apesar da Terra ser um planeta de provas e expiações, é também uma escola de campos verdes de infinita beleza, de perfumes no ar e de cascatas que arrebentam cristais nas pedras.
Nesse conjunto, só o homem é triste porque ele pensa, e a insatisfação, o orgulho, o egoísmo, a rebeldia o tornam sombrio, solitário e amargo...
Mas é o mesmo ato de pensar que ergue o homem ao esplendor dos céus, para agradecer o presente da vida no corpo, que lhe proporciona a evolução.
* * * A tristeza, quando se instala, espalha destruição, não merecendo, portanto, aceitação em nossas vidas.
Coloquemo-la, então, sempre na caixa preta, sem fundo, para não guardá-la de um dia para o outro, nem da manhã para a tarde ou para a noite.
Depositemos, sim, todos os dias, na caixa dourada da nossa existência, as bênçãos com que Deus nos agracia, lembrando que só o ato de existir, já deve ser motivo de alegria, pelas excelentes ocasiões de que dispõe o Espírito para ser plenamente feliz.
Redação do Momento Espírita, com base em mensagem intitulada As caixas de Deus, sem menção a autor, e no cap. 4 do livro Perfis da vida, pelo Espírito Guaracy Paraná Vieira, psicografia de Divaldo Pereira Franco, ed. Leal. www.momento.com.br
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CARIDADE, VIRTUDE QUE FAZ FLUIR O AMOR DIVINO
Elio Mollo
O importante é sempre sermos nós mesmos, procurando avaliar tudo sensatamente, separando o que é ruim e desfazendo-se dele, e o que é bom procurando adaptar em nossos hábitos. Falar de nós sim, mas tomando o cuidado de que isto não apareça mais do que é necessário. É sempre bom utilizar a palavra "nós" ao invés de "eu", assim sempre estaremos no contexto e não ficaremos expostos no sentido exagerado, ou seja, falemos de nós como integrados a um conjunto, afinal, na Terra ainda não há ninguém perfeito, somos todos mais ou menos parecidos, as diferenças simplesmente somam o conjunto para movimentar o progresso naturalmente.
Em nossas vidas sempre surgem pessoas especiais, que nos ensinam como seguir adiante, diminuindo nossos medos e traumas, fazendo com que diante dos obstáculos nos tornemos mais serenos e com mais vontade de superá-los. Claro que, também, surgem pessoas difíceis que desejam a nossa derrubada, mas isto faz parte, ou seja, eles são os instrumentos que sem saberem nos fazem muito bem, pois através deles crescemos muito mais. Eles, na realidade, servem de alavanca para que mais depressa cheguemos ao objetivo divino, que é, de cada dia sermos melhores do que ontem.
No Universo tudo se encadeia, desde o ser mais simples ao mais perfeito, pois não devemos esquecer nunca que qualquer que seja o grau de nosso adiantamento, nossa situação como encarnados, ou na erraticidade, estaremos sempre colocados entre um superior, que nos guia e aperfeiçoa, e um inferior, para com o qual temos que cumprir com esses mesmos deveres. Esta é a hierarquia do cumprimento de deveres em todo o Universo.
Jamais seremos substituídos, pois cada um de nós é único no Universo, contudo, como as notas musicais, seremos sempre sucedidos. Assim, como na música, na sucessão das notas, seja numa oitava abaixo ou numa oitava acima, formam-se as belas melodias, nesta sucessão dos seres Deus rege a grande melodia universal.
É também, nesta sucessão, que através do ato de relação, da hierarquia, do cumprimento de deveres que a solidariedade se faz presente, pois Deus, o Grande Maestro do Universo, com a força do seu amor, faz com que cada um de nós use seu instrumento para fazer soar da forma mais vibrante a Caridade(*), virtude que faz fluir o Amor divino, e que torna mais alegre nossa caminhada rumo a perfeição.
(*)Caridade: A solidariedade no mais alto grau.
Colaborou no desenvolvimento ortográfico deste texto Aletéia Costa da Rosa
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RECIPROCIDADE
Ação e reação conseqüente integram inderrogável lei da vida ...
Procure ouvir a esperança e você encontrará a certeza da vitória .
Detenha-se no bem e obterá o lado melhor das pessoas e circunstâncias.
Auxilie a alguém e esse alguém se fará canal de auxílio em seu apoio.
Promova a tranqüilidade alheia e a paz virá em seu encontro.
Aproveite seu tempo construindo elevação e o tempo lhe trará maravilhas .
Abençoe a vida e a vida lhe abençoará a existência
Busque servir e o seu próprio trabalho lhe oferecerá a orientação de que você necessita.
Ame aos semelhantes e os semelhantes retribuirão a você com medidas transbordantes de afeto .
Plante isso ou aquilo e você colherá dos recursos que semeou; alguém poderá dizer que isso é óbvio; entretanto, ligados no bem de todos, tranfiramo-nos da palavra à vivência e decerto que surpresas iluminadas de alegrias virão fatalmente a você se você experimentar.
André Luiz (in "Respostas da Vida", 18, FCXavier, edição IDEAL)
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NUNCA ESTARÁS A SÓS
Ante a névoa das lágrimas, quando a incompreensão de outrem te agite os sentimentos, lembra-te de alguém que sempre te oferece entendimento e conforto.
Ante a deserção de pessoas queridas, quando mais necessitavas de presença e segurança, pensa nesse benfeitor oculto que jamais te abandona.
Ante as ameaças do desânimo, nos obstáculos para a concretização de tuas esperanças mais belas, considera o amparo desse amigo certo que, em tempo algum, te recusa bom-ânimo.
Ante a queda iminente na irritação, capaz de induzir-te à delinqüência, refugia-te no clima desse doador de serenidade que te guarda o coração nas bênçãos da paz.
Ante as sugestões do desequilíbrio emotivo, suscetíveis de te impulsionarem a esquecer encargos que assumiste, reflete no mentor abnegado que jamais te nega defesa, para que usufruas a tranqüilidade de consciência.
Ante prejuízos, muitas vezes causados por amigos aos quais empenhaste generosidade e confiança, medita nesse protetor magnânimo que nunca te desampara e que promove, em teu favor, sempre que necessário, os recursos precisos à recuperação de que careças.
Ante acusações daqueles que se te fazem adversários gratuitos, amargurando-te os dias, eleva-te em pensamento ao instrutor infatigável que sempre te convida à tolerância e ao perdão.
Ante as crises da existência que te sugiram revolta e desespero, recorda o mestre da paciência que te resguarda constantemente na certeza de que não há problema sem solução para quem trabalha e serve para o bem sem perder a esperança.
Ante os desgostos e contratempos que te sejam impostos pelos entes amados, não te emaranhes no cipoal das afeições possessivas, refletindo no companheiro que te ama desinteressadamente muito antes que te decidisses a conhecê-lo.
E quando perguntares quem será esse alguém que nunca te desampara e que te garante a vida, em nome de Deus, deixa que os teus ouvidos se recolham aos recessos da própria alma e escutarás o coração a dizer-te na intimidade da consciência que esse alguém é Jesus...
Emmanuel(in: “Algo Mais”, Francisco Cândido Xavier)
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A GUERRA DA PAZ
No mundo em guerra em que vivemos há uma guerra da paz. Este livro de Emmanuel que é a 107 º obra psicografada pelo médium Francisco Cândido Xavier, constitui mais uma fortaleza da paz implantada pelo Céu no coração da Terra. Todas as mensagens deste livro se fundem na grande e única mensagem da paz sob a benção de Deus. Não a paz do mundo, mas a paz do Evangelho.
A guerra da paz se divide na Terra em vários setores: o ideológico, o político, o religioso, o moral e o espiritual. No campo ideológico e político as armas da paz se forjam na estratégia verbal e nos sofismas dialéticos. No campo religioso as bênçãos rituais são dispensadas à paz e às armas. No campo moral as grandes figuras de líderes se fazem mártires pacíficos de agressões violentas, tombando nas trincheiras do amor como se lutassem de armas na mão.
Mas a guerra espiritual da paz se mantém num campo de silêncio e humildade, muitas vezes acusada de covardia e comodismo, contraindo a bênção da paz no tear modesto do amor. Se as guerras precisam do combustível do ódio para alimentar as suas máquinas, a paz só necessita do óleo do amor para acender a sua candeia no coração dos homens. Não importam o que digam os guerreiros de armas em punho. Os guerreiros desarmados da paz avançam de mãos abertas para socorrer as feridas do mundo.
Emmanuel destaca, neste livro, a importância do pensamento, do sentimento, da palavra, da intenção, do gesto, da atitude de cada um para que a guerra da paz atinja os seus objetivos que são: a maior extensão do reino de harmonia e de amor entre as criaturas.
Assim como o guerreiro cuida das suas armas fratricidas para vencer as batalhas, na guerra da paz temos de cuidar das armas fraternais da comunicação amorosa para atingir a benção de paz.
Psicólogos e psiquiatras falam hoje das vantagens da violência e do erotismo (os mitos do século) para a libertação do homem enredado em complexos de culpa e agressividade. Emmanuel nos traz a lição espiritual da bondade e do carinho, como únicas saídas verdadeiras para a Humanidade em conflito. Se precisamos romper um tumor para extravasar-lhe o pus, entretanto a cura real se efetua com os pensos e os cuidados da enfermagem.
Este livro nos faz pensar nesses problemas da hora presente e ao mesmo tempo nos aponta o caminho da legítima libertação. A força (instrumento da violência) comanda apenas coisas e corpos, ensina Emmanuel. Por isso mesmo: Quanto mais baixo nas esferas da Natureza, mais intenso se mostra o bem da força, e quanto mais alto nos planos do Espírito, mais pura se revela a força do bem.
J.Herculano Pires
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NECESSIDADE DE MENTIRA
Há insegurança infantil em quem mente, acreditando assim chamar a atenção. A mentira sob qualquer forma deve ser rechaçada, face aos prejuízos morais que provoca, pois leva à maledicência, à calúnia e a terríveis distonias psicológicas e éticas.
O mentiroso é um enfermo, sem dúvida, mas desprezado em razão do seu proceder. As raízes da mentira estão nos conflitos da personalidade que induzem ao comportamento de fantasia como fuga da realidade.
O hábito da distorção dos fatos criou a chamada mentira branca, aquela de caráter suave. A face da verdade nunca deve ser ocultada. Em reação contra ela, pretende-se que venha como pílula dourada, isto é, a verdade escamoteada.
A verdade deve ser exposta com naturalidade, sem alarde ou imposição, mas sem falsear. É importante a disciplina e vigilância no falar, para repetir, sem interpretação, o que ocorreu. A boa leitura e os hábitos saudáveis levam à harmonia entre o que se pensa, vê, ouve e fala. (Joanna de Ângelis / Médium Divaldo Franco)
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T.V.P.-TERAPIA DE VIDAS PASSADAS
Carlos de Brito Imbassahy
Convidado a participar, nesta segunda-feira de Zumbi dos Palmares de 2006, do programa matinal da Rádio Roquete Pinto – Rio de Janeiro –, a convite do insigne radialista Jorge Ramos e seu comando, dentro do tema “ Hipnose e Regressão da Memória” , pude constatar que, de fato, o assunto é de grande interesse e que, mais do que muitos outros, há uma preocupação a seu respeito, motivo pelo qual fui levado a redigir esta página dentro do que fora debatido no aludido programa.
Primeiramente, vejamos o que seja hipnose :
Vem do grego, onde Hypnos é o deus do sono, filho de Elebus – (que deu o nome a um vulcão da Antártica), precipitado por Zeus no Tártaro, local que sugeriu o “purgatório” cristão, depois de se envolver com os Titãs – e da Noite, irmão de Thanatus, a morte, neto do Caos; sem dúvida, uma grande família.
O termo acabou se transformando, nos diversos idiomas europeus em “sono forçado” geralmente obtido a partir de um condicionamento exercido por outra pessoa no dito hipnotizado.
Quem primeiro estudou esse condicionamento hipnótico foi Frans Anton Mesmer (1776 – 1847), médico alemão que descobriu que poderia transferir energia para os pacientes aplicando-lhe as mãos e vibrando com seu pensamento, daí dar-lhe a este ato o nome que, em nosso português, foi traduzido como “passe”. À aludida energia, Mesmer chamou-a de magnetismo animal , assimilando-a ao efeito dos campos magnéticos.
Mesmer ainda descobriu que auferia melhores resultados se levasse seu paciente ao sono que passou a ser conhecido como hipnótico, durante o qual poderia sugestionar seu paciente a exercer sobre si um melhor comando sobre seus problemas doentios.
Muitos foram os seus seguidores, até chegar ao neurologista francês Jean Martin Charcot que definiu a hipnose como sendo histeria, tendo em Sigmund Freud seu principal seguidor.
Já a regressão da memória teve outra trajetória; antes, tendo ido à Grécia e estudado Egiptologia, Carl Bonnet (1720 – 1793), pesquisador suíço, trouxe para seu país um novo estudo conhecido como Palingênese , ou seja, estudo das vidas sucessivas, influindo no pensador místico francês Pierre Simon Ballance (1776 – 1847) que acabou introduzindo seus estudos em França, mais particularmente, nos salões literários da Mme Recammier, esposa do banqueiro mais importante do país, a partir do que passou a ser um assunto de maiores estudos, de melhores conhecimentos e aceitação.
Esse estudo da reencarnação tornou-se desenvolvido através de sensitifs que percebiam, ouviam, conversavam ou, até mesmo, davam passividade a manifestações de Entidades ditas falecidas que vinham dar ciência da sua sobrevivência e informar a respeito das existências pretéritas.
Todavia, foi um coronel médico do exército francês chamado Albert De Rochas que, empregando as técnicas da hipnose num de seus pacientes, em vez de colocá-lo em sono condicionado, fê-lo regredir involuntariamente à observação e vivência de fatos da sua infância, ato esse que passou a ser conhecido como regressão da memória . Curioso, De Rochas, resolve aumentar a indução erroneamente dita hipnótica, ou condicionamento controlado a fim de ver que fenômeno obteria com isso. O que aconteceu foi que o paciente regrediu até a sua fase fetal, tendo ocasião de dizer que era um Espírito liberto do corpo material a comandar a formação do seu futuro corpo somático no útero materno, tendo, contudo, condições plenas de observar os fatos que ocorriam em volta da sua mãe.
Tudo teria ficado por aí se o próprio De Rochas não resolvesse, em outras experiências, com outros pacientes, fazê-los regredir além do ventre materno, verificando que todos eles caiam em prováveis vidas pregressas, ou seja, descreviam-se como sendo outra pessoa em tais ou quais condições, com outra vida, em datas anteriores.
Em síntese, caiam em encarnações passadas, com características diversas da que possuíam na encarnação presente, durante o transe. Era a comprovação da aludida palingênese.
De Rochas teve como auxiliar um outro pesquisador, Flournois, que viajou por diversos lugares do mundo, com o objetivo de verificar se tais pessoas vividas pelos pacientes sujeitos à regressão da memória haviam, de fato, existido, chegando à conclusão de que, várias delas foram reais e coincidiam com a vivência personificada pelo paciente sujeito ao transe de regressão.
Daí, esta técnica passou a ser diversificada por diversos experimentadores, contudo, a regressão da memória não depende de tal condicionamento: pode ser espontânea, durante sonhos, ou simplesmente e transes sem nenhum condicionamento, onde o paciente se vê lançado a vidas passadas, sendo ele próprio o protagonista de outra personalidade, com outra atividade, enfim, embora se sentindo ele próprio, contudo, vivendo outra vida. Sempre em datas pretéritas.
A partir dessas aludidas experiências, certos observadores passaram a perceber que algumas das doenças e mazelas de seus pacientes estavam intimamente ligadas a fatos ocorridos e revivenciados pelos mesmos em transe, nas aludidas vidas pretéritas, surgindo, assim, a idéia de que poderiam fazer um tratamento nestes pacientes levando-os à cura pela terapia condicionada, agindo diretamente no inconsciente do pesquisado.
Vários médicos, principalmente, médicas em sua maioria, têm logrado grande êxito em tais tratamentos que passaram a ser conhecidos como TVP (Terapia de Vidas Passadas).
Está claro que tal técnica só pode ser usada por pessoas credenciadas que, além de possuírem o curso de Medicina, são capazes de atuar sobre seus pacientes, de forma precisa, condicionando-os com pleno domínio do fenômeno, para que não transforme o transe em mais um problema para o mesmo.
Muitos são os que se sujeitam a tais tratamentos e acabam perturbados, além da doença que já possuíam. Contudo, o testemunho de vários médicos tem levado estes pesquisadores a resultados excelentes, principalmente em casos psíquicos e de doenças causadas por atos cometidos nas aludidas vidas pretéritas vivenciadas pelo paciente.
Isto, todavia, não evita que aventureiros e mal intencionados usem esta técnica para auferirem lucros e obterem vantagens sem escrúpulos, usando pessoas vítimas de problemas que se deixam levar por suas respectivas lábias.
Por isso, realmente, tem-se que ter enorme cuidado em se saber com quem o doente vá se tratar, não se deixando levar pelo simples fato de o executor do tratamento possuir títulos, quiçá de médicos, porque não é apenas o título mas a capacidade do mesmo em aplicar tais métodos.
Claro está que não se trata de conceito religioso, embora o Cristão em suas diversas seitas e o Islâmico, da mesma forma, não aceitem a reencarnação como verdade, porque, para eles, a alma do falecido tem destino certo e irrevogável após o fim desta vida terrena que, para eles é única. As duas maiores religiões do mundo – Hinduísmo e Budismo – porém, são reencarnacionistas, motivo por que os principais pesquisadores deste fenômeno, como Ian Steevenson, são asiáticos já que, para eles, a posição religiosa não abala a científica.
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DEFICIÊNCIAS
Mario Quintana
'Deficiente' é aquele que não consegue modificar sua vida, aceitando as imposições de outras pessoas ou da sociedade em que vive, sem ter consciência de que é dono do seu destino.
'Louco ' é quem não procura ser feliz com o que possui.
'Cego ' é aquele que não vê seu próximo morrer de frio, de fome, de miséria, e só tem olhos para seus míseros problemas e pequenas dores.
'Surdo ' é aquele que não tem tempo de ouvir um desabafo de um amigo, ou o apelo de um irmão. Pois está sempre apressado para o trabalho e quer garantir seus tostões no fim do mês.
'Mudo' é aquele que não consegue falar o que sente e se esconde por trás da máscara da hipocrisia.
' Paralítico' é quem não consegue andar na direção daqueles que precisam de sua ajuda.
'Diabético ' é quem não consegue ser doce.
' Anão ' é quem não sabe deixar o amor crescer.
E, finalmente, a pior das deficiências é ser miserável, pois:
'Miseráveis' são todos que não conseguem falar com Deus
' A amizade é um amor que nunca morre .'
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VIVER COMO AS ÁRVORES
Que bela seria a vida se todos pudéssemos ser generosos como as árvores... Da semente pequenina, emergiríamos para o Mundo trazendo impresso em nós apenas o desejo de servir.
Observe: a árvore cresce e, em torno de si, espalha sombra, perfume e cor. Doadora . Em seu tronco adormecem os insetos, abrigam-se os animaizinhos. Por entre seus galhos, pássaros fazem suas casas. Nascem flores em seus brotos. E o Mundo se perfuma ao seu redor. Acolhedora .
Gentis árvores, que estendem sombras aos que caminham sob sol forte, que oferecem frutos aos famintos, que alegram a existência de todos com suas cores. A árvore não escolhe a quem presentear com suas dádivas. Não discrimina nem privilegia. Serve . A árvore segue o curso da natureza. Sempre produtiva e útil. Não se detém para reparar o que fazem os outros, não anota dificuldades. Prossegue .
Simples, precisa apenas de sol, água, ar e alimento. Nada exige. Cresce . E quando seus galhos se estendem em ramagens fortes, oferece-os para brincadeiras e divertimentos. Nela crianças fazem casas de brinquedo e balanços. Doa-se aos mais jovens . Concede .
A árvore oferece tudo e nada espera em troca. Submete-se mesmo àqueles que, para lhe retirarem os frutos maduros, atiram-lhe pedras. A seiva escorre do tronco ferido, mas ela... Ah, ela tolera A árvore, de raízes fortes e profundas, mostra-se firme, apesar da força das tempestades . Resiste .
E se o velho tronco se mostra cheio de nós, apontando idade avançada, sempre há o frescor dos galhos novos, de brotos verdes-claros. Renova-se .
Árvore cresce em toda parte, até em encostas de montanhas e em abismos perigosos. Mesmo em locais adversos, a árvore permanece imponente – sem perder a grandeza jamais. Forte .
Busca na terra escura, entre pequenos vermes, lodo e estrume, o material com que faz os frutos deliciosos que saciam a fome de tantos. Transformadora .
E se é abatida pelo machado da impiedade, ainda assim se transmuda em móveis úteis, casas seguras e calor em lareiras acesas. Perdoa . Silenciosa, a árvore cumpre sua trajetória. Deveríamos todos nós buscar nesse exemplo de generosidade, vindo da natureza, um roteiro de vida.
Vale a pena viver assim: empenhado em ser útil, sem se deixar abater pelas tempestades emocionais, oferecendo dádivas a todos. Firme, dócil, generoso.
Lembre que hoje é mais um dia de sua vida, em que surgirão dezenas de oportunidades de servir alguém, de perdoar ao outro, de ser útil e gentil, simples e amoroso. Seja hoje como a árvore que se cobre de flores e frutos para que os outros sejam felizes.
“Nos quadros vivos da Terra, desde a sua formação, a árvore generosa é imagem da Criação. É a vida em Deus que nos ama, que nos protege e nos cria, que fez a bênção da noite, e a bênção da luz do dia¨.
Redação do Momento Espírita, com pensamento final extraído do cap. 43, do livro Cartilha da natureza , pelo Espírito Casimiro Cunha, psicografia de Francisco Cândido Xavier, ed. Feb.
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ELES DISSERAM :
Deus! Dai-nos a graça de aceitar com serenidade as coisas que não podem ser mudadas, coragem para mudar as que devem ser mudadas e sabedoria para distinguir umas das outras.(R. Nienuhr)
Quando morreres, só levarás contigo aquilo que tiveres dado.(Saadi)
Se a gente quisesse ser apenas feliz, isso não seria difícil. Mas querer ficar mais feliz do que os outros é quase sempre difícil, porque nós sempre achamos que os outros são mais felizes do que nós (Montesquieu)
O pensamento humano, mais sutil e veloz que a luz, sobe e se eleva mais alto que as nuvens, e no seu vôo assombroso transcende as barreiras do universo visível, contempla e se expande na imensidade. (Marquês de Maricá)
Nunca se permita sentir-se triste ou deprimido. A depressão é um equívoco, porque contagia os outros e torna suas vidas mais difíceis, o que você não tem o direito de fazer. Portanto, se ela vier até você, jogue-a fora, imediatamente. (Krishnamurti)
A primeira lei da amizade consiste em pedir aos amigos coisas honestas, em fazer por eles coisas honestas. O amigo certo conhece-se nos momentos incertos. (Cícero)
O Amor é a base, a essência e o fim da existência. Só por meio do amor é que conhecemos a nós mesmos e compreendemos o mundo e a vida. A gente só vive enquanto ama (C.A.Helvetius)
É preciso querer ser feliz e contribuir para isso. Se ficarmos na posição do espectador impassível, deixando para a felicidade apenas a entrada livre e as portas abertas, será a tristeza que entrará. (Alain Touraine)
É apenas com o coração que alguém pode ver corretamente; o essencial é invisível para o olho. (A.Saint Exupéry)
O amor não consiste em fitar um ao outro, mas em olhar juntos na mesma direção. (A.Saint Exupéry)
Só os bons sentimentos podem unir-nos uns com os outros; nunca o interesse resultou em ligações firmes. Somente o amor puro é profundo. (Augusto Comte)
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ESPIRITISMO E VOCÊ
Recentemente você teve os primeiros contatos com a DOUTRINA ESPÍRITA e agora se deslumbra com as novas perspectivas espirituais da existência..
Ideais redentores. Relações pessoais enriquecidas. Conversações edificantes. Leitura nobre. Promissores ensejos de servir à fraternidade.
Recorde, no entanto, os imperativos da disciplina, em todos os empreendimentos, para que a afoiteza não lhe crie "frustrações". Tornar-se Espírita não é santificar-se automaticamente, não significa privilégio e nem expressa cárcere interior.
É oportunidade de libertação da ALMA com responsabilidades maiores ante as Leis da Criação. É reformar=se moralmente, dentro da própria VIida humana.
Convicção espírita é galardão abençoado no aprendizado multimilenar da evolução.
Desse modo, sem prevenção nem invigilância constituem caminhos para semelhante conquista.
Urge sustentar perseverança e paciência na execução justa de todos os deveres. Evite arrancar abruptamente as raízes defeituosas, mas profundas, de suas atividades; empreenda qualquer renovação pouco a pouco. Contenha os ímpetos de defesa intempestiva das suas idéias novas; sedimente primeiro os próprios conhecimentos.
Espiritismo é Claridade Eterna. Gradue a intensidade da Luz que você vislumbrar, para que seus olhos não sejam acometidos pela cegueira do fanatismo .
Muitas pessoas ainda se debatem nas lutas de subnível, porque não se dispuseram a aceitar a realidade que você está aceitando , mas, também, outros muitos palmilharam o lance da experiência que hoje você palmilha e nem por isso "alcançaram êxitos maiores", na batalha íntima e intransferível que travamos conosco, em vista da negligência a que ainda se afazem.
Crença não nos exime da consciência. Acertar ou cair são problemas pessoais. Tudo depende de você. Quem persiste na ilusão, abraça a teimosia Quanto mais se edifica a inteligência , mais se lhe acentua o prazer de servir .
Obedeça, pois, ao chamamento do Senhor, emprestando boa-vontade ao engrandecimento da redenção humana, através do trabalho ativo e incessante nos diversos setores em que se lhe possa desenvolver a colaboração. Conserve-se encorajado e confiante.
Alegria serena , em marcha uniforme, é a norma ideal para atingir-se a meta colimada.
Eleve anseios e esperanças , tentando sublimar emoções e cometimentos.
Acima de tudo, consolide no coração a certeza de que a revelação maior é aquela que nos preceitua o dever de procurar com JESUS a nossa libertação do mal e, em nosso próprio benefício, compreendamos a real posição do Mestre como Excelso Condutor de nosso mundo, em cujo infinito AMOR estamos construindo o REINO de DEUS em nós.
(grupo Mens@gero)
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Provérbio árabe:
Não digas tudo que sabes
Não faças tudo que podes
Não acredites em tudo que ouves
Não gastes tudo que tens
Porque:
Quem diz tudo que sabe
Quem faz tudo que pode
Quem acredita em tudo que ouve
Quem gasta tudo que tem
Muitas vezes: Diz o que não convém
Faz o que não deve
Julga o que não vê
Gasta o que não pode
Da perpetuidade do Espiritismo
Revista Espirita - Jornal de Estudos Psicológicos publicada sobre a direção de Allan Kardec - fevereiro de 1865
Num artigo anterior falamos dos incessantes progressos do Espiritismo. Serão esses progressos duráveis ou efêmeros? É um meteoro que brilha com luz passageira, como tantas outras coisas? É o que vamos examinar em poucas palavras.
Se o Espiritismo fosse uma simples teoria, uma escola filosófica fundada numa opinião pessoal, nada garantiria a sua estabilidade , porque poderia agradar hoje e não agradar amanhã; num dado tempo poderia não estar mais em harmonia com os costumes e o desenvolvimento intelectual e, então, cairia, como todas as coisas velhas, que ficam para trás do movimento; enfim poderia ser substituído por algo de melhor. Assim é com todas as concepções humanas, todas as legislações, todas as doutrinas puramente especulativas.
O Espiritismo apresenta-se em condições completamente outras, como tantas vezes temos feito observar. Repousa sobre um fato, o da comunicação entre o mundo visível e o invisível. Ora, um fato não pode ser anulado pelo tempo, como uma opinião. Sem dúvida ainda não é admitido por todos. Mas que importam as negações de alguns, quando ele é constatado diariamente por milhões de indivíduos, cujo número cresce incessantemente, e que nem são mais tolos, nem mais cegos que outros? Virá, pois, um momento em que não encontrará mais negadores do que os que há atualmente do movimento da terra.
Quanta oposição não levantou este último fato! Há quanto tempo faltam aos incrédulos boas razões aparentes para o contestar. “Como crer, diziam eles, na existência dos antipodas, marchando de cabeça para baixo? E se a terra gira, como pretendem, como crer que nós mesmos estejamos, de vinte e quatro em vinte e quatro horas, nessa posição incômoda sem nos apercebermos? Nesse estado, não mais poderíamos ficar ligados à terra senão quiséssemos marchar contra o fecto, com os pés no ar, à maneira de moscas. E depois, que aconteceria aos mares? Será que a água não se derrama quando se inclina o vaso? A coisa é simplesmente impossível, portanto é absurda, e Galileu é um louco.”
Entretanto, sendo um fato essa coisa absurda, triunfou de todas as razões contrarias e de todos os anátemas. Que faltava para admitir a sua possibilidade? o conhecimento da lei natural sobre a qual ela repousa. Se Galileu se tivesse contentado com dizer que a terra gira, ainda agora não o acreditariam. Mas as denegações caíram ante o conhecimento do princípio. Será o mesmo com o Espiritismo. Desde que repousa sobre um fato material, existente em virtude de uma lei explicada e demonstrada, que lhe tira todo caráter sobrenatural e maravilhoso, é imperecível. Os que negam a possibilidade das manifestações estão no mesmo caso dos que negaram o movimento da terra. A maioria nega a causa primeira, isto é, a alma, sua sobrevivência e sua individualidade. Então não é de surpreender que neguem o efeito. Julgam pelo simples enunciado do fato, e o declaram absurdo, como outrora declaravam absurda a crença nos antípodas. Mas, que pode sua opinião contra um fenômeno constatado pela observação e demonstrado por uma lei da natureza? Sendo o movimento da terra um fato puramente cientifico, sua demonstração não estava ao alcance do vulgo; foi preciso aceitá-lo sobre a fé nos cientistas. Mas o Espiritismo tem a mais, por si, poder ser constatado por todo o mundo, o que explica sua rápida propagação.
Toda descoberta nova de alguma importância tem conseqüências mais ou menos graves. A do movimento da terra e da lei da gravitação, que rege esse movimento as teve e incalculáveis. A ciência viu abrir-se à sua frente um novo campo de exploração e não se poderiam enumerar todas as descobertas, as invenções e as aplicações que foram sua conseqüência. O progresso da ciência acarretou o da indústria, e o progresso da indústria mudou a maneira de viver, os hábitos, numa palavra todas as condições de ser da humanidade. O conhecimento das relações do mundo visível e do mundo invisível tem conseqüências ainda mais diretas e mais imediatamente práticas, porque está ao alcance de todas os individualidades e do interesse de todos. Devendo cada homem necessariamente morrer, ninguém pode ser indiferente ao em que se transformará após a morte. Pela certeza que o Espiritismo dá do futuro, muda a maneira de ver e influi sobre a moralidade. Abafando o egoísmo, modificará profundamente as relações sociais de indivíduo a indivíduo e de povo a povo.
Muitos reformadores de pensamento generoso formularam doutrinas mais ou menos sedutoras; mas, em sua maioria, apenas tiveram um sucesso de seita, temporário e circunscrito. Foi assim e assim será sempre com as teorias puramente sistemáticas, porque na terra não é dado ao homem conceber algo de completo e perfeito. Ao contrário, o Espiritismo, apoiando-se não numa idéia preconcebida, mas em fatos patentes , está ao abrigo dessas flutuações e não poderá senão crescer, à medida que os fatos forem vulgarizados, melhor conhecidos e melhor compreendidos Ora, nenhuma força humana poderia impedir a vulgarização de fatos que cada um pode constatar . Constatados os fatos, ninguém poderá impedir as conseqüências dos mesmos resultantes . Estas conseqüências são aqui uma revolução completa nas idéias e na maneira de ver as coisas deste mundo e do outro. Antes que este século tenha passado ela será realizada.
Mas, dirão, ao lado dos fatos tendes uma teoria, uma doutrina; quem vos diz que essa teoria não sofrerá variações? Que em alguns anos a de hoje será a mesma?
Sem dúvida ela pode sofrer modificações em seus detalhes , à vista de novas observações; mas, uma vez adquirido o princípio, não pode variar e, menos ainda, anular-se; é o essencial . Desde Copérnico e Galileu tem-se calculado melhor o movimento da terra e dos astros, mas o fato do movimento ficou com o princípio.
Dissemos que o Espiritismo é, antes de tudo, uma ciência de observação . É o que faz a sua força contra os ataques de que é objeto e dá. aos seus adeptos uma fé inquebrantável. Todos os raciocínios que lhe opõem caem diante dos fatos, e esses raciocínios têm tanto menos valor aos seus olhos quanto mais os sabem interesseiros . Em vão se lhe diz que isto não é, ou é outra coisa. Respondem: Não podemos negar a evidência. Ainda quando se tratasse de um só, poderia julgar-se vítima de uma ilusão; mas quando milhões de indivíduos vêem a mesma coisa, em todos os países, conclui-se logicamente que são os negadores que abusam.
Se os fatos espíritas só tivessem como resultado satisfazer a curiosidade, certamente ocasionariam apenas uma preocupação momentânea , como tudo o que é inútil; mas as conseqüências que deles decorrem tocam o coração, tornam felizes, satisfazem as aspirações , enchem o vazio cavado pela dúvida, lançam a luz sobre a temível questão do futuro; ainda mais, neles se vê uma causa poderosa de moralização para a sociedade; elas têm, pois, um grande interesse. Ora, a gente não renuncia facilmente ao que é uma fonte de felicidade. Certamente não é com a perspectiva do nada, nem com a das chamas eternas que arrancarão os Espíritas de sua crença.
O Espiritismo não se afastará da verdade e nada terá a temer das opiniões contraditórias, enquanto sua teoria cientifica e sua doutrina moral forem uma dedução dos fatos escrupulosa e conscientemente observados, sem preconceitos nem sistemas preconcebidos . É diante de uma observação mais completa que todas as teorias prematuras e aventurosas, surgidas na origem dos fenômenos espíritas modernos, caíram e vieram fundir-se na imponente unidade que hoje existe, e contra a qual só se atiram raras individualidades, que diminuem dia a dia. As lacunas que a teoria atual pode ainda conter encher-se-ão da mesma maneira. o Espiritismo está longe de haver dito a última palavra, quanto às suas conseqüências, mas é inamolgável em sua base, porque esta base está assentada nos fatos .
Assim, que os Espíritas nada receiem: o futuro lhes pertence; que deixem os adversários se debatendo sob o aperto da verdade, que os ofusca, porque toda denegação é impotente contra a evidência que, inevitavelmente, triunfa pela mesma força das coisas. É uma questão de tempo, e neste século o tempo marcha a passos de gigante, sob o impulso do progresso.
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AJUDA-TE,QUE O CÉU TE AJUDARÁ
Narra-se que um sábio caminhava com os discípulos por uma estrada tortuosa, quando encontraram um homem piedoso que, ajoelhado, rogava a Deus que o auxiliasse a tirar seu carro do atoleiro.
Todos olharam o devoto, sensibilizaram-se e prosseguiram.
Alguns quilômetros à frente, havia um outro homem, que tinha, igualmente, o carro atolado num lodaçal. Este, porém, esbravejava reclamando, mas tentava com todo empenho liberar o veículo.
Comovido, o sábio propôs aos discípulos ajudá-lo.
Reuniram todas as forças e conseguiram retirar o transporte do atoleiro. Após os agradecimentos o viajante se foi feliz.
Os aprendizes surpresos, indagaram ao mestre: senhor, o primeiro homem orava, era piedoso e não o ajudamos. Este, que era rebelde e até praguejava, recebeu nosso apoio. Por que?
Sem perturbar-se, o nobre professor respondeu: aquele que orava, aguardava que Deus viesse fazer a tarefa que a ele competia. O outro, embora desesperado por ignorância, empenhava-se, merecendo auxílio.
* * *
Muito de nós costumamos agir como o primeiro viajante. Diante das dificuldades que nos parecem insolúveis, acomodamo-nos, esperando que Deus faça a parte que nos cabe para a solução do problema.
Nós podemos e devemos empregar esforços para melhorar a situação em que nos encontramos.
Há pessoas que desejam ver os obstáculos retirados do caminho por mãos invisíveis, esquecidas de que esses obstáculos, em sua maioria, foram ali colocados por nós mesmos, cabendo-nos agora, a responsabilidades de retirá-los.
Alguns se deixam cair no amolentamento, alegando que a situação está difícil e que não adianta lutar.
Outros não dispõem de perseverança, abandonando a luta após ligeiros esforços.
Com propriedade afirma a sabedoria popular que "pedra que rola não cria limo" , sugerindo alteração de rota, movimento, dinamismo, realização.
Não basta pedir ajuda a Deus, é preciso buscar, conforme o ensino de Jesus: "buscai e achareis" , "batei e abrir-se-vos-á" .
Devemos, portanto, fazer a nossa parte que Deus nos ajudará no que não estiver ao nosso alcance resolver.
PENSE NISSO : Seria ideal que, sem reclamar e pensando corretamente, fizéssemos esforços para retirar do atoleiro o carro da nossa existência, a fim de seguirmos adiante felizes, com coragem e disposição. Confiantes de que Deus sustentará as nossas forças para que possamos triunfar.
Equipe Momento Espírita www.momento.com.br
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O COPO E O LAGO
O velho Mestre pediu a um jovem triste que colocasse uma mão cheia de sal em um copo d'água e bebesse.
-"Como é o gosto?" - perguntou o Mestre.
-"Ruim" - disse o aprendiz.
O Mestre sorriu e pediu ao jovem que pegasse outra mão cheia de sal e levasse a um lago. Os dois caminharam em silêncio e o jovem Jogou o sal no lago. Então o velho disse:
-"Beba um pouco dessa água".
Enquanto a água escorria do queixo do jovem o Mestre perguntou: -"Como é o gosto?"
-"Bom!" disse o rapaz.
-"Você sente o gosto do sal?"perguntou o Mestre.
-"Não" disse o jovem.
O Mestre então, sentou ao lado do jovem, pegou em suas mãos e disse:
-"A dor na vida de uma pessoa não muda. Mas o sabor da dor depende de onde a colocamos. Quando você sentir dor, a única coisa que você deve fazer é aumentar o sentido de tudo o que está a sua volta. É dar mais valor ao que você tem do que ao que você perdeu.
Em outras palavras: É deixar de ser copo para se tornar um Lago."(deconhecemos a autoria)
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CONSTRUÇÃO SOBRE A ROCHA
Você se considera uma pessoa de fé? Não importa qual seja a sua religião, mas será que você tem plena confiança nas verdades que aprende, a ponto de obter sustentação nas horas difíceis?
Para os cristãos, há um ensinamento do Cristo que vale a pena relembrar e refletir.
Em Mateus, cap. 7, versículos 21 a 29, lemos o seguinte:
¨ Todo aquele que ouve estas minhas palavras, e as põe em prática, será como um homem prudente que construiu sua casa sobre a rocha. Caiu a chuva, vieram as enxurradas, sopraram os ventos e deram contra a casa, mas ela não desabou. Estava fundada na rocha.
Mas todo aquele que ouve estas minhas palavras, e não as põe em prática, será como um homem tolo que construiu sua casa sobre a areia. Caiu a chuva, vieram as enxurradas, sopraram os ventos e deram contra aquela casa, e ela desabou. E grande foi sua ruína¨.
Jesus se refere, claramente, à fé operante daqueles que ouvem as suas palavras e as praticam.
A fé operante é aquela que nos sustenta nas horas mais difíceis da vida. Será que a nossa fé resiste às chuvas, ventos e enxurradas que chegam a cada dia? Ou será que o mais leve vento derruba a nossa confiança em Deus?
Será que, quando o vendaval da morte arranca do nosso convívio uma pessoa querida, nossa casa ainda continua firme, ou desaba como as construções feitas sobre a areia?
Nesses momentos, só a certeza da imortalidade da alma e da individualidade que nosso ente caro guarda após a morte, será capaz de nos trazer conforto íntimo.
Quando a nossa fé não está fundamentada na razão, passamos a nos questionar: “E se a morte for o fim de tudo? E se meu familiar querido se foi para sempre? E se aquele corpo que foi enterrado era tudo que existia?"
Nessas horas, o cristão se esquece que o mestre, de quem se diz seguidor, deu o maior exemplo de imortalidade e individualidade, voltando depois de ter sido morto e enterrado. E voltou para provar que o túmulo não é o fim da vida, e que o espírito conserva sua individualidade, isto é, não se perde no todo, como uma gota d'água no oceano.
Tendo essas bases sustentando a fé, nada a fará desabar, nem mesmo os mais terríveis temporais. E se é capaz de sustentar diante da mais terrível das dores, que é a da separação pela morte, que força não terá frente às demais amarguras?
Se em algum momento a sua fé demonstrar fragilidade diante de uma situação qualquer, talvez seja hora de você buscar solidificar suas certezas. Se você diz ter fé num Deus justo e bom, nada que lhe aconteça deverá ser motivo de desespero.
Se nas bases da sua fé está bem sedimentada a certeza de que cada um receberá segundo suas obras, nenhuma tempestade a abalará. Você terá sempre confiança plena no Criador, que tudo sabe e a tudo provê. Mas, se a mais leve brisa abala suas frágeis crenças, é hora de refletir, estudar a fundo as bases da sua religião e fortalecê-las.
Só assim essa construção estará firmada na rocha. Na rocha de convicções inabaláveis.
Pense nisso! Fé inabalável só o é a que pode encarar frente a frente a razão, em todas as épocas da humanidade.
Equipe de Redação do Momento Espírita, com base em O Evangelho segundo o Espiritismo. www.momento.com.
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A IMPORTÃNCIA DOS LIVROS DA CODIFICAÇÃO
Sérgio Biagi Gregório
http://www.ceismael.com.br/artigo/artigo120.htm- Recebida da ¨A Era do Espírito¨
1. INTRODUÇÃO
Por que enaltecer os livros da codificação? Quais são esses livros? Por qual deles deveríamos começar o nosso estudo? Para que possamos responder a essas perguntas, fizemos um pequeno roteiro, em que tratamos da relação ensino-aprendizagem, conteúdo doutrinal dos livros e das conseqüências que daí dimanam.
2. CONSIDERAÇÕES INICIAIS
O Espiritismo , codificado por Allan Kardec no século XIX, existe, como idéia, há muito mais tempo. Pode-se dizer que, desde que o homem é homem, as idéias espíritas já começavam a se desabrochar, pois a preocupação com a vida futura e o relacionamento com os chamados mortos eram assuntos corriqueiros na Antigüidade. Ao longo da história, muitos espiritualistas tentaram levar alguma luz sobre a relação corpo-alma. Essas orientações, contudo, foram ofuscadas pelo orgulho, vaidade e interesses próprios de outros pensadores, que deixaram a humanidade numa total ignorância com relação à reencarnação e à possibilidade de comunicação com os seres extracorpóreos. Na introdução de O Evangelho Segundo o Espiritismo , Allan Kardec desenvolve a tese de que Sócrates e Platão foram os precursores da idéia cristã e do Espiritismo. José Herculano Pires, em O Espírito e o Tempo , traça-nos a linha de evolução do Espiritismo, começando pelo horizonte tribal (mediunismo primitivo) e terminando no horizonte civilizado (positivação da mediunidade), quando da vinda do codificador. Jesus, quando esteve encarnado, anunciou o Consolador Prometido – o Espírito da Verdade – que viria relembrar o que Ele tinha dito e ensinar muitas outras coisas. Na época predita, mais especificamente em 18 de abril de 1857, surge o Espiritismo, a terceira revelação, tendo como codificador Allan Kardec, pseudônimo de Hippolyte Léon Denizard Rivail.
3. RELAÇÃO ENSINO-APRENDIZAGEM
Para que possamos bem entender a importância dos livros da codificação, achamos conveniente elaborar alguns raciocínios sobre o estudo, a aprendizagem e o ensino doutrinário.
3.1. O ESTUDO DOUTRINÁRIO
O que é uma doutrina? O que se entende por doutrinário?
Doutrina – O sentido mais antigo é o que deriva da sua etimologia latina doctrina que, por sua vez, vem de doceo , "ensino". O sentido mais antigo, portanto, é de ensino ou aprendizado do saber em geral, ou do ensino de uma disciplina particular. Ao longo do tempo perdeu-se o sentido original e o termo firmou-se como o indicador de um conjunto de teorias, noções e princípios coordenados entre eles organicamente que constituem o fundamento de uma ciência, de uma filosofia, de uma religião etc. Doutrinário – O termo indica, em geral, quem obedece rigidamente aos princípios da própria doutrina, prestando atenção à teoria no seu sentido abstrato, mais do que no prático. Em se tratando do Espiritismo, devemos seguir rigorosamente os princípios codificados por Allan Kardec. Ou seja, devemos estudar as obras básicas, para melhor alicerçar os fundamentos doutrinários.
3.2. O ESTUDO E A APRENDIZAGEM DA DOUTRINA
O processo de aprendizagem pode ser posto da seguinte forma: 1. Deve haver necessidade de resolver um problema; 2. Para enfrentar o problema a pessoa se prepara: estuda, lê, consulta, pergunta, examina instrumentos etc. 3. A pessoa faz algumas tentativas de ação. Em inglês diz-se learning by doing . Aprende-se fazendo. 4. Constata fracasso e sucesso. Tenta corrigir o fracasso e repetir o sucesso. 5. A aprendizagem baseia também numa aprendizagem anterior. O aprender envolve, assim, a captação dos dados, a sua memorização, a associação com outros conhecimentos e a aplicação em outros campos de interesse. O aprender pressupõe uma mudança de comportamento. Quer dizer, só podemos nos dizer conhecedores, aprendizes da Doutrina Espírita, quando isto processar uma mudança em nós. Contudo , essa mudança deve estar associada à orientação de Jesus. Sem o apoio do Mestre Jesus, nenhum ensinamento será bem concretizado em nossos corações. Aprender é aproximar-se à filosofia de Sócrates, ou seja, ao "sei que nada sei". E esta é a verdadeira atitude, porque nos leva à humildade.
3.3. DA APRENDIZAGEM AO ENSINO DOUTRINÁRIO
A palavra ensinar – do latim in + signare significa marcar com um sinal. As perguntas relevantes são: que tipo de sinal estamos marcando o nosso próximo? Que tipo de estímulo estamos transmitindo àqueles que nos rodeiam? Estamos aproveitando o material, considerado inútil pelos outros? Estamos aureolando de esperança as mentes sombrias? Às vezes um conhecimento nos visita a mente, mas como não estamos preparados para absorvê-lo, ele passa e se esvai. Quando, porém, descobrimos o nosso espírito para a verdade, o ensinamento surge e se aclimata em nosso passivo espiritual. Um exemplo prático: estamos tão acostumados a repetir a frase: "amar ao próximo como a si mesmo", sem, muitas vezes, penetrar na sua profundidade. O texto original, em hebraico, dá uma outra versão: "somente quando você amar a si mesmo, pode amar seu próximo". Isso afirma bem outra coisa, ou seja, o amar a si mesmo é uma precondição para amar o próximo. A partir dessa constatação, passamos a interpretar os fatos de uma forma mais racional e menos emotiva. Em outras palavras, passamos a ensinar melhor.
4. OS LIVROS DA CODIFICAÇÃO
Os livros básicos da doutrina são:
O Livro dos Espíritos (1857); O Livro dos Médiuns - ou Guia dos Médiuns e dos Doutrinadores (1861); O Evangelho Segundo o Espiritismo (1864); O Céu e o Inferno - ou Justiça Divina Segundo o Espiritismo (1865); A Gênese - os Milagres e as Predições Segundo o Espiritismo (1868) . Além dos cinco livros acima, Kardec escreveu também: O que é o Espiritismo (1859); O Espiritismo em sua Expressão Mais Simples (1862); Viagem Espírita (1862); Obras Póstumas (1.ª edição — 1890); Revista Espírita , periódico mensal (1.ª edição — 1.º de janeiro de 1858) Há, também, os escritos complementares de autores encarnados, tais como, Gabriel Delanne, Leon Denis, Camile Flammarion, J. Herculano Pires, Edgar Armond etc e as obras mediúnicas , como as psicografadas por Francisco Cândido Xavier, Divaldo Pereira Franco e outros.
4.2. O QUE CADA LIVRO REPRESENTA?
O LIVRO DOS ESPÍRITOS resume toda a Doutrina, enquanto os demais se dedicam a assuntos especializados , oriundos da necessidade de desdobramento de cada uma das partes de O Livro dos Espíritos .
O LIVRO DOS MÉDIUNS tem sua fonte na segunda parte de O Livro dos Espíritos . Trata da parte experimental da doutrina. Trata do gênero de todas as manifestações, da educação da mediunidade e das dificuldades e tropeços que ocorrem na prática do Espiritismo.
O EVANGELHO SEGUNDO O ESPIRITISMO é decorrência da terceira parte de O Livro dos Espíritos . Seu conteúdo sintetiza as explicações das máximas morais do Cristo em concordância com o Espiritismo e suas aplicações às diversas circunstâncias da vida.
O CÉU E O INFERNO contém o exame comparado das doutrinas sobre a passagem da vida corporal para a vida espiritual, as penas e recompensas futuras, os anjos e os demônios, as penas eternas etc., seguido de numerosos exemplos sobre a situação real da alma, durante e após a morte. Decorre da quarta parte de O Livro dos Espíritos , e coloca ao nosso alcance o mecanismo da Justiça Divina, em consonância com o princípio evangélico: "A cada um segundo as suas obras".
A GÊNESE , os Milagres e as Predições Segundo o Espiritismo trata dos problemas genésicos e da evolução física da Terra. Abrange as questões da formação e desenvolvimento do globo terreno e as referentes a passagens evangélicas e bíblicas. Explica, à luz da razão, os milagres do Evangelho.
4.3. POR ONDE COMEÇAR O ESTUDO DA DOUTRINA?
Como se vê, devemos começar pelo geral, para depois ir ao particular. A codificação começou de forma generalizada, ou seja, pelo O Livro dos Espíritos . Se quisermos fazer um estudo sério do Espiritismo, devemos começar a nossa reflexão pelas questões ali ventiladas, no sentido de estimular a nossa curiosidade para o estudo de assuntos mais específicos, como é o caso da mediunidade e de outros aspectos da moral evangélica. A frase lapidar comece pelo começo é oportuna. Comecemos pelo começo, ou seja, pelo O Livro dos Espíritos .
5. O ESTUDO DAS OBRAS BÁSICAS E SUAS CONSEQÜÊNCIAS
5.1. O TEMPO QUE SE GANHA
O tempo que se gasta, lendo romances e outras novidades, poderia ser mais bem aproveitado debruçando-se sobre as obras básicas da codificação. A formação de um grupo de estudo para analisar, por exemplo, O Livro dos Espíritos é de uma utilidade sem limites. Quando nos predispomos a estudar pergunta por pergunta, vamos nos inteirando de detalhes valiosos para o nosso aprendizado. Um exemplo: a pergunta 176A – "Existem homens que estão na Terra pela primeira vez?" Resposta: "há muitos, em diversos graus". Daí, podemos tirar a seguinte dedução: os laços de família são importantes, não resta dúvida, mas não devemos dar-lhes um peso exagerado, pois há Espíritos que estão vindo a este Planeta pela primeira vez, e conseqüentemente não tem nenhuma relação mais direta com aqueles Espíritos que são seus pais ou seus parentes mais próximos.
5.2. LIVRA-NOS DO ERRO DA ABSOLUTIZAÇÃO DO RELATIVO
Ao tratarmos do pensamento, somos passíveis de confundir a parte com o todo. Um estudo sério dos princípios doutrinários ameniza tal erro. Senão vejamos: lemos um romance, que retrata um caso particular. De imediato, queremos generalizar este episódio, aplicando-o a todo o ser vivente. Esquecemo-nos de que o relato é uma verdade relativa; serve para aquela situação, mas não deve ser extrapolado para toda a humanidade. Da leitura do romance, podemos deduzir que a reencarnação é um castigo. Confrontando, porém, com os ensinamentos trazidos por Allan Kardec, vemos que a reencarnação é sempre uma oportunidade de evolução, não um castigo. A dúvida se desfaz e passamos a enfrentar com mais segurança os revezes do nosso caminho. Aprendemos, assim, que podemos sofrer porque queremos evoluir e não simplesmente por causa da ira de Deus.
5.3. A FELICIDADE DA COMPREENSÃO
Diz o ditado que "sempre chegamos tarde às verdades mais simples". O mesmo se dá com o nosso desenvolvimento moral e espiritual. Contudo, quando nos compenetramos do valor inestimável dos livros da codificação, vamos adquirindo uma riqueza interior que nenhum ladrão consegue nos roubar. Onde quer que estejamos, estaremos conosco mesmos. Se a nossa consciência estiver tranqüila, tranqüilo também estará o nosso coração.
6. CONCLUSÃO
Quando estivermos totalmente absorvidos nos temas das obras básicas, começaremos a perceber uma mudança radical em nossa visão de mundo. O que antigamente era exaltado, hoje deixa de sê-lo, e o que era desprezado hoje é exaltado.
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MEU DEUS
Mahatma Gandhi
Ajuda-me a dizer a palavra da verdade na cara dos fortes, e a não mentir para obter o aplauso dos débeis. Se me dás dinheiro, não tomes a minha felicidade, e se me dás forças, não tires o meu raciocínio. Se me dás êxito, não me tires a humildade, se me dás humildade, não tires a minha dignidade. Ajuda-me a conhecer a outra face da realidade, e não me deixes acusar os meus adversários, apodando-os de traidores, porque não partilham o meu critério. Ensina-me a amar os outros como me amo a mim mesmo, e a julgar-me como o faço com os outros. Não me deixes embriagar com o êxito, quando o consigo, nem a desesperar, se fracasso. Sobretudo, faz-me sempre recordar que o fracasso é a prova que antecede o êxito. Ensina-me que a tolerância é o mais alto grau da força e que o desejo de vingança é a primeira manifestação da debilidade. Se me despojas do dinheiro, deixa-me a esperança, e se me despojas do êxito, deixa-me a força de vontade para poder vencer o fracasso. Se me despojas do dom da saúde deixa-me a graça da fé. Se causo dano a alguém, dá-me a força da desculpa, e se alguém me causa dano, dá-me a força do perdão e da clemência. Meu Deus, se me esquecer de Ti, Tu não Te esqueças de mim
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FÉ E ORAÇÃO
Não é a repetição automática de palavras decoradas que nos aproxima de Deus. Não é a oferta de valores e de bens que nos concederá a paz que tanto almejamos. Não serão rituais, nem trajes específicos que garantirão às nossas almas o consolo e a orientação de que necessitamos Deus dispensa fórmulas para estender seus braços amorosos em nossa direção. Somente a fé verdadeira, que deve ser conquistada por nós, individualmente e à custa de esforço e dedicação, é que nos oferecerá tais bênçãos de forma efetiva e permanente. (autor desconhecido).
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ILUMINANDO AS RUAS DA VIDA
Benjamin Franklin é a pessoa a quem devemos agradecer pela iluminação pública. Ele apresentou a idéia de iluminar as ruas e teve sabedoria para conseguir que esta idéia fosse implementada. E o que fez ele? Foi aos vereadores e exigiu que as ruas da cidade fossem iluminadas? Não! Reuniu um grupo de moradores e fez passeata exigindo que as luzes fossem espalhadas pelas ruas? Não! Na realidade, o que fez foi bastante simples. Toda noite ele iluminava uma lanterna de metal polido e brilhante e a pendurava em uma árvore bem em frente de sua casa. Noite após noite ele repetia isso, iluminando seu pequeno canto do mundo. Logo todos os seus vizinhos começaram a seguir seu exemplo e em pouco tempo toda a cidade estava apreciando os benefícios das luzes nas ruas. Temos consciência de que vivemos, atualmente, em um mundo onde as trevas estão cada vez mais intensas. A violência, a corrupção, a mentira e o desamor cooperam para que as ruas de nossas vidas estejam cada vez mais escuras. As pessoas não mais se abraçam, os braços têm estado cada vez mais encolhidos e o desamor tem sido regra geral e não exceção. Queixamo-nos da situação, murmuramos contra a indiferença de nossos governantes e até chegamos a crer que não há nenhuma luz no fim do túnel. E o que temos feito? Que atitude temos tomado para que as nuvens escuras sejam dissipadas? Acomodamo-nos achando que nada se pode fazer ou alistamo-nos nas fileiras dos que confiam que "tudo é possível ao que crê?" Não podemos iluminar todo o mundo e nem acabar com as trevas que o envolvem de uma só vez, mas podemos começar acendendo a lanterna brilhante de nossos corações. Quanto mais lanternas espirituais acesas existirem,menos espaço haverá para a escuridão. Não espere pelo seu irmão ou seu vizinho, comece a iluminar o mundo por você!
Paulo Roberto Barbosa Um cego na Internet
Intensifique o próprio esforço. Sua vida será o que fizer dela. (André Luiz)
A morte é a mudança completa de casa sem mudança essencial da pessoa. (Chico Xavier)
Não acrescente dias à sua vida, mas vida a seus dias.( Harry Benjamin)
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A IMPORTÂNCIA DO PENSAMENTO NA REUNIÃO ESPIRITA
Dr. Eduardo http://www.cema.org.br/Artigo18.htm
Estas palavras foram transcritas do Discurso de Abertura pelo Sr. Allan Kardec na Sessão Anual Comemorativa dos Mortos na Sociedade de Paris, em 1º de Novembro de 1868. "O Espiritismo é uma Religião?" A Obsessão - Allan Kardec - Tradução Wallace Leal V. Rodrigues-páginas 263-274 "... Qual a utilidade que pode haver em se reunir assim num dia determinado?".
Jesus no-lo indica pelas palavras citadas em (Mat. XVII, 20) "Onde quer que se encontrem duas ou três pessoas reunidas em meu nome, aí estarei com eles" . Esta utilidade está no resultado produzido pela comunhão de pensamentos que se estabelece entre pessoas reunidas com o mesmo objetivo. Mas compreende-se bem toda a expressão: "Comunhão de pensamentos?" Seguramente, até este dia, poucas pessoas dela tinham feito uma idéia completa. O espiritismo, que nos explica tantas coisas, pelas leis que nos revela, vem ainda nos explicar a causa, os efeitos e o poder desta situação do espírito. Comunhão de pensamento quer dizer pensamento comum unidade de intenção, de vontade, de desejo, de aspiração.
Ninguém pode desconhecer que o pensamento seja uma força; mas é uma força puramente moral e abstrata? Não; do contrário não explicariam certos efeitos do pensamento e, ainda menos, a comunhão do pensamento. Para o compreender é preciso conhecer as propriedades e a ação dos elementos que constituem a nossa essência espiritual, e é o Espiritismo que no-las ensina. O pensamento é o atributo característico do ser espiritual; é ele que distingue o espírito da matéria: sem o pensamento o espírito não seria espírito. A vontade não é atributo especial do espírito: é o pensamento chegado a um certo grau de energia; é o pensamento tornado força motriz. É pela vontade que o espírito imprime aos membros e ao corpo movimentos num determinado sentido. Mas se ele tem a força de agir sobre os órgãos materiais, como não deve ser maior esta força sobre os elementos fluídicos que nos cercam! O pensamento age sobre os fluidos ambientes como o som age sobre o ar; esses fluidos nos trazem o pensamento como o ar nos traz o som. Pode, pois, dizer-se com todo a verdade que há nesses fluidos ondas e raios de pensamentos que se cruzam sem se confundir, como há no ar ondas e raios sonoros.
Uma assembléia é um foco onde irradiam pensamentos diversos; é como uma orquestra, um coro de pensamentos em que cada um produz sua nota. Resulta daí uma porção de correntes e de eflúvios fluídicos, cada um dos quais recebe a impressão pelo sentido espiritual, como num coro de música cada uma recebe a impressão dos sons pelo sentido da audição. Mas, assim como há raios sonoros harmônicos ou discordantes, também há pensamentos harmônicos ou discordantes.
Se o conjunto for harmônico, a impressão será agradável; se for discordante, a impressão será penosa. Ora, para isso não é preciso que o pensamento seja formulado em palavras; a radiação fluídica não existe menos, seja ou não expressa; se todas forem benevolentes, todos os assistentes experimentarão um verdadeiro bem-estar e sentir-se-ão à vontade; mas se misturarem alguns pensamentos maus, produzem o efeito de uma corrente de ar gelado num meio tépido. Tal é a causa do sentimento de satisfação que se experimenta numa reunião simpática; aí como que reina uma atmosfera moral salubre, onde se respira à vontade; daí se sai reconfortado, porque se ficou impregnado de eflúvios fluídicos salutares. Assim se explicam, também, a ansiedade, e o mal-estar indefinível que se sente num meio antipático, em que pensamentos malévolos provocam, por assim dizer, correntes fluídicas malsãs.
A comunhão de pensamentos produz, assim, uma espécie de efeito físico que reage sobre o moral; é o que só o Espiritismo poderia dar a compreender. O homem o sente instintivamente, desde que procure as reuniões onde sabe que encontra essa comunhão. Nas reuniões homogêneas e simpáticas adquire novas forças morais; poder-se-ia dizer que aí recupera as perdas fluídicas que tem diariamente, pela radiação do pensamento, como recupera pelos alimentos as perdas do corpo material. A esses efeitos da comunhão dos pensamentos junta-se um outro que é a sua conseqüência natural, e que importa não perder de vista: é o poder que adquire o pensamento ou a vontade, pelo conjunto de pensamentos ou vontades reunidas.
Sendo a vontade uma força ativa, esta força é multiplicada pelo número de vontades idênticas, como a força muscular é multiplicada pelo número de braços. Aceito este ponto, concebe-se que nas relações que se estabelecem entre os homens e os Espíritos haja, numa reunião onde reine uma perfeita comunhão de pensamentos, uma força atrativa ou repulsiva, que nem sempre possui o individuo isolado. Para os espíritas a comunhão de pensamentos tem um resultado ainda mais especial. Vimos o efeito dessa comunhão de homem a homem; o Espiritismo nos prova que não é menor dos homens para os Espíritos, e reciprocamente. Com efeito, se o pensamento coletivo adquire força pelo número, um conjunto de pensamentos idênticos, tendo o bem por objetivo, terá mais força para neutralizar a ação dos maus Espíritos.
Sozinho o homem pode sucumbir, ao passo se sua vontade for corroborada por outras vontades poderá resistir, segundo o axioma: "A união faz a força" , verdadeiro tanto no moral quanto no físico. A influência salutar dos bons Espíritos não encontrará obstáculos; seus eflúvios fluídicos não serão detidos por correntes contrárias, espalhar-se-ão sobre todos os assistentes, precisamente por que todos o terão atraído pelo pensamento, não cada um em proveito pessoal, mas em proveito de todos conforme a lei da caridade. Assim pela comunhão de pensamentos, os homens se assistem entre si e ao mesmo tempo assistem aos Espíritos e são por estes assistidos. As relações entre o mundo visível e o mundo invisível não são mais individuais, são coletivas, e, por isso mesmo, mais poderosas para o proveito da assistência como para o dos indivíduos. Estabelece-se a solidariedade, que é a base da fraternidade. Ninguém trabalha para si só, mas para todos, e trabalhando por todos cada um aí encontra a sua parte. É o oposto do egoísmo.
O Espiritismo faz que compreendamos, então, o poder e os efeitos dos pensamentos coletivos; explicando-nos melhor o sentimento de bem estar que se experimenta num meio homogêneo e simpático; este sentimento também ocorre com os Espíritos, porque eles também recebem os eflúvios de todos os pensamentos benevolentes que para eles se elevam, com uma nuvem de perfume. Os que são felizes experimentam uma maior alegria por esse concerto harmonioso; os que sofrem sentem um maior alívio. Todas as reuniões religiosas, seja qual for o culto a que pertençam, são fundadas na comunhão de pensamentos; é aí, com efeito, que esta deve e pode exercer todo a sua força, porque o objetivo deve ser o desprendimento do pensamento das garras da matéria. Devemos, pois ir as reuniões espíritas com o entendimento nas palavras de Jesus: "Quando estiverdes diversos reunidos em meu nome, estarei no meio de vós" . Reunidos em meu nome quer dizer com um pensamento comum; mas não se pode estar reunido em nome de Jesus sem assimilar os seus princípios, a sua doutrina que é a Caridade em pensamentos, palavras e obras.
Qual o sentimento no qual se devem confundir todos os pensamentos? È um sentimento todo moral, todo espiritual, todo humanitário: o da caridade para todos, ou, por outras palavras: o amor do próximo, que compreende os vivos e os mortos. A caridade é a alma do Espiritismo: ela resume todos os deveres do homem para consigo mesmo e para com os seus semelhantes. É com este pensamento em todos que devemos ir as reuniões espíritas.
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"Não Julgues Teu Irmão
Amigo,
examina o trabalho que desempenhas. Analisa a própria conduta. Observa os atos que te definem. Vigia as palavras que proferes. Aprimora os pensamentos que emites. Pondera as responsabilidades que recebeste. Aperfeiçoa os próprios sentimentos. Relaciona as faltas em que, porventura, incorreste. Arrola os pontos fracos da própria personalidade. Inventaria os débitos em que te inseriste. Sê o investigador de ti mesmo, o defensor do próprio coração, o guarda de tua mente.
Mas, se não deténs contigo a função do juiz, chamado à cura das chagas sociais, não julgues o irmão do caminho, porque não existem dois problemas, absolutamente iguais, e cada espírito possui um campo de manifestações particulares.
Cada criatura tem o seu drama, a sua aflição, a sua dificuldade e a sua dor. Antes de julgar, busca entender o próximo e compadece-te, para que a tua palavra sejam uma luz de fraternidade no incentivo do bem. E, acima de tudo, lembra-te de que amanhã, outros olhos pousarão sobre ti, assim como agora a tua visão se demora sobre os outros. Então, serás julgado pelos teus julgamentos e medido, segundo as medidas que aplicas aos que te seguem.
"André Luiz (in “Comandos do Amor”, psicografia de Chico Xavier).
"Nada se esquece mais lentamente do que uma ofensa e nada mais rápido que um favor".
Martinho Lutero, teólogo, reformista protestante, 1483-1546
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PERFEIÇÃO MORAL
Elio Mollo
http://aeradoespirito.sites.uol.com.br/A_ERA_DO_ESPIRITO_-_Portal/ARTIGOS/Artigos_E/PERFEICAO_MORAL.html
Diz a Espiritualidade em « O LIVRO DOS ESPÍRITOS », no capítulo que trata da Perfeição Moral, Virtudes e Vícios, que muitas vezes as qualidades morais são como a douração feita num objeto de cobre, que não resiste a pedras de toque.
Pode um homem possuir reais qualidades que o apontam ao mundo como um homem de bem? Mas , posto seja um progresso, nem sempre essas qualidades resistem a certas provas , e por vezes, basta tocar a corda do interesse pessoal para o pôr a descoberto . Emendar-se, vencer as paixões, corrigir o caráter, visando crescer espiritualmente e com a intenção de colaborar com Deus e a Humanidade desinteressadamente: Eis, um procedimento sensato , pois não há nenhum egoísmo em melhorar-se tendo em vista aproximar-se de Deus, pois esta é a meta para a qual todos nós tendemos . .
Sempre que nos dedicarmos a um estudo sistemático, estaremos seguindo o caminho do bem já que, a par de nos instruirmos – e por conseguinte trabalharmos por nosso progresso individual -, estaremos indiretamente contribuindo para o progresso dos que nos cercam e, em última análise, de toda a humanidade – e isto está conforme à lei natural do progresso que nos direciona para a perfeição.
Neste caminho da perfeição censurar defeitos alheios não é uma boa atitude, poi s nenhum de nós dispõe de faculdades completas; e é pela união social que nos completamos, asseguramos nosso próprio bem-estar e progredimo s. Antes de qualquer censura a alguém, devemos refletir de como agiríamos se estivéssemos no lugar daquele que desejamos censurar. Este proceder nos levará a compreender melhor a psicologia humana, buscando formas de nos educarmos mutuamente, inclusive analisar o nosso proceder e corrigir possíveis defeitos que ainda existem em nós. Este procedimento também é um meio de crescermos espiritualmente.
Se desejamos provar nossa capacidade, só existe uma maneira de fazê-lo, é através do exemplo .
Diz Alexandre Rangel, especialista em processos de qualidade empresarial, in ¨ Artigos/Qualidade da Rádio Bandeirante¨s , que Napoleão Bonaparte sem dúvida foi um dos maiores líderes que este mundo já conheceu. Certa vez, seu exército estava se preparando para uma das maiores batalhas. As forças adversárias tinham um contingente três vezes maior que o seu, além de um equipamento muito superior. Napoleão avisou seus generais de que ele estava indo para a frente de batalha e estes procuraram convencê-lo a mudar de idéia: - Comandante, o senhor é o império! Se morrer, o império deixará de existir.
A batalha será muito difícil. Deixe que nós cuidaremos de tudo. Por favor, fique. Confie em nós. Tudo em vão, não houve nada que o fizesse mudar de idéia. No meio da noite, o general Junot, um de seus brilhantes auxiliares e também amigo, procurou-o e, de novo, tentou mostrar o perigo de ir para a frente de batalha. Napoleão olhou-o com firmeza e disse: - Não tem jeito, eu vou. - Mas por quê, comandante? E ele respondeu... - É mais fácil puxar do que empurrar! Servir de exemplo não é a melhor forma de ensinar; é a única forma de ensinar! Não merece repreensão aquele que sabe, por suas ações, estar fazendo o bem, desde que seu intuito é o de pesar suas ações na balança de Deus, e sobretudo na Sua lei de justiça, amor e caridade, para dizer a si mesmo se suas ações estão no objetivo correto. O que não é racional é se envaidecer, pois significaria que tudo o que fez cairia por terra, já que essa atitude seria uma demonstração que em si ainda há o egoísmo.
Em L.E., q. 913, os Espíritos superiores dizem que o vício que podemos considerar como sendo o mais pernicioso é o egoísmo , pois é dele que deriva todo o mal e, se estudarmos a fundo todos os vícios que possuímos, em todos eles existe o egoísmo.
Podemos lutar de todas as formas para tentar tirar qualquer um de nossos vícios, mas só iremos extirpar o egoísmo quando o atacarmos na sua raiz e destruirmos sua causa , pois quem nesta vida desejar se aproximar da perfeição deve extirpar de si todo o sentimento de egoísmo, porque ele é incompatível com a lei de Justiça, amor e caridade. Aliás, o egoísmo anula todas as outras qualidades.
Muitos de nós podemos alegar que o nosso mundo é dominado pelo egoísmo, por isto a dificuldade em extirpá-lo . A isto podemos dizer que , se cada um de nós trabalhar sua transformação íntima, procurando uma forma de se melhorar, a intensidade desse vício tenderá a diminuir e o mundo melhorar . Caso contrário será necessário que ele cresça mais ainda para que faça danos consideráveis para se compreender a necessidade de sua extirpação, daí a escolha é de cada um de nós.
Realmente, podemos admitir que o egoísmo é muito difícil de se erradicar - pois está ligado à influência da matéria - e que ainda estamos muito próximo de sua origem mas, com certeza, ele se enfraquecerá com a predominância da vida moral sobre a vida material , e sobretudo com a compreensão de doutrinas como o Espiritismo, que nos fazem entender melhor nossa condição futura.
Conforme ensinamentos de Sócrates e Santo Agostinho, in LE 919a: O autoconhecimento é a chave do melhoramento individual , pois permite que alinhemos nossas ações e pensamentos na direção das correções que necessitamos realizar, e assim, ajustar nossos atos de acordo com os ensinamentos dos grandes Mestres que estiveram na Terra, em especial o Mestre Jesus, tanto em relação a Deus, como em relação ao nosso próximo.
Este processo é árduo; assim, necessitaremos de muita coragem e determinação para realizá-lo, mas através do esforço próprio e de exercícios repetidos na direção das boas causas, iremos sedimentar em nós o próprio bem . Deus sempre nos assiste e auxilia, mas devemos fazer a nossa parte se desejamos verdadeiramente melhorar e assim colaborar com a construção de um mundo novo e melhor.
Artigo com base no Livro terceiro, cap. XII de ¨O livro dos Espíritos¨. Colaborou no desenvolvimento ortográfico deste texto Maria Luiza Palhas
A mais elevada concepção de Deus que podemos abrigar no santuário do Espírito é aquela que Jesus nos apresentou, em no-Lo revelar pai amoroso e justo, à espera dos nossos testemunhos de compreensão e amor.
Emmanuel in ¨Pão Nosso¨, FEB, psicografia de Chico Xavier.
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A SABEDORIA DO BEM
Quando, na Antiguidade, alguém queria matar um urso, pendurava uma pesada tora de madeira em cima de uma vasilha com mel. O urso empurrava a tora com força, a fim de afastá-la do mel. A tora voltava e o atingia. O urso ficava irritado, feroz, e empurrava a tora com mais força ainda, e esta o atingia por sua vez com muito mais força. Isso continuava até o urso ser morto.
Se nos fixarmos nesse fato, numa reflexão rápida e despretensiosa, poderíamos afirmar que as pessoas fazem o mesmo quando pagam o mal com o mal que recebem dos outros. Pensamos então: Será que nós, seres humanos, não podemos ser mais sábios do que os ursos?Empurramos a tora cada vez com mais força, mesmo sabendo que ela irá retornar e nos ferir!
As Leis de Deus - em especial a lei de causa e efeito – é muito precisa ao nos revelar esta sua característica. Todas nossas ações são causas que irão sempre g